Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Não conheço ninguém, que não se ache importante. Todos nós, nos sentimos importantes, mais ou mais ainda, dependendo do momento.
Sou uma mulher privilegiada, pois conheço o meu coração!
Tento mais não consigo, brigo sempre com a minha razão!
Se eu não quiser, nada me afeta!
Não é fácil ser mulher e ter que ficar sempre alerta!
Prometo, meus pensamentos não mais serão seus!
Não precisa sentir os meus!
Sou inimiga da demora, não sei esperar!
porque sei que você faz questão de demorar!
A alegria é passageira, a felicidade é condutora. Os mais alegres que conheço vez por outra se dizem infelizes, já os com mais motivos teóricos para sorrir costumam fazer questão de sustentar o tal bico de insatisfação. Dinheiro, amor, profissão, time de futebol, trabalhos de faculdade.
Eu conheço a menina mais,mais do mundo.
o sorriso mais largo, os olhos enormes, o jeito mais bobo de ser, a mais idiota do mundo. Mas também a que me arranca os maiores sorrisos do mundo, aqui me faz mais feliz sem nem perceber...
As pessoas mais bonitas de coração que conheço, não são as mais bem resolvidas e sem problemas. Pelo contrário, são exatamente como eu, confessam suas limitações e conhecem perfeitamente o lado amargo da vida. Mas, pensando bem, Jesus escolheu para andar com Ele justamente os que precisam de remédio para aliviar suas dores. Por que justamente eu, vou procurar perfeição nos outros? Graças a Ele, estejam longe ou perto, sei discernir exatamente quem me traz luz e conforto ao coração, reconheço a verdade nesses corações. O tempo e as experiências trazem esse discernimento, basta que olhemos com os olhos da alma.
O livro mais triste que conheço sobre o amor se chama O legado de Eszter, do húngaro Sándor Márai. Quando o li, tive a sensação de que minha vida, como a da personagem, seria destruída pela esperança de um romance irrecuperável. Eszter espera pela visita do grande amor do passado, que a salvará de uma existência de solidão e vergonha. Eu esperava pelo retorno de uma mulher que nunca voltou.
Lembro o livro, o período e a dor como partes de um mesmo corpo. A prosa límpida e hipnótica de Márai ligava a vida da mulher no início do século XX à minha, que se desenrolava às vésperas do século XXI. As personagens e as palavras dele deram àquele momento as cores de uma profunda melancolia, mas a tingiram, ao mesmo tempo, de uma estranha lucidez. Lembro-me de pensar, de forma um pouco dramática, que afundava de olhos abertos.
“Estou tão acostumado com o abandono, que hoje em dia quando conheço alguém, nem crio mais expectativas, apenas observo até onde as coisas vão e fico me perguntando quanto tempo vai durar para a pessoa ir embora dessa vez.”
Ela não é minha ídola. É a forma de doação e a poesia mais bonita que conheço. Não nutro fanatismos. Vivo o aprendizado que ela me proporciona em seus gestos. Não é uma obsessão que me faz abdicar do mundo, nem mesmo uma veneração que cega-me diante de seus defeitos. Por ela não ando em linha reta, obedecendo e concordando com todos seus atos e falas. Não me martirizo em razão de sua vida pessoal ou nego-lhe a privacidade. Eu a respeito. E pelo caráter dela, a admiro. Fiz dela meu espelho, por ver que ela superou todas as contrariedades e subiu nos palcos da vida com a mais vigorosa arte. Ela é a fonte de inspiração pela qual passei a ver o mundo de uma nova forma. Eu não a coloquei lá, nem poderia tirar. Sempre foi mérito dela, de sua entrega e vontade. De seu propósito, e seus sonhos. Ela não me deve nada. Mas já me deu muito. E deu algo sem preço. Ela me deu emoções, verdadeiras. Eu não decidi fazer dela soberana, apenas fui tocada de uma maneira rara por sua dança, pelo seu coração e simpatia, mas também por aquilo que ela mostrou quando as cortinas fecharam. E se ela sabe que eu existo ou não, não diminuirá o amor que carrego. Mas posso te contar uma coisa? Ela me disse que somos uma troca natural.
As pessoas mais bem-sucedidas que conheço fazem o seu melhor trabalho sob quaisquer condições, para qualquer um.
Embora tenha eu um nome,
eu me procuro no mais profundo do meu ser,
pois eu não me conheço,
embora eu tente por demais me encontrar,
no mundo,
eu me prendo no meu próprio,
eu existo?
ou eu sou apenas uma alma vagando,
sem ter um propósito?
embora eu tenha medo,
eu preciso me encontrar,
e se não?
então eu me embebedarei com minhas próprias lágrimas,
e me esquecerei.
Não conheço no mundo sentimento mais nobre e mais belo do que o amor. Ele e capaz de cessar guerras, aproximar as pessoas e reinar a paz entre as nações.
So(rriso)?
O sorriso é a forma mais natural que eu conheço de buscar alguém na multidão e trazer para perto do nosso olhar, para junto do nosso carinho, para as proximidades do nosso coração. Enigmático é uma forma sutil de abraçar de longe, acarinhar sem encostar, tocar sem assustar e envolver sem sufocar. O sorriso é a forma mais despretensiosa de doação e bondade no seu estado mais puro que há. É uma forma leve de suavizar a aspereza do dia a dia e tornar a atmosfera que nos envolve mais pura, limpa, clara e respirável. O sorriso é uma forma simples e natural de dissipar as nuvens gris do céu de alguém e nos transformar em luz no seu dia. O sorriso é uma forma bonita de polinizar o mundo com sementes de alegria, espalhar o pólen do amor e fazer o bem sem olhar a quem.
O sorriso é uma forma elegante e sincera de dizer o que alguém precisa ouvir sem que seja necessário uma só palavra dizer.
O sorriso é uma forma meio mágica de telepatia, um código secreto, uma mensagem cifrada que sedutoramente usamos sem nos dar conta e, talvez, seja exatamente por isso ele não seja só(rriso).
Vida minha, até onde posso aguentar ?
Mais ardente sentimento não conheço.
Deixo aqui a minha voz eternizada nesse pobre verso sem requintes de autor renomado que, por outro lado não faz de mim menos apaixonado, pelo contrário se achares por aí jogado esse pobre verso leia com carinho para que de modo mesmo que seja qualquer modo tenha algum valor.
