Prosa para Crianca
Sou apenas uma criança que se tornou adulto muito rápido. Estava cansado da subordinação de outros adultos que se sentiam confortáveis em alimentar nosso silêncio com um doce que compravam no mercadinho perto de casa... Por incrível que pareça, hoje continuo vendo esses adultos alimentando outros adultos com a mesma naturalidade de sempre, o problema não era minha ingenuidade e sim o caráter deles.
Uma criança quando não ganha o que espera (Atenção, presente, permissão para alguma coisa, etc.) chora, faz birra, faz pirraça e tenta mostrar para o adulto que ele que perdeu. Hoje alguns tiram fotos com outras crianças e postam nas redes sociais. Acham que é uma provocação ou a prova de que não faz falta.
Quando uma criança que Deus permite esta em nosso meio e do nada vai embora, ficamos sem resposta e questionando!Mas um dia olhei para o céu e disse: Deus porque o Senhor permite que esse anjo conviva conosco e ele me respondeu:Os anjos não fazem parte deste mundo terreno, é por isso que eles não permanecem na terra. São seres angelical que eu criei para me adorar!
Me lembro que, quando criança, que eu tinha de três a quatro anos, numa noite em que eu estava deitada pra dormir, me peguei pensando em como eu iria ter dinheiro pra comprar roupa de gente grande, já que as minhas roupas eram pequenas demais para servirem numa pessoa adulta. Por um momento fiquei muito preocupada com isso, pq eu achava que de uma hora pra outra eu me acordaria "gigante", mas logo achei a solução: eu vestiria as roupas da minha mãe! Ufa! Foi um alívio. E dormí feito anjo. (rs) Ser criança é bom por isso, as coisas não ficam martelando na nossa cabeça o tempo inteiro, elas entram e saem como num passe de mágica. E depois fica tudo certo. Pena que a gente cresce e desaprende a confiar naturalmente na Vida.
A verdade é que, na maioria das vezes, você obedece porque é ensinado a fazer isso desde criança. E quando você se dá conta, já é tarde demais para mudar. Você chega à velhice e percebe que passou sua vida vivendo o que os outros queriam, não o que você realmente desejava. A sensação de derrota chega, e você se vê preso no ciclo que ajudou a manter.
Você, adulto formado, maduro (a) se diverte com a inocência de uma criança que ainda não sabe nada da vida. Você observa um animal, é tem até pena de suas limitações cognitivas-reflexivas por serem estes desprovidos de consciência. Agora eu te pergunto: o que Deus, os anjos, O Diabo e os demônios sentem, quando olham para você?
A voz de criança é o cântico humano da poderosa Harpa dourada de Davi. Assim como o som deste instrumento aliviava o tormento de Saul, provocado pelo Demônio que o atormentava, assim também o choro, riso e as cordas vocais de uma pura criança, aliviam meu tormento, causado pelo Daemom que rodeia em mim.
Não é comum dizer a uma criança: “Ponha seu dedo naquela vela, você poderá suportar por um minuto?” Como então você suportará o fogo do inferno? Certamente já seria um tormento suficiente ter a carne queimada de apenas um dedo, o que seria então ter todo o corpo mergulhado em lago de fogo, queimando com enxofre
A chegada de cada criança ao mundo expande as fronteiras do coração materno, acrescentando novos horizontes à sua capacidade de amar. Como um ciclo encantado, quando a mãe revisita a sua própria infância, é o filho quem assume a dianteira na arte sublime de demonstrar o amor, como se fosse um elo mágico entre os tempos e os sentimentos que fluem de geração em geração.
Feche os olhos por um segundo. Consegue ouvir? É a voz da criança que você foi. Aquela que sonhava alto, acreditava em finais felizes e enxergava magia em tudo. Ela não desapareceu... só está em silêncio, torcendo por você em cada passo. Ela não liga para os erros, não cobra perfeição, não desiste de você. Ela só quer te ver seguir em frente mesmo cansado, mesmo machucado, mesmo duvidando. Porque, para ela, você sempre foi e sempre será a pessoa mais corajosa do mundo. Então continue. Por ela. Por você. Porque ninguém quer mais ver você vencer... do que aquela criança que acreditava que tudo era possível.
