Ruas
The walking Dead representa a vida dos moradores de ruas , todo dia uma luta por comida , por abrigo , pela sobrevivência
Se eu fosse você
Se eu fosse você, prestava mais atenção em mim ao passar pelas ruas... é isso que eu faço sempre que passa... e confesso sentir as batidas do meu coração acelerar...!
Se eu fosse você, olhava no fundo dos meus olhos, só para ver o brilho do meu olhar... eu sempre faço isso, querendo ver seus olhos brilharem...!
Se eu fosse você, deixava eu me aproximar só para ouvir a sua voz, sentir o seu cheiro... esse é um antigo sonho meu...!
Se eu fosse você, ouviria aquela música que mais gosto, ela me faz lembrar você... eu fico louco, só de imaginar estar lhe beijando...!
Se eu fosse você, não pouparia alguns minutos e faria uma oração para Deus me guardar... todas as noites eu oro por ti, peço para ele sempre lhe proteger...!
Se eu fosse você, não me subjulgaria, amanhã tudo pode mudar... eu jamais ousaria lhe enxovalhar, desde a primeira vez que te olhei...!
Se eu fosse você, sentiria muita alegria ao ter boas notícias minhas... eu sempre fico feliz quando falam bem de ti...!
Se eu fosse você, buscaria ver a importância que eu posso ter na sua vida... e pensaria sem cessar em mim... é isso que eu faço em relação a você...!
Se eu fosse você, perceberia que o meu amor é muito grande... muito maior do que possa imaginar...!
Se eu fosse você, não deixaria escapar a oportunidade de estar junto a mim... em seu lugar jamais permitiria me perder...!
Se eu fosse você, estaria atento para o amor verdadeiro que está se aproximando de sua vida.... veja, sou eu, não sou invisível, eu existo...!
Se eu fosse você, aceitaria o pedido que lhe faço agora: quer namorar comigo?
Olhos passarinhando
ruas e arranha-céus.
Respiro passado.
Odes doutros idos.
Peripateteando em zigue-zagues
no centro do mundo.
Voláteis sensações:
vida!
Eu sempre fui fã dos Racionais MCs, nas minhas andanças pelas ruas de São Paulo ouvia o som de Homem Na Estrada.
Olhos passarinhando ruas e arranha-céus.
Respiro passado.
Odes doutros idos.
Peripateteando em zigue-zagues:
centro.
Voláteis sensações:
vida!
”Nas ruas, você perde toda a esperança humana. Esquece que você é uma pessoa. Não se ama mais e adquire todos os tipos de vícios, você perde o calendário da vida, vai virando um bicho”,
Estava pensando... Este negocio de ir as ruas é tão bonito. Mas algo me intriga. De um lado ver uns lutando verdadeiramente apenas pelos seus direitos e ideais, e ao mesmo tempo, do outro, uns que não sabem nem ao menos o porquê de estar ali... Talvez vão pensando na bagunça, zona ou pela popularidade que se pode adquirir ao passar num noticiário... VAI SABER! Isso me fez pensar... Como podemos exigir escolas, mais educação, políticos menos corruptos, sendo que NÃO temos capazes de dar valor nem ao que já se tem!? Diga-me, por favor! Acho que antes de exigirmos dos outros, devemos fazer pelo menos a nossa parte... e isso, não é ir só as ruas, levando um cartazinho escrito palavras bonitas, apenas para impactar o manifesto ou dar ibope. Isso está ERRADO. Os manifestos já estão virando palhaçada... ISSO SÓ PERDE CREDIBILIDADE. Acho que temos que repensar nossas atitudes, porque de nada adianta parar uma rua, sendo que não somos capazes de dar um passo, para um mundo melhor COMEÇANDO PELA GENTE!
Acho que estou doente
não do vírus que ronda as ruas
pois me isolei, tomei cuidado
mas do veneno invisível que corrói a mente,
o caos que desmancha a paz
o medo que rasga a pele por dentro
nos últimos dias
as notícias ruins caíram sobre mim
como chuva de chumbo
nem a escrita conseguiu dissipar essa dor
Pelas redes sociais vi um homem na rua
gritando “estou com fome” —
cada grito dele era uma facada
uma punhalada cravada no meu peito
um clamor que o Estado ignorou
um grito que ecoa no vazio da cidade
Boa noite, Ouro Branco, cidade serena,
teu silêncio é canto, tua paz é plena.
Nas ruas tranquilas, o vento passeia,
a lua acarinha cada centelha.
