Rua
Social
Educação
a base da saúde
Educação
a rua me iludi
Educação
me ajuda a ter lazer
Educação
é ler e escrever
Educação
vem comigo vem sonhar
Educação
quero respirar
Educação
também é social
Educação
hoje é desigual
Educação
Educação
Educação
Pela nação
Durante o dia quando saio a rua e não vejo o Sol brilhante, e a noite não vejo o brilho das Estrelas, é que nem abrir minha página e não ver o brilho dos teus olhos e o encanto do seu sorriso.
FIZ OU NÃO FIZ
Fiz do oceano profundo a minha dor
Fiz da rua mais amada o meu canto
Fiz do meu sangue o meu lamento
Fiz dos dedos calejados um poema
Fiz da lua testemunha do meu amor
Fiz das palavras mal afamadas o trono
Fiz da fiel carne a sua própria liberdade
Fiz da alma um nevoeiro do seco deserto
Fiz da fé uma crença, um modo de vida
Fiz dos meus crucifixos o meu pensamento
Fiz dos carris o caminho de mim mesma
Fiz do esplendor do sol um abraço a Deus
Fiz da ferida da lua o adeus a própria dor.
Fiz do espetáculo da vida o meu querer
Fiz da essência um obstáculo grande no agir
Fiz do desânimo o tempo que se tornou pequeno
Passei dias, ou melhor, noites, olhando para fora. Via tudo o que acontecia na rua. Via quem passava, quem chegava e quem saía. Percebi o quanto a chegada e beleza das pessoas encantavam-me. E também o quanto a minha encantava alheios. As noites passavam rapidamente. Quando vi, já iam meses. E quando parei para respirar, percebi que estava cansada. Mas também me conhecia o suficiente para saber que mudanças não me agradavam muito. O problema não era a mudança, nem nunca seria, mas sim a nova adaptação. As mudanças são necessárias para não cairmos na monotonia, mas um novo recomeço é sempre complicado. Às vezes é mais cômodo ficar parado, sem fazer nada para mudar algo.
E naquele dia eu te pedi para me esquecer....
Ontem passei com outro na rua onde foi o nosso primeiro beijo,e desde as 22:00 horas da noite não te tiro da cabeça,parece que todas as cenas voltaram em minha cabeça, o nosso primeiro beijo lembra? Eu estava com medo de alguém ver,minhas mãos tremia e Você num longo abraço me roubou um beijo e logo você me levou para outro lugar,entramos no carro e você como sempre sem me dar muitas explicações só me pediu para abaixar um pouco a cabeça mesmo que os vidros eram escuros você me quis proteger dos olhares curiosos,você sempre aceitou que eu precisava de restrição, e foi assim por muitas e muitas vezes,e foi assim sem ninguém saber de nos,sem ninguém imaginar o que estava acontecendo nas nossas vidas,era tudo um segredo somente nosso. Até que então outra apareceu e você pela primeira vez mentiu para mim,já faz tanto tempo mais ainda lembro que você me bloqueio no whatsapp e me ligou com a desculpa de que tinha bulgado seu whats, só tinha um problema na sua mentira, eu já não era mais uma menina boba e tinha aquilo que as mulheres chamam de sexto sentido, eu descobre que pela primeira vez você mentiu para mim,juntei tudo,tudo que você me falava nos últimos tempos e cada mudança que aconteciam. E naquele momento soube que você estava gostando de outra, peguei o celular de uma amiga e te procurei no whats e lá estava a resposta que queria,você tinha colocado uma foto com outra garota, no momento fiquei perplexa não acreditava que você mentiu para mim,sempre disse para você a verdade, nunca teve necessidade de mentira,o que existia entre nos era só uma amizade muito colorida, ficaria feliz por você ter achado alguém que pudesse fazer o que eu não podia,nosso romance era só de brincadeira nada era real,só momentâneo. Mas esse não foi nosso fim,depois de muito tempo e depois de perdoar a sua mentira,depois de prosseguir o nosso romance chegou a hora de tomar um rumo,não podia mais te prender a mim e nem me prender, porque não era para ser um romance bonitinho,eramos só duas pessoas querendo aproveitar a vida, e naquele dia, eu te pedi para me esquecer,e você fez isso,você me esqueceu mas eu ainda não consegui superar....
se voce nao fiu nimguem inportante na rua hoje,amanha pode usar a mesma roupa.e uma lei criada por min
A ESCURIDÃO
Um alien veio do espaço
Mas quem pode ver
Somente eu pois a rua e deserta
A noite fica solitária e o breu se alastra
mas não deixe que solidão te abraça ,
pois você e a luz
Que pode iluminar toda essa escuridão
E iluminar meu coração.
