Raízes
“A vida floresce com mais verdade quando aprendemos a reconhecer quais raízes emocionais ainda sustentam nossos antigos padrões.”
Do livro A Terra Invisível — O Subconsciente que Escuta e, sem Julgamento, Faz Nascer Tudo o que Você Plantar, da autora Nina Lee Magalh
“Nem toda espera é atraso; algumas promessas ainda estão criando raízes no escuro.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Raízes de Vida, Voz de Alegria
A vida não é só o que se vê,
é o sopro que faz o coração bater,
é a raiz que se enterra na terra,
e cresce forte, sem medo de guerra.
Ela dança no ritmo do vento,
no passo que segue o pensamento,
movimento que não tem fim nem começo,
que transforma o peso em leveza e preço.
A alegria é a canção que habita,
não é só riso, é alma que palpita,
é o cantor que leva a voz ao céu,
desenhando caminhos onde o medo é véu.
Ele canta não só com a garganta,
mas com a essência que se levanta,
cada nota é um pedaço de alma,
que cura, que acalma, que acalma.
Dança é o corpo que fala sozinho,
expressa o amor, o desejo, o caminho,
cada movimento é uma história contada,
de vida, de luz, de jornada abençoada.
Alegria não é um instante passageiro,
é o fogo que arde no peito verdadeiro,
é ver beleza no que é simples e comum,
é sentir que a vida vale a pena, sim, um por um.
Vida é o palco, dança é a arte,
canto é a voz que não tem parte
que se cala, que se esconde, que some —
pois a alegria é o que faz tudo ficar em tom.
E quando o cantor levanta sua voz,
ele liberta o que está preso, o que é dó,
transforma a tristeza em melodia pura,
e a vida ganha nova forma, nova cura.
Assim, entre dança, canto e existir,
a alegria é o que nos faz seguir —
não só viver, mas sentir com profundezas,
na mais bela, na mais rica das certezas.
Respeitar os mais velhos, àqueles que vieram antes de nós. Nossas raízes. Quando estou embaixo destas senhoras, me sinto acolhida, sinto a força que elas carregam. Sinto seus poderes de cura. As árvores são como vovós curandeiras que transmutam energia. Estamos todos conectados.
Embora as raízes do perigo possam ser dispersas e confusas, queremos que nossas defesas sejam simples e prontas a serem empregadas aqui e agora.
Com os erros, aprendemos e nos tornamos mais sábios.
Com a dor, criamos raízes mais profundas e crescemos além do que imaginávamos.
Nada é por acaso — cada queda carrega uma lição, cada cicatriz guarda um propósito.
A vida não nos quebra, ela nos lapida. E no fim, tudo que doeu também construiu quem estamos nos tornando.
Meu nome Kamorra nasceu da junção de duas palavras com raízes fortes e significados marcantes:
Camorra (espanhol): palavra que significa “confusão”, “briga” ou “conflito”, algo que representa resistência e combate em sua essência.
Kamocha (hebraico): que literalmente quer dizer “como tu”, “como você” ou "semelhante a ti", na bíblia.
Da mistura dessas palavras surgiu Kamorra, um nome que carrega a ideia de força, luta e singularidade — a marca de quem não se entrega e vive pelos valores da fé, família, pátria e liberdade.
Sou uma semente lançada no Brasil.
Aqui floresci em tronco, folhas e frutos,
mas minhas raízes nunca deixaram de dialogar com a terra de meus ancestrais.
É nelas que encontro a memória, a oralidade e os saberes
que me ensinam a existir em confluência.
Porque quem conhece suas raízes
não apenas resiste:
gera novos frutos sem romper com a origem.
Até Distante Da Praia,Tem As Suas Raízes.
Uma árvore bonita e esverdeada pode ser vista em muitos lugares.
Nas calçadas das cidades ou em alguma esquina.
Em meio a outras árvores elegantes assim como ela.
Uma árvore com folhas verdes respira bons ares.
Em cada balançar dos seus galhos fortes e atravessados.
Uma árvore com folhas verdes cresce perto de estradas,muros e em tantos jardins.
Com um nome que lembra um lugar para repousar.
Que distrai e se deixar acreditar.