Já percebo as rugas aparecendo vejo como o tempo passou mas também já fui criança lembro bem da minha infância que rapidamente terminou a adolescência nem lembro quando acabou mais aqui estou tenho a ilusões que O tempo passa mais devagar entre o por do sol e a alvorada, a minha pressa desapareceu certamente envelheceu como eu, meus passos já ficaram mais lentos corre e melhor nem tenta, pois a vida mim, ensinou Por mais que corra terminará no mesmo lugar.
... uma criança mal nutrida, cansada, sofrendo os reflexos de problemas financeiros em casa, quase que geralmente não virá para a escola motivada a estudar. Uma forma clássica, portanto, de se reforçar a aprendizagem desta criança é fazê-la perceber que a escola a estimula não somente a aprender, mas a experimentar os fatores positivos desta aprendizagem, que lhe proporcionará novas oportunidades de crescimento... inclusive uma adequada merenda escolar
Um dia todo mundo já foi criança e teve medo de arrancar um dente de leite. E esse dente ficava lá, mexendo, machucando, mas o medo da dor em tirar o que já doía parecia ser ainda maior. Na vida muitas coisas são assim. Uma farpa no dedo, o receio de uma cirurgia, um siso que não para de doer (mas que você toma um antiinflamatório e, pronto! O desconforto aparentemente desapareceu!). Acontece às vezes comigo, acontece às vezes com você. Priorizamos relações tóxicas ao invés do nosso bem estar, desejamos parceiros muitas vezes destoantes das nossas necessidades, nos diminuímos para caber no mundo do outro. Desde amizades a relacionamentos, idealizamos pessoas, construímos situações imaginárias, romantizamos nosso sofrimento. Temos mania de cultivar nossas pequenas e grandes dores, sejam elas físicas, emocionais, espirituais. Somos apegados com a dor, com o sentimentalismo, com aquilo que nos faz mal, quando podemos simplesmente nos libertar. Nos foi ensinado desde sempre, através de filmes e histórias, que o amor resolve tudo, que príncipes encantados existem, que há um pote de ouro lá no final do arco-íris somente para quem se esforça. Somos tão cobrados socialmente, temos uma autocrítica tão enraizada, que idealizar pessoas e situações se torna extremamente fácil. Mas ninguém nos conta que idealizar pessoas é torcer lá no fundo para que elas te idealizem também. Afinal, por que simplesmente não podemos aceitar as pessoas como elas são e querermos ser apenas nós mesmos aos olhos do próximo? É tão mais incrível lidar com o que cada um é de verdade. Com seus defeitos, suas qualidades, erros e acertos. Aceitar que ninguém é perfeito, e que você também não é. Aliás, não devíamos nem querer que alguém nos olhasse assim. Não somos santos e nem pecadores, somos apenas humanos. É preciso amor próprio para ser quem se é, e é preciso amor próprio para se libertar. É preciso amor próprio para tirar aquela farpa do dedo quando se é criança, porque dali já entendemos que tudo bem, vai doer, mas é tirando o que nos machuca que começamos o nosso próprio processo de cura. Coragem é se deixar curar, é resiliência, entrega, aceitação, e acima de tudo, força. É assim, dando nosso primeiro passo, jogando fora o que não mais nos serve, e priorizando a nossa saúde mental, que compreendemos que dentro de nós já existe um pote de ouro pronto para ser descoberto a cada etapa do nosso autoconhecimento.
“Não há aparições! Se Fátima fosse uma aparição, todo mundo a veria. Francisco, uma das três crianças, não ouviu nada e não era surdo. Isso é um erro de interpretação, não são aparições, mas visões a gosto do consumidor. Há um fenômeno parapsicológico chamado ‘ideoplasmia’, que é a ideia plasmada. Você emite energia e uma imagem aparece como uma foto. É uma espécie de ‘fotografia do pensamento’.”
