Ruínas
Ruínas
Mesmo depois de tudo
Que tudo que restou foi nada
Sentado nessa calçada
Calado como um surdo e mudo
Eu amo
Destruíram minhas cidades
Afundaram meus navios
Rasgaram minhas vestes
Envenenaram meus rios
E ainda assim eu amo
Queimem o que sobrou então
Todos os meus vinhedos
Tirem os anéis dos meus dedos
Matem o meu cão
Executem seus planos
Cumpram suas metas
Destruam todos as poetas
Malditos seres humanos
Porque de um jeito ou de outro
Ferido, me arrastando.
Mesmo depois de morto
Vou continuar amando.
Vladimir Wingler
Muriqui 14/01/2003
Quando eu estou com o coração em ruínas, saudades, tristezas e muitas dúvidas.... E eis que surge em meus pensamentos a voz do senhor e me diz:
- Coragem meu filho, pois vai dar tudo certo. Sei que o caminho não é o que você esperava, pois é doloroso, mas não temas! Eu estarei sempre com ao seu lado nessa dura jornada que é a vida.
"Deus não nos dá um fardo maior do que podemos suportar."
REVOLUÇÃO
Em ruínas modulares
geometriza-se o sol
na escuridão de dedos nucleares
no desejo da primaverica guerrilha.
' o mundo em quem você vive está morto, não há como erguer mais as ruínas que foram destruídas. #BlitzVl04ÉcioGênesis
Apegue-se a Bússola
Vivemos em um Mundo de ruínas, nossos quintais viraram campos de batalhas. Esforçamos-nos para amenizar a dor e a desgraça. Todavia lutamos por conceitos que o próprio Homem criou. Em meio a um estado caótico, onde tudo esta destruído, os mapas já não servem para reconstruir. Não há mais ruas e nem padrões. É chegado à hora da reconstrução! Jesus desceu na Terra em um tempo onde tudo estava sendo coberto por enganação, como atualmente. Veio e nos ensinou o caminho, estabeleceu as ruas e os padrões do seu Pai, pregou tudo sem se importar com a aceitação! E hoje nós estamos querendo destruir tudo novamente! Jesus é a bússola, mesmo quando tudo destruído esta Ele vem e restaura! Largue os mapas que tu mesmo criaste, e se apegue a Bússola que se chama Jesus!
Retirantes
Somos o pó
De uma vida em ruínas
E uma gente
Sem disciplinas
Tentando desatar esse nó
Somos a rampa do morro
E cara mais suja no chão,
Somos enfim aquele choro
Sem a chave do mundo na mão
Somos relâmpagos
Invernos e refrão
Que o trovão da vida
É um poema
Pra moça sem coração
Que vive sempre iludida,
Fazendo dos seus dias
Um dilema
No breu confuso da noite
Sem amor, amigos ou paixão
Somos a voz
Que se solta em vão
Um ser feroz
Na escuridão,
Somos a correnteza
E aquela multidão
Vivendo de incertezas
Querendo tocar
O sol com as mãos,
Somos enfim uma fortaleza
E toda aquela confusão
Somos a liberdade
E toda a solidão
Prisioneiros da desigualdade
E da falta de compaixão,
Pois o mundo é um motor
Que gira em rotação
Onde a verdade
As vezes se esconde
E no peito ainda mora uma dor,
Somos enfim essa multidão
Com essa falta de amor
E perdão
Que a vida as vezes
É como um trator
Um certo quinhão
Pra quem tem outra cor
Nós somos a falta
Que preenche o vazio
A solidão que exalta
E o sucesso um tanto tardio,
Somos o regresso
De quem vem de longe
Trazendo na mala
Sonho e esperança
E também algum documento,
Mulher sempre fica na sala
E criança vem com o tempo
Quando a coisa aqui melhorar
Eu coloco todos na bagagem
E também carrego pra cá,
Pra ver o sol nascer mais bonito
E beleza vai ser trabalhar
Pra se sonhar com o infinito
Primeiro é preciso buscar
Pra depois louvar com o bendito
O que de fato pôde encontrar
Do pó do nordeste sem chuva
Onde só tem curva e peste
Eu vou direto é pra cidade grande
Pra que algo de bom
Lá se manifeste,
Apesar do barulho do som
Diferente de lá do nordeste
Onde tudo era só silêncio
E tão calmo o nosso agreste,
Levo comigo o meu dom
Que tenho há milênios
Uma forma assim de presente
Vinda de uma força celeste
Pra quem tá na vida sem rumo
E longe da casa da gente.
VIVER DA CIDADE
As cidades vivem...
Em seus edifício, suas casas,
ruas ruínas, esquinas, frios e brasas...
Suas mãos entrelaçadas suas tranças
com suas, esperanças e suas sinas
... Olhares tristes e felizes
de suas, adoradas crianças.
As cidades vivem...
Seus dias de glorias
dias de luzes, noite de escuridão!
Com seus barulhos seus entulhos
seus gritos, lixos e seus caprichos
suas caretas, alegrias e suas dores,
seus pânicos, medos e horrores.
Vivem dias de angustia, dia de cão
vivem também... Dias de doutores!
Dias de promessas e dia de oração
... Vive um dia de cada vez!
Uma semana, um ano, um mês...
Tudo aquilo, que carregam em sentimento
um momento, para cada um de vocês...
As cidades vivem acordadas
e acordam dormindo...
Vivem dias de feriados e trabalhos
seus pés descalços, seus sapatos
seus olhar franco... Risos, largos e falsos,
vivem o manhã de planos e sonhos
vida de enfado, pesadelos medonhos
vivem as horas e os dias que vem vindo.
Antonio Montes
A cegueira da cidade esconde tatos e olfatos
As ruas possuem velocidade autônoma
São ruínas engolindo sentidos.
Você começa a evoluir quando aceitar como aprendizado o fato de passar por cima das ruínas do seu passado...
O nosso mundo não é aqui.Então para quer construir castelos e reinados se todos viram ruínas? para que tanta ganância??
Se a sustentação de um prédio for muito rígida, é provável que o prédio irá a ruínas, se a mesma sustentação fosse fraca, o prédio também irá se partir.
Assim deve ser o ser humano, que precisa buscar o seu equilíbrio entre seriedade e gracejo.
Música
Sons de toda a parte
Pedaços de música espalhados
Ruínas milenares que cantam
O som fraco do passado
Tudo cerca em canção
Eu controlo minha emoção
O ruído que me desintegra em
Carne cantante e exuberância
Salto dançante rumo ao salão
Passo largo junto à dama
Tudo em sintonia formando a armação
Aos olhos dela que me chama
Um fim pretensioso
Num momento milagroso
Nossos corações se unindo
Diante a mesma música surgindo.
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