Que pode acontecer em mais de um lugar com o nome que essa árvore tem.
Desde a sua semente a sua vida de árvore foi destinada a viver imersa em grãos amarelados.
Bonita e com folhas verdes que fazem sombras para a sua vida e para as vidas de quem passa sob os seus galhos.
Muitas delas são vistas próximas.
Como se tantos galhos indicassem um mesmo caminho.
Ou com tantas folhas levando os dias com suavidade nos seus sorrisos gentis.
Uma árvore que cresce com o mesmo motivo das outras.
Com um nome que a faz querer ir para mais perto da praia.
Ou onde tenha grãos que escrevam o seu nome.
Das suas raízes até as suas folhas.
Amendoeira é como se chama.
Desde a praia ou até o mar.
E mesmo que esteja distante as suas raízes jamais deixarão de sentir os grãos de areia nas suas forças.
Nem mesmo os dos ventos.
Porque mesmo em outros dias o aroma da praia estará sobre a sua vida.
Nos seus frutos também existe um sabor.
Que se deixa tocar e apreciar.
Como as praias e os mares nas suas sombras.
Indo e voltando nas folhas que os grãos de areia podem tocar.
Como as águas fazem e até as gramas que ficam sobre as suas raízes.
Mesmo que estejam em outros lugares ainda serão o semear de uma bonita Amendoeira-da-praia.
Que percorrem as areias dos maravilhosos destinos.
E mesmo as que nasceram distantes das areias,permanecem com as suas raízes no ir e vir de cada grão da praia.
Ou de algum lugar que repouse nas suas folhas,nos seus dias ou onde quer que alguma bonita Amendoeira queira estar.
Porque os seus frutos de alguns lugares voltarão para mais perto das praias ou do mar.
Em algum dia quando novamente for preciso.
Para que outras vezes sejam semeadas com grãos de areia.
E que cresçam tendo o aroma das praias nas suas vidas enraizadas em cada grão de areia ou de um lugar que repouse nas suas raízes mesmo distante dos seus sonhados refúgios.
como não se sentir culpado se a culpa parece ter criado raízes dentro de você, como se cada pensamento carregasse um peso, como se existir já fosse, por si só, um erro difícil de justificar… como não erguer muralhas se toda vez que você tentou abrir o peito, algo te atravessou, algo ficou, algo que te ensinou que sentir demais custa caro demais, e então você levanta paredes, não porque quer se afastar, mas porque já não sabe mais como não se proteger… e como conviver com esse vazio, esse espaço oco que não importa o que você faça, não preenche, um silêncio interno que grita, que ecoa, que te lembra o tempo todo que falta algo, ou pior, que talvez falte você mesmo dentro de você… esse sentimento de ser um peso, de ocupar espaço demais e ao mesmo tempo não significar o suficiente, de olhar ao redor e achar que tudo funcionaria melhor se você fosse menos, falasse menos, sentisse menos… existisse menos… de não ser o suficiente, nunca, como se você estivesse sempre devendo algo que nem sabe o que é, como se todo esforço chegasse atrasado, incompleto, falho… de mais atrapalhar do que ajudar, como se sua presença fosse um erro em andamento, como se, por mais que tente, tudo que você toca carregasse um pouco do seu caos junto… de querer amar profundamente, mas nunca conseguir se sentir amado de volta, como se existisse um bloqueio invisível, como se o amor até chegasse perto, mas nunca conseguisse entrar, ou pior, como se você não soubesse mais reconhecer quando ele está ali… e então fica essa contradição sufocante: um coração que ainda quer dar tudo, preso dentro de alguém que já não acredita que merece receber… como viver com um coração quebrado, quando cada batida parece irregular, cansada, sem direção, quando amar virou dor, lembrar virou dor, existir virou dor… e uma mente perdida, que não descansa, que não silencia, que te leva sempre pro mesmo lugar escuro, um labirinto onde cada saída parece falsa, onde cada esperança dura pouco demais… e no meio disso tudo você ainda está aqui, e isso não parece vitória, não parece força, não parece nada além de cansaço…
Deixe-me morrer entre as raízes das árvores, na inclinação do terreno florido, onde os pássaros beijam as flores e o vento abraça o que foi esquecido.
