Quadro
Molduras mal acabada não dizem a qualidade de um quadro, só arrastam julgamentos não correspondentes que invejam ideais de uma mente inteligente e um coração pleno;
Não se leve tão a sério, viva o que tem para viver com uma aventura alucinante que te faça entender que valeu a pena;
Pois da vida o que podemos ter é o que a inveja jamais alcançará e de uma vida prospera na qual não temos a certeza de que sairemos ileso;
Deus não está em nós pessoalmente, mas em espírito. Um pintor não está em pessoa no quadro que pintou, mas está no quadro em espírito. Assim como o quadro não é o pintor, mas reflete o pintor, nós não somos Deus, mas O refletimos.
O Eterno Quadro da Ausência.
I — O Ateliê do Silêncio.
Há um instante em que a alma, fatigada, já não distingue se o que sente é dor ou lembrança.
O ar pesa como tinta não misturada, e o coração lateja como um relógio que perdeu a noção do tempo.
Tudo o que resta é o quadro diante de mim — o mesmo, sempre inacabado — e o vulto que ele insiste em reter, ainda que o corpo que o inspirou já não exista senão nas dobras do pensamento.
O amor, esse artista cruel, ensinou-me a pintar com lágrimas. Cada traço é uma despedida, cada cor, uma esperança morta.
Há dias em que creio tê-la libertado da tela, e outros em que percebo: foi ela quem me aprisionou nela.
II — O Olhar Que Permanece.
Há algo de doentio em amar o que já não nos responde.
E, no entanto, é nesse delírio que a vida encontra sua última beleza.
O olhar que me fita do retrato não é mais o dela — é o meu, devolvido em eco, fragmentado pela saudade.
Sou eu, dividido entre o que amo e o que perdi, entre o real que nega e o sonho que insiste.
Dizem que a morte é o fim, mas a ausência é mais cruel: ela continua viva, mas intocável.
A cada noite, o pincel busca uma cor que não existe — o tom exato daquilo que foi amado.
E, quando o encontro, já é tarde: a luz da manhã dissolve o milagre, e eu retorno à doença da razão.
III — Filosofia da Perda.
A realidade é um quadro imperfeito.
Negá-la é o instinto dos que amaram demais.
Aqueles que já tocaram o abismo da ternura sabem: o amor é uma forma de sofrimento escolhido — a mais nobre das enfermidades.
E há uma pureza nisso, uma santidade quase patológica: viver é prolongar o instante que nos mata.
O pensamento, esse médico impotente, observa o coração como quem assiste a um incêndio que não se apaga.
O amor é o fogo, e a ausência, o vento.
Nada é mais real do que a dor que se sente quando tudo o mais já cessou de existir.
IV — O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo — é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
Contentamentos! Sim! Sem maus ventos!
Sem tempos, nem tormentos!...
Neste meu pintar, de quadro.
Neste meu escrever, no quarto.
Assim pinto e escrevo, a minha alma!
Sem, que mal me faça perder, a calma.
Pinto dor!... Amor!... Verdade!...
Lealdade!... Caridade, sem idade!
Pinto... Com palavras e não com pincéis
Nem tão pouco, nos dedos uso anéis!...
E pinto uma pintura de escrita, à tarde!...
Que vai ficar, para sempre pintado...
No tempo e no não tempo. Não será, pois apagado.
Este meu quadro, lindo, sem idade!...
Ele fica fora, também do tempo...
Para meu, vosso, contentamento!
Sim! Povo do tempo e do amar...
Povo dos séculos e não séculos;
Povo dos milénios e fora d'eles.
Povo! E Deus dos tempos e sem ventos...
Assim pinto, meus e vossos contentamentos!...
Se tu quiseres serei diálogo em seus quadrinhos.
Um quadro moldurado, descanso pros quadris,
Degraus em sua escada; padrinho, noivo e juiz.
O passado é como um velho quadro pendurado na parede, passamos por ele sem nos darmos conta, e só conseguimos restaurá-lo agindo com benevolência daqui pra frente
Acreditamos que sempre estamos a pintar um lindo quadro, mas Deus está ao nosso lado a caprichar nos detalhes
Feliz mesmo é aquele que aprecia a vista da laje e não o que contempla o quadro empoeirado da sala de estar
A ausência das pessoas, é como um quadro que vai perdendo a cor lentamente sem ninguém perceber, depois, de todo branco, sem cor, apenas um destino há para ele.
Cabo é a graduação de um militar pertencente ao quadro dos praças. Hierarquicamente essa graduação é inferior ao Sargento e superior ao Soldado.
Pura verdade!
Suavemente chegastes na minha vida,
Um toque de beleza incomparável no quadro ganhei,
Tua voz me alimenta de prazer, os teus olhares firmes falam comigo em silêncio,
A tua boca é o meu vício, o teu jeito de me tratar tem sabor, tato e cheiro,
As tuas mãos sabem o que sinto, sabem o que penso,
A plenitude, a autenticidade e a naturalidade, são reconhecimentos intangíveis, são tatuagens nos nossos corações.
Tudo
Um quadro pintado com a graciosidade da fotossíntese,
uma viagem no mundo dos sonhos aonde o passado se une ao presente e o futuro para com dó de se apressar.
Um farol iluminando o oceano revolto,
é abundância naquilo que transforma e é medicina para o coração.
Você é essencial é o meu tudo.
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