Frases sobre a minha sombra
Cansada de brigar com a minha sombra, decidi convidá-la para dançar.
Hoje, dançamos no mesmo ritmo, sem precisar duelar.
(…) e desde o dia em que partiste, vivo nas sombras que vestem o tempo.
A minha companhia é a Esperança que, teimosamente, se nega a abandonar-me!
Espero-te sentada np horizonte deste querer, e no mais fundo de mim … sonho te!
A minha sombra insiste
Vai andando a minha frente
Eis que num giro deixo-a para trás.
Com poderes em versos
E atitudes cósmicas
Altero a ordem do meu universo.
E se, neste país, um dia decidirem
à minha memória erguer um monumento,
eu concordarei com essa honraria,
desde que não me façam essa estátua
nem à beira do mar, onde nasci –
meus últimos laços com o mar já se romperam –,
nem no jardim do Tsar, junto ao tronco consagrado,
onde uma sombra inconsolável ainda procura por mim,
mas aqui, onde fiquei de pé trezentas horas
sem que os portões para mim se destrancassem.
Ah...minha sombra que surge por trás, atrás de desfazer a lacuna, o abismo que criei entre eu e você. Sombra minha, meu eu emoção, meu coração quer ficar vazio de dor, vazio de amor. Lado caprichoso de minha alma, que não me deixa, que não te deixa do lado de fora.
Flávia Abib
Olhar para cima e deixar a luz projetar minha sombra para traz.
E assim tudo que é sombrio fica para traz.
Eis que duas sombras confundiam-me
A primeira encontrava-se a minha esquerda
ERA A DÚVIDA
Inquieta, indecisa escuridão
Queria algo me falar
Veio a noite
E de seus segredos não soube
A segunda sombra estava a minha direita
ERA A ESPERANÇA
Serena, tranquila paz
Porém, não conseguia disfarçar
Também queria algo me falar
Veio a noite
E de seus segredos não soube
Na escuridão, sozinho fiquei
Sem minhas duas sombras
Queriam algo me falar
Mas a escuridão não permitia
Nada pude fazer
O Senhor não estava comigo
Nem eu com ele
Só trevas havia
Só o silêncio ouvia
Nada mais enxergava
Só o frio sentia
E o fim, por fim chegou
Jamais ouvi os segredos das sombras
Não chegaram a conhecer a luz
Talvez queriam algo falar
QUE EU ERA A ESCURIDÃO
Sentia necessidade do meu cone de sombra, da minha tranca na porta, da minha intimidade, nem que fosse só para ficar em silêncio.
Meus esquecimentos, rabiscos e silêncios, as impressões digitais da minha sombra inventam caminhos surdos, sob os que jazem mil espinhos, descarnados restos do que não disse, epitáfios de pássaros à voar, musas do esquecimento que negam os silêncios, as músicas, traindo as palavras e seu destino sob a pele da água
vivem cegos os batimentos, tropeçando com os não
silêncios, após os lábios escondidos, de Sereias sem asas a nadar sobre o vento, no Suspiro dos olhos musicais, mas não ouço, ouço apenas o tic tac do relógio, a unica testemunha do suicídio de um impossível que uma vez acreditou ser dona das minhas lágrimas, fugitivo cristal do meu nome que faz calar meus silêncios, brotam gritos proferidos por minha alma desenhado no eco de um sentimento, com sabor a funeral de espelhos, de papel pensado para ser memória e não versos nem silêncios, não quero vestir luto
as minhas memórias, mas evitar não posso, pois se vêem os sulcos que indeléveis deixou pedaços de tristezas, gotas de prata salgada no meu sorriso, o mar fechado nas conchas e a voz dos meus sapatos, A noite rouba silêncios, mas também pegadas, ondas e sonhos, Quero fugir em uma nuvem, em um veleiro até amanhã e morrer no azul, trair o luto, ultima peça deste Jogo de mentiras, de memórias esquecidas, rabiscos e silêncios.
E se eu me tornar uma sombra e esquecer como era estar na luz?
E se minha vida se tornar tão complicada que o desespero possa parecer uma saída?
E se eu passar a sentir calor mesmo quando estiver sozinho no frio?
Se não fosse a ilusão da luz direcionada sobre mim, talvez minha própria sombra, não viesse a seguir-me mais...
Quero correr. Quero ir o mais longe que posso, mergulhado na minha imaginação. Quero sentir em meus ossos todos os sentimentos superficiais à pele. Quero mergulhar num oceano de lágrimas salgadas e acreditar num mar infinito de sensações. Quero me juntar às sombras que me rodeiam e ser um foco de luz pro meu futuro.
Não adianta, já tentei gostar da praia, do sol, mas minha vibe é o mato é a sombra é o verde é o barro é onde eu me encaixo.
PEITO MURALHA
Minha bagagem,
Um milheiro de tijolos
Que carrego com brava vocação
E tremenda desvantagem,
Quando oscilo entre choro e riso.
Ora murmuro
Ora sussuro
Por ora, só um muro.
Por ter muralha no peito,
Quem quiser deitar à sombra,
Pode escorar a alma toda
Até fazer as pazes com o sol.
E não pode se assombrar com os vultos.
Deve podar qualquer arbusto que ornamenta
Esse caos monumental.
Minha Sombra
Foi preciso
ver a minha sombra…
Para perceber
que já começava
a perder o meu perfume…
A vida é curta.
A beleza exala,
quando o perfume se vai.
