Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
(...) Um dia eu perdi meu chão, meu norte, meu prumo... Minha bússola interna apontava para o nada. Chorei todas às lágrimas, até ficar entorpecida, inerte, a alma cristalizada na dor.
Hoje, quebrei minhas
Promessas
Deitei no chão molhado,
No meio do jardim
Vi cair do céu uma linda
Chuva, chuva
De pétalas
Feitas só pra mim.
Hoje, vou dormir nas nuvens
Viajar nos meus sonhos
No meu universo,
Minha utopia, meu
Espaço secreto.
Hoje, meu corpo
Está sereno
Meu rosto risonho
Minha alma tranquila
Minha vida inspirada
Ainda, incompleta.
Mas hoje, é meu dia
Meu todo, como todos
Os dias.
Bati a porta e o estrondo foi tão grande que o porta retrato caiu e espatifou no chão. Pisei entre os cacos e nem percebi que estava machucada. Me joguei na cama e fiquei ali inundada de silêncio, de vazio, de nada e respirei fundo. Depois de horas catei os cacos, meus e do vidro, e joguei no lixo. Era hora de recomeçar.
“Ao invés de chorar, de um grito! Ao invés de chorar, sorria! Ao invés de chorar, ajoelhe no chão e agradeça pelo seu dia! Ao invés de chorar, abraçe seu travesseiro e digo o quanto ele é importante para voce. Ao invés de chorar, pense em tudo de lindo que você já viveu! Ao invés de chorar, recomece sempre que for preciso. Mas se quiser chorar, chore! Chorar também faz bem! Alivia qualquer coração aflito e aquieta a alma.”
Porque Choras Tanto Chão de Cinzas?
"Porque choras tanto chão de cinzas,
dia e noite angustiado sem parar?
Choro as almas Caridosas e Famintas
dos Bombeiros que aqui vieram tombar!
Clama Serra, clama Chão a todo Portugal!
Incendiários, corações de pedra sem igual!
De mãos dadas com tornados, vossas cinzas levantar
Num grito de dor o vosso rosto sempre recordar...
Gratos, o vosso auxílio iremos reviver,
Fitando o Céu e nas Estrelas vos reconhecer!"
(Homenagem aos Bombeiros de Portugal!)
ZaLopes
RECORDAÇÕES
O som do vento e das folhas secas caindo ao chão
A exploração sonora da alma
Burburinho de quem ama em silencio
Meus passos na tua saudade, pensamentos aleatórios.
Brincar de se esconder dentro das emoções de alguém
E por descuido revelar um mundo cheio de paixões
Palavras que nos levam a reflexão
Da consciência de espaço e tempo, e seus elementos a sua volta.
Poesia que se declama em todo lugar
Fracos ou fortes, longos ou curtos, graves e agudos
Os gritos de alerta do tempo
A sonoridade diversificada dos pássaros
Que não permitem te esquecer.
Por quer enquanto existir saudade
Haverá recordações, e recordações muitas vezes,
Fazem o coração sangrar e reviver.
Poema ao Dia da Poesia - Sydenilson Santos / MAR 2014.
Cada lágrima derramada é como chuva, faz fecundo o chão, forte as raízes, e belos e saborosos os frutos.
Desde sempre fui muito atrapalhada. Sabe, era uma criança que toda hora caia no chão, raspava o joelho na parede áspera, batia a testa na porta, cortava a perna na quina da escada, enfim, vivia sempre machucada.
Tudo bem, criança é assim mesmo, precisa de toda essa adrenalina pra crescer. Só que além de ser travessa, eu era (ainda sou) teimosa. Ah, quantas vezes minha mãe falou: “menina não cutuca essa ferida, vai ficar marcado”, “para de arrancar as casquinhas”.
O problema era que eu não escutava a minha mãe e, confesso, adorava puxar a proteção que o meu organismo produzia para tapar a ferida. Eu ficava admirada e vivia me perguntando, como aquilo era possível.
O tempo foi passando (eu ainda continuei caindo), só que eu já não cutucava mais as casquinhas. Aquilo que a minha mãe dizia começou a fazer sentindo. Passei a ter vergonha das minhas pernas, pois estavam todas manchadas.
Uma vez fui para a escola de bermuda. As outras crianças começaram a zombar de mim. Lembro-me de escutar “Ah que pernas finas e perebentas”. Depois disso não usei mais vestidos, bermudas e condenei as saias. Só deixava as pernas respirarem dentro de casa.
Por conta deste aprisionamento poupei meus cambitos das tardes de sol. O resultado são duas pernas brancas.
Comecei a perceber que com o tempo, as cicatrizes que eu carregava nos braços foram desaparecendo por conta do sol, mesmo assim, não libertei os membros inferiores do corpo humano. Eu ainda tinha vergonha e continuava a preferir as calças.
Dias atrás eu refleti. Essas marcas são lembranças do que eu vivi, não são motivos para eu me envergonhar. Muitas delas vieram a partir das buscas de aventuras no quintal, outras foram produtos de coisas ruins, mas que eu superei e cicatrizaram. Enquanto eu não deixá-las “livres”, elas continuarão ali. Não que eu queira esquecer, mas tenho que começar a me alforriar deste trauma.
Sábado passado usei uma bermuda pela “primeira vez” depois de muito tempo, na frente de pessoas que não eram meus familiares. E sabe qual foi à sensação? De ter saído de uma masmorra, onde eu mesma me acorrentava.
Lamentando pelo chão,
esqueci a torneira aberta,
mas quem liga?
Abriram feridas em meu coração
e as deixaram aqui,
doendo.
"O mundo vai te julgar, te jogar no chao, mas lembre-se, existe um Deus apaziguador, que vai te dar a mao, por isso segure-a, levante, e mostre ao mundo quem voce é"
Caiu mais uma vez
Ferido foi jogado ao chão
Precisa encontrar força e levantar
Das cinzas, começar
Qualquer um pode sentir dor
Mas eu te ajudo a suportar
(Refrão)
Não te tiro dos meus olhos
Tenho vinho e tenho óleo pra curar toda sua dor
Não me tire dos teus planos
Sou Teu Deus e não te engano
Sou o amor cravado na cruz
Volte pros braços da luz
Amor cravado na Cruz
[Rap]
No desespero age sem pensar
Mas Deus não quer te julgar
E sim amar e por completo quer te restaurar
Se por desilusão, você largou Sua mão
É com gemidos que o Espírito traz solução
Volte pros braços da luz
Amor cravado na Cruz
Fala com primazia,fala de Deus como se fosse íntimo, cospe no chão o que consumiu,mas sera que Deus é isto.
Se teve chão, andei, se teve um amor, amei
E um caminho eu procurei, amor e ódio eu plantei
E foi melhor, de mim não tenha dó
Daí eu colho só as virtudes
