Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Valente chão que me dizes
novidades da descrença,
nesse teu campo grisalho;
falas de seres infelizes,
sem confiança nem crença,
pedindo pão e trabalho.
Valente chão que me fazes
ser como o chão que tu és:
trigueiro, ermo e enxuto;
falas dos tais capatazes,
dos capitães das ralés,
com muitas falas de luto.
Valente chão que carregas
fardos de tais desertores,
cumulas culpas e faltas;
és contentor das bodegas
desses tão pobres-feitores
dessas patentes mais altas.
Valente chão sem emenda,
sem pegadas de mudança,
sem justiça e sem apuro;
pede a um deus que te atenda
com a tocha da esperança
para os pobres do futuro.
Tem dias que o chão esta batido, seco e sem vida.
No entanto;
Deus resolve se manifestar e dançar sobre este châo seco, batido e sem vida.
E tudo que estava feio, fica BONITO.
ÉRIDA
Sem chão nem Fé, me vi flagelado
bem apegado a um Amor tinhoso.
Devaneando, morto, ao Sol do Descaso,
vi o mundo ruir. Abismo vultoso.
O bailar de Érida, Corpo equilibrado,
vinha mostrar seu Passo virtuoso.
Era o Baile corrente, aclamado,
tecido nos Saltos sem pouso.
E veio o Sonho: e foi desperdiçado!
E veio a Morte: o luto renovado,
o espinho encravado em meu pé!
Tudo indicava o Sol! Fiquei embaixo,
na Prisão que estive e em que me acho,
a Sonhar e a bailar, sem chão nem Fé!
Vejo nuvens chorando, e suas lágrimas caindo no chão, mas as flores então felizes, por sua água sobreviverão
É bom lembrar de nós
Das tardes ensolaradas deitados no chão da sala
Da noites de frio embaixo do edredom
De como parecíamos voar voltando das festa caminhando para sua casa e de como um banho quente relaxa
Lembrar também do leite com Nescau e biscoito
Quando quero reviver essas memórias eu sempre faço um bom e velho leite com Nescau
E me sento sozinho, imaginando que você está aqui
Tem dias que a saudade me pega de jeito
Tem dias que eu quase te ligo
Mas o leite com Nescau esfria e ele a minha vontade
Volto a minha vida sem graça
Desejando esbarrar com você em cada esquina
Ensaiando cada passo
Mas você nunca vem
Acho que no fim essa é a graça
Você não vim.
Lembrança
E foi quando a vi ali,
Bêbada sentada no chão frio,
Nada pensei, apenas me sentei e a abracei.
Meses se passaram e
droga, eu ainda sinto tanto a tua falta!
Reflexão : Estar no chão e usar o fundo para subir
Texto Aline de Alencar Rosa
Quando estou completamente abatida, há silêncio e não há força neste lugar. Sinto que algo me empurrou para baixo e não há nada que eu possa fazer sobre isso. Sinto-me oprimida e triste. Isso amplifica a impotência de fazer algo.Quando estou triste, tenho a ilusão de que estou sozinha, nada muda, e mesmo quando saio daqui, isso acontece novamente. Estou de volta, completamente para baixo. Sim. Quando estou triste, está completamente quieto, impotente e vazio.Vazio. A possibilidade de mudar ou mudar algo parece ridícula. Eu vejo meus erros. Eu posso ver onde cometi erros. Vejo que sou culpada por estar aqui e não sair daqui. Eu vejo negatividade, sinto dentro e ao meu redor. É sufocante. É preciso apetite para me mover e me para. Tenho a sensação de estar quieta, de recuar. A sensação de estar faltando alguma coisa.
