Profundo
NOVELO DA VIDA
(Bartolomeu Assis Souza)
Em meu deserto solitário
Em meu profundo cansaço
Nesta travessia sem fronteiras
Em léguas longínquas
O novelo da vida esvai-se
E a vida é o desejo
Que se desenrola...
Até o fim...
A morte é o fim do novelo...
E ao morrer vou para bem longe...
Onde jamais irão encontrar-me...
IMPIEDOSO:
A serenidade no olhar profundo ao horizonte
Diz-se da certeza ao incerto...
Que nos rouba à calma
A fé e o afeto
Num futuro sem nexo
Que macula a alma
Tudo que tínhamos que éramos
E nos fazia bem viver
Impiedosamente se vão
Sem deixar razão
Sem nos oferecer defesa
Por quê?
Será felicidade?
Viver infeliz num mundo “Feliz”
Ou seria mais prudente, coerente
Vencer e fazer crescer
O sonho de viver
Pra nunca, nunca mais esse monstro nefasto
Nos fazer sofrer.
🔥Belos cabelos ruivos
como chamas vivas
do Fogo de um Prazer ardente,
de um Amor Profundo
que, com a esperteza
de uma serpente,
aguarda por um instante oportuno
agindo sorrateiramente.🐍
Suspiro de Desgaste,
De Alívio, Suspiro,
Suspiro Emocionado,
Aflito Suspiro,
Sentimento Profundo
formando, aos poucos,
um Tornado
Até o último suspiro.
"Se a tua busca não é mergulhar mais profundo em Deus, você ficará na mediocridade de permanecer no raso."
—By Coelhinha
Os seus olhos.
Nos seus olhos, um oceano profundo,
Onde a alma mergulha e encontra o seu mundo.
Um brilho que acende a mais densa escuridão,
E revela a beleza de cada emoção.
Nos seus olhos, um espelho da alma,
Onde a verdade se mostra, sem nenhuma calma.
Um olhar que me prende, me encanta e me guia,
E me leva a um lugar onde a felicidade irradia.
Nos seus olhos, um amor que transcende,
Um sentimento puro, que jamais se rende.
Um laço que nos une, forte e verdadeiro,
Um amor que me faz sentir completo e inteiro.
Nos seus olhos, encontro a minha paz,
A calmaria que acalma e me satisfaz.
Um porto seguro, onde posso me abrigar,
E no seu amor, para sempre me entregar.
Minhas lamentações:
Em meu peito, a tristeza faz morada,
Um lamento profundo, alma magoada.
O universo, em conspiração sombria,
Contra minhas forças, noite fria.
A alegria, outrora tão vibrante,
Sucumbe ao peso, instante a instante.
Lágrimas vertem, rios de dor,
Em meu pranto, um clamor de amor.
Eu me sentia fortemente inspirada
tinha algo de extremamente
profundo para escrever
mas ...
a minha caneta
era tênue demais.
E ela pediu licença para buscar a existência que partiu...e entre um suspiro profundo e outro que chora a dor da saudade da alma que não retorna deixando essa lacuna dentro de mim nesse corpo vazio que não acho inicio, meio e fim.
Vazio. Silêncio. Suspiro profundo . Alma errante que volta dessa viagem insólita e se encarcera nesse corpo denso que amarra e ao mesmo tempo solta.
Suspiro profundo e olho pro céu e aí observo o pássaro que parece ser cúmplice dessa minha introspecção e parece dizer-me que as vezes no silêncio também se vive...
Mergulhe no azul de Deus
No mais profundo dessa piscina,
Nade o máximo possível, e quando achar que chegou no seu máximo limite,mergulhe mais.
O ENCONTRO.
“O silêncio profundo não é vazio: é o espaço onde a consciência se reconhece sem máscaras.”
Sempre tive um sentimento profundo de repulsa diante do mal que infecta o mundo, uma maldade muitas vezes natural e inerente ao tecido da natureza. O sentimento de que nenhum deus bondoso permitiria tal estado de coisas, enxergar um sentido oculto em tudo isso é relativizar o mal. É estupidez e obscenidade. Não há um deus bondoso, a natureza grita incessantemente essa verdade, meu sentimento pessoal, instintivo, visceral, sincero — não admite que haja um sentido oculto, e isso basta para desprezar qualquer fé religiosa —. É desumano exigir fé num ser humano dotado de sentimento. Ver um inocente implorar por ajuda, ver a vida de um inocente ser despedaçada, e depois alegar que, no fundo, um deus tem razões suficientes para permitir o mal? Um coração de pedra pode crer nisso, mas eu não posso. Deus não foi feito para mim; esse monstro frio e bárbaro não tem a menor semelhança com os sentimentos que trago dentro de mim. Crer? Só no dia em que eu renunciar a minha humanidade.