Que a criança interior não se perca, que venha a ficar no máximo adormecida, sendo uma forte evidência de amor próprio, uma representação de uma preciosa fase que não volta, sua existência é imprescindível para que a pressão da vida adulta não prevaleça, tirando o senso de humor, favorecendo a tristeza, tirando uma parte significante do sabor que tem a simplicidade, a graça dos momentos bobos, despreocupados, o brilho dilatado dos olhos, o frescor da felicidade, algo muito indesejável, decerto, ela não pode aparecer o tempo todo, entretanto, sua importância é inegável, deve despertar e se divertir sempre que for possível, pois, certamente, a sua ausência um dia será notada, precisa ser guardada com afinco num lindo lugar, reservado na alma.
Ser responsável pelo sorriso iluminado de uma criança, deixando seus olhos brilhando de tanta felicidade ainda que por um breve momento, é uma bênção tamanha assim como também oferecer-lhe um lugar seguro através de um colo ou de um abraço, poder mostrar-lhe um mundo belo apesar das cobranças da vida adulta, sem precisar usar algo grandioso, mas apresentando-lhe os encantos da simplicidade, que são os mais valiosos mediante a sabedoria do Senhor, gestos memoráveis e respeitosos envolvidos pelo amor.
O que você pensa quando olha para o desenho de uma criança? Desenho sem sentido, um monte de rabiscos?! Pois é, as crianças desenham para se expressar, eu pessoalmente costumo ser bem prestativo, guardo todos os desenhos que minha pequena filinha faz, pois, desenhos de crianças representam suas experiências, sentimentos e imaginações. Eles podem ser usados para, como já falado, expressar suas emoções, comunicar suas necessidades e desejos, e para explorar o mundo à sua volta. As vezes desenham papais, mamais, animais e pessoas, mas preste atenção a cada detalhe, se você nunca esteve em nenhum dos desenhos sem sentidos de seu filho ou filha, talvez você não esteja tão presente quanto ele necessite.
Um dia a pequena criança viu a nuvem e nela quis voar. Como doida pulava e obvio- jamais alcançaria . Resolveu formar com elas mil imagens que surgiam de sua fértil imaginação. Lá na amplidão azul mesclada de branco apareciam então mil carneirinhos, flores, dragões, barcos e monstros sem braços ...Depois esquecia de tudo e voltava a atenção aos pássaros que em revoadas passavam sobre sua cabeça no imenso jardim ou trilhas por onde andava. Com eles queria voar também e lógico não era possível, resolveu então vestir asas imaginárias e aos solavancos, descia rampas de gramados, achando-se uma sabiá. Até que rolou por uma ribanceira e feriu-se muito. Não desanimou, seus pés não se contentavam em andar apenas sobre o chão e vestiu asas de borboleta. Pelos prados sem fim, voava e ruflava, indo de flor em flor. Sabia todos os perfumes e texturas delas, mas um dia uma vespa predadora a quis pegar, ela perdeu uma das asas e caiu. Nunca mais voou e aos poucos morreu no jardim que amava. Não se deu por vencida, largou a fantasia de borboleta e virou vespa. Como essa, voava sem receio, apavorando borboletas, até que veio um pássaro e a comeu. A garotinha resolveu ser um pássaro e foi voando pertinho das nuvens e ali conseguiu por um instante tocá-las. Imaginou junto à nuvenzinha uma varinha de condão e como fada do faz de conta virou poeta para sempre.
Felicidade mesmo foi meu tempo de criança. Onde ela custava quinze centavos e era um picolé azul, composto tão somente de água, açúcares e corantes artificiais. E quando não tínhamos o suficiente pra compra-ló, fazíamos vaquinha. E se não fosse o suficiente para comprarmos para todos, dividíamos um único. Isso, sim, é felicidade. O problema é que nós, adultos, complicamos demais.
O homem cujos sonhos dominam sua razão, é como uma criança à empinar uma pipa, no começo o sorriso descreve a alegria que domina o coração, mas isto só dura enquanto a pipa está no alto, se algo à derruba cai junto com ela a criança, do coração foge a alegria e o choro sobrescreve sorriso do começo.
