Raízes
Minhas decisões flutuam ao sabor das circunstâncias; sou adaptável, sem raízes, órfão de ídolos, de pátria e de certezas. Jan/2025
A Alquimia do Encontro: Raízes que Florescem no Silêncio das Estrelas
(por Diane Leite)
O tempo nos ensina que algumas histórias não são lineares. Elas não obedecem ao relógio, nem seguem a lógica previsível da vida. Algumas histórias são sementes lançadas ao acaso, brotando onde não deveriam, florescendo no impossível.
Jamile e eu fomos assim: duas raízes fincadas em solo árido, crescendo contra as previsões, sustentadas apenas pela força do que nos unia. No início, não havia teoria, não havia análise — só a intuição de que, de alguma forma, éramos feitas da mesma matéria invisível.
Mas o tempo passou. E hoje, olhando para trás, vejo o que não sabia nomear naquela época. O que nos uniu não foi apenas a amizade — foi a alquimia silenciosa que transforma dor em cura, que tece laços onde o mundo só vê desencontros.
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1. O Encontro Antes da Consciência
A maternidade nos reuniu. Mas não da forma convencional, onde se romantiza o milagre da vida. Nos reconhecemos no não dito, na exaustão, na solidão de sermos mães fora do roteiro esperado.
Jamile, com sua filha Bia — a menina que desafiou diagnósticos e estatísticas, que existia com a ousadia de quem ignora limites. Eu, com meu filho superdotado, que carregava uma mente à frente do tempo, mas sentia o peso de um mundo que não sabia acolher sua diferença.
Nós nunca dissemos "está tudo bem". Porque não estava. Mas havia algo maior entre nós: a liberdade de não precisar fingir.
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2. Entre o Silêncio e o Abraço: O Que Só o Tempo Revela
Na época, eu não entendia a profundidade do que vivíamos. Só sabia que, quando Jamile sorria, algo em mim respirava aliviado. Que, quando Bia ria, mesmo sem entender tudo ao seu redor, ela me ensinava que felicidade não precisa de autorização.
Hoje, sei que a nossa amizade era mais do que um encontro de afinidades. Era um espelho. Winnicott chamaria de objeto transicional — aquilo que nos permite existir entre o desespero e a esperança. Mas, para nós, era só um café compartilhado em meio ao caos, um olhar que dizia: "Eu vejo você".
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3. Quando a Vida Ensina o Que os Livros Não Contam
Prosperidade nunca foi sobre dinheiro para nós. Era sobre rituais pequenos: dividir o silêncio sem precisar preencher o vazio com palavras. Sobre saber que podíamos reclamar, chorar, dizer que estávamos cansadas, sem medo de sermos julgadas.
Bia, com seus 20 anos e o desejo de um namorado, nos ensinava algo que nenhum manual de psicologia poderia: a vida não pede permissão para existir. Ela amava, queria ser amada, ria com a mesma intensidade com que desafiava a medicina.
Na época, eu via isso como um milagre. Hoje, entendo que era muito mais: era a materialização do que Freud chamaria de pulsão de vida. Era a prova de que a existência não se resume a estatísticas, mas ao desejo inquebrável de viver.
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4. Opostos que Dançam: Eu, Nuvem. Ela, Chão.
Eu, a sonhadora. A nuvem sem direção, movida pelo vento da curiosidade infinita. Jamile, o chão. A mulher prática, que transformava sonhos em planos concretos.
No início, eu achava que éramos opostas. Mas o tempo me mostrou que éramos complementares. Jung falaria sobre animus e anima — a fusão entre o impulso e a estrutura, entre o voo e a raiz.
Ela me ensinou a construir pontes onde eu via abismos. Eu a lembrava de que até as pontes precisam de espaços vazios para existir.
E nessa dança dos opostos, descobrimos que coragem não é a ausência do medo. Coragem é a arte de caminhar com ele.
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5. O Futuro que Já Nasceu Dentro de Nós
Hoje, Jamile criou três filhas em um mundo que ainda hesita em aceitar o diferente. Eu sigo voando, mas agora sei que até os pássaros precisam de um lugar para pousar.
E Bia?
Bia continua rindo.
Bia continua amando.
Bia continua desafiando o destino, provando que algumas almas não seguem regras. Elas simplesmente existem.
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Epílogo: Para Jamile, Minha Irmã de Alma
Se eu pudesse voltar no tempo e falar com a mulher que éramos há 20 anos, eu diria:
Resiliência não é virtude. É verbo.
Amor não é posse. É ato revolucionário.
Prosperidade não está em números. Está no som das risadas de Bia, ecoando além do tempo que lhe foi roubado.
Porque agora eu sei.
Não foram 20 anos de amizade.
Foram 20 anos de constelação.
Duas estrelas que se encontraram no caos cósmico e decidiram iluminar juntas a escuridão.
Porque algumas histórias não cabem em diagnósticos.
Elas simplesmente acontecem.
E isso já é toda a teoria que precisamos.
Sentirei falta
Do azul vivo em minhas raizes
Do azul do céu
Do azul do mar
Do azul do infinito
Do azul em meus sonhos
Até onde o meu olhar era azul, não encontrava limites…
Mas é partindo para sempre… que deixo para trás todas as minhas lembranças que um dia já sentir…
“A amizade quando é feita na presença de Deus, criam raízes profundas, e jamais serão esquecidas.”
