Revolta
A revolta de quem é arrogante e foi traído é só o reflexo da própria hipocrisia, pois quem vive pisando nos outros e rejeitando a bondade alheia acaba colhendo exatamente o desprezo que plantou.
É revoltante: bajulam quem tem fama e as humilha, mas pisam em quem é pequeno e tenta vencer com dignidade ao lado delas.
Ah renovação dos pensares,
mas tristezas nos andares.
Tempo que se revolta,
deixando de canto as derrotas.
Caminhada reflexiva,
no coração de uma vida.
Lembranças da rotina,
que instruíram vossas vidas.
Ateus e ateias mas a Lua não faz guerra. Revolta das marés, mas o oceano não despreza o querer. Vontades sem justificativas, mas que refletem uma razão esquecida. Temporalidade nas escritas, mas o itinerário muda à vida.
03/01
Não se deixe envenenar
pela derrota ou pela revolta,
Coloque o seu coração
em estado de paz profunda
e em constante oração,
Quando você menos esperar
tudo o quê atormentava
passará mais rápido do que
a imaginação foi capaz de alcançar.
Não levem como verdade absoluta falas de pessoas que saem revoltadas com os regimes dos países de origem e distorcem a própria cultura para chamar a atenção. Escutem com sabedoria e depois pesquisem se é verdade ou mentira.
É tão assim...
E é assim...
Entre ox mares revoltos
dos dias frios que
viram noite em segundo
que te beijo
esquecendo do mundo
com teu abraço
Se não consegues ver com os olhos do criador
então iràs receber do tempo a fúria e a revolta de um Deus
Expressa sua dor fúria revolta mostre para todos que vc evoluiu que a criança cresceu que virou homem ou mulher fortes sem medo
Não é fácil percorrer um rio revolto em uma canoa sem remos.
Mas não será hoje nem amanhã que me jogarei à correnteza.
Não tenho remos, mas tenho mãos.
O que fazer?
Todos querem se revoltar contra mim, querem que eu faça o contrario que o meu coração manda, não sei como vai ser estes dias, mais eu acho que não vão ser muito fácil, espero que Deus me der forças, porque meu coração acredita, mais a maioria das pessoas não. Não sei o que fazer, quer dizer sei sim, fazer o que o meu coração manda é a única coisa que eu tenho forças, não quero abandonar a minha felicidade, abandonar os sonhos que eu acredito, quem me ama que me deixe ser feliz da maneira que eu acha melhor e se eu me der mau depois, me deixe pro canto porque é uma coisa que eu mesmo causei, não quero me arrepender de nada, não quero fazer as coisas que o meu coração não me deixa.Gente eu não posso abandonar meus sonhos, sei que todos vão fazer de tudo pra me colocarem pra baixo e me fazerem esquecer os meus sonhos, me façam desistir da vida que eu quero pra mim, ninguém começa de cima, todos começam de baixo, nem uma historia é igual a outra e as que tem semelhança e porque não era verdadeiro, eu acredito no amor, eu acredito que as coisas possa ser diferentes , eu acredito na mudança das pessoas. Não vou abandonar meus sonhos, e quando eu estiver com eles realizado não quero fazer inveja nem julgar ninguém, quero apenas mostre-los que eu posso e que eu não estava errada, que sim podemos fazer a diferença, podemos fazer com que os outros mudem, que o amor pode curar qualquer coisa, porque amor não e só falar “Eu te amo”, tem que haver mesmo sentimento, verdadeiro, que realmente as pessoas lutem pelo que elas querem, hoje eu sonho com uma casinha, amanha com estudos, e depois com emprego melhor, cara eu acredito que as pessoas possam mudar.
Uma lembrança
Lembro-me perfeitamente. Revoltado, o sangue quente borbulhava em minhas veias. Esvaziei meus bolsos, respirei fundo e saí. Deixei para trás tudo o que poderia crer ser precioso. Não havia caminho à trilhar, meu destino era incerto. Caminhava. Enquanto o fazia, pensava, principalmente sobre os motivos que me levaram a caminhar. A frustração me confundia. Não os encontrei. Mesmo assim, continuei.
No começo, apenas observava o mundo ao meu redor. Encontrava-me descobrindo inúmeros detalhes que sempre passavam despercebidos devido ao caos do dia-a-dia. Um olhar atento bastava para me corrigir. Caminhava sozinho, sempre pensando. Após horas, os pensamentos foram interrompidos por súbitos lapsos de sanidade mental. Me perguntava sobre o porquê de caminhar. Não os dava atenção, algo me movia a continuar, embora fosse essa razão desconhecida. Após dias, pesava sobre mim o castigo da fome. Pensava, agora, sobre as pessoas que tem fome. De onde elas tiram forças para continuar a caminhada? Maltratado, apenas continuava a andar, alimentando-me com restos encontrados durante a jornada. Alimentava-me também de esperança de chegar, embora local específico não era sequer imaginado. Andava. A dormência de meus pés era um lembrete constante do quanto havia caminhado. Incessante, ela se mantinha pronta a me desencorajar a qualquer minuto. Pensamentos me abateram: como fazem as pessoas cujos “pés dormentes” não as permitem andar como agora faço? Visto isso, redobrei a concentração e me mantive firme.
