Quase Morto

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Há em mim uma melancolia antiga, quase litúrgica, como se minha alma carregasse memórias de tempestades que minha própria consciência já não consegue nomear.

Algumas pessoas carregam tanta dor dentro do peito que acabam desenvolvendo uma delicadeza quase sobrenatural ao tratar o sofrimento alheio.

Aprendi que algumas almas nascem destinadas à profundidade, e profundidade demais quase sempre vem acompanhada de solidão.

Sou feito de memórias que não passaram, de orações que ninguém ouviu e de batalhas que quase ninguém viu. Talvez por isso minhas palavras carreguem o peso sereno de quem aprendeu a transformar

ENSAIO POÉTICO


Dedicado a
Maria das Dores
(Dona Dorinha - Minha mãe)


POEMA
OU QUASE VERSO MATUTO


Félix di Láscio


Arruma tudo, vambora
qui hoje vai tê animaçan;
sigura na mão di Rosinha,
si ajeita ca bichinha,
qué prumode Dona Dorinha,
sabê qui voismecê
tem muito amô no coração!


Félix Di Láscio - Poeta e Pensador Paraibano
www.napoltrona.net | felixdilascio.facebook


Reeditado no dia 16/16 às 21:40

Aleatórios

Hoje a minha sala está vazia, mas isso não é nenhuma novidade, porque ela quase nunca esteve cheia.
Hoje eu não tenho nenhuma companhia, e isso também não é nenhuma novidade, porque quase sempre estive sozinha.
Eu não gosto de olhar para trás, mas eu sempre olho.
Sinto saudade de uma versão antiga de mim
Mas tenho orgulho da versão que sou agora.
A nostalgia sempre me acompanha, e isso não é uma escolha.
Eu não queria estar aqui, mas também não quero ir embora.
“Eu não sou tão triste assim, é que hoje estou cansada” (Clarice Lispector)

Silvia Oliveira Soares

... muito
retemos do que nos fere
e desacata; e quase nada
do que nos corrige e, ao nos
corrigir, nos guia ao que de fato
importa: superar
e seguir!

"Se todo o dinheiro do mal fosse utilizado para o bem, seríamos uma nação próspera e quase perfeita!"

A dor do abandono
é quase insuportável
dói a alma, dói por dentro..
Ela é quase incurável

A dor do abandono
é uma dor que não se vai
nos perturba, nos aflige
E não há como ter paz

A dor do abandono
faz o peito chegar a arder
você chora perde o sono
Pensa até que vai morrer

A dor do abandono
é uma dor que agoniza
falta ar você pede a morte
E nunca sabe se termina..

A dor do abandono
é uma dor martirizante
nos deprime, nos afunda
Não há como seguir a diante

Eu Queria Não Ter Te Conhecido

Existe uma frase que quase ninguém tem coragem de dizer em voz alta:

"Eu queria nunca ter te conhecido."

Não porque todos os momentos foram ruins.
Pelo contrário.
Porque alguns foram tão bons que fizeram a despedida doer muito mais.

Ninguém entra em uma história imaginando que um dia desejará apagar o primeiro encontro, a primeira conversa ou o primeiro sorriso.

Mas há dores que nos fazem querer voltar no tempo.
Não para mudar quem somos.
Apenas para evitar a cicatriz.

O curioso é que o coração não esquece na mesma velocidade em que descobre a verdade.

Às vezes, a razão já foi embora há muito tempo.
Já entendeu tudo.
Já aceitou os fatos.

Mas o coração continua sentado no mesmo lugar, esperando alguém que nunca mais voltará do jeito que um dia existiu.

E então nasce o conflito mais silencioso de todos:
amar alguém que já não faz bem.

Não é fraqueza.
Não é loucura.
É apenas o tempo que os sentimentos levam para alcançar aquilo que a mente já compreendeu.

Talvez um dia a gente deixe de desejar não ter conhecido certas pessoas.

Talvez a gente apenas aprenda que algumas histórias não vieram para durar.

Vieram para ensinar.

E, por mais dolorosa que tenha sido a lição, nenhuma ferida merece nos convencer de que deixamos de ser dignos de um amor tranquilo, verdadeiro e recíproco.

