Quase Morto
Há uma "doença psicológica" para quase tudo, então, por que não criar uma para os gananciosos que roubam trilhões das pessoas ao redor do mundo? Devemos colocá-los em uma camisa de força, tomando injeção, dentro da cadeia.
Porque não é sinal de saúde mental correr atrás desesperadamente de tanto dinheiro, quando sabemos que toda essa riqueza ficará para trás quando a vida terminar.
Depois que eu aprendi a amar o mal, quase nada me faz mal;
O mal é aquele bem que eu não aceitava em mim.
Sou feita do que vivi
E do que quase me quebrou.
De amores que ficaram,
E de dores que o tempo curou.
Carrego marcas invisíveis,
Cicatrizes que não gritam mais.
Aprendi que cair ensina
O valor de levantar em paz.
Já chorei silêncios inteiros,
Já sorri com o peito em nó,
Mas transformei minhas sombras
Em abrigo, não em pó.
Não é que eu não tenha sofrido,
É que eu não deixei a dor vencer.
Escolhi ser luz no escuro
Pra lembrar que até na dor é possível florescer. 💛
Depois que decidi viver o que pulsa em mim,
minhas escolhas ficaram leves, quase asas.
Não preciso ancorar o navio para pensar,
aprendi a refletir enquanto ele corta o mar.
Preciso fazer acontecer sem trair quem sou,
sem silenciar minha essência para caber.
Porque como o mundo reconhecerá minha verdade
se eu seguir camuflada, à espera de permissão?
Nem sempre é posição social e quase nunca é dinheiro. Na maioria das vezes o mais importante é o simples; seja uma atitude ou uma palavra amiga. Nesses casos, acredite, quem menos tem é o que mais oferece.
A desconfiança é o algoz do coração, procurando desfazer sentimentos quase perfeitos com a falta de conhecimentos;
Quase me perdi pelas dúvidas que viestes a mim sem nenhum sentido... Quase acreditei na púrpura da brisa que me roubastes um valor sentimental;
É a verdade que honra e a mentira que nos condena e em meu brasão um sopro a realidade sem nunca desistir...
Nunca me curvei a inimigo algum nem muito menos me rendi... Mesmo com o passar do tempo;
Eu quase sempre ando muito ocupado
Mas para os meus amigos sinceros, eu arrumo um tempo deixando o meu trabalho de lado
E para os que eu não tiro do coração
Eu busco lisonjear, entendendo que é uma forma de retribuição
Pois cada um dos meus amigos eu os trato como irmãos
Eu tenho toda positividade e acredito que todos nós caminhamos na mesma direção...
Porém, cumprimento os meus amigos para ter sonhos suaves e doces
Com todo carinho e respeito eu desejo uma boa noite!
EXTINTOR
A vaidade segue um embalo
Que quase embriaga a verdade
Deixar o silêncio hidratá-lo
Em meio à fogueira que arde
Arrefece e pode salvá-lo
Do barulho que faz alarde
Virtude te vem de regalo
Riqueza na paz que te invade.
A razão ilumina o caminho. O Primevo ilumina o abismo. E, quase sempre, é o abismo que decide a direção dos passos antes que a razão lhes atribua um destino.
Na nossa vida, temos quase sempre, que passar por momentos difíceis, para que haja uma transformação em nós.
Passamos a encarar a vida com tanta simplicidade e alegria...de certo modo voltamos a ser crianças. Ou para explicar melhor, tornamo-nos na criança que nunca conseguimos ser; cheia de confiança e encanto. Conseguimos encarar os tons mais escuros da vida, vendo-os como uma parte de uma tapeçaria incrivelmente rica e profunda, tecida maravilhosamente por invisíveis mãos de amor. Gratidão... por toda esta transformação no meu interior.
As doenças psíquicas tornaram-se quase ordinárias no nosso tempo porque o sujeito foi lançado num campo que exige resposta contínua: produzir, aparecer, interpretar, escolher, otimizar — sempre mais, sempre agora. Nesse ritmo, foi-lhe negado o intervalo onde a experiência se decanta e ganha forma. Sem pausa, não há assimilação; sem assimilação, não há consistência. E o que não se sustenta por dentro acaba por ruir em silêncio — ainda que, por fora, permaneça funcional.
Não sou digno de atar tuas alparcas
Me deixa ao menos a sobra da mesa.
Nas lutas, quase sempre mascaradas,
Querubins surgem como luz sendo acesa.
As feridas feitas pelo amor
Açoites transmitem os maiores aprendizados
Por nosso bem, causam até dor,
Querendo nos ver melhor preparados.
Muitos sorrisos já me enganaram,
tapas nas costas até me iludiram,
mas na hora em que as forças faltaram,
foi o momento em que dos olhos as escamas caíram.
O urso até abraça a presa.
A vítima observa da hiena o riso,
afinal, é alguma surpresa.
Cautela em quem chamamos de amigo,
porque escolhemos temos os falsos afagos,
desprezando quem diz a dura verdade?
Cuide de quem corre do seu lado,
onde ali está a consistente lealdade?
Deus, agradeço pelos meus amigos
que em cada etapa surgem como anjos.
