Ruínas
A maldade humana
é como uma doença
daquela virais, onde
no meio de tantas ruínas
há aqueles poucos que ainda se salvam.
É como uma praga
quase que sem cura.
Mas há um remédio para todo esse caos
a cura de todos os males;
é aquilo que faz a vida suportável. Amor.
Mas infelizmente os aguardos estão escassos
o ser humano nunca esteve tão perdido
as fabricas perderam a formula.
O doce romantismo dos tempos áureos, foi bom.
O que restou é apenas ruínas de algo que um dia foi bom e hoje nos deixa saudades...
Es que sua riqueza no final só serviu para suas ruínas babilônia.
Do ato da região da mesopotâmia, ergue-se a cidade entre o Eufrates é o tigre que ousa desafiar os céus, ai daqueles que enriquecem no sofrimento alheio
Imperante região no mundo filha transviada, de caminhos perversos em trilhas corretas, supondo superar e impactar as que visitam pelo olhar e impressionismo ou pelas suas histórias, multiplicar seus filhos e pecados sobre os quatro cantos da terra
Ó torre de babel que se ergue com o destino de unificar, de seguir e trilhar com uma única língua não confundir nem contaminar, estrela do abismo erguida para nas leis de Deus apoiar
Rebeldes foi, contra o criador não se pode elevar aos céus sem se rebaixar aos seus irmãos
Mãe do pecado dos homens, destruidora da seda da verdade e vertentes, adoradora de lendas, mitos e deuses, conseguiu no passado conduzir seus moradores ao abismo sem percebe
Enfeite maior não há em um monarca Nabucodonosor, com contextura de muralhas e jardins em seu rico mundo tornar, marca o mundo no qual terra seca no deserto e falada até os dias de hoje
Soberano de mar a mar, em suas terras sua palavra era sagrada que, no entanto, para sua amada um império resolveu ergue para admirar seu poder se alto vangloriar
Plátanos, palmeiras, cedros, pinheiros, cipreste, anémonas, tulipas, íris, lírios e rosas num espetáculo sem precisar atuar para a contemplação de Semíramis
Os que viram não esquecerão, deles apenas relatos sobraram histórias de fascinação sobre o jardim no deserto ficaram lá
Não se revolte com quem ti criou isso se tronou sua ruína cidade ímpia apostasia, nunca quis se espalhada pela face da terra, orgulhosa sua alegria foi subversão e início do seu fim
Mostra-se sua sentença, amásia do mundo embriagasse com sua idolatria e luxúria pelos povos, reis perdidos na terra sobre a azêmola sentada governar, mistério a sua testa estampar
Seus excessos e zelotipia a levaram a ser aquilo que não foi projetado, soberba afogou naqueles que acreditaram em sua opulência, tempos vindouros não existem mais o juízo começou
Ouçam enquanto a tempo, saiam do pecado fujam da perversidade do mal que lhe assola mão do mundo, abandone sua riqueza para encontrar sua pureza
No cair da tarde, luz fosca a invadir pelo quadrado da janela a obstruir a visão para um fim no pecado obstruir, liberta de seus vícios, e no pomar da agonia por fim eternizar
As luzes não ascenderão, cochichos, encantamentos, devaneios não existirão suas feitiçarias não mais tribularão pela terra, massacres e festivais sangrentos pararam de acontecer
Mão pesada, balança do império no fim e abismo a jogarão, crianças não correrão mais pelas ruas, idosos não se juntarão pelo rossio, suas mazelas transbordaram até o topo de ambiguidade e maldade, puseram o fim a sua própria criação
Acordais desobstruem seus corações, deixem a luz do clarão entrar.
A corrupção é o maior flagelo da humanidade,porque deixa qualquer país em ruínas, além de destruir os verdadeiros valores do presente e do passado.
Me perdi andando em ruínas por não ter onde rodar
Percebi de longe as meninas, logo temi tropeçar
Percebi os traços dos prédios, corri alguns quarteirões
Me assustei com bêbado velho mas não bati nos portões
Isso é o que eu devia fazer, to aqui pra espairecer
Sai pra me acalmar, ninguém vai me encontrar
Se alguém telefonar: morri
Não se aflija, ô minha paixão em ruínas.