Todos ganham, em algum momento.
Até lá, todos perdem em quase todo tempo.

Quase me afoguei em minhas próprias lágrimas.
Mas foi no silêncio das noites e nas conversas com Deus
que descobri a força que nem eu sabia que tinha.
Aprendi a nadar de braçada e cheguei até aqui.
Hoje nada mais me abala, porque a minha fé se tornou inabalável.

Van Escher 🦁

O Vilarejo escondido .


Havia uma chuva torrencial lá fora e quase ninguém podia ouvir .

— Um sábio perguntou você sabe por qual motivo aquele vilarejo não consegue ouvir o barulho da chuva .

Por quê com essa insistência em querer saber mais da vida dos outros que as deles mesmo passaram a não perceber o que realmente tem valor no mundo espiritual.


D. A

By


Autora : Gislene Pascutti

A Vida Entre o Quase e o Aconteceu


Existe uma curiosidade sobre a vida que só percebemos quando olhamos para trás.
Quando somos crianças, acreditamos que tudo é possível. O mundo parece pequeno diante da nossa imaginação. Um cabo de vassoura vira cavalo, uma caixa de papelão transforma-se em castelo, e uma simples tarde de chuva é suficiente para criar aventuras que nem os adultos conseguem compreender.
Nessa época, os sonhos não conhecem limites.
Queremos ser astronautas, jogadores de futebol, cantores, heróis ou qualquer coisa que nos faça sentir especiais.
O mais bonito é que acreditamos de verdade.
Mas o tempo passa.
E a infância, sem pedir licença, entrega lugar à adolescência.
Talvez seja aí que os primeiros desencontros aconteçam.
O espelho começa a mostrar alguém diferente.
O coração passa a bater mais forte por motivos desconhecidos.
Surge aquele amor impossível pela menina da escola, pelo rapaz da sala ao lado, por alguém que muitas vezes nem sabe da nossa existência.
Passamos horas ensaiando palavras que nunca serão ditas.
Criamos diálogos perfeitos que jamais acontecem.
Vivemos encontros imaginários e colecionamos desencontros reais.
Mas seguimos em frente.
Porque a juventude tem essa estranha capacidade de transformar decepções em combustível.
Então chega a fase em que acreditamos que já sabemos tudo.
Escolhemos profissões.
Fazemos planos.
Desenhamos o futuro como quem traça uma estrada reta em um mapa.
Só esquecemos de um detalhe.
A vida raramente segue o mapa.
Ela prefere os atalhos.
As curvas.
Os desvios inesperados.
Muitos encontram o emprego dos sonhos.
Outros descobrem que o emprego dos sonhos não era exatamente aquilo que imaginavam.
Há quem encontre o amor cedo.
Há quem espere anos por ele.
Alguns constroem castelos.
Outros precisam aprender a reconstruí-los depois que desabam.
E assim vamos colecionando experiências.
Os anos passam.
Os encontros continuam acontecendo.
Novos amigos surgem.
Outros seguem caminhos diferentes.
Algumas pessoas chegam para ficar.
Outras apenas passam, deixando ensinamentos que só compreenderemos muito tempo depois.
Também existem as frustrações.
A promoção que não veio.
O negócio que não deu certo.
O namoro que terminou.
O projeto que ficou pela metade.
A oportunidade perdida por poucos segundos.
São momentos difíceis.
Porque ninguém cresce imaginando os "nãos" que ouvirá pelo caminho.
Mas eles chegam.
E quando chegam, doem.
Porém existe algo curioso nas derrotas.
Elas quase sempre ensinam aquilo que as vitórias nunca conseguem explicar.
Então a vida continua.
Casamos.
Criamos filhos.
Mudamos de cidade.
Mudamos de opinião.
Mudamos de sonhos.
E, sem perceber, vamos mudando a nós mesmos.
Chega uma fase em que passamos mais tempo lembrando do que planejando.
As conversas ficam mais profundas.
As prioridades mudam de lugar.
Aquilo que parecia indispensável perde importância.
E coisas simples passam a valer ouro.
Um almoço em família.
Uma ligação inesperada.
Uma tarde tranquila.
Um abraço sincero.
Percebemos que a felicidade nunca esteve tão longe quanto imaginávamos.
Ela apenas se escondia nos detalhes.
Mesmo assim, a vida continua nos surpreendendo.
Porque sempre existe algo por acontecer.
Um novo amor.
Um novo trabalho.
Um novo projeto.
Uma nova amizade.
Uma nova chance.
Talvez seja esse o grande segredo.
A esperança.
Ela é a única companheira que atravessa todas as fases da nossa existência.
Está presente na criança que sonha.
No adolescente que ama.
No jovem que planeja.
No adulto que trabalha.
E também naquele que já viveu muito e continua acreditando que o amanhã pode ser melhor.
A esperança não envelhece.
Não se aposenta.
Não desiste.
Ela permanece sentada em algum canto do coração, esperando o momento certo para nos lembrar que ainda há páginas em branco para serem escritas.
E talvez a vida seja exatamente isso.
Uma sucessão de encontros e desencontros.
De expectativas e frustrações.
De planos que dão certo e de caminhos que precisam ser refeitos.
Mas, acima de tudo, uma jornada onde a esperança nunca deixa de caminhar ao nosso lado.
Porque enquanto houver esperança, sempre existirá um novo capítulo esperando para acontecer.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

