Rua
Recife mandou lhe chamar...
Vem para o carnaval de rua,
Onde o povo brinca com fervor
E alegria, com ou sem fantasias.
Seguindo os blocos a cantar
Antigas e lindas valsinhas.
Vem ver o Galo da Madrugada,
Onde começa o carnaval do Recife,
O melhor e maior bloco da terra.
Vem brincar em Pernambuco,
Nas ladeiras de Olinda, patrimônio
Mundial, subir e descer com crianças,
Palhaços, pierrôs e colombinas,
Jogando confetes, atirando serpentinas.
Vem ver a miscigenação mais linda de todo o
Planeta, onde todos de abraçam no calor
Do frevo, dos blocos, da cultura milenar
Do meu PERNAMBUCO.
Luly Diniz.
09/02/18.
Você pode encontrar um mendigo na rua, e achar que Deus não o ama, ou se ama, ama pouco.O que você si quer imagina, é que se ele possuísse o minimo de riqueza, na quele exato momento, ou seja na condição evolutiva na qual se encontra.Destruiria o mundo todo e a si próprio também, é claro.Ele não está naquela condição, porque, Deus ama apenas a ele, mas sim porque, Deus o ama muito, imensuravelmente a ele e todos nós sem exceção.
João e Maria
João vai sair e gastar o seu ócio à rua,
ser jovem tanto quanto queira,
sentar à praça, à sombra de coqueiros,
ver passar as senhoritas, e as senhoras,
apresentar-se a uma delas e saber sua graça,
declarar o seu amor à primeira vista,
dizer uma única vez que deve casar.
João vai acordar cedo de sono mal-dormido,
andar pelo passeio e pela madrugada;
subir, altivo, as ladeiras;
virar, de repente, nas esquinas;
descer com os santos as escadarias;
correr e se esconder no beco,
culpado de medo por vultos delinqüentes;
atravessar a ponte,
cruzar a cidade,
andar léguas de distância;
encontrar a casa de Maria pelo floreio,
bater à sua porta,
surpreendê-la e dar todas as respostas,
aceitar o convite para o doce lar.
João de Maria o atrevido amor;
fazê-la feliz, lado a lado;
dedicá-la os hábitos da vida;
povoar dos seus sonhos o melhor.
As 4 da manhã,rua deserta,céu limpo e lua cheia.E lá estou caminhando AS 4 da manhã,com medo de meus próprios passos,com um certo receio de que tenha alguém atrás de mim,porém com um pouco de coragem me viro rapidamente e não há ngm,então penso “ufa”.
As 4 da manhã,os gramados já estão com pequenas gotas cristalizadas de orvalho,e quando me toco reparo uma orquestra de grilos,sapos e cachorros da vizinhança.
Andando mais a frente,as 4 da manha,viro em um beco escuro e então meu coração congela ao me deparar com um ser das noites mais conhecido como GATO (que me apareceu de surpresa) andava sobre um muro de tijolos que mal chapisco tinha,seus olhos refletia a luz do luar como se fosse um ser místico das noites.
As 4 da manhã,eu rezo para que apareça alguém,para n me sentir só,e ao mesmo tempo rezo para que não me apareça ninguém (a final,as 4 da manha todo suspeito é suspeito).
Em fim,cheguei em casa e sobrevivi a mais uma “4 da manha”.
Me perdi na curva
Me perdi na curva
Não na curva da rua
Não na curva da solidão
Não na curva da tristeza
Não na curva do meu eu narcisista
Nem mesmo na curva dos meus sonhos sem sentidos
Mas na curva do teu corpo
Na curva do teu doce olhar de pantera
E lembrar-me do teu beijo gostoso, gelado
Que ao me beijar congelava-me inteiro de paixão
E lembrar-me que já não sinto mais o teu beijo gelado
Foste embora sem dizer adeus
E adoeci, e adoeci
E que maldade eu imaginar
Que antes melhor seria se eu me perdesse
Na curva da tua rua e que talvez entrasse em outra rua
Só para não te ver
E que antes melhor seria ter
Me perdido na curva da minha solidão e continuar só com ela
E jamais ter te conhecido
E que antes melhor seria se eu me perdesse na curva da minha mais funda tristeza
Pelo menos minha tristeza não sai sem me dizer adeus
E que antes melhor seria se eu me perdesse na curva do meu narcisismo
E ter amado a mim mesmo, e sempre
E que antes, também, melhor seria se eu me perdesse na curva dos meus sonhos sem pé e sem cabeça
Pois garanto que meus sonhos sem sentidos fariam mais sentido que ti
E antes, que bom fosse...
