Resistência

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⁠O meu brio é herdeiro
de Anahí em resistência,
O meu coração é Ceibo
nascido em plena fogueira.

O meu coração é Ceibo
preservado nas paisagens
da Argentina e cantado
nas canções folclóricas.

Minha Pátria Grande é poesia,
sigo como continuidade
de tudo o quê com a terra liga.

Continuo a mesma que nem
em sonho te dá sossego,
sou o teu amor nascido perfeito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A resistência não abre caminhos.

Inserida por Rita1602

Silêncio que fura
os tímpanos do mundo,
Indiferença que
corta o peito,
Sou resistência e língua
chicote do rabo,
Não vejo compromisso
contra o totalitarismo,
A cada dia o povo
latino-americano
está mais escravo.

Estou aqui para a queda
de braço e para emprestar
A voz e a ousadia,
Porque a mim Governo
nenhum expulsa,
nem o da Nicarágua;
No máximo pode
fazer como o meu partido:
fingir que não escuta.

Sempre que houver um
povo ameaçado e sofrido,
É com ele que vou estar,
sem arredar e com cada
Preso político junto
jamais me entregar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Indomável é o mar de resistência,


Verdadeiro reencontro da alma,


Incrível é a luz da [lembrança]...,


Relembro, respiro e me emociono;


Exilo o teu nome dos meus versos,


Assim assumo que sinto a tua falta.





Memorável é a nossa história,


Sublime convivência em paz,


Perpétua é a minha [presença]...,


Relembra, respira e se emociona;


Sente a minha ausência poética,


Assim convive com a tua dialética.





Amando-me intensamente calado,


Sofrendo todas as dores do [mundo,


Sou a flor que falta no teu canteiro,


Doendo lateja o teu [corpo,


Respirando a minha poesia,


Preenchendo o vazio das tuas horas,


Procurando-me até em desculpas


Só para eu não caber dentro do teu peito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há resistência

Que não se dobre

Diante da admiração

De apreciar a beleza

Da Natureza plena

Resistindo o vilipêndio

Com a força da paixão.





O outono anuncia

A forte resistência

O oceano tece

Todos em rede

Simetricamente

Os grãos esculpindo

O chão de areias

Enfeitando o Balneário.



Presenciar a revolução - natural

Faz de mim uma pessoa

- forte-

Ver a Natureza enfrentando

Faz com que eu me fortaleça,

E nada tema

Porque viver sempre vale a pena.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Esperança Garcia

Esperança Garcia
continua sendo inspiração
para a resistência do seu povo,
O seu nome empresta
a coragem e a persistência
sempre que for preciso enfrentar
tudo aquilo que pactue para ausência
do que é essencial onde está a faltar a humanidade real para continuar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ressurgir das Cinzas

Sou forte, sou guerreira,
tenho nas veias sangue de ancestrais.
Levo a vida num ritmo de poema-canção,
mesmo que haja versos assimétricos,
mesmo que rabisquem, às vezes,
a poesia do meu ser,
mesmo assim, tenho este mantra em meu coração:
“Nunca me verás caído ao chão”.

Sou destemida,
herança de ancestrais,
não haja linha invisível entre nós
meus passos e espaços estão contidos
num infinito túnel,
mesmo tendo na lembrança jovens e parentes que, diante da batalha deixaram a talha
da vida se quebrar,
mesmo tendo saudade cultivada no portão.
Mesmo assim, tenho este mantra em meu coração:
“Nunca me verás caída ao chão”.

Sou guerreira como Luiza Mahin,
Sou inteligente como Lélia Gonzáles,
Sou entusiasta como Carolina de Jesus,
Sou contemporânea como Firmina dos Reis
Sou herança de tantas outras ancestrais.
E, com isso, despertem ciúmes daqui e de lá,
mesmo com seus falsos poderes tentem me aniquilar,
mesmo que aos pés de Ogum coloquem espada da injustiça
mesmo assim tenho este mantra em meu coração:
“Nunca me verás caída ao chão”.