SUJO DE FLOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Era uma rua fétida. Insuportável: viam-se pelo chão, velhas fraldas imundas; ratos mortos; muitas poças de lama em dias de chuva, e muita poeira nos dias ensolarados. Às margens, o capim crescia desordenado e cobria uma vala que a prefeitura nunca fazia manilhar.
O agradável contraste naquela rua era o belo quintal da professora Janice. Via-se pela cerca de arame uma grande área de chão arborizado. As árvores eram nada menos do que alguns pés de flamboaiã que se mantinham floridos quase o ano inteiro. Eles cobriam de pétalas o chão arenoso e grato por tamanha beleza.
De vez em quando a professora Janice era vista mal humorada, vassoura em punho, varrendo as flores que atapetavam o chão de seu tão belo quanto admirado quintal. Admiração não somente pelas flores, mas também pela sombra extensa, com leves pitadas de sol que tornavam tudo mágico. Era mesmo impossível passar pelo quintal da professora Janice e não dar uma boa olhada.
Passei um bom tempo sem ir ao bairro em questão. Logo, sem admirar o quintal da rua imunda. Quando voltei a passar por lá, foi grande a surpresa pelo que vi: o quintal da professora Janice, agora cercado por um muro de pouco mais de um metro e meio, não tinha mais as árvores. Como não resisti, aproximei-me para ver melhor e vi o chão todo pavimentado, sem nenhum arbusto; nenhuma roseira; maria sem vergonha... qualquer planta.
Finalmente, o imóvel da professora estava mais imóvel do que nunca: não tinha vida; os pássaros foram embora; também se foram as borboletas. Restou a casa, bem mais ampla e luxuosa, cercada pelo chão pavimentado e quente, além dos banquinhos de cimento expostos ao sol torrencial.
Curioso, perguntei a um menino da rua imunda se a professora Janice não mais morava no local. Ele respondeu que sim. Encorajado por sua boa expressão, me deixei indagar se ele sabia o motivo de a professora ter mandado cortar todas as árvores do lugar.
- Olha, moço; saber, mesmo, não sei não... mas ela vivia reclamando porque as árvores davam trabalho... deixavam seu quintal todo sujo de flor.
O NOME NÃO DIZ TUDO
Em um final de tarde, estando eu, a passear pelas rua do Recife, fui atraído por um vendedor de livros. O sujeito começou a me mostrar os livros mais antigo, percebendo o meu interesse, abriu um grande baú, de onde tirou vários títulos.
O titulo que me chamou a atenção foi “ESPALHA BRASAS”de um escritor Paraibano de nome José Cavalcante. Folhei-o lentamente, e dei de cara com os seguintes versos:
Eu sou José Cavalcante
Conhecido por Zé bala
Moço, fui bicho elegante
Velho, foi-se minha gala
Mulher a de pouco siso
Que me chamam de pidão
Eu peço por que preciso
E elas porque me dão.
Comprei, paguei cinco reais por uma obra tão rara, esse é o valor do escritor brasileiro.
Continuei meu caminho, vinte minutos depois, esteva na praça dois irmão, eis aqui um lugar que deveria ser cuidado pensei! Cuidam nada! esses caras querem, é só gastar o dinheiro do povo. Isso eu só pensei, quem repetiu meu pensamento, foi um jovem casal que passava ao meu lado. (até parecia que lia meus pensamentos).
poucos minutos depois, estava assentado em um antigo banco de metal, debaixo de uma grande arvore.
Em vão procurei algum fruto, afim de identificar a arvore, isso mesmo, frutos, só identifico a arvore pelo fruto, e isso não é um principio bíblico, é falta de conhecimento mesmo. Se tem manga, repito: essa é uma mangueira, se eu vejo goiaba, já a identifico imediatamente como sendo uma goiabeira, e da ir por diante.
Não vi fruto, valia a sombra.
