Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
AMBROZIO, REI DOS QUILOMBOS DO RIO GRANDE
Pés descalços que levantam a poeira na estrada de chão batido
Vaga sem rumo no poente da terra seca pelo serrado da solidão
Fugiu das chibatas do cativeiro em busca de nova estadia
Quilombola tentará na fugidia rota do capital do mato que o perseguia
Derrama pelo caminho o sangue de sua raça agrilhoada na senzala
Seus pés descalços, suas costas riscadas, suas mãos rachadas
Seu coração chora pelos que deixou abandonados na clausura
Preferiu o risco da morte ao jugo da servidão a que fora obrigado
Seu ímpeto de liberdade era maior que a tirania de seu dono
Vagou por léguas sentindo fome, frio, medo, mas tomou cuidado
Nas noites estreladas se entregava aos sonhos em leve sono
Nas manhas seus olhos radiavam a esperança de encontrar socorro
Mas este não vindo, criou ele mesmo o abrigo que a outros oferecia
Nas margens do Rio Grande ergueu seu reino africano de solidariedade
Fugiu, deixou saudade irremediáveis, mas abrigou milhares em seu congado
A liberdade, ainda que tardia, não alcançou o seu terreiro protetor
A maldade dos brancos o alcançou, e em poucos dias seu reinado dizimou
Jaz na memória esquecida dos que vieram depois dele, virou lenda
Sofreu uma vida de crueldades, e hoje, retribui com amor o mau que o matou.
Quisera
Estou chegando ao fim da estrada
Com as mãos vazias pendidas para o chão,
Com os pés cansados da longa caminhada
Com o desapontamento e a desilusão.
.....Quisera voltar ao ponto de partida
Encetar de novo a caminhada,
Rever aquela gente boa e amiga
Onde eu fui feliz, onde eu fui amado.
......Quisera ver o riacho a correr,
Ver o moinho da fazenda trabalhar,
A casa de farinha repleta de gente humilde e simples
Mas feliz a cantarolar.
.....Quisera na relva fresca outra vez pisar,
Subir nas árvores gigantescas e frondosas,
Ouvir de novo dos pássaros o cantar
O mogir do gado ao acordar
.....Quisera poder voltar a te ver debruçada na janela
Olhando na mesma direção que eu
Olhar silencioso e forte
Onde o primeiro amor bateu
Sincronizado, calmo e puro
Quisera eu voltar a ser feliz de novo
Com os pés fincados no chão e a cabeça nas nuvens, eu inicio um passeio pela estrada da imaginação. Meus pensamentos percorrem córregos e mares. Correm pelo planeta em busca de compreender a essência de minhas escolhas nem sempre acertado, frequentemente equivocada. Numa velocidade inexplicável, é possível mudar os rumos que os próprios ditados desarrumam contextualizando o cenário que me encaixo. Imagens refletindo os dissabores que na inconstância dos sentimentos acrescentam sabores me fazendo beirar o abismo da desilusão; companheira constante na viagem por estradas solitárias, e, às vezes pegando carona pelos atalhos, me frustrando aos poucos, quase me fazendo desistir da procura pela trilha certa que finalmente me conduzirá de volta ao Caminho. Ainda passeando pelos devaneios do meu “Eu” quase estático, devido à frieza da alma que por culpa do coração insensato deixou-a descoberta a mercê do frio que se faz nas montanhas do incerto percurso, as nuvens parecem aproximar-se mais rapidamente da realidade dos meus conceitos, transportando-me de repente para a lucidez de um ser humano que sempre está procurando a porta de saída da caverna que amordaça o calar do amor sufocado; prensado, negado. Sem perceber muito da realidade que se faz recente, é provável que a probabilidade de encontrar naquele deserto uma canoa para cruzar o lago da tristeza seja quase nula, entretanto, há uma sintonia da razão e emoção que despertam para a mesma direção; vai passar por ali, sem data prevista e horário marcado, o barco que transportará meu ser para o outro lado da civilização sentimental, onde certamente o amor e eu nos encontraremos... Esperar é preciso, pois o amor quer ser amado.