Sou da labuta, sou de luta,
herança dos ancestrais,
trabalhar, trabalhar, trabalhar,
mesmo que nos novos tempos irmãos seduzidos
pelo sucesso vil me traiam, nos traiam como judas
sob a mesa, meu ganha-pão.
Mesmo que esses irmãos finjam que não nos veem,
estarei ali ou onde estiver, estarei de corpo ereto,
inteira,
pronunciando versos e eles versando sobre o poder,
mesmo assim tenho esse mantra em meu coração:
“Nunca me verás caída ao chão”.

Me abraço todos os dias,
me beijo,
me faço carinho, digo que me amo, enfim,
sou vaidosa espiritual,
mesmo com mágoas sedimentadas no peito,
mesmo que riam da minha cara ou tirem sarro do meu jeito,
mesmo assim tenho esse mantra em meu coração:
“Nunca me verás caída ao chão”.

Me fortaleço com os ancestrais,
me fortaleço nos braços dos Erês.
podem pensar que me verão caída ao chão,
saibam que me levantarei
não há poeiras para quem cultua seus ancestrais,
mesmo estando num beco sem saída, levada por um mar de águas,
mesmo que minha vida vire uma maré,
vire tempestade, sei que vai passar.
Porque são meus ancestrais que se reúnem num ritual secreto
para me levantar.
Eu darei a volta por cima e estarei em pé, coluna ereta,
cheia de esperança, cheia de poesia e com muito axé
por isso, desista, tenho este mantra em meu coração:
“Nunca me verás caída ao chão.”

Diga-me quantas correntezas terei que ver para que eu seja outro, ou para que o mundo não seja mais o mesmo? Ou que pelo menos os rios estejam limpos...
Se eu for banhar, que eu não espelhe o ego, se eu mergulhar, que eu não afogue o ar.
Revoltados ordenamos que respeitem nossa terra, pois não cansaremos de lutar.
A natureza nos abraça, se á ela não decaptar.

Não há caminho

Enfrente os teus próprios medos, obstáculos, desertos ou pedras: que o caminho se fará debaixo dos teus pés.

A Bíblia narra histórias que parecem surreais e inacreditáveis, como atravessar um deserto em quarenta anos; sobreviver numa fornalha ardente; abrir rios e mares; caminhar sobre as águas ou transformar a água em vinho.
A mensagem viva que se extrai da letra que é morta, diz que não importa a dificuldade: se tivermos um desejo ou uma necessidade, temos que enfrentar os nossos próprios desertos, fornalhas, pedras, rios, mares profundos ou apenas o medo e os obstáculos.
Maria tinha um desejo de entrar no sepulcro (não era uma necessidade), mas ela sabia que tinha uma pedra na porta.
Moisés sabia que tinha um mar pela frente (atravessá-lo era uma necessidade).
Eles poderiam ter desistido, sem tentar, porque não tinham como remover a pedra ou atravessar o mar, mas optaram por seguir em frente.
É isso! Ainda que não haja um caminho, ele se faz debaixo dos nossos pés.

Não se protesta contra aquilo que você não vê chegando.

Em todos os governos, atual e passados, sempre houveram pessoas ativas trabalhando, comprando seus carrros, boa moradia e boas condições de vida. Pessoas que se qualificaram, se esforçaram, suaram a camisa e enguliram sapos.
Então, não importa qual seja o sistema ou a dificuldade, quem busca e se esforça vai continuar realizando suas metas e objetivos.

Nelson Rodrigues dizia que os idiotas iriam tomar conta do mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade. Segundo o autor eles são muitos. Pois bem.... Se os menos idiotas ou não-idiotas concordarem, e não se mobilizarem. pra influenciar positivamente os "idiotas" a não tomarem conta do mundo, de forma correta, daí sim darei razão ao Nelsão. Quantidade não é qualidade. Mas a união e ação de poucos pode fazer muita diferença.

Aos que desistem a lamentação, aos que se ferem o consolo e aos que vencem os louros.

Muitas vezes alguém tenta nos derrubar, com golpes diretos ou mesmo sutis.
Então, devemos estar preparados para resistir as pancadas, mais do que para bater...

