Pular Fora
“Meu amigo”
A tristeza é imensa!
Imensa meu amigo.
E ela!
Esta tristeza…
… está pulando fora do peito.
De tanta tristeza.
A tristeza não mede…
… e nem marca território.
Esta amigo!
Esta tristeza que carrego agora…
… ao me lembrar das nossas andanças.
E olha!
Elas foram tantas.
Olha!
A tristeza pede passagem para a vida.
E ela é bela.
Sempre foi bela.
E ela ainda bate para você.
Acredite…
… acredite…
… e espere.
O teu esforço está favorável à você.
Não desista.
Insista…
Não desista.
Lute.
Não desista.
Você tem mais força…
… do que o seu imaginário.
Lembrar de você!
É um espetáculo.
É algo assim.
Sem medidas…
… sem pretensões.
É algo sublime…
… e mágico.
Amigo!
Eu sempre reconheci a tua força.
Apesar de grandes tropeços…
Eu reconheci.
E creio!
Que ela não se esgotou.
E acredito…
… que a volta por cima desta situação…
… será muito vitoriosa.
Meu amigo!
A tristeza pede passagem…
… para a entrada da felicidade.
A sua amigo.
Aquela que é sempre sua.
Não temas…
E aguarde aquilo que é seu.
A grande…
… e magnífica vitória.
Admilson.
05/01/2019
Por fora posso parecer um ser rude e sem preceitos, porém por dentro guardo um coração pulsante que transborda uma emotividade infinita.
"Somos uma vaga minoria que não se dá conta do que é, ou que jamais fora. Estamos pulverizados no meio de tantos que se calam, a fim de nos calarmos também e nos sentirmos satisfeitos de não sermos notados. Porque, além da própria tez, vestimos outras peles: a membrana da mentira, da hipocrisia, da ignorância e do medo. Reprimidos, ridicularizados, obrigados a uma espécie de vida cheia de artifícios... O homem é o centro, e a mulher nada é. Mas se esquecem: de que sem este ‘nada que é’, não existiria o todo que não é. O homem que é produto de nós, mães. Os homens que, como nós, mulheres, não são ‘nada’ afinal".
A poesia é uma pulca coça,coça,me chateia entrou por dentro da meia saiu por fora da orelha,faz zumbido de abelha meche,meche,não se cansa, nas palavras se balança fala,fala não se cala.
A poesia é uma pulcade pular não dem receio,adora pular na escola.
Só na hora do recreio!
NOITE DE ESTRELAS
Joguei fora o paraquedas e pulei,
voei como um míssil por entre as nuvens
espalhando no céu canções de paz
e lembranças de dias passados.
Tudo o que se tem é o agora
e cada momento será como uma ressurreição.
Darei à luz um campo de girassóis
e semearei palmeiras na lua,
para que não falte beleza e esperança.
Minha casa será uma noite de estrelas,
onde as crianças crescerão descalças
e cavalgarão unicórnios.
Com um grito lançado ao vento
rebatizarei o homem de errante,
pois suas perguntas só terão respostas
na ausência do medo de tentar
e na consciência de que só se pode ser sincero.
A única fome será de amor.
A única sede será de vida.
Não existirão horas e minutos, nem relógios,
o tempo se medirá em sorrisos e abraços
e em banhos de cachoeira,
sendo proibido não ter tempo.
Cada coração será uma janela aberta,
de onde se verá uma complacência fraterna
do homem para com tudo
que o cerca, que é vivo e sente,
que acaba e deixa saudade.
Nesse mundo de mãos dadas
num arco-íris esconderei minha derrota,
para que esse desejo egoísta de ficar
se mostre belo nos dias de garoa.
O precipício é sempre um princípio de liberdade quando se pula para fora do que faz mal: é o principício.
Em meio a dificuldade, as pessoas tendem a pular como peixe fora d'água. Tendo isso em mente, observe a atitude das pessoas em meio ao caos e vejam correndo para todos os lados feito ébrios.
