Resistência
Escrever, hoje em dia, é um ato de resistência contra a insanidade coletiva que nos domestica, que nos embrutece, que nos impede de perceber a dor do outro. Vivemos num mundo de intolerância, de verdades absolutas, onde quem duvida morre. Na escrita, há uma brecha. Uma fresta de lucidez. Um instante de verdade.
Ali, diante da página, o poeta — como um semideus — nos apresenta a beleza honesta da dor. Ele nos representa como somos: seres humanos. Falhos, imperfeitos, mas humanos. E durante o tempo da leitura, sem nenhuma distração, sem nenhum pensamento alheio, nos conectamos com quem somos. Com nossa essência. E ao perceber isso, algo se transforma.
Porque há uma catarse que acontece. Às vezes sutil, às vezes brutal. Mas acontece. Saímos da leitura mexidos, acordados. Descobrimos a força incrível que é ser humano. O poder que temos em mãos. A capacidade de sonhar — mesmo com tudo em ruínas.
A pergunta é: o que vamos fazer com isso? Vamos tentar mudar o mundo, ou voltar à realidade mórbida, fingindo que nada foi dito? A poesia nos entrega uma verdade. E a verdade, uma vez vista, não pode mais ser ignorada.
Todo testemunho encontra resistência à pregação do evangelho, porém deixa na alma a decisão de sua eternidade.
Entre ser termômetro ou termostato a diferença encontra-se na resistência, na busca de soluções e na determinação dos propósitos.
Não mostre resistência à voz do Espírito Santo, trazendo para si sofrimentos e perturbações espirituais na terra e livre o futuro do seu espírito para não ser condenado ao inferno por ter resistido ao próprio Deus.
Incredulidade natural, depravações e resistência à verdade têm sido o motivo de todos os sofrimentos da raça humana.
Pecados e transgressões não confessados a Deus altera, na prática, a resistência do DNA humano, enfraquecendo as células de defesas do coração santificado.
A resistência à mudanças de comportamento saudável, de estilo de vida educado e de pensamentos positivos podem gerar frustações, remorsos e frustrações e crises na alma.
Se um cristão não perde tempo para alimentar a sua alma,
certamente ela perde a resistência da sua salvação.
Catequista Bonsai
Há catequistas que são como grandes árvores, dotados de grande resistência; florescem e frutificam abundantemente. Há outros, porém que são limitados, presos a poucos recursos: não possuem dons artísticos, são desafinados ao cantar, rijos ao dançar, nem sequer tem o dom de oratória; alguns se lamentam com a precariedade da sala e com a agitação da turma, muitos reconhecendo sua pequenez, suas limitações, colocam sua confiança no Senhor, aproveitam os poucos recursos que possuem e conseguem florir e frutificar, embelezando seus ambientes, esses são como o bonsai. O bonsai por habitar em pequeno vaso, necessita de água e luz todos os dias, o catequista-bonsai, também precisa diariamente da luz de Cristo e da água que jorra de seu peito, através da comunidade; o bonsai precisa do adubo, regularmente; o catequista também precisa de formação constante. O bonsai precisa do jardineiro, o catequista precisa dos cuidados de Deus, ou seja, o catequista-bonsai é frágil, dependente, limitado, mas por ter sido chamado e por estar aos cuidados de Deus, consegue cumprir sua missão com carinho e amor.
Neste final de semana, em que comemoramos as vocações leigas e o dia dos catequistas: parabéns a você que é um catequista árvore, mas principalmente, parabéns a você, que como eu, é um catequista-bonsai.
(Nilson Catequista)
by edite lima , agosto/2017
A vida é uma corrida de resistência ganha quem resiste a distância estabelecida e não é uma perda de tempo resistir (Daniel Perato Furucuto
"Em um mundo onde tudo é descartável, ser amado com verdade é um ato de resistência; quem valoriza esse amor, cultiva o que há de mais eterno no efêmero."
Raphael Denizart
Linda e delicada borboleta
que desconhece a fraqueza,
devido a sua resistência,
seu vôo é liberto,
após uma árdua jornada,
vivendo uma vida intensa
e sem perceber que é temporária.
Uma rosa com a beleza de suas pétalas mostra a sua força, a sua resistência com uma essência leve de amor,
de paciência,
por isso que tem valora sua presença.
S inal de resistência,
O timismo necessário,
R ara presença,
R adiante afago,
I ntensa presteza,
S entimento grato,
O culta a tristeza de imediato.
Pra que meu coração não endureça,
enfrento um violão de aço
com toques da minha resistência
e assim o faço emanar
uma melodia vívida e intensa
uma forma de acompanhar
o ritmo da minha essência.
A tolerância possui uma resistência limitada, trafega por um equilíbrio inconstante, sua força é vez ou outra testada, suporta o máximo que pode,
a paciência e o amor a deixam forte, a raiva e o egoísmo a torna fraca, uma natureza que em alguns momentos é imprevisível e às vezes, quando percebe que está sob o risco de ser imprudente, para evitar uma situação amarga, prefere o silêncio a ter que usar a sua oportunidade de fala.
O espírito impetuoso de um cavalo selvagem, que precisou aprender a controlar seus instintos para não pôr em risco a sua imensurável liberdade, claro que não é algo fácil, porém seria muito se já tivesse desistido, além do que, seus esforços são imensamente compensados ao se livrar de certos conflitos, infundados e destrutivos, um reagir sensato, tanto consigo quanto com os outros, arduamente, alcançado e também muito satisfatório.
A sensatez de ser alguém tolerante é conseguir domar a própria impulsividade e mesmo que não seja frequente, é gratificante, uma necessidade de sobrevivência, dessarte, o empenho para mantê-la deve ser incessante, permitindo uma abençoada recompensa, evitando certas palavras desgastantes para que assim, a paz prevaleça, a provocação inconveniente não seja tão sufocante, pesando a consciência.