Edvaldo José / Mensagens & Poesias
Raízes Brancas Nos Céus.
Na atmosfera que cobre o céu,belezas são feitas.
Nas diferentes temperaturas nos seus lados azuis,sobre o planeta Terra.
E até no ar que respira,é mais um afago.
Quando um azul é coberto por muitas nuvens escurecidas,luzes surgem.
Como raízes brancas.
Mais alto que algumas nuvens,em um encontro distinto de forças que o céu conhece.
Iluminando as nuvens cinzas.
Nas suas bordas,brilham fortemente.
E por outras nuvens vão.
Raízes brancas e claras.
E maravilhosas.
Com vozes poderosas e graves.
Que nos céus se propagam.
E clareiam ao redor.
E um pouco mais.
As vezes antes das chuvas,aquelas vozes graves são escutadas ao longe.
Sentidas com uma força natural existente.
Raízes brancas com diferentes jeitos.
Que iluminam em momentos,algum céu e as suas nuvens,e outras coisas mais perto do chão.
Com um poder de iluminar celebrando os grandes ventos,vindo com as chuvas.
Nas chuvas e nas tempestades,as raízes brancas percebem as suas metades.
Outras belezas que relembram as suas.
Raízes feitas nos céus.
Raízes que se espalham.
E mesmo com o Sol,as suas luzes brancas,o iluminam em muitos reencontros.
Mesmo por um instante.
O céu tem essas sensações.
Com raízes brancas e luminosas.
Quando o seu azul é supreendido,com nuvens gigantes e cinzentas.
Através de uma imensa transformação.
Com raízes em suas nuvens,cores brancas atravessam os céus.
Sem que estejam em alguma terra.
Apenas fincadas no esplendor dos céus.
Por mágicos instantes, iluminam com uma cor clara.
E com vozes,que tremulam em vários lugares.
Nas gotas das tempestades.
Como raios,iluminam.
Como trovões,gritam.
Com as nuvens,essas belezas estão.
Esperando por uma nova chuva,uma outra tempestade.
Como raízes fortes e brancas.
Em um clarear um raio,ou um relâmpago.
Em um canto que estremece os céus,feito trovões.
E o céu azul assim como o Sol,verá essas raízes brancas e luminosas,através dos seus queridos corações,quando um outro momento,se vislumbrar entre as nuvens.
A lógica está em tudo você aprende que os detalhes são iguais raízes o controle não está em tuas mãos.
Quem se importa? Mas a verdade é que somos todos responsáveis. O egoísmo tem raízes profundas e destruidoras. Por isso o “se importar” passa desapercebido por aqueles que, tendo todas as condições, dão as costas aos que a vida passa por um fio e acaba em silêncio. Um silêncio surdo de um clamor que ninguém quer ouvir a voz.
Liberte se de pessoas de situações e de dores do passado o novo nao se constrói com raízes adoecidas.
Não há tempo que possa mensurar sua historia, suas memórias. Suas raízes sustentaram dores, amores e em alguns momentos as flores que enfeitaram seus jardins. Sob a lâmina da ganância, sucumbe o gigante e o sangramento não terá fim. Nenhuma proporção é suficiente para adequar na imagem, o pranto e nenhum canto será capaz de retratar ou acalentar tamanha tristeza sem fim
Jardim das Oliveiras
Tem raízes bem fincadas
ancestralidade matriarcal
de majestosa rainha
tem um jardim bem diversificado
colorindo risos altos e baixos
mistura o alemão, italiano
e português
onde canta belas canções de ninar
melodias ouvidas e ensinadas
no jardim das oliveiras
onde o vento sopra amor
no vale o rio peneira areia fina
a água reflete o campo florido
com todas as cores
azul, verde, castanho
cada uma com sua qualidade
dentro do seu ciclo de vida
onde o tempo não tem pressa
atrelada no seu compasso
desenha identidades
em um jardim muito florescente
passageiras de alma, às vezes incompreendida, de voos distantes
mágoas, amarguras doem corações
neste jardim grande, abraçar a todos,
às vezes torna-se um desafio
tirar o véu que cobre o silêncio
transcender nossa existência
com harmonia e amor
transformar reuniões em festas
papear, papear até amanhecer o sol
em risos grandes e calorosos
com vários voos
em várias direções
entender é difícil
mas dentro da roda
o giro é divertido
contagia os de fora
que riem sem nada entender.
Este é um jardim adoravel
liderado por mulheres
de corações enfeitiçados
@zeni.poeta
"As verdadeiras amizades são como raízes profundas, que sustentam nossa caminhada, mesmo quando os ventos da vida são fortes."
Meus defeitos são partes de mim, raízes que sustentam minha existência. Cortá-los pode ser perigoso, pois nunca se sabe qual imperfeição é a base do que sou. Cada falha é uma pedra na construção do meu ser, e, no fundo, elas me tornam humano e essenciais na busca por sentido.
...Quase pronta para florescer ,mas tenho que esperar as minhas raízes fortificar,doído e o processo, porém quanto mais forte a raiz for mais forte é a flor.
Raízes do Silêncio
Cada instante é uma nova vida com uma palavra nascida no poema vazio.
Ela possuía nas mãos o vazio que cresceu do poema, e plantou uma roseira das raízes do seu silêncio.
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