Rua
Além dos Olhos -
Meus olhos são pisados pela Vida
como as pedras são pisadas pela rua
meus olhos duas telas ressequidas
são deixadas pela dor à luz da Lua.
Meus olhos são dois pobres sem sentido
tão famintos d'encontrar os olhos teus
teus olhos dois tormentos diluídos,
separados - indiferente aos olhos meus.
Teus olhos duas águas, meu gemido
folha seca transparente sem ventura
teus olhos são dois fados, meu castigo
e teu corpo pedra fria sem ternura.
Nos meus olhos mora o tempo que perdi
debruçada na clareira deste amor
como praia que me invade e onde vivi
tudo foi, tudo é como um sol-por.
Não entendem minha insônia
É que "a Rua da minha casa é o caminho pro irake"
Se tu só sonha a realidade soa como alarme
Dinheiro é put* e eu jamais vou deixar me levar
Mas o corre é louco ainda tô novo
são Mil planos pra realizar
Não finja que eu não tô falando com você
Eu tô parado no meio da rua
Eu tô entrando no meio dos carros
Sem você, a vida não continua
Não finja que eu não tô falando com você
Ninguém entende o que eu tô passando
Quem é você, que eu não conheço mais?
Me apaixonei pelo que eu inventei de você
Performance sua na travessa da rua sem saída
Constituída por passos ligeiros
De habilidade e maestria,
Invocando mais atração
Que uma potente ventania.
Gesticulações apuradas,
Dignas de uma profecia,
Bailando embrulhada
Num pano, assemelhada
A uma especiaria.
Coreografia impecável
Instantaneamente tecida,
Performance sua
Na travessa da rua sem saída.
Movimentos simultâneos,
Andamento de façanhas,
Combinadas de exatidão.
Exaltadas as proezas
Vindouras d' articulação.
Exauriam as reservas,
De um reles observador,
Magnetismo de uma leva,
Certeira como o arpoador.
Coreografia impecável
Instantaneamente tecida,
Performance sua
Na travessa da rua sem saída.
O calçamento vibrou
Quando a moçoila pisou,
Relando sua superfície
Exímia cirurgiã,
Fraterna como a artífice
Entalhando um talismã.
A sarjeta como corda bamba,
O coreto lhe empresta o estrado,
Os postes, os fios e a caçamba,
São auditório pro sapateado.
Virando a travessa no avesso,
O excesso é um sucesso reverso,
Versado no que venha ser controverso.
Coreografia impecável
Instantaneamente tecida,
Performance sua
Na travessa da rua sem saída.
COMPLEXO DO ALEMÃO
Rua 2, Alvorada, Coqueiro Grota, Fazendinha, Nova Brasília, Sabino, campo do seu Zé, Canitá, Itararé, Relicário, Enferno verde, Morrão, Palmeirinha, Central, Vila Cruzeiro, Largo do bulufá. Lugares belos do Alemã.
Amigos de Nilo Deyson -: Bolinha, Tangara, Nenem, Vinicíus xv , Zibério, Messias negão, Brodher Playboy, Dinho, Negada, Celso, Bio, Vick, ENTRE OUTROS...
Minha favela onde fui criado, onde cresci, onde me tornnei adulto.
Amo o Comlexo do Alemã.
Se o Brasil fosse um cachorro de rua, os brasilenses seriam as pulgas, os cariocas os carrapatos e o funcionalismo público seriam os bernes!
Quem sou eu?
Sou uma pessoa não faz falta que quando ando na rua as pessoas não me nota.
Sou alguém que já foi alguém.
Sou alguém que apostou tudo no amor é
Sou alguém que nunca foi amado alguém que sofre todos os dias.
Sou alguém que não sabe o que é o amor é esse sou eu.
PRESSÁGIO
Quando você anda
Eu penso no mar
Na esquina da rua
À espera da lua
Eu me pego a sonhar.
A noite esfriou
A lua não veio
O mar me avisou
Que virá tempestade
A luz da cidade se apagou.
Um canto ofegante
Soprou minha sorte
Presságio de morte
Num passado distante.
Quando você acordar
Se lembre de mim
Na esquina da rua
À espera da lua
Eu me pego a sonha
A Parábola do Cesto de Maçãs
Certa vez, numa rua muito movimentada onde só transitava homens, apareceu numa calçada um enorme cesto cheio de maçãs. Um homem que estava passando viu o cesto e as maçãs; pegou uma das maçãs e mordeu-a arrancado um pedaço. Depois de ter mordido uma das maçãs, colocou a mesma de volta no cesto e foi embora.
