Rua
Um domingo de agosto qualquer
Ouvi um som ligado em um carro qualquer parado na rua
e um cão vira-lata se remexendo feliz.
Vi um animal se divertindo feito humano
e humanos se matando feito (imbecis) animais
feito animais não tão humanos assim.
Não me lembro do motivo da confusão
mas acho que tinha a ver com política.
Um se vestia de vermelho
o outro se vestia de amarelo
e desde a última eleição não se cruzavam de jeito nenhum.
Um dizia que não estava nada bom
o outro dizia que não estava assim tão ruim.
Depois daquele fim de ano nada mais foi do mesmo jeito
amigos se tornaram inimigos (políticos)
humanos se animalizaram
e animais sambam felizes nas ruas.
Lençol de Anil
Parado;
O silencio jazia
Em tudo.
O sol cobria a rua,
Preguiçoso, estático.
As nuvens recolhidas,
E um lençol anil
Cobria a cidadezinha.
Era domingo!
Sucesso sempre, olhe do outro lado da rua de frente para o seu comercio e diga todos os dias Sucesso. - LABJ
A rua da casa onde morei em minha infância, era chão coberto com saibro (barro). Tinha que ter manutenção e sempre apareciam buracos.
Lembro-me que depois foi coberta por paralelepípedos.Tinha que ter manutenção e vez por outra apareciam, buracos.
Ah! Enfim Hoje, ela é asfaltada. Tem que ter manutenção e tem buracos.
Que saudade daquela rua de barro!
Acabo de ver um homem e uma mulher de mãos dadas na rua. Que pouca vergonha! Não há como exigir respeito quando se age com desrespeito perante a sociedade. Esses heterossexuais passam dos limites. Tudo bem ser um, mas ninguém precisa saber. Estão pedindo para apanhar. E, ainda, depois que são espancados saem a dizer por aí que foi por causa de heterofobia. Para eles tudo agora é heterofobia.
“Vi flores nascerem em pedras
quando não mais descia a rua,
levitando na sombra das nuvens,
muito tempo após
rodopiar entre borboletas.
Outra vez me vejo atenta…
sinto cheiro de terra molhada,
ouço a melodia da chuva
quando de encontro
ao parapeito e à janela.
Medito… no transparente voal,
fronteira insegura dos sentidos,
que frágil, balançando na brisa,
revela ao meu olhar o horizonte…”
Para cada registro na história,
Algo fica marcado na vida do ser.
Uma rua nunca é a mesma,
Os dias não são os mesmo,
Gerações hoje adormecem,
Vivem na memória esquecida,
Ou quem sabe eternizados,
Lute, nada é fruto do acaso,
Nada existir apenas por existir,
Tudo tem o seu papel na história
Que ainda não escrevemos.
me perco fácil
as vozes da rua
me exaustam.
de longe segui a canção
como um leão faminto
segue a caça
a moça tocava,
quanta graça
a gaita enorme
em seus braços pequeninos
não estava lá por obrigação
ria. sorria pra todos
sorri pra ela
ganhei o dia
ecoa a melodia
da alegria
da risada no olhar dela
as vozes sessaram
encontrei o caminho
pra casa fácil
o que quero da vida?
não suporto rotina
quero ter os olhos
emocionados
eufóricos
daquela artista
Conheci você na esquina da rua
Eu sorri antes mesmo que eu ouvi falar
posso aceitar que estamos a envelhecer
Mas eu acho que é apenas a maneira que tem que ser.
Eu me perguntava como você ainda me lembrava
Eu ouvi que você se estabeleceu e que você se casou com alegremente.
Você se lembra quando eu te disse
Que eu te amo para o fundo do mar?
Sim, eu sei, eu sei que acabou
Mas eu acho que é apenas a maneira que tem que ser.
Saudades está apertando no peito,
dias que brincava na rua sem medo,
a noite vagava despreocupado pela cidade,
festas entre amigos eram animadas,
hoje a insegurança tomou conta de mim,
balas perdidas, desavenças entre colegas,
tiros disparados a instituições publicas,
a noite o sono é perturbador.
saudades.
Você deixa a casa dos pais.
Deixa a rua, o bairro ou o sítio que nasceu.
Deixa a cidade, o Estado o País.
Deixa a mulher e o filho.
Deixa a religião e o time que torceu a vida toda.
Até o dia em que de tantas deixas, deixa o próprio corpo;
O corpo que levou pro trabalho, pra diversão e para tantas aventuras.
Segunda Chance
Estava perdido nessa escura rua
até que você me ligou na madrugada
E falou que queria ir pro mundo da lua
queria sair um pouco da alvorada
Já dizia Lulu Santos e Gabriel...
O mundo da lua é feito um motel
Do que mais ela poderia agradar?
Talvez ela tenha surgido para me salvar
Será que ela é a minha segunda chance?
ou será apenas mais uma ludibriação?
Pode ser o início de um belo romance
ou o começo de mais uma ilusão...
Quem poderia me responder além de ti?
Eu vou acreditar no seu doce sorriso
E viver intensamente esse amor aqui...
mesmo que eu pareça um pouco indeciso
Não se vá
Quando minha mão soltar a sua,
você vai se esquecer de mim?
Não quero que vá pela rua
me diga que não é o fim.
Tenho uma inquietante impressão
que nunca mais vou te ver.
Isso foge a toda minha razão,
isso contraria todo o meu ser
Queria muito te dizer,
mas as palavras não aparecem
pro seu amor eu acender.
Sou mais um nesse trem
Que poderia apenas mentir...
Mas não posso dizer (não se vá),
mesmo assim vejo você partir.
Deixando um perfume de maracujá
Bom dia....
Hei, desperte e levante logo, o bloco já está na rua te aguardando, é carnaval.
Carnaval só tem uma vez por ano, mas o brasileiro vive sambando o ano todo.
Deixe o povo sorrir, sambar, divertir e até se iludir... afinal já tiveram para trás um ano todinho de choros e lamentações por carências e falta de recursos para uma vida estável e tranquila.
Que os choros do passado se convertam em lágrimas de felicidade por um futuro mais promissor,
É isso, a esperança é a mola que nos impulsiona a continuar lutando com unhas e dentes para vencer e conquistar nossas realizações e ideais.
Bora lá, que o bloco já virou a esquina e a nossa fantasia ainda não está de acordo, mas deixe assim mesmo afinal.... é carnaval!!!
Menino De Rua
Cai a fruta
No pé do moleque
Ele todo assustado
Já corre pra gruta
E lá faz seu ninho
Com medo que seu vizinho
Seja algum recruta
E te obriga depois
Á cobrir o cheque
Ganha a rua
O menino sem dono
Vivendo de migalhas
Muitas vezes crua
Em total e cruel abandono
Morando em barracos
Cobertos de palhas
Hoje menino bom
Amanhã é marginal
Porque camuflaram o seu dom
E não trataram ele por igual
A sociedade escondeu
As oportunidades
E só mostraram á ele
O caos nos becos
Das grandes cidades
O menino já nasce assustado
Com medo do seu futuro
Ser o mesmo daquele
Que por aqui tem passado
Tão cheio de rupturas
Que por vezes tem marcado
A vida e o destino
De muitas criaturas.