As luzes brilham feito estrelas no chão,
refletindo sonhos, carinho e união.
Que o descanso venha suave e profundo,
renovando as forças pra encarar o mundo.
Que cada morador encontre sossego,
na noite macia que traz aconchego.
Boa noite, Ouro Branco, jóia reluzente,
teu nome já guarda um brilho presente.
A manipulação intelectual, em nome de Jesus, leva marionetes alienadas para as ruas.
O verdadeiro patriotismo leva os democratas. Leva humanos sensíveis e que amam, de fato, o solo brasileiro. Leva quem tem total noção do que está acontecendo no Brasil, porque tem visão de futuro, visão social e respeito aos que, no passado, lutaram e morreram pela pátria livre.
Setembro chega sem pedir licença,
derrama o amarelo dos ipês sobre o cinza das ruas,
traz consigo o sopro da primavera,
e nos lembra —
que há beleza até no que cai,
que o chão também floresce em meio às estações.
Eu quero saber onde é que vamos chegar
Com tanto barulho neste lugar
As cores das ruas a desbotar
Ninguém tem mais tempo para olhar
Promessas de festa e euforia
Que morrem com a luz do dia
Eu fecho os meus olhos e tento entender
O que eles procuram sem nunca se ver.
Viver nunca foi só estar de olhos abertos.
É só perceber a quantidade de zumbis ruas a fora nas veredas do que chamam ser oque é viver…
Há quantas quadras já andei?
Entre todas ruas e calçadas
Todos os rostos, perdidos e tentando se encontrar
Os encontrados tentando se perder
Há quantas esquinas já esbarrei?
Dentre aquelas mais distintas, há de ter a mais bela história.
Há quanto tempo estou andando?
O tempo veio chegando, parece até que ja se foi.
Há mais tempo a passar ou tem passado muito tempo?
Há quanto tempo estou pensando?
Dentro desse tempo sempre há os tempos que passamos
E a quem damos, o bendito do tempo
E se é pra falar em se doar,
Eu me doou aqui e acolá sem saber há quanto tempo estou me dando
Há tempo me doando sem saber de onde vem
Essa vontade de ser alguém
Há quanto tempo estou procurando?
Eu não sei...
Há quantas quadras eu já andei?
Sergio Vinicius de Moraes.
Canção da Madrugada
William Contraponto
Ando pelas ruas, meio em silêncio.
O mundo parece tão fiel,
Porém, em mim, há um incêndio
Que arde num canto cruel.
Olho as portas ainda cerradas;
O céu se desfaz num papel.
Observo a nota, entre calçadas,
Que me prende num tom tão fiel.
Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas ainda estou a me questionar:
Quando surge uma canção na madrugada,
Também não seria para iluminar?
Nem todo farol aponta o trilho,
Nem toda luz vem do perfil.
Às vezes, um som, num canto simples,
É o que resgata o mais sutil.
Talvez não seja só poesia,
Talvez um gesto mais gentil...
O que desponta em noite fria
É sopro terno, quase infantil.
Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas ainda estou a me questionar:
Quando surge uma canção na madrugada
Também não seria para iluminar?
Se a escuridão compõe a dança,
E o silêncio tenta conversar,
Talvez não caiba mais cobrança,
Talvez seja hora de cantar.
Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas sigo sem pressa de encontrar.
Pois a canção me toca na madrugada,
E sigo tentando nossas linhas interpretar
Porto Alegre em Dia de Chuva
Chove manso sobre as ruas antigas,
como quem lembra histórias guardadas,
nos telhados, o tempo suspira,
entre árvores, memórias molhadas.
O Guaíba se veste de cinza,
mas guarda um brilho de prata no véu,
as nuvens parecem cartas antigas,
enviadas do próprio céu.
Os bondes, em sonho, ainda passam,
rangendo lembranças de outrora,
e o vento nas praças conversa
com fantasmas gentis da aurora.
Café fumegante nas esquinas,
janela aberta, um olhar distante,
há ternura em cada esquina,
um suspiro leve, constante.
Porto Alegre chove e encanta,
com seu charme melancólico e fiel,
é cidade que canta e que pranta,
com saudade doce e papel.
E quem anda por suas calçadas
de guarda-chuva e coração,
sente o tempo escorrer nas fachadas,
feito lágrima... e canção.
Eu vaguei ao redor
Das ruas dessa cidade
Tentando achar sentido em tudo
A chuva em meu rosto
Cobre os meus traços
De todas as lágrima que tive que desperdiçar
Por que nós temos que esconder as emoções?