Algo me empurrou para baixo e eu atirei. Isso te deixa com raiva. Por que não me defendi? É uma vergonha. Eu não deveria estar melhor já? As imaginações são sobre o que eu deveria ser, mas não são. De onde eu tirei essas idéias? Por que eu as aceitei? Quando estou triste, sinto-me como uma inútil. E um sentimento lento. Eu sinto que provavelmente estou perdendo alguma coisa.Quando estou abatida e me permiti estar abatida, quando não queria lutar em algum lugar, mas demorava um pouco, sinto-me orgulhosa e crescendo. Eu me deixei cair e fiquei aqui para me observar. Eu fiquei comigo mesma, não me apressei. Eu fiquei para assistir. Percebi o poder da negatividade e secretamente a admirava. Eu me perguntava como uma pessoa poderia me derrubar porque eu acreditava que ele estava certo. Notei o poder da negatividade e, como qualquer força é um testemunho de um poder ainda maior ... eu o admirava. Eu me deixei ser empurrada para o lado, deixei o ruído negativo ao meu redor, deixei doer e usar. Eu me deixei sentir isso. Essa é a minha decisão. A decisão do meu corpo de experimentar e a decisão da minha alma de permitir tal experiência. Minha mente não precisa saber disso, mas sei assim que volto a pensar nisso. Então eu vou saber. Minha mente é uma força focal cuja direção vem de dentro de mim. Eu tenho que confiar, eu sei disso. E há paz nisso. Há algo de bom em paz, há esperança, fé, amor.Não me mudei para lugar nenhum daqui, mas não estou mais olhando para as forças ao meu redor ou o que elas estão fazendo comigo, estou apenas olhando para mim mesma. Há paz dentro de mim e o conhecimento de que tudo está bem. Se eu estiver bem, então ... então o que aconteceu está bem. Com esse sentimento, não tenho mais uma pergunta sobre mim. Nesse sentimento, me lembra que algo maior se expressa em mim e eu faço parte disso. A negatividade também faz parte disso. Nós somos da mesma família. Isso aumentará a gratidão. Eu pertenço a algo tão grande e poderoso, pertenço a uma força que me empurrou para o chão, me separou, e me feriu drasticamente. Eu sei quem eu sou, tenho forças, mas os deuses me pegaram. Que força maravilhosa ... E nós viemos da mesma família, do mesmo lugar! Conseqüentemente, eu também tenho esse poder, portanto também possuo esse poder e posso usá-lo, porque está dentro de mim também, o poder divino dos deuses. Além disso, eu apenas o deixei entrar e me aproximar, devastar e empurrá-lo para baixo. Quando estou triste, é porque é o melhor lugar para estar. Claro, eu não entendo isso, ainda parece muito tempo. Mas não consigo superar o sentimento sei que tudo o que é melhor é o melhor.
Quando estou triste, estou cansada. Mas não estou mais triste. Não estou mais deitada, impotente, mas de pé e admirando o lugar escuro onde estou. Eu posso mover tudo aqui. Eu posso sentir tudo aqui. Eu posso mudar onde estou a qualquer momento. Eu sou um convidado aqui. Com sua família. E se este lugar for amigável? E se essa força for amigável? Porque ela é. Como ela é,e do jeito que ela trabalha, ele simplesmente é. Mas e se houver um desejo amigável de se conectar por trás disso? E se minha própria alma criou um lugar para se conectar porque é bom para nós? Quando olho para isso dessa maneira, confiança, clareza, conhecimento, força crescem em mim. Eu sei que poder tenho. Eles às vezes têm um efeito suave porque são energias sutis. Sou constituída por essa energia sutil e minha sensibilidade significa ternura para percebê-las. Mas essas forças são fortes. Elas são gentis e fortes ao mesmo tempo. Eu admiro muito isso.
É tudo uma energia, apenas partes diferentes de uma energia. Eu sou uma pequena parte dessa expressão. Se eu acreditar que estou desconectado, vou me desconectar. Todos nós temos a liberdade de fazê-lo. Mas se eu confio em mim, confio em mim, então estou conectada a tudo. Também com um negativo. Ela vem comigo, faz parte de mim e se apega a mim para me ajudar.
