Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Perdido no mar de infinidades e incertezas, precisamos recomeçar com os pés no chão. Onde você dita as regras.
Ter sonhos é bom, mas o melhor ainda é sonhar com os pés no chão, a mente ao foco e o coração firme!!!
Gosto de gente que coloca os pés no chão sem pensar, que sabe o gosto de lamber os dedos, que conhece cada canto de um lugar especial, gente que não se mete, gente que se entende, gente que ajuda e gente que procura. Gente que não tem medo de opinião, e gente que encara o que vier pelo chão, gente que luta e bate de frente. Gente que se impõe, gente que ama animal, gente que também ama quem precisa da gente. Gente que erra e aprende.
Gente de todos os tipos ,de etnias e crenças. Gente que quer o melhor e luta por isso, gente que chora, que ri, e que é. Gosto de gente transparente.
Resume-se dito gente que é ser humano!
SOU ASSIM..
Mesmo de pés firmes no chão as vezes um tornado de pensamentos devastam a noite calma,roubam de mim a paz de minha alma......
Somente por amor, Tocamos as estrelas Sem tirar os pés do chão Momentos de puro prazer, Que me fizeram em teus braços me perder.
Sonho de ternura Só te esquecerei quando o véu da morte cobrir meu rosto. Mas mesmo assim nascerá em meu túmulo uma linda roseira que cujas pétalas estarão escritas com gotas de sangue as letras de teu nome indicando que jamais te esquecerei...
O mundo tem quatro Aspectos: Grande, Pequeno, Simples e Importante. Grande como o Amor. Pequeno como a Distância. Simples como eu. Importante como Você...
AMBROZIO, REI DOS QUILOMBOS DO RIO GRANDE
Pés descalços que levantam a poeira na estrada de chão batido
Vaga sem rumo no poente da terra seca pelo serrado da solidão
Fugiu das chibatas do cativeiro em busca de nova estadia
Quilombola tentará na fugidia rota do capital do mato que o perseguia
Derrama pelo caminho o sangue de sua raça agrilhoada na senzala
Seus pés descalços, suas costas riscadas, suas mãos rachadas
Seu coração chora pelos que deixou abandonados na clausura
Preferiu o risco da morte ao jugo da servidão a que fora obrigado
Seu ímpeto de liberdade era maior que a tirania de seu dono
Vagou por léguas sentindo fome, frio, medo, mas tomou cuidado
Nas noites estreladas se entregava aos sonhos em leve sono
Nas manhas seus olhos radiavam a esperança de encontrar socorro
Mas este não vindo, criou ele mesmo o abrigo que a outros oferecia
Nas margens do Rio Grande ergueu seu reino africano de solidariedade
Fugiu, deixou saudade irremediáveis, mas abrigou milhares em seu congado
A liberdade, ainda que tardia, não alcançou o seu terreiro protetor
A maldade dos brancos o alcançou, e em poucos dias seu reinado dizimou
Jaz na memória esquecida dos que vieram depois dele, virou lenda
Sofreu uma vida de crueldades, e hoje, retribui com amor o mau que o matou.
Quisera
Estou chegando ao fim da estrada
Com as mãos vazias pendidas para o chão,
Com os pés cansados da longa caminhada
Com o desapontamento e a desilusão.
.....Quisera voltar ao ponto de partida
Encetar de novo a caminhada,
Rever aquela gente boa e amiga
Onde eu fui feliz, onde eu fui amado.
......Quisera ver o riacho a correr,
Ver o moinho da fazenda trabalhar,
A casa de farinha repleta de gente humilde e simples
Mas feliz a cantarolar.
.....Quisera na relva fresca outra vez pisar,
Subir nas árvores gigantescas e frondosas,
Ouvir de novo dos pássaros o cantar
O mogir do gado ao acordar
.....Quisera poder voltar a te ver debruçada na janela
Olhando na mesma direção que eu
Olhar silencioso e forte
Onde o primeiro amor bateu
Sincronizado, calmo e puro
Quisera eu voltar a ser feliz de novo
Com os pés fincados no chão e a cabeça nas nuvens, eu inicio um passeio pela estrada da imaginação. Meus pensamentos percorrem córregos e mares. Correm pelo planeta em busca de compreender a essência de minhas escolhas nem sempre acertado, frequentemente equivocada. Numa velocidade inexplicável, é possível mudar os rumos que os próprios ditados desarrumam contextualizando o cenário que me encaixo. Imagens refletindo os dissabores que na inconstância dos sentimentos acrescentam sabores me fazendo beirar o abismo da desilusão; companheira constante na viagem por estradas solitárias, e, às vezes pegando carona pelos atalhos, me frustrando aos poucos, quase me fazendo desistir da procura pela trilha certa que finalmente me conduzirá de volta ao Caminho. Ainda passeando pelos devaneios do meu “Eu” quase estático, devido à frieza da alma que por culpa do coração insensato deixou-a descoberta a mercê do frio que se faz nas montanhas do incerto percurso, as nuvens parecem aproximar-se mais rapidamente da realidade dos meus conceitos, transportando-me de repente para a lucidez de um ser humano que sempre está procurando a porta de saída da caverna que amordaça o calar do amor sufocado; prensado, negado. Sem perceber muito da realidade que se faz recente, é provável que a probabilidade de encontrar naquele deserto uma canoa para cruzar o lago da tristeza seja quase nula, entretanto, há uma sintonia da razão e emoção que despertam para a mesma direção; vai passar por ali, sem data prevista e horário marcado, o barco que transportará meu ser para o outro lado da civilização sentimental, onde certamente o amor e eu nos encontraremos... Esperar é preciso, pois o amor quer ser amado.
Mantenha sempre os seus pés no chão, porque até mesmo o pássaro que voa mais alto, uma hora tem que voltar à Terra!
Talvez seja tempo de olhar as pessoas com outros olhos. Talvez seja hora de firmar os pés no chão e perceber que as pessoas mentem. E fingem ser o que não são. Hora de parar de confiar em qualquer um.