Outro homem passou e viu o cesto e as maçãs; vendo que uma das maçãs estava com marca de mordida de um lado, pegou outra maçã do cesto, mordeu arrancando um pedaço dela, colocou-a de volta no cesto e foi embora. Outro homem passou, viu o cesto e as maçãs, e fez o mesmo que os outros dois. E assim sucedeu, até que quase todas as maçãs do cesto estavam com marcas de mordida, exceto uma ou duas que provavelmente não foram mordidas, pois estavam na parte mais profunda e inacessível do cesto.
Outro homem passou, viu o cesto e as maçãs. Vendo que todas as maçãs do cesto estavam com marcas de mordidas, pegou uma delas, e mordeu a outra parte que não estava mordida. Colocou-a de volta no cesto e partiu. Outro homem viu o cesto e as maçãs, vendo que todas estavam com marcas de mordidas, pegou e mordeu o outro lado que não estava mordida, colocou-a de volta no cesto e partiu.
E assim sucedeu, até que o cesto de maçãs estava completamente comprometido, pois as maçãs começaram a murchar e apodrecer; haviam maçãs com pouca marca de mordida; haviam maçãs com muitas marcas de mordidas; haviam maçãs que já não tinham mais coisa alguma, a não ser, o bagaço; haviam maçãs que estavam totalmente pútridas, pousando moscas e cheias de larvas; e haviam maçãs que estavam apodrecendo junto com as que já estavam podres.
Certo dia, apareceu outro homem, viu o cesto e as maçãs. Mas este, vendo e observando muito bem que o cesto e as maçãs estavam completamente comprometidas, disse:
— Queria tanto comer uma maçã. Mas vejo que neste cesto não há mais maçãs que se pode aproveitar. Pois se dela comer, certamente ficarei muito doente e morrer.
E o homem, vendo que não haviam maçãs boas ou até aquelas que ainda se poderia ter algum proveito, seguiu em frente e foi embora sem morder nenhuma maçã.
O tempo foi se passando, e os homens que morderam as maçãs que estavam comprometidas, começaram a ficar doentes. Contraíram vários tipos de doenças e infecções. Alguns chegavam a morrer de intoxicação. Mas aquele que se recusou a morder as maçãs foi o único que ficou são.
01/12/2021
#A #DAMA #PRATEADA
Em minha rua, ao anoitecer...
Há tal melancolia...
Que desperta em mim o desejo de sofrer...
Sentado à mesa em um bar devasso...
Lhe contemplo dama prateada...
Nas vertigens do vinho que me encontro...
Perco-me em qualquer abraço...
Nessa Babel em que sobrevivo...
Cantando os amores...
Escondendo os conflitos...
Em tudo o que sinto...
Sinto-me cada vez mais perdido...
Ergo o meu coração aos céus...
E lhe olho suspirando...
Não mais me reconheço...
Sou total abandono...
Tantos se foram...
E tão poucos chegaram...
Atrás de meu pálido sorriso me escondo...
Disfarçando meu embaraço...
Se fosse, por acaso, por ti contemplado...
Apenas um desejo eu queria...
Em poder mudar minha sorte...
Ter aqui ao meu lado...
Os muitos que amei...
E por quem muito fui amado...
Mas o tempo é ingrato...
E lentamente se esvai...
Amanhã já não mais estarás no céu...
E eu aqui continuarei com meus ais...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
Foi um prazer
Rua vazia
Por um fio
Sob a lua
Estrela perdida
Dois olhos
Uma imensidão
O tempo traz
Por uma razão
Poesia, verbo, verso
Um trem na estação
Dois lados da moeda
Vidas que se conectam
Apenas por uma lição
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 26/12/2021 às 21:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Sábado
Sombra fria
Música no celular
Movimentação na rua
E na minha cabeça
Fecho os olhos
Peço e agradeço
Quase não acordei
Quase não levantei
Quase...
Sozinho num dia estava
Sozinho hoje me reergui
Sozinho vou continuar
Por mim e só por mim
Engraçado,se veste de timidez e saí pra rua,se despe no meu quarto e,faz show íntimo fazendo minha cama de palco.
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