Fui a leitura, agora com mais calma, sendo interropindo as vezes, por uma mãe raivosa.
-sai daí menino, deixa o animal quieto!
-mãe, ele quer me morder!
Lia, e absorvia cada pagina!
Eu sou um tipo de animal que não morde crianças. Ou mordo?
Cinco minutos de pleno silêncio. É nesses momentos que me transporto de um lugar a outro com facilidade.
O pensamento cria asas.
Passaria o resto da minha vida ali. Aquele banco de ferro, ou era de bronze? Não sei. Só sei que faria dele o meu mausoléu, tal qual Manoel Bandeira. Percorreria as mesmas ruas. Visitaria aquela criança doente. "Em uma casa, a mãe embala uma criança doente".
Faria uma reforma na "Ponte Buarque de macedo, indo em direção a casa agra" E como Augusto dos Anjos, "Assombrado com minha sombra magra"
Construiria a minha tese em cima dos versos de Mario Quitana.
Todos aqueles que atravessa meu caminho
Eles passarão
Eu, passarinho.
Ou simplesmente releria as ultimas estrofes de Zé Cavalcante:
Eu peço por que preciso
E elas por que me dão.
Tudo seria possível, se não fosse aquele grito, que parecia vir do além.
Cruel, ou Cruel! Vem aqui por favor!
Fui tentado a sair do meu transe momentâneo, e me transporta a vida real.
O grito de alguém, chamando outro alguém, eram insistente, Cruel, ou Cruel.
Fui forçado a me virar. Mais não fiz isso de forma brusca, agi como que estar em câmara lenta, estava mas curioso em saber quem era Cruel, do que, em quem chamava.
Seria algum animal? se fosse, o animal, seria da raça Pit-Bul, sendo assim, seria melhor eu ser cauteloso em meus movimentos.
De repente, passa por me um jovem, não era do tipo negrão, Galegão, ricardão. Era apenas um jovem.
Era magro, muito magro.
fixei meu olhar naquela figura. Seus traços finos, voz suave. No seu andar, tinha a leveza da brisa. Mãos na cintura. Caminhava devagar. Quase parando.
Chega até sei interlocutor, poe-lhe a palma da mão no ombro, sacode a cabeça e pergunta:
-Que queres?
Passavam das seis horas.
Levantei. Sair caminhando lentamente, enquarto pensava:
O nome não diz tudo.
CHUVA DE OUTONO
A bater na minha janela
Gosto de sentir os pingos da chuva
Ao olhar para a rua eu vi-me
Naquelas folhas secas....
Sem vida, que são varridas pelo chão.....
No silêncio, eu não ouço os meus gritos.....
A solidão, é como a chuva que admiramos
De vez em quando há necessidade de chorar......
E quando a lua, as estrelas e o sol brilham..
São a luz que sentimos, na alma e no coração......
O importante é não olhar para as estrelas como cruzes....
É sentir a cruz que carregamos....
Como os pingos da chuva da nossa própria solidão.
Cantor de Rua
sou cidadao como todos voces que me dispresam e me chamando mendigo mas sempre digo sou digno do vosso respeito.
sou um simples cantor de rua mas nao me das valor empresario.
vés em mim um animal em defeso mas sempre me defendo da minha forma.. mesmo passando fome.
dizes que nao canto nada.
que quand falo e como se eu tivesse latindo.
esquecendo que desde muinto cedo cantei e emocionei seu coracao que depois de amargurado veio em mim abrigar-se
sou cantor de Rua nao nego a minha realidade mesmo sendo maior de idade..mas diz quem me vé chorando cantando que escrevo letras de ouro.
Criança na rua, menino drogado, há que triste ilusão, que mundo largado, se as almas perdidas pudessem contar, quão diferente seria para quem aprender a nadar... Tem criança sem infância, sem dia, sem alegria, o mundo escondeu os sonhos e trocou por desafios, hoje, não apenas na favela mas do lado externo de fora pra dentro do seu quintal meu caro amigo, veja o olhar frio, um coração que era quente agora grita por abrigo. A vida trocou os brinquedos comuns por outros que matam.
Por ser a vida uma rua de mão dupla, quando estiver pilotando conquistas, cuidado, porque na outra faixa a inveja anda nas asas da derrota. Saúde e Paz!