<Sobre (os) viventes (daqui)>

Esquivava-se na curva dos olhos
das dores e da má vontade,
desviando-se dia a dia de bala perdida
e da morte certa nas esquinas de seu bairro.

Seguia firme sem se preocupar com seu karma,
mesmo em liberdade assistida (legado de seu passado escravo)
marca tatuada pra sempre em sua pele negra,
eternizada pra sempre em sua já tão maltratada carne.

Com a malícia da juventude e inacreditável habilidade,
seguia vencendo suas guerras pessoais, todos os dias
segurava as pontas sem se sentir um covarde
e caminhava pisando firme o chão de terra vermelha de sua comunidade.

Da janela de sua casa admirava o esgoto a céu aberto
que se misturava com o filete de água limpa da mina,
nascente que abundava sob a pedra onde coaxava o sapo
(única paisagem natural restante) depois que decidiram “urbanizar” o bairro.

Com o corpo esguio e nariz para o alto seguia em frente
sem se empoderar de arrogância ou outro sentimento similar,
com o corpo ereto e rijo rompia o vento, de peito aberto
e coragem latente e sangue gotejando dos olhos.

A essa altura de sua vida,
já nem se esquivava mais de coisa alguma,
batia de frente
e quase sempre sobrevivia.

Sou avessa ao amor?
Então me vire do avesso, por favor.

Se é amor que você quer:
Recebe!
Me bebe, sou drink que quiser
Mistura de montila com guaraná
Eu gosto de dança de par
Quando as coxas se encostam

Seio no peito, confronto
Olho no olho, encontro
Sua boca que silencia a minha...
Não é reza! É anistia!

O pecado dos nossos corpos misturados
É como se você dissesse:
"Dá um bocado?"

E a gente divide culpa e santidade
Teus segredos guardo em meus beijos, cumplicidade
E a gente se mastiga
Você me excita.

Brinca indiferente...
Como se não de repente
E se alguém descobre da gente...
Como faz?
Todos os outros vão saber que te amei mais

Somos mistura de vinhos
É seco, suave, rosé
É tinto!
Lembra você?
Sorrindo, dizendo:
"Mariana, não vai dar certo"

Ela escreve.
Eu escravo.
Ela tem métrica
Eu só faço em verso
porque acho bonito.
Ela deve conhecer uns cinco países.
Eu conheço o bar com a cerveja mais barata do bairro,
e cá pra nós,
já nem está tão barata.
Ela faculdade.
Eu facultativo.
Ela fala três idiomas.
Eu acho que nem português sei falar direito,
porque às vezes o dono do bar não entende o que eu falo.
Ela escreve no quarto.
Eu depois do quarto copo,
escrevo no guardanapo,
usando o balcão do bar de apoio.
Ela breve.
Eu bravo.
Ela clama
Eu reclamo
Pra ela amor acaba
pra mim amor é escambo.
Ela diz que caibo no seu canto.
Eu de canto, canto. Me aproximo aos tantos e no entanto
Ela tem pressa de ser feliz
Eu tenho um peito que não é pressa, é brisa.

Você de canto, canta
Mente dizendo não caber
Aqui?
Se o problema é espaço
Pego tudo que em mim já foi ocupado
E me desfaço!
Não me contento mais em só caber no seu abraço

Eu silêncio.
Ela se queixa
Eu me encaixo
Ela excede
Eu escasso
Ela merece
Eu marasmo.
Ela tem modos,
Eu tenho medos.
Ela tão tarde
Eu tão cedo.
Ela já sabe.
Eu já disse:
Ela escreve
Eu escravo.
Ela com suas palavras
Eu com as minhas.
Ela só não sabe que
Eu sou quase seu inverso,
e mesmo controverso, confesso:
Eu gosto mesmo é quando a gente
U N I V E R S O S

Por mais que a gente resista, insista, conteste e proteste,
O amor é irresistível.

Podem traçar meu corpo à chicotada.
Podem calar meu grito enrouquecido.
Para viver de alma ajoelhada.
Vale bem mais morrer de rosto erguido.

⁠Ser cristão neste mundo é o mesmo que nadar contra as correntezas dos rios.