Quando uma situação assim aparecer e; esses ébrios estiver correndo desesperadamente, fique calmo. Dê meia volta e vá em direção oposta.
@jovensfilosofando
Quando estamos no mesmo barco que jonas, temos duas opção: lançar jonas para fora do barco, ou pular do barco que jonas está. Só assim para algumas tempestades chegarem ao fim.
Eu consigo me arrastar para fora de Nárnia que são minhas cobertas e em dois pulos calço meus sapatos. Não falta amor, falta pessoas dispostas a se arriscarem mais. A maioria se esquece que não é todo dia que temos a chance de recomeçar mais de uma vez. Eu não escuto mais o telefone de casa tocar, a não ser é claro, se for cobrança. Ainda sinto falta dos meus amigos dizendo “Alô? É da pizzaria? Vem pra cá que o dia tá lindo!”
Já faz algum tempo…
Na verdade, as coisas não mudaram tanto assim, fomos nós que deixamos de lado esse tipo de coisa, que hoje é insignificante. Bebo um gole de coragem e sorrio, afinal existe melhor remédio do que esse? Às vezes, queria que alguém me compreendesse, mas mesmo assim não tivesse a necessidade de jogar cada coisa que faço na minha cara. Eu lembro dos VHS sendo rebobinados e as crianças indo lavar as mãos antes do almoço, porque o ratinho do “castelo” cantou: “Lava uma mão, lava a outra…”
Eu tenho uma vida maravilhosa, mas sinto saudade de quando as pessoas se olhavam nos olhos e mesmo tímidas se cumprimentavam. Você ouve um “Bom dia” vindo do seu vizinho? Ao, menos você conhece alguém da sua rua? Você mora ali há dez anos…
Eu ia nas festas da escola com àquela ansiedade porque, volta ou outra, eu encontrava aquela paixão e a gente ficava a festa inteira rindo. Não tinha impressora e sim fax, nunca entendi como aquele negócio funcionava. Nem o disquete, por sinal! Lembra quando acabava a luz? Ah, todo mundo corria pro mesmo cômodo e com a vela a gente inventava alguma coisa pra fazer, ali mesmo. Olha, eu não tô reclamando de tudo! Eu sou uma adepta a tecnologia, vivo nesse século, aproveito a facilidade e gosto como tudo dá um jeito de se unir. É, só que nós não nos unimos com a alma, entende?
Alto índice de mortalidade, famílias vivendo em apartamentos pequenos que nem jantam juntas, divórcios mais famosos do que casórios, crianças abandonadas, maus-tratos à todo tipo de ser.
Dói, porque eu só vejo gente arrependida, gente amargurada e sofrida, perdendo as chances de ter aproveitado os momentos. Só consigo ouvir lamentações, “Ah, mas se eu falasse com a minha mãe/ Se eu não tivesse brigado com meu avô/ Eu deveria ter dito que amava minha irmã antes e agora é tarde”.
Nunca é tão tarde se não se sabe que dia é hoje, mas há certas oportunidades na vida que não têm volta. Vivemos no ano 2000, mas (a maioria de nós) somos dos 1900 e bolinha, então somos a geração que pode salvar o resto do mundo.
Sentindo como se o ar de dentro dos pulmões propagassem para fora como foices
cortando a calma, esfolando a alma, queimando a coragem e dando asas ao medo.
Não é simplesmente caminhar, é caminhar e ver, respirar, sentir, iludir, tentar.
Tudo o que não costumo fazer antes de me machucar
Sobre Relacionamentos - Aturar ou pular fora?
No início são tudo flores, tem a química, tem a paixão, e a paixão cega, nos deixa iludidos, mas nenhuma ilusão dura para sempre. Antes só víamos qualidades, mas, depois algumas qualidades passam a ser defeitos, e os outros defeitos começam a se sobressair mais do que as qualidades.