As raízes do meu ser
Perdem-se no infinito
Para ser aquilo que sou
Sem fugir de mim
Longe já fui
Para me encontrar
Volto dessas viagens
Em silêncio para meditar
Nas vozes que me habitam
Entender os ensinamentos
São tantas as respostas
O resultado, esse,
É sempre a paz.
“Um amor companheiro cria raízes profundas em mim, envolve meu coração com ternura e, dia após dia, me ajuda a florescer em tudo o que sou e ainda posso ser.”
Raízes e Sussurros
Gritarei para o mundo,
não com fúria, mas com fogo.
Porque existir, em mim, não é acaso.
É eco.
É raiz que pulsa sob a terra,
folha que se recusa a cair calada.
Carrego em mim
a dor dos que não falam,
a esperança das sementes,
o sussurro dos bichos
que a humanidade esqueceu.
E mesmo quando duvidei de mim,
a natureza ainda acreditava.
O sol nascia.
Os rios corriam.
As folhas insistiam em nascer,
como se dissessem:
“Você também é parte disso tudo.”
Sou consequência das estrelas,
mas também das lágrimas.
Sou luz,
sim,
mas uma luz que conhece a escuridão.
Há raízes em mim
que não sei nomear.
Há vozes que não são minhas
e ainda assim vivem no meu peito.
O rio que corre
carrega histórias que não ouvi.
A árvore que permanece
guarda silêncios mais antigos que os meus.
E os animais,
com seus olhos silenciosos,
parecem perguntar
por que esquecemos
que também somos parte da vida.
Talvez eu seja pequena
diante de uma árvore antiga,
breve diante de um oceano,
impermanente diante da Terra.
Elas estavam aqui antes de mim.
Talvez permaneçam depois.
Sou apenas um sopro,
uma faísca breve
num planeta em combustão.
Mas essa faísca sente.
Essa faísca escuta.
E enquanto houver vida
correndo sob a terra,
enquanto houver sementes
rompendo o concreto,
enquanto houver um animal
procurando abrigo,
eu também estarei aqui.
Não como dona.
Como parte.
Porque talvez existir
seja justamente isso:
deixar de olhar o mundo
como algo que nos pertence
e finalmente perceber
que pertencemos a ele.
E há coisas que o mundo sussurra
antes que aprendamos a ouvir.
Eu ouvi.
E agora carrego suas raízes
dentro de mim.
Raízes do Fogo
Eles nasceram no mesmo sopro,
mas em margens que o destino rasgou.
Dois nomes escritos na mesma chama,
condenados ao nunca que o tempo selou.
Ela carregava o sol nos olhos,
um incêndio manso na pele a arder.
Ele era noite em silêncio profundo,
um abismo bonito de se perder.
Toda vida, o mundo os refazia,
em outros corpos, em outros lugares,
mas sempre havia algo entre eles ..
Um fio invisível… e mil altares.
Se cruzavam por um segundo apenas,
num toque que quase chegou a existir,
e o universo, cruel e preciso,
tratava logo de os dividir.
Era amor antes do nome,
antes da carne, antes da dor,
uma raiz cravada no tempo
que nem a morte arrancou.
Mas havia a maldição... Sempre ela...
Como um sussurro preso no ar:
“Vocês podem nascer mil vezes…
mas nunca vão se encontrar.”
E ainda assim, em cada vida,
algo neles insistia em lembrar:
um calor no peito, um vazio estranho,
um quase… que não sabia explicar.
Porque o amor deles não era escolha,
era destino em combustão —
um fogo que arde sem nunca tocar,
raízes presas na mesma escuridão.
E se um dia o erro do mundo falhar,
se o tempo esquecer de separar,
talvez o fogo encontre o próprio caminho…
e finalmente aprenda a queimar.
Livro: @luccisantz by wattapd
Muitas pessoas desejam os frutos,
mas quase ninguém aceitaria as raízes,
as tempestades
e o tempo que foi necessário para florescer.
Há pessoas que passam pela nossa vida como o vento. Outras ficam como raízes. A sabedoria está em não insistir no que foi levado, mas em cuidar daquilo que escolheu permanecer.
