Quase Morto
A dor da solidão é silenciosa, traiçoeira e profundamente enganadora, ela quase nunca é demonstrada, quem a carrega aprende a sorrir com perfeição, a sustentar um rosto sereno enquanto, por dentro, tudo desaba, sorri para não incomodar, cala para não preocupar, disfarça para não despertar pena, prefere ser forte aos olhos do mundo a admitir que está se afogando em um vazio que ninguém vê., tudo o que essa alma deseja é se sentir incluída, escolhida, verdadeiramente amada… mas, em vez disso, abraça o próprio silêncio e transforma a dor em segredo, carrega o fardo sozinho, mesmo já estando exausto, apenas para proteger aqueles que ama, como se seu sofrimento fosse um peso aceitável, desde que não recaia sobre mais ninguém.
"Que sirva de alerta: encontrei um Sr. 52 anos, com problema sério de saúde: quase não consigo respirar, 38 anos fumando, morador de 1 casa de 7 quartos e 4 banheiros, em área nobre, perguntei-lhe como está a saúde? Ele me respondeu, daria tudo que tenho para alguém sofrer no meu lugar. Recebi muitos alertas: larga de fumar, mas não atendi, hoje não há retorno. PODE SERVIR COMO LIÇÃO PARA VOCÊ. AINDA HÁ TEMPO". Ademar de Borba
São quase zumbis conscientes um vício irônico ,não tenho certeza, uma tapa trágico e cômico.
Se pudesse julgar talvez eu diria com toda certeza, filhos bastardos dos mestres da persuasão, mas talvez seja eu um deles, sem ver com clareza, com argumentos certeiros , mas sem serem verdadeiros.
Já,abram seus ouvidos
Ele está quase chegando
Organizem suas bagagens
Vem o "PAI" nos chamando
Amanhã seremos passado.
Eu vivi traumas que quase me fecharam
Mas não fiz deles minha morada
Perdoei não pra salvar quem feriu
Mas pra não continuar algemada
Há algo errado quando você sabe tudo sobre quem aparece nas telas, mas quase nada sobre Aquele que sustenta a sua vida todos os dias.
O Quase que Nunca Foi
Chamamos de amor a ansiedade da espera, o eco de mensagens vazias e a insistência em caber em espaços que já estavam ocupados. Romantizamos a ausência, vestimos a carência com trajes de gala e insistimos em chamar de "eterno" aquilo que mal tinha fôlego para o dia seguinte.
Nem todo fogo que queima é incêndio; às vezes, é só uma faísca que apaga com o primeiro vento.
Não foi amor. Foi:
"O dinheiro compra quase tudo; o caráter continua sendo o bem mais caro do homem."
(Osman Matos, séc. XXI)
“A ansiedade generalizada não escolhe apenas um medo; ela espalha medo sobre quase tudo.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A mãe atípica aprende a funcionar mesmo destruída, porque quase sempre o mundo só percebe quando ela para.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quando todos olham para o laudo, para a terapia e para a crise, quase ninguém pergunta quem cuida da mulher que sustenta tudo.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Entre um neurônio e outro existe um espaço tão pequeno que quase não se vê, mas grande o bastante para sustentar memória, emoção e sofrimento.”
Do livro Sinapses e Neurotransmissores — A Linguagem Invisível do Corpo, da Mente e da Doença, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Existe um tipo de gente que o mundo quase nunca percebe direito.
Não faz alarde, não bate no peito dizendo que é bom,
Não transforma gentileza em propaganda.
Apenas segue vivendo — tentando não ferir ninguém enquanto atravessa os próprios temporais.
Na vida tudo tem um preço, às vezes queremos ter tudo ou quase tudo, mas a vida nos dá oportunidades que merecemos. O dia é a base do que possuímos e adquirimos, ser feliz é ver que a felicidade é universal. Bom dia abençoado 🌧🍀🌹
Às vezes a pior ferida não é o trauma em si, mas perceber que a dor que quase te destruiu nunca foi enxergada por quem a causou.
Vivemos tempos em que a pressa virou rotina,
e sentir profundamente passou a ser quase um ato de resistência,
porque o mundo exige respostas rápidas para dores que são lentas,
sorrisos imediatos para feridas que ainda sangram em silêncio,
companhias virtuais para vazios cada vez mais reais,
muitos conversam o dia inteiro, mas poucos realmente se escutam,
há casas cheias e corações desertos coexistindo sem alarde,
gente exibindo felicidade enquanto coleciona cansaços invisíveis,
relações rasas em excesso e compreensão em escassez,
esta é a realidade: nunca estivemos tão conectados e tão ausentes.
"O riso encontra companhia fácil;
a dor verdadeira, quase sempre, caminha sozinha."
Ou, mais enxuta:
"Sorrimos acompanhados, mas choramos a sós a dor que ninguém aprendeu a ler."
Ou, com um fio de esperança ao final:
"A alegria reúne uma plateia; o sofrimento profundo costuma conhecer só o silêncio, até que alguém, enfim, se disponha a escutá-lo."