O suor escorria pela minha face, já há muito tempo suja pela terra do asfalto e longo período sem práticas de higiene convencionais. Minha cabeça se mantia erguida. Com meu olhos ligeiramente abertos, tentava me guiar através das miragens impostas por um Sol inclemente. O sal os fazia arder, mantendo-me cego. Imaginava: como podem as pessoas caminhar sem enxergar? Descobri razão pela qual caminhar: chegar. Esperava saber onde.A chuva caía. Lavava meu corpo e alma. As vestes, agora molhadas, pesavam. Tanto quanto minha consciência, por ter partido de forma tão inesperada, tal como a tempestade que me surpreendia. Olhava para o céu e apenas me entregava à sua fúria. Me sentia rejuvenescido, com espírito renovado. Sensação como nunca antes havia sentido. Questionei-me: como podem as pessoas viver e nem sequer apreciar esses pequenos momentos? Pensei em meu lar. Um turbilhão de rostos conhecidos, momentos vividos e erros, como nunca ter apreciado a chuva. Parti, em meios as poças: essas, de lágrimas. A exaustão por fim me venceu. Pernas trêmulas, cabeça pesada e respiração falha. Uma simples distração: fui ao chão. Cogitava como teria sido se, desde o princípio, tivesse lá permanecido, não caminhado. Estático no chão frio, mal conseguia me mover. Movimentava-se apenas minha mente. Ao fechar os olhos por completo, um filme era visto. Imaginava se estaria morrendo. Me dei conta de que não seria possível: eu já estava morto. Morto por dentro. Sempre obedecendo à rotina, aos caprichos dos que me rodeavam. A revolta tentou se manifestar, mas toda vontade já havia sido minada de meu ser. O sono foi longo, mas pareceu curto.Ao acordar, uma surpresa: uma mão. Estendida diante de mim, oferecia-me alimento e conforto. Sendo carregado, lembro-me de me sentir como um fantoche, em um teatro. O que, de fato, eu era. Deitado em uma cama confortável, descansei. Ao acordar, um banho e uma refeição. Logo dirigi a palavra à pessoa que ao meu lado estava, queria saber que circunstâncias a levaram a me ajudar. Disse-me que viu em mim mais que um corpo estirado ao solo, mas uma alma carente de ajuda. Completou por dizer que nada além de suas possibilidades havia feito: nada que uma pessoas de bem faria por outra de valor equivalente. Não me cobrou a breve estadia, nem os alimentos. Desejou-me boa sorte, na viagem que chamou de “vida”. As lágrimas voltaram. Mas dessa vez eram diferentes. Só pude agradecer e partir, diferentemente de como no começo de minha viagem. Ao sair daquela humilde casa, refleti: como podem as pessoas não crer na bondade, na compaixão? Senti-me envergonhado pelos meus momentos de revolta, normalmente associados a assuntos esdrúxulos. Por fim, acordei. Tudo não passou de um sonho, embora extremamente real. Mas, embora fantasia, meus pensamentos permaneceram intactos em minha memória. Tudo o que pensei, chorei e senti: toda a jornada. Nada pude fazer a não ser ajoelhar e agradecer. Ser grato por descobrir que há muito a ser observado além de uma primeira impressão, grato por não sofrer devido a fome, por ser capaz de me mover com minha próprias pernas, de ver com meus próprios olhos, de saber que os pequenos momentos da vida fazem dela tão fascinante e grato por ter aprendido a acreditar nas pessoas.Desde o começo, a chegada sempre foi a largada e o que me movia era fé: em um mundo onde as pessoas pudessem ser agradecidas pela grande dádiva da vida que possuem.
Porque qualquer que seja a minha revolta, ela sempre vai desaparecer antes mesmo de eu ter movido meus pés do chão. Eu sou aquele tipo de moça que observa tudo e a todos de um jeito bem prático; O sorriso. Sem contar a minha simpatia com as pessoas. Eu ligeiramente sou simpática, sou nostálgica apenas quando vou me deitar, mas caiu no sono tão depressa que nem tenho tempo de me preocupar com a dor. Eu apenas me deito e fico me aconchegando...E lembro do dia em que toquei suas mãos. Mas antes mesmo de me render ao choro eu simplesmente durmo. Durmo e acordo abestada querendo saber; Por que até nos sonhos? A dor dói até em sonho, suas mãos eu sinto até nos sonhos, seus cabelos, suas lonjuras, suas botas imbatíveis e até a sua cumplicidade com o disco de sei lá o que tu gosta de ouvir, mas sei que não se parece nada comigo. Acordo sorrindo -depois de acordar abestada- acordo sorrindo. Vou viver a minha simplicidade, vou encarar a sua ausência, vou viver como qualquer outro...
Peço que fique...
Venha devagar e permaneça sem pressa
Aquiete as minhas ondas revoltas
Pacifique as minhas ânsias
E afaste as minhas tempestades
Faça calmaria dos meus desejos
Aproxime-se lentamente e sinta...
Juntos nós somos mais fortes
Reacenda em minha alma a paixão
Ilumine os meus caminhos de treva
Fortaleça as minhas verdades
Reanimando a minha fé em sonhar
Ajude-me a novamente crer...
Que sou o seu anjo e posso voar
E que juntos possamos livremente...
Levar a todos a nossa sina de amar....