O que fazer? Será que devo aturar ou pular fora desse barco furado? A maioria com certeza prefere pular fora, partir para o outra, mas, será que realmente partir para outra é a solução? Não será que estamos apenas remediando um problema que muitas vezes está em nós? Se não nos questionarmos vamos apenas pular de barco e o furo irá continuar lá, até tenhamos aprendido a lição. Precisamos questionar se os defeitos são realmente defeitos. O que está por detrás disso tudo? Será que não vimos isso antes? Será que os defeitos do outro também não estão em mim? O outro será que não está me mostrando apenas um reflexo meu?
Porque amar na alegria é fácil, é bom, mas e nas piores horas? Quem consegue tolerar o outro no seu pior? Será que você consegue estar com você no seu pior? Você consegue se aturar?
E é nessas horas que vemos o quanto nós realmente amamos o outro, o quanto de empatia temos pelo próximo. É nessas horas que vemos o quanto de expectativas criamos em torno do outro, o quanto projetamos no outro qualidades que ele ainda não possui, o quanto nós deixamos nos iludir.
Amar as qualidades do outro é fácil, lidar com os defeitos é que torna o aprendizado maior. É entender que nem sempre o outro terá a mesma opinião. E o maior de todos os aprendizados: aprender a perdoar. Porque todos nós falhamos e, mesmo que o outro não queira, irá nos magoar, iremos errar com o outro.
Nem tudo são flores, temos o nosso ego e o outro também. Tudo tem o seu oposto, existirá sempre os dois lados da moeda. O que realmente faz dar certo é o grau de consciência em que ambos se encontram, o quanto nós nos conhecemos, o quanto aprendemos a trabalhar as nossas projeções, as nossas carências, o quanto aprendemos a acolher a nossa sombra.
E esse aprendizado é só para os fortes, para os que realmente querem fazer dar certo, querem aprender um com o outro. Amar é pra gente grande e para os dispostos. Nenhum relacionamento será perfeito, afinal, são duas pessoas diferentes, sempre existirá algum atrito, alguma diferença, mas, se ambos estiverem dispostos, poderão superar esses obstáculos, aprender um com o outro, crescer, evoluir juntos a sua consciência.
Quando ambos estão dispostos os defeitos podem ser trabalhados, podem ser transformados. Porque o defeito muitas vezes é só uma qualidade que ainda não foi totalmente desenvolvida. Tudo depende do quanto estamos focados no afeto, o quanto estamos focados em ser feliz, o quanto estamos focados em expandir a nossa luz.
O Pássaro
Eles diziam em voz alta: Amém!
Corriam, pulavam e saltavam
Para fora e além.
Era o grito feliz da Liberdade
O velho medo já não assombrava mais
E o pássaro podia voar.
Ao invés disso, preferiu deitar-se na relva do campo, enquanto o canto alegre do bando, o chamava outra vez.
Hoje não é dia. nem de dia é dia. porque pulou pra fora do calendário.
e ninguém viu. o dia fugir ontem a noite.
então eu fico comendo brigadeiro e vendo amélie poulain.
dublado mesmo. porque isso não me chateia hoje. nem desgosto. de gosto.. só o do brigadeiro. outras vezes nem isso.
As vezes é muito tempo. em câmera lenta. legendado. disfarçado. amaldiçoado.
Tudo que eu cozinho queima.
todos os dias meu café esfria. minha saudade mata. meu silêncio grita.
minha gaita enferruja. meu travesseiro sonha. minha fome come. meu menino some. por trás do allstar verde.
mas deixe. que tudo da cozinha se queime. que a geladeira fique aberta. que o dia fuja. pra onde não existam relógios.
ainda tem brigadeiro. e amélie poulain.