As repreensões foram para mim como abrigos.
Retribuirei todo o amor, ainda que passem anos.
Levy Cosmo Silvaa
Sobre sucesso, silêncio e o que realmente incomoda...
Existe um tipo de desconforto que quase ninguém admite, mas que aparece o tempo todo.
Ele não faz barulho alto.
Não vem em forma de confronto direto.
Mas está ali, nos olhares, nas perguntas, nos comentários atravessados.
Acontece quando alguém cresce.
Não quando alguém ostenta de forma vazia, mas quando melhora de vida de verdade. Quando muda de ambiente, de rotina, de mentalidade.
Curiosamente, isso nem sempre é recebido com admiração.
Às vezes vem uma dúvida disfarçada de curiosidade.
Outras vezes, um julgamento escondido em tom de brincadeira.
E, em alguns casos, um incômodo silencioso, difícil até de explicar.
Não é sobre o carro que alguém comprou.
Nem sobre a casa onde alguém está.
Nem sobre o lugar que alguém passou a frequentar.
É sobre o que aquilo representa.
Porque quando alguém próximo evolui, inevitavelmente surge uma comparação. E nem todo mundo está disposto a lidar com isso.
Alguns se inspiram.
Outros questionam.
E há aqueles que tentam encontrar algum defeito, algum atalho, alguma justificativa que torne aquele crescimento “menos legítimo”.
Como se fosse mais confortável acreditar que não foi mérito.
Isso não é exclusivo do Brasil, mas aqui ganha uma intensidade particular.
Talvez pela proximidade entre as pessoas.
Talvez pela desigualdade.
Talvez pela cultura de aparência que se mistura com a necessidade de validação.
O fato é que muitas vezes o sucesso não é visto como um caminho possível, mas como uma exceção desconfortável.
E quando isso acontece, surgem perguntas que não buscam respostas. Buscam confirmação.
“Será que trabalha com coisa certa?”
“Como conseguiu isso?”
“Desde quando ficou assim?”
Não são perguntas sobre o outro.
São dúvidas internas sendo projetadas.
Em outros lugares, como os Estados Unidos, a reação costuma ser diferente. O sucesso tende a ser associado à conquista. Existe uma narrativa forte de que crescer é resultado de esforço.
Já em contextos mais tradicionais, como em Portugal, o destaque pode ser recebido com mais cautela, às vezes até com certo desconforto silencioso.
Em países como a Suécia, por exemplo, existe uma cultura forte de igualdade social, onde o destaque excessivo pode gerar desconforto, não exatamente por inveja direta, mas por uma pressão coletiva por equilíbrio.
Ou seja, esse comportamento existe em diferentes lugares. O que muda é a forma como ele aparece.
Mas existe um outro caminho. E ele é menos visível.
É o caminho de quem não se preocupa em explicar o próprio crescimento.
De quem não sente necessidade de provar nada.
De quem entende que cada escolha traz consequências diferentes.
Crescer muda ambientes.
Muda hábitos.
Muda prioridades.
E isso nem sempre será compreendido por todos.
Alguns vão chamar de mudança de postura.
Outros vão chamar de distância.
E alguns, sem perceber, vão interpretar como arrogância aquilo que, na verdade, é apenas foco.
Existe também um equívoco comum.
A ideia de que evoluir deveria manter tudo igual.
Mesmas conversas.
Mesmos lugares.
Mesmos comportamentos.
Mas crescimento de verdade não funciona assim.
Ele seleciona.
Refina.
E, inevitavelmente, cria distância de tudo que já não faz sentido.
Enquanto isso, existem dois tipos de movimento acontecendo ao mesmo tempo.
Pessoas que constroem.
E pessoas que observam.
Pessoas que trabalham em silêncio.
E pessoas que comentam de fora.
Pessoas que evoluem pelo processo.
E pessoas que querem o resultado sem atravessar o caminho.
E talvez seja exatamente por isso que o silêncio começa a fazer tanto sentido.
Porque no silêncio não existe comparação constante.
Não existe necessidade de validação.
Não existe disputa disfarçada de convivência.
Existe espaço.
Espaço para viver sem precisar explicar.
Espaço para crescer sem precisar justificar.
Espaço para ser, sem precisar parecer.
No fim, não se trata de rejeitar pessoas, lugares ou culturas.
Trata-se de escolher melhor o ambiente emocional em que se vive.
Porque crescer não deveria incomodar.
Mas quando incomoda, revela mais sobre quem observa do que sobre quem evolui.
A tua pele chama a minha,
num desejo sem recuo.
Cada gesto teu provoca
um incêndio quase nu.
O ar prende‑se entre nós,
como se o mundo parasse ali.
E no ritmo que inventamos,
é o meu corpo a guiar o teu,
sem pressa de fugir.
A tua respiração prende-se na minha,
num jogo que nenhum de nós quer terminar. E quando a madrugada vibra entre os nossos corpos,
é aí que o desejo fala mais alto,
a pedir que a noite não saiba acabar.
Sinto-te na alma inteira,
numa verdade tórrida
que percorre o meu sangue
e rasga o meu silêncio.
