Ridículo
Façam o povo entreter-se
com algo que pareça absurdo,
caricatural,
quase ridículo.
Enquanto riem, discutem, brigam
e se perdem em futilidades,
algo mais acontece
sem ser percebido.
Acontece nas madrugadas,
quando o cansaço anestesia
e a vigilância dorme.
Acontece durante o período de férias,
quando a atenção está relaxada,
a crítica em recesso,
e a consciência em modo avião.
O espetáculo distrai,
o ruído confunde,
o absurdo ocupa a cena.
E, nos bastidores,
decidem, assinam, desmontam,
apagam direitos,
rasgam a Constituição,
pisam nas instituições,
reescrevem destinos
sem plateia,
sem aplausos,
sem resistência.
Porque governar
pela distração e confusão
é a arte mais eficiente
de quem teme
um povo desperto e sóbrio.
✍©️#MiriamDaCosta
Eu acho ridículo isso no homem...
Ser fofoqueiro, ser linguarudo, não saber guardar segredo e ficar bisbilhotando em seu próprio perfil e redes sociais... quem visitou, quem viu ou deixou ver... quem viu seu stories, ou se inscreveu ...
Posta e se esquece homi...
Bom humor, bom senso, bons costumes, bom gosto, senso do ridículo e um bom dia politicamente colocado faz toda a diferença nas relações sociais, e, acima de tudo, quando não se perde a oportunidade de manter-se calado. Profissionalmente isso tudo é louvável, admirável e indispensável.
O que faço ou deixo de fazer não é para que me admire ou ache ridículo, apenas faço o que me agrada.
Todo aquele que trai precisa saber que este ato ridículo também virá até ele algum dia, e quando este vier ter a inteligência e a maturidade de entender e aceitar que isto aconteceu por consequência de suas atitudes. Ao trair prepare-se para também ser ferido e aceitar essa situação sem ter o direito de reclamar, pois a partir do momento que deixou de lado a confiança abriu as portas para que fizesse o mesmo a ti e perdeu qualquer possibilidade de se defender por ter tido a capacidade de fazer o mesmo.
Nada soa mais ridículo que a inutilidade da vida. Talvez não da vida por completo, mas do papel inútil que desempenhamos nela. É até meio deprimente pensar nisso; no entanto, depois de um tempo analisando para que razão fazemos tudo o que fazemos enquanto vivos cheguei a essa conclusão. Ok, nos formamos no ensino fundamental com mérito, no ensino médio com esforço, e na faculdade depois de 10 anos. Mas cumprimos tudo, como manda o script. No meio disso tudo, saímos a festas, nos divertimos, conhecemos pessoas, viajamos e etc. Nós fazemos tudo como deve - e não deve - ser feito, orgulhamos nossos pais, arranjamos um emprego que paga bem e estamos "bem na vida". Contudo, existe um certo vazio e um questionamento que permanecem: para quê? Parece que vamos ser sempre escravos da vida. Almejamos aquela liberdade tão utópica, e, aos poucos, percebemos duramente que ela nada mais é que MERAMENTE utópica. Estamos presos ao nosso ciclo perfeito de vida, que parece nos sufocar cada vez mais, e não conseguimos nos libertar disso. De que adianta termos um emprego legal se, por muitas vezes, o que devemos fazer é só seguir ordens? De que adianta viajar e ver o mundo se voltamos para o nossa realidade que é tão mediana? De que adianta obedecer a tudo para poder "estar bem na vida" se não é isso que queremos? E, o mais intrigante: de que adianta filosofar tanto se nada vai sair do papel?
O que eu vou fazer depois de terminar de escrever isso? Dormir, acordar cedo, estudar e trabalhar. O ciclo perfeito, que permanece e permanecerá imperfeito por bastante tempo.
Ridiculo o pensamento de que não vale apena aprender, você não ficou sabendo? Você teve que aprender para falar, andar, e até fazer suas necessidades sozinho... Ou queria continuar usar fralda?
Uma das piores provas da nossa fraqueza e do tamanho do ridículo que a gente consegue promover é quando, tentando enganar o outro, enganamos a nós mesmos preservando uma mentira em nome das aparências.
Eu preferiria um ciúme sincero, aquele assumidamente ridículo, a esconder-te sob minha felicidade. Eu preferiria uma longa e traumática briga, daquelas onde palavrões e lamentações são coisas óbvias, a ausentar-me do seu dia a dia. Eu preferiria dizer sempre não, mesmo que as consequências fossem as piores imagináveis, a dizer-te sim e perder-te da minha vista minutos depois. Eu prefiro amar-te mais, e mesmo que não preferisse, meu coração haveria de preferir. Preferindo você à realidade, tento tornar real o que permanece como minha preferência absoluta: o amor.
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