Que eu não me perdesse na curva do teu inflamável corpo que me atraiu e depois me enganou com o suor amargo com gosto de caos
E que bom fosse, que eu jamais tivesse me perdido nesse teu olhar doce de pantera
Que só me destruiu por completo.
Passando pela rua parei quando ouvi, de longe, fui me aproximando e era aquela música que um dia você cantou pra mim em voz baixa, sussurrando ao telefone, que na letra dizia da lua cheia, eu, você e o céu, dizia também que não era problema de ninguém, que tínhamos que ser lembrados juntos, com a noite inteira para amar, ligar pro povo que a gente estava namorando, e que casaríamos na semana seguinte, que dizia pra deixar acontecer, que não era problema de ninguém, e me perguntava: O que é que tem?
Chorei, lembrei dos nossos momentos juntos e separados, das brigas e voltas, do amor, do nosso amor. Chorei de saudade, de amor, por amor. A música terminou, mas nós nunca acabaríamos se não juntos. O céu está lindo, cheio de estrelas... Quero te amar de novo, quero estar ao teu lado, e dizer que não tem nada, que só tem a gente, só tem o nosso amor, pra amar, pra ser lembrado, pra ser amado.
fui jogado na vida e nela aprendi viver não me deram sentido e , nem direção ,me deram a rua e a solidão
Em uma pequena rua, eu paraliso
Olhando para uma criança
Me lembro, do seu lindo sorriso
E vejo, o quanto eu a amo
Não importa, oque eu faça agora
Nunca irei me esquecer
Dakela exata hora
Que me apaixonei
Pelo seu jeito sedutora
É penssando em ti
Que eu aprendi
Que, o sorriso mais belo
É akele por quem eu zelo
......M
Um sonho, menino,
Corria na rua de barro
Descalço atrás de uma bola
Mais não era o gol que olhava
era para cima...
Casa azul
Passei pelo portão da minha avó
Cruzei uma rua sem asfaltamento
Me dirigi à convidativa casa azul
Bati na porta por algum momento
Um homem de meia-idade abriu
Cumprimentei ele e segui o rumo
As escadas eu subi sem fraquejar
Havia lá uma garota com aprumo
O quão real pode ser um sonho?
Desejo muito então que se repita
Para tentar recordar o nome dela
Seria este um relato enfadonho?
A magia conhece quem acredita
E eu estou persuadido pela bela.
Tem gente que morre importante, vira nome de rua e de praça, a família se emociona, mais tudo isto passa.
O que vai ser de você quando atravessar aquela rua pela última vez, deitado, trancado e carregado por seis, de um lado três do outro mais três, e você nem vai saber a importância que fez.
A vida é menos chata no outro lado da rua
Todos os dias eu tento me convencer de que em qualquer circunstância que eu me encontrar, sempre terei que escolher entre o certo e o melhor. E a variação de escolhas certas e escolhas melhores é surpreendentemente inclinada à sensatez do erro. Acordo com vontade de dormir, e tenho que escolher entre ir trabalhar e dormir mais cinco minutos – levanto atrasado. Me apronto as pressas, e tenho que escolher entre tomar o café quente de uma vez ou deixar pra comer na rua – passo a manhã com fome. Ouvi no rádio que o tempo está se fechando, e tenho que escolher entre levar o guarda-chuva ou sair com menos peso – chego no trabalho ensopado. Saio do trabalho, e tenho que escolher entre pegar o ônibus ou ir caminhando – quase sou atropelado por um táxi.
Não importa a escolha feita, se é a certa ou a melhor, você sempre vai se perguntar “porque não escolhi a outra?”. E sabe o que é mais interessante nisso tudo? Nada. Você só termina o dia se perguntado como foi seu dia e tentando planejar um novo sentido pra tudo que está ao seu redor, sendo que o sentido é só não procura-lo ao redor.
E agora estou aqui. Onde tudo começa. No fim do dia com a sensação de um péssimo começo, comendo um cachorro quente e a calça suja de mostarda. No outro lado da rua.
