Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
As mesmas ilusões sem depender de mim. São outras frustrações que ao cair no chão.
O Sr me recebeu, ainda sou teu deus.
De tanto agradecer eu não chorei em vão.
Melhores que piores fiquei em teu porão
O Sr me encantou e eu te agradeci. Depois me despedi.
Os tontos são mais loucos, sem o teu poder.
Divertem uns com outros até aborrecer.
Não sente tua presença no meu levantar. Consigo ser feliz, por confiar em mim.
Quem poderá sopesar a dor, se entre as mãos fugiu de si o amor. Qual lenço ao vento vai ao chão, mais ainda desce o ser sem compaixão.
Sou eu, rodado pelo tempo,
Sem casa, sem chão, nem firmamento.
Caminho em estradas que o vento apaga,
Sem saber se sigo ou se volto à saga.
Não há onde pousar meu cansaço,
Nem braços abertos, nenhum abraço.
Sou eu, sem rota, perdido na estrada,
Só o silêncio, minha jornada.
Será que o destino me esqueceu,
Ou fui eu que de mim me perdeu?
Mas sigo, sem rumo, sem me encontrar,
Quem sabe, um dia, eu aprenda a ficar.
A ficha técnica de alguns estudantes só cai quando o professor deixar a sua ficha abandonada no chão.
Quando se sentir inútil
como uma fruta podre
caída ao chão
Lembre se
que dentro dela
ainda há
sementes!
Às vezes do nada a vida nos tira quem nos é tudo, nos deixando sem caminho e sem chão. E a lembrança se torna nossa única e eterna companheira. E nos tornamos grandes castelos de carta, que a qualquer momento, se desaba com uma lembrança que resta em nossa memória. E nada nos conforta. Nada diminui nossa dor e nem nossa saudade.
Em um rascunho de poesia no chão ao lado de toco de cigarro e uma flor de Ipê amarelo:
Faz sentido ter caído
Aqui desse lado
Talvez eu seja lido
É certo que serei pisado
A alto estima olhou para baixo
Então começou a despencar
Do chão passou a olhar em volta
Então começou a pensar
Que tudo na vida é duro, difícil e injusto
Mas que mesmo sendo assim
não poderia parar de sonhar
e querer voar para o alto
NOSSO VENENO
por esse chão que rastejo
já tive amores, desapegos
mas a quem divide o meu veneno proibido
foi uma surpresa receber o seu tom ácido
em meu ouvido.
foi assim que conheci esse mundo de censura.
mas já que você nunca provou da minha loucura,
te aviso que ela tanto mata quanto cura.
se você atira a sua pedra,
espere receber a sua pedrada.
desse idioma de arrogância eu já sou fluente.
ninguém jamais vai acreditar em você,
pois elogia na frente e por trás, mente.
te amanso mesmo me envenenando,
fácil é tocar o seu sentimento brando
que não aguenta ninguém te provocando.
estou pronto para te dar o bote, sempre me cercando.
e quem mais quis me acolher, foi quem escolheu me levar a morte
mas a vida me ensinou que o que não mata torna forte.
no mundo existem
7 bilhões de pessoas e 14 bilhões de faces.
como conseguir amizades com entusiasmo?
para mim, só funciona com sarcasmo.
eu sou bem pior que isso,
ou meu coração que decidiu dar sumiço.
e pelo resto dessa vida, escolho não ser mais seu submisso.
Chorei ontem, sem razão,
como quem perde o chão.
Veio a dor, sem permissão,
e ficou no coração.
O peito virou tempestade,
cheio de medo e saudade.
Um silêncio de intensidade,
gritando em sua verdade.
Tem amor que não coube em mim,
tentou florir, teve fim.
Virou espinho no jardim,
cresceu torto, foi assim.
Quis dizer, mas fui calado,
quis partir, fiquei parado.
O olhar meio quebrado,
e o peito, despedaçado.
Sou mar revolto, escondido,
um abrigo não escolhido.
Mas vivo, mesmo ferido,
sou dor… que ainda tem sentido
JOGADO NO CHÃO
Estou jogado no chão Em depressão
Juramos amor eterno
No fórum no meu caderno
Caderno de anotações
Anotações de carinho
Numa folha dobrada
Tinha um coraçãozinho
Escrito te amo
Antes de dormir sempre tinha um Boa noite
E mesmo com sono
Eu retribuia porém ela mudou
Ela conheceu alguém e deixou
É triste como eu estou
Estou jogado No Chão
Em depressão,tentando entender
Porque Você me deixou
Estou jogado no chão
Em depressão,tentando entender
Porque perdi meu amor
Poeta Antonio Luís
30/06/2015
SOU TEU
Eu fiz do teu chão o meu chão
Te guardei no meu coração
Nem tira e nem rouba de mim
Te amo com todas as forças sem fim
Na madrugada me liga
Pra dizer que estar com saudade
Agente se viu meio dia na Praça
Me entrego de graça esse amor
Enfrenta até tempestades
Mesmo assim Superamos tudo
Tudo que passo
Pra ter você nos meus braços.
Sou teu Sou teu meu Amor
Amor meu. 2x
Compositor.Poeta Antonio Luís
Voz e violão. Nilsinho Melo
10:26 AM 22 de novembro de 2015
Tudo me serve de esteio,
cama, sofá, chão, chuveiro.
Joelhos transformam-se em apoio
e os cabelos eu faço de arreio.
Tatei-o tuas ancas e seios
enquanto revira-se em espasmos
alheios.
Desvendo teu pubescente abrigo ao
passo em que alojo-me em teus meios.
Timoneiro
Se me fosse imposto optar
Entre a pedra do chão que sangra
E o céu que engole o dia,
Eu ficaria com o mar,
Onde o tempo se desfaz em ondas
E a eternidade é apenas um sopro.
Nos braços do meu barco
— solidão que navega —
Paro em portos de ausência
E parto levando memórias
Que ainda não gestaram.
Longe do ruído do mundo,
Sou um vulto que vaga e sonha.
O balanço do mar é um relógio,
E remo, rezo e remo até que a noite
Cante em meu braço cansado.
Quando não puder mais suportar,
Soltarei os remos,
Redirecionarei a rota dos silêncios.
E se não souber o que fazer,
O vento, antigo mestre, saberá,
Pois ele é voz do que em mim nunca cessa.
Um aroma úmido,
um pequeno nada,
exala o singular cheiro de terra molhada.
Composto de chão de terra, britas e
fragmentos do cotidiano.
O perfume da chuva
tem aroma de óleo de sândalo,
restaura lembranças
ao passo que apaga os rabiscos do chão.
Perfuma o vento
no entardecer das cores,
limpa a lousa da calçada e da vida,
hidrata nossa esperança
e restaura nossos sonhos.