Um dia alguém guardará tua santidade
enquanto eu persisto aqui
cultivando tuas depravações...
De nossas próprias ruínas podemos extrair o material necessário para a construção de uma bela e nova edificação.
Vozes em Ruínas
Eu sou dor que ninguém vê
Um amor que já fora amado
Triste alma que já nada crê
Fumo de um fogo apagado!
Sou sofrimento impossível
Que ninguém quer compreender
Dor e tristeza intangível
Cada vez mais a crescer!
RUÍNAS
Assim como construções
Que desmoronam com o tempo
Só me restou as ruínas
Desse antigo sentimento.
Sabia que não era eterno
Que um dia chegava ao fim
Só não pensei que viesse
Desabar tudo em mim.
E foi em meio do caos
Que eu então me encontrei
Junto com velhas lembranças
Que comigo resgatei
Além de muitas daquelas
Que perdidas ficaram ali,
foi sobre ruínas
Que eu então renasci.
Já não tenho mais vestígios
Daquele antigo lugar
Só mesmo aqueles mais fortes
Que insistiram em ficar,
Pois servem para lembrar
De coisas que não tem fim,
Como certas cicatrizes
Que permaneceram em mim.
São coisas que fazem parte,
São coisas que a vida ensina
Dessa história enterrada,
Ainda me sobrou ruínas.
Ruínas de mim
Eduardo Flávio Jacob - Escritor araxaense
Num giro de olhar desgovernado
O coração vem e vai
Em devaneios múltiplos
Em poesia encarnado
Em ruínas escancarando
A vida , a morte, a sepultura
Mesclando o podre e o sublime
E versos virgens e podres escarrando
E não adianta subjulgar-se
O nada vence o tudo
Num fluxo irremediável
De piora
Com o tempo tudo piora
Esmorece, morre apodrece
Conto nos dedos
O que não se conta
Estórias são histórias furtivas
E versos são suspiros reprimidos
Pelas paixões cativas
De mais a mais
Tudo acaba, bem ou mal
Tudo tudo
A carne , e até o osso vira pó
Pó de osso,
Fim de verso
E nesse ócio que são
As ruínas de mim
Olho para trás e vejo
Olho por olho dente por dente
E o povo nesse dilema
Vai seguindo em frente
Por que o medo?
Se é tão clichê,
por que o medo de acabar em ruínas?
Porque o clichê sente.
E quando se ama inteiro,
até o final tem gosto de ferida.
O amor pode até parecer repetido,
mas o coração sabe,
nenhuma flor desabrocha igual,
nenhuma sombra é feita do mesmo sol,
nenhum mar reflete o mesmo céu,
nenhuma chama queima do mesmo jeito.
O medo não é do fim.
É de não deixar beleza
mesmo depois do adeus.
Aceito o caos
Aceito o caos,
contanto que ele me diga a verdade.
Prefiro ruínas sinceras
a castelos de ilusão.
Se é no fogo que se revela,
queime —
mas não minta.
É possível reconstruir com ruínas. Empresas são quintais habitados por histórias que ainda podem florescer.
Talvez, num futuro apocalipse, essas ruínas revelem que esses prédios foram construídos não pra impor a vontade da maioria, nem a vontade de Deus. Mas pra proteger o que é vulnerável da força bruta.
No vazio do desastre, que prevaleça a promessa da fé, guiando-nos para além das ruínas em direção à renovação.
Toda manhã de manhã
Toda manhã o sol aparece devagarinho lá longe...
A visão de um mundo em ruínas
vai tirando todo o brilho que o astro rei com ele traz...
fico aqui a me perguntar: gostaria ele de voltar atrás?
Ficar escondido atrás dos montes...
Do outro lado do oceano...
Ficar parado por um instante (ou pra todo o sempre)... no limite em que nem aqui, nem lá está?
É... manhã chegando.
Tudo clareando.
Veremos este mundo um dia mudando?
O calor do sol...
A brisa suave...
O aroma das flores...
Os pássaros voando...
As abelhas as flores beijando...
Quem sabe?
Tudo isso, em conjunto,
seja um aceno de paz...
desfaça a dor que pelo mundo jaz.
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