Existe um fogo dentro de mim, que quer pular pra fora, quer explodir como uma bomba atômica que quer destruir a cidade, destruir o mundo… Quer enfeitiçar a todos, quer possuir as pessoas, quer possuí-las: com felicidade, uma espécie de feitiço, uma força poderosa, quer possuí-las com o fogo do amor…
Um par
Desacreditada do amor, Eduarda sempre soube pular fora das relações. Principalmente quando havia alguma possibilidade de começar a achar que esse sentimento existia. Talvez todo esse medo viesse de um episódio distante: do dia em que ela vira seu pai quebrar o próprio coração e tentar consertá-lo... Em vão.
Enquanto seu pai catava os cacos do coração pelo chão, sua mãe jurou que nunca iria esquecer daquilo... E Eduarda prometeu que nunca iria deixar-se levar pela vontade. Ou por um desses amores que as pessoas dizem que dão, porque - segundo ela – o amor não dura nada, e quando ele acaba nós temos que arranjar outro meio de seguir nossas vidas, mesmo com a dor nos corroendo por dentro.
E nesse pensamento que construiu, permaneceu por muito tempo... Até que o destino resolveu interferir – pra variar -, e mais uma vez, fez a roleta girar pro lado contrário. Digamos que estivesse até demorando pra que o destino viesse botar seu dedo no meio da história e dizer que não era assim que se fazia, e que ela devia parar de ignorar o que estava bem ao seu lado – ou quem – e deixar ser levada por alguém ao menos uma vez na vida, para ver no que ia dar.
Mas e quem disse que ela queria? Tentou ignorar qualquer sentimento que viesse a desabrochar. Mas só tentou mesmo... Até parece que Eduarda não sabe que quando não se faz o que o destino quer, ele mesmo trata de dar um jeito. E foi exatamente isso que aconteceu: o destino fez Eduarda apaixonar-se. Só que ela continuava sem querer, e com uma promessa a ser cumprida. Uma promessa que servia como escudo, para que ela nunca fosse machucada como já tinha visto um dia.
O que acontece é que ela ignora tudo, menos o medo que tem de amar, e fica na dúvida entre o risco e a certeza. O risco de se deixar levar e a certeza de permanecer só, com sobras de sentimentos que nunca a deixará mal.
- “Aceite de uma vez esse amor! Você já não vê que ele existe? Como poderias amar se ele não existisse? Se deixe levar, pelo menos uma vez na sua vida. Prometo que não vou te machucar. Eu te amo. Eu juro”.
Ela nunca acreditaria nessas palavras.
Não antes de conhecer o amor.
Estava cheia de pensamentos misturados na sua cabeça. Pensamentos que pareciam ser tão contraditórios entre si, mas se entrelaçavam de alguma forma. Ela não queria acreditar, não queria se deixar vencer. A última coisa que queria ignorar era sua promessa. Mas o que se havia de fazer? Pedro era uma exceção. Era um parênteses, era um espaço, era uma esperança, era um travessão... Era tudo, menos um ponto final. Ele era do que ela precisava... E ela já estava a caminho de acreditar nisso.
Enfim, Eduarda arriscou:
- Me deixe com alguma prova de que isso não é uma ilusão.
- O que eu posso fazer?
- A única coisa que sei é que eu não queria acreditar em nada. Nem nesse sentimento, nem em você, muito menos nas suas palavras... Mas você é a única exceção disso tudo.
Pedro deu um beijo na testa de Eduarda, com o maior carinho que alguém já viu, e lhe disse:
- Soa clichê, eu sei... Mas eu só posso dizer que nunca imaginava que fosse gostar tanto de você desse jeito. Só que hoje, a única coisa que não consigo imaginar é ficar longe de você. Por favor, só me diga que alguma coisa cabe entre nós, que algum sentimento nos entrelaça de algum jeito.
Eduarda permaneceu imersa em seus pensamentos por mais de um minuto. Não conseguia falar nada... As palavras formaram nós na sua garganta.
Até que num impulso de coragem, soltou:
- “Diz que a gente sempre foi um par”