Essa força deslumbrante me deslumbra para que eu possa ver o que eu estava deslumbrante. Ele me pega e me detém para ver o que há em mim e o que posso usar. Esse negativo acrescenta força, habilidade para mim, me faz focar desde o momento em que ele me pegou.
E se tudo o que parece ruim realmente ajudar, limpar, penetrar e mostrar o caminho a seguir e o que fazer? A gratidão cresce em mim. Meu foco está mudando. Tudo o que faço é necessário por algum motivo. Olho pela janela, hoje é fácil desfrutar céu azul e sol. O vento inclina as extremidades da árvore fortemente e sopra contra a janela. Lembrei-me de uma vez que acordei em meditação e fui o vento. Como se estivesse vendo parte de si mesmo agindo lado a lado. Eu ainda tenho vento. E tudo o mais que pude ser.
Autoria: Aline de Alencar Rosa
Blessed be...
Olhando em seus olhos
Perdi o meu chão
Encontrei no teu silêncio
A respostas da minha solidão
Olhando em seus olhos
Encontrei sabor
Seu silêncio me fez ver
Que sem você não
Existe amor
Olhando em seus olhos
Consigo amar
Amar e nunca te esquecer
Amar você é voar
Olhando em seus olhos encontrei
A razão para viver
Viver esse grande amor
Que é como o sol
Nunca chegara ao fim
Te amo com todas as minhas forças
E sei que o seu amor
É bem maior por mim.
"Olhando em seus olhos
Perdi o meu chão
Encontrei no teu silêncio
A respostas da minha solidão."
Daniel B. Souza
Que o dia nasça e a gente continue pisando num justo e completo chão de sonhos possíveis. Que continuemos não aceitando o que o mundo nos propõe, enquanto toda essa realidade permanecer assim, desconhecida de verdades e em absoluto silêncio. Que as nossas respostas tenham voz em reconhecimento do nosso olhar, que é diferente pra tudo. Que logo ali, bem naquela praça, onde as crianças contam suas historias, possamos descobrir aquilo que anda suspenso visto que, estamos ávidos por justiça, por uma despida e imensa realidade doce, pura, estendida às pessoas de bem que todos os dias abrem seus reposteiros esperando uma manhã com aura distraída para alcançarem unicamente um desejo, irradiações de felicidade.
A chuva passou e a sombra do céu migrou para o chão
O sol está lá e eu
Vejo que o fim ensinou a lição que a vida está sempre
A ensinar
A história acabou mas sou grato pelo que vivi
Junto de ti
Rosa despedaçada
Uma rosa jogada no chão,
Dói muito no coração.
Despedaçada no silenciar do verão,
Chorando por quem nunca lhe deu a mão.
“Palavras sem atitudes e ideias sem ação, é como navio fora d’água ou uma aeronave no chão”
(teorilang)
“O vento caudaloso que sopra e impulsiona, doravante, a vela do barco conduzindo-o ao chão... imaginem só... é o mesmo que, intrepidamente, atiça e tenta apagar a vela que põe luz à escuridão.”
Enquanto houver
Um palco
A rua
O chão
Amor e utopia
Contramão
A força de uma voz
Quando o sinal fechar
Não estaremos sós
Elegia
As árvores em flor, todas curvadas,
Enfeitarão o chão que vais pisar.
E a passarada cantará contente
Bem lindos cantos só em teu louvor.
A natureza se fará toda carinho
Para te receber, meu grande amor.
Virás de tarde, numa tarde linda –
Tarde aromal de primavera santa.
Virás na hora em que o sino ao longe
Anuncia tristonho o fim do dia.
Eu estarei saudoso à tua espera
E me perguntarás, pasma, sorrindo:
Como eu pude adivinhar quando chegavas,
Se era surpresa, se de nada me avisaste?
Ah, meu amor! Foi o vento que trouxe o teu perfume
E foi esta inquietação, esta mansa alegria
Que tomou meu solitário coração...