Devo estar com uma aparência péssima mesmo. Fui dar uma volta na rua de chinelo, e meu pé ficou igual do menino carvoeiro. Mas é porque transpiro muito no pé e ele começa a sambar na borracha do chinelo e fica todo cagado...Fui entrar na agência do Itaú pra sacar dinheiro, e uma senhorinha correu da porta com medo de entrar sozinha comigo, achando que eu fosse assaltá-la. Tudo bem, não estava com meus melhores trajes... Mas, quando fui ao seu encontro para dizer que ela poderia ir no banco, que eu não era bandido, sem me dar qualquer chance, ela gritou o rapaz da Cet-Rio que estava em frente a capela do colégio Zaccarias, no Catete, dizendo que estava sendo assaltada O cara me abordou enquanto chamou um carro da guarda municipal, que, estava exatamente parado em frente ao restaurante de frutos do mar Berbigão, certamente esperando o arrego do dia embrulhado numa quentinha, enquanto tinha gente na rua gritando que ia me bater... Só fui liberado porque, graças a Deus, com a chegada da Guarda, por sorte, eu estava com o crachá do globo no bolso... Me pediram desculpas, e eu respondi que eles poderiam ficar com o carro parado na porta do banco, em vez de vegetarem esperando comida em frente ao restaurante. Antes que eles me dessem um fora, Dona Lurdes concordou e perguntou porque o carro estava em cima da calçada em frente ao restaurante, e não em frente a agência bancária, do outro lado da rua... eles ficaram sem graça de contrapor a velha e calaram a boca...Ali, estava estabelecido uma primeira relação de afeto e reciprocidade entre eu e minha nova "vovó". Inclusive, a dona Maria de Lurdes, muito sem graça, não sabia o que fazer para se desculpar... Eu, claro, perdoei...Talvez ela tenha razão em julgar e achar que, a qualquer momento, possa ser esfaqueada na rua... Que triste, vivemos um momento horrível na cidade onde todos se sentem ameaçados até mesmo por pessoas de bem....Consegui, pelo menos, dar um beijo carinhoso na bochecha da dona Lurdes antes de ir embora, pois ela começou a chorar por ter sido injusta comigo, e reconheci que era de coração. Descobri também que a Dona Lurdes mora aqui no Catete desde quando Getúlio presidia o Brasil aqui do palácio. Já aceitei o convite e amanhã vou comer uma broa de milho na casa da dona Lurdes, que mora hoje aqui na Bento Lisboa. Segundo ela, está acesa como se fosse ontem as passagens de Getúlio pelo bairro. e ela quer me contar tudo o que lembra... Quero escutar suas histórias e ver as fotos que ela diz ter pra me mostrar dessa época, "ao jornalista desleixado"..., já tomei esporro da Dona Lurdes por ser jornalista e estar andando com os pés sujos na rua... então, acho que, no meio dessa violência toda, nasceu uma nova e bonita amizade, onde a diferença de idade de dezenas de anos é um mero detalhe superficial...Já lavei os pés... Agora, depois do primeiro plano executado com sucesso, preciso colocar a cabeça no lugar e pensar direitinho como roubarei a casa inteira dela, nessa oportunidade única, e de que maneira vou assassiná-la, em seguida, para que tudo pareça um acidente, depois de três dias, pois já descobri que ela não tem parentes aqui no Rio ...
Saudades das brincadeiras de pega-pega com a turma da rua de cima, de esconde-esconde na hora do recreio da quarta série
Saudade daquela amiga inocente que sentava no fundo da sala de aula, hoje ela é o "furacão sexy" da rede social
Saudade daquele amigo engraçado e bacana que hoje sofre de depressão
Saudades das cartinhas no portão,
Saudade de uma época que não precisava ou importava estar na moda para sair de casa
Saudade de receber uma ligação de um amigo querido ou um parente no telefone fixo porque celular era raridade
Saudade de quando se matava a saudade fazendo ou recebendo uma visita de alguém querido
Saudade
Saudades
De um tempo em que tudo era assim, daquele jeito meio sem jeito
"O problema é querer ter um em casa e dois na rua,e prometer fidelidade com os dedos indicadores entrelaçados.
Quem tem lábia consegue enganar mas não esconder,uma hora ou você enxerga ou lhe mostram."