Quase sempre a imparcialidade é a desculpa dos interesseiros sem personalidade.

⁠Vivemos momentos de teorias da conspiração ocorrendo quase que diariamente entre o judiciário e o legislativo brasileiro... Algumas delas são tão férteis quanto os solos encontrados no deserto do Saara!

Chama do Destino


Nasceu pequena,
quase um sussurro,
entre o acaso e o querer não dito.
Uma centelha tímida no escuro,
como se o destino respirasse comigo.


Cresceu no tempo,
ardendo em silêncio,
iluminando caminhos
que eu temia pisar.
Queimou dúvidas,
aqueceu ausências,
fez do medo apenas cinza no ar.


Mesmo quando o vento tentou apagar, ela dançou,
firme, contra a noite.
Pois há chamas que
não pedem permissão:
existem para arder,
custe o que custar.


E sigo, marcado por essa luz antiga,
sabendo que não fui eu quem escolheu.
Foi a chama do destino que me encontrou e, ao tocar meu peito, escreveu quem sou.

Um fogo tímido


A chama nasceu pequena,
quase um sussurro,
acendeu no escuro
do peito sem pedir licença.
Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder.


O destino soprou ventos contrários,
tentou apagar promessas e sonhos antigos.
Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços.


Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder.
Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar.


Hoje a chama é farol e coragem,
não consome
— transforma quem sou.
No centro dela, entendo enfim:
meu destino é arder sem deixar de amar.

Às vezes eu quase te conto
sobre os abismos que carrego no peito, mas tenho medo que o peso das minhas marés
afogue a leveza do teu sorriso.


Não é tristeza,
é intensidade demais
para um mundo que ama raso.
Eu sinto fundo, eu amo largo,
eu me entrego sem margem
de segurança.


Sorrio para todos,
mas é você
quem percebe quando
meu olhar se perde.
Você não entende cada
silêncio meu
— e mesmo assim, fica.


E é por isso que eu te amo:
porque não tenta me consertar,
apenas me abraça como quem diz
“eu não entendo tudo, mas escolho você.”

Os dois lados do amor


O amor começa simples,
quase distraído,
uma mensagem,
um toque sem intenção.
Depois vira costume,
vira abrigo querido,
vira medo de perder,
vira tensão.


Tem dias de riso fácil e café dividido,
e outros de silêncio pesado no ar.
O mesmo “fica” dito no ouvido
é o “vai” engasgado que ninguém quer falar.


Amar é errar tentando acertar,
é prometer hoje e falhar amanhã.
É machucar sem querer machucar,
e ainda assim pedir pra ficar.


O amor não é só filme,
nem poesia bonita,
é cansaço, escolha, repetição.
E mesmo quebrado,
às vezes insiste,
porque partir também
dói no coração.