Quase Morto
Toque de Abrigo
Foi um gesto pequeno,
quase nada pra quem olha de fora.
Uma mão que encosta,
sem pressa,
sem pedido.
O corpo estranhou primeiro.
Como quem abre uma janela
depois de muito tempo fechada
e esqueceu como o ar entra.
Ela quase dormiu.
Eu quase lembrei
que o toque também pode ser descanso,
não só alerta,
não só defesa.
Não houve promessa,
nem história,
nem nome pra dar ao momento.
Só presença.
E nesse silêncio compartilhado,
meu corpo entendeu antes de mim:
nem todo contato fere,
nem todo afeto cobra.
Às vezes,
tocar alguém
é só isso.
Um intervalo de paz
no meio da resistência.
“Quase”
Eu quase te liguei
quase fui atrás
quase disse tudo
que guardei em paz
quase fui fraca
quase voltei
quase me perdi
em quem eu já deixei
mas aprendi com o tempo,
sem drama, sem julgamento:
nem tudo que não foi…
foi perda.
o quase também
é livramento.
O problema de enxergar demais
é perceber que quase todo mundo
vive atuando uma versão editada de si.
Como se a alma tivesse assessoria de imprensa.
Eu vivi traumas que quase me fecharam
Mas não fiz deles minha morada
Perdoei não pra salvar quem feriu
Mas pra não continuar algemada
Há algo errado quando você sabe tudo sobre quem aparece nas telas, mas quase nada sobre Aquele que sustenta a sua vida todos os dias.
O Quase que Nunca Foi
Chamamos de amor a ansiedade da espera, o eco de mensagens vazias e a insistência em caber em espaços que já estavam ocupados. Romantizamos a ausência, vestimos a carência com trajes de gala e insistimos em chamar de "eterno" aquilo que mal tinha fôlego para o dia seguinte.
Nem todo fogo que queima é incêndio; às vezes, é só uma faísca que apaga com o primeiro vento.
Não foi amor. Foi:
"O dinheiro compra quase tudo; o caráter continua sendo o bem mais caro do homem."
(Osman Matos, séc. XXI)
“A ansiedade generalizada não escolhe apenas um medo; ela espalha medo sobre quase tudo.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A mãe atípica aprende a funcionar mesmo destruída, porque quase sempre o mundo só percebe quando ela para.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quando todos olham para o laudo, para a terapia e para a crise, quase ninguém pergunta quem cuida da mulher que sustenta tudo.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Entre um neurônio e outro existe um espaço tão pequeno que quase não se vê, mas grande o bastante para sustentar memória, emoção e sofrimento.”
Do livro Sinapses e Neurotransmissores — A Linguagem Invisível do Corpo, da Mente e da Doença, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Existe um tipo de gente que o mundo quase nunca percebe direito.
Não faz alarde, não bate no peito dizendo que é bom,
Não transforma gentileza em propaganda.
Apenas segue vivendo — tentando não ferir ninguém enquanto atravessa os próprios temporais.
Na vida tudo tem um preço, às vezes queremos ter tudo ou quase tudo, mas a vida nos dá oportunidades que merecemos. O dia é a base do que possuímos e adquirimos, ser feliz é ver que a felicidade é universal. Bom dia abençoado 🌧🍀🌹
Seria quase um sonho terminar o dia assim… nas suas mãos, que parecem saber onde o cansaço mora, no seu cheiro que me encontra antes mesmo de eu me explicar.
Deitar no seu peito… ouvir seu coração e o ritmo da sua respiração, como se o mundo inteiro, por um instante, resolvesse desacelerar comigo.
E então… adormecer no seu abraço. Não por exaustão, mas por entrega.
Como quem, finalmente, não precisa vigiar nada, nem sustentar força, e tampouco "segurar o dia nas mãos".
Adormecer ali, sentindo seu corpo presente, firme, quente… como um lugar seguro onde eu posso simplesmente existir.
Talvez nem seja sobre a massagem... talvez seja sobre encontrar em você um lugar onde eu possa descansar de mim.
Mas hoje eu só vou dar uma volta e aproveitar um pouco de silêncio.
Mesmo assim… ficou em mim essa vontade simples:
de um abraço sem pressa,
de um colo que acalma,
de alguém que, baixinho, me diga que vai ficar tudo bem."
... coisas sobre Ela e Ele.
Às vezes a pior ferida não é o trauma em si, mas perceber que a dor que quase te destruiu nunca foi enxergada por quem a causou.