Mantenha sempre os seus pés no chão, porque até mesmo o pássaro que voa mais alto, uma hora tem que voltar à Terra!
Talvez seja tempo de olhar as pessoas com outros olhos. Talvez seja hora de firmar os pés no chão e perceber que as pessoas mentem. E fingem ser o que não são. Hora de parar de confiar em qualquer um.
Pés no Chão
Mas eu estava escrevendo uma parte da minha vida mesmo, eu vivia no mundo da lua....
Era melhor antes....
No colégio eles colocavam papel na minhas costas, colocavam o pé pra eu cair...
Dai criei essa fuga em transformar tudo o que acontecia no dia como se tivesse sido diferente....
Minha mente bloqueou os acontecimentos reais....
Só agora depois de 02 anos de terapia é que to lembrando aos poucos dos detalhes.
Não sei se seria pé no chão.
Fugas que nossa mente cria não acabam facilmente...
Depende do momento em que estou vivendo...
Se ta tudo bem, acontece de por o pé no chão...
Agora se começo a passar por situações estressantes,
não que eu recrie, mas é como se minha mente apagasse...
Mas apaga só da memória...
O sentimento que nos causa ainda fica lá.
Por isso só com o tempo pra descer desse tapete voador...
mas tem que ser devagar, bem devagar, passo a passo.
Ano passado qdo tava tudo melhorando passei por outra situação estressante....
Agora que já faz um ano do ocorrido to conseguindo colocar de leve os pés no chão.
Falta só um pouco de firmeza para andar, digamos assim.
É tem muita coisinha nessa minha cabecinha...
Nem sem porque comecei a falar disso com você.
Não costumo me abrir assim.
Sinta-se lisonjeado e desde já agradeço por ouvir sobre a minha dificuldade de colocar os pés no chão.
"CARTAS NA MESA"
"Pés no chão...
Mente nas nuvens...
É como me sinto agora, depois de ouvir o seu 'adeus'.
Então, percebo que o que nos trouxe foi apenas o passar do tempo.
Enquanto o ponteiro se movia, nós éramos levados.
Sem dar conta, me peguuei aqui, de frente pra você,
Me fazendo enxergar as cartas espalhadas na mesa;
Aquelas que relatam a história que hoje se vai,
E que, amanhã, servirão somente para ocupar o vazio que você deixou.
Nada mais...".
Mais em lavinialins.blogspot.com
Realidade e Ilusão
Realidade é quando coloco os pés no chão
E sinto que são mais frágeis que eu pensei.
Ilusão é quando danço em brasas vivas,
Para manter viva a chama de uma paixão.
E de pensar que as vezes sonhamos tão alto que tiramos os pés do chão e quando precisamos acordar, nos falta equilíbrio e apoio;
' E de pensar que acreditamos que as pessoas nos amam na medida certa ao ponto de apoiar nossos erros e estender a mão quando cairmos ...
O fato é que pensamos de mais nas pessoas e como elas nos tratam, e esquecemos de olhar a nossa maneira o nosso lado, a nossa DOR !
Quando cair não espere tanto uma mão para te ajudar a levantar, você tem ainda as suas duas mãos de apoio os seus joelhos de segurança e seus pés que por mais que cansados não te negarão ajuda ao se levantar;
Olha para frente, busque mais o amor no teu EU interior do que nas pessoas, não espere 100% de alguém senão você mesmo consegue doar 50% de você a você mesmo;
Saiba ser sua luz e sua direção, siga sempre de olhos bem abertos, porem feche-os quando for necessário nem tudo que a vida te mostra você merece ver !
"Ame o hoje, desperte-se... olhe para o céu e mantenha os pés no chão, escute a emoção, mas saiba entender e valorizar a razão.Ame-se primeiro, não existe pessoa mais encantadora que você. Valorize cada instante, apesar de serem mágicos, eles passam rapidamente.
Torne-se atento aos "simples" bate-papos, o assunto pode se repetir, mas a circunstância jamais.
Cultive as pessoas que te fazem sorrir.
Ame amar, em um belo momento deixará de ser "sozinho".
É exatamente quando se chega no fundo do poço que os pés tocam o chão e nos dão apoio para levantar e continuar a cair.
