Que meus Pes me Levem
Meus amigos dizem que sou louco, louco por quê? louco por quem?, tu sabe o que é loucura? Estou saindo de mim, perdendo a razão, querendo quebrar a promessa moral que fiz comigo mesmo de não interferir na tua vida, esta esperando eu tomar a iniciativa? então a palavra é reciprocidade.
Meu filho, meu algoz...
Meus olhos já não têm o mesmo brilho de antes
Meu corpo, já não é aquele: esbelto, ligeiro, jovial
Dizem, em versos, que sou anjo, por ser mãe
Mãe que sobrevive, apenada, em cárcere meu
Cuida-me um filho que amo, calado, ausente, impaciente
Nada reconheço entre as paredes que afirmam ser meu lar
Não sei dizer a exata cor das paredes de meu quarto
Olho-me no espelho... não sei dizer quem ali se reflete
Sigo os dias a velar as horas, ao pé de uma janela vazia
Horas e dias que passam sem me notar, sem nada contar
Durmo e acordo em desalento, tendo ao alcance leite e água
Deixados pelo filho, que, por vezes, soturnamente me visita
Adormece em mim, a razão, quereres... incompreensões
Me fogem lembranças, desaprendi a me amar, a sorrir
Convivo com meus temores, meus fantasmas, meu eu
Temo a chegada do filho que amo e se dá a machucar-me
Trago marcas em meu corpo, que se renovam
A cada aperto, a cada saculejo, a cada dia
Fia ele que não compreendo-lhe a impaciência
Que não me dói seu estado colérico de me cuidar
Me sinto descartável, írrita, sem valia, enjeitada
Anulada em princípios, convencida que inexisto
Que sou aquela agraciada com a maternidade
Que não sabe em que momento tudo deu errado
Temo a visita de meu filho, meu intolerante algoz
Não tenho forças para reagir, se tivesse, não o faria
A fome, a sede, a solidão, marcam meu corpo e alma
Em aceitação, me convenço a perdoar e me cobro calma
Aprecio a solidão
Nela encontro a liberdade
Acalento meus demônios
Instigo minhas fraquezas
Aprecio minha melancolia
Diluo com o café as doses de amargura do mundo
Embriago-me
Diluo-me na chuva e velejo por aí
Sem pressa, sem pressão
Eu, apenas
Velejando com sentimentos expostos ao tempo
Explorando cada um em suas profundezas
Assim, só assim
Nessa solidão libertadora
Permito-me afundar, inspirar e voltar a superfície
E só por isso, sigo!
" Vou construir os meus sonhos nessa nuvem passageira;
Vou subir pela montanha , nem que eu leve a vida inteira;
Esperai belas montanhas , o Deus que vai conduzir , os meus passo pela crença de um dia poder pedir,
o Amor do Senhor da vida e a dor , nunca mais sentir. "
Regina Coeli
Basta apenas eu olhar para você, que meus olhos brilham e logo pula um sorriso da minha boca. Você tem um encanto que te envolve, e é inevitável eu não me apaixonar cada vez mais por você sempre que te vejo. Você sabe provocar meu sorriso com um simples gesto, você sabe me manter feliz, apenas sendo você.
"Continuarei versejando e voando entre as nuvens dos meus delírios, nos céus dos meus sonhos."
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Ela é chuva,
nos dias mais quentes.
Ela é calor
nos dias mais frios.
Ela é o encaixe dos meus vazios dolorosos.
Vida Barroca
(Victor Bhering Drummond)
Lá dentro da igreja deixei meus agradecimentos, mantras, conexão com o divino e orações.
Aqui fora, deixei meus pecados, meus desejos, o corpo, o suor, a pele.
Não sou apenas um ou outro. Sou o misto dos dois mundos. O santo e o profano. O claro e o escuro. A leveza e a dor.
E nestes contrastes me entrego à alegria e prazeres de ser quem eu sou.
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Às vezes eu me inquieto com o futuro,
mas, no fundo, eu sinto pena dele;
é tão menor que meus sonhos.
Ah! Se soubessem quantos futuros
cabem na alma de um sonhador!
Preso em minhas palavras , em meus pensamentos , meus sonhos , minhas magoas , meus tormentos ... Imagino a felicidade , penso em um bom momento , reconhece meu caminho , que esta junto ao vento , me sento , lembro das coisas boas da vida , me alegro , ouvindo as canções do emicida , mas nego , e lembro que foram com as aguas , mas eu reconheço , que eram minhas lagrimas !
Meus demônios
Me perseguem
Em botecos sombrios
Fumam de meu cigarro
Bebem de minha cerveja
Apagam as luzes
Tudo se escurece
Até outro dia chegar
E meus demônios
Voltarem a me assombrar.
Uma das maneiras que achei de demonstrar meus sentimentos depois do término foi através de textos, minhas notas está cheia de textos, tudo envolvendo amor e acredite todo esse tempo sem ela ainda continuo completamente apaixonado, eu segui minha vida, me diverti, distrai minha mente, eu me diverti um bucado com meus amigos nesse tempo não tem como negar mas sempre imaginava como seria se ela estivesse aqui comigo e meus amigos, não importava o local ou a ocasião eu sempre pensava nela, esse tempo foi dificil ter que ir dormir sem falar que a amo, todo dia ia dormir pensando nela, esses dias não foram fáceis mas tava de pé a cada dia com ou sem um sorriso no rosto. Meus amigos tentavam me convencer que eu deveria ficar com alguma menina, mas do que adianta eu tentar ficar com várias garotas todos os dias se toda vez que eu vou dormir é nela que estou pensando é por ela que choro por lembrar de que não esta mais comigo, a vida é assim tudo tem um propósito e um dia vou descobrir o porque disso tudo.
Aprendi muito com diversos erros e hoje vejo tudo de uma forma diferente, eu vi e sei que aquele meu jeito me atrapalhou muito e por isso busquei uma mudança, não uma mudança total mas uma mudança nas coisas que me atrapalhava como o ciúmes e o meu stress, foi difícil mas posso dizer que consegui controlar mais e percebi que eu não tinha motivos para isso, ou seja eu tava sendo idiota kk
Todo esses dias para mim foi como se o tempo tivesse passando mais devagar e o jeito foi me conformar com a falta de algumas coisas na minha vida sem ela, Tanta coisa mudou, mas eu nunca a esqueci.
Iluminado por Deus, e protegido pela força de Zeus, os deuses são meus, sigo como hebreus, correndo dos filisteus, em mundo de ateus, sou como Amadeus, imortalizado como semideus, e como rito final eu considero isso como um adeus.
CONSENTIDO
Meus ouvidos estão vendo demais.
Minha boca escuta o que não deve.
Meu nariz ficou totalmente surdo.
Meus olhos falam pelos cotovelos.
Mas meu coração respira tranquilo.
ESSE TORPE AMOR
Se você, me aperta e me beija...
E eu te amasso com meus braços,
e ai, enquanto minhas narinas te cheiram
... Minhas entranhas te arranham, e te
roçando, inundaremos o delírio insaciável
dos nossos desejos.
Vamos inundar nossa anciã de prazer
seremos um só no arfar d'essa volúpia
... Dançaremos sob o chamego teso
e inerte, suspiraremos o pecado molhado.
Venha... Vamos aninhar no colo dessa
paixão, doaremo-nos, aos afagos do nosso
corpo e aterrissaremos sob o frenesi
desse amor torpe e louco.
Antonio Montes
