Profundo
O cerne do sim
Ela guarda em si um segredo profundo
Um desejo que não pode ser revelado
Ama demais, mas mantém-se no fundo
Com medo do que será julgado
No cerne do sim habita o belo do não
Ela sabe disso muito bem
Mas nega o amor e sua condição
Para manter a paz consigo e com quem tem
Não há paixão que seja maior
Do que o medo de se entregar
Ela prefere viver na dor
Do que arriscar e se machucar
Mas o coração bate forte
E a alma clama por liberdade
Talvez um dia ela encontre a sorte
E se permita viver a verdade
Oh amor, que mistério tão profundo!
Existe em ti um poder de encantamento,
minha existência se transforma em alento,
feito canção, te exalo em cada segundo.
Ao pensar em ti, a luz do dia é mais brilhante,
e ao anoitecer, tua imagem me acalenta,
pois tua presença em mim se faz constante,
e minha alma de felicidade se alimenta.
Com tua beleza, incendeias minha alma,
teu olhar forte, que me invade sem pudor,
e me consome qual labareda amável.
Tudo em ti é poesia, divina e glória,
e com teus beijos, me envolves sem rancor,
e me levas ao céu como uma alada história
Oh, abismo da minha alma, tão profundo,
Onde jazem meus medos e tristezas,
Como enfrentar o caos neste mundo,
Sem sucumbir às suas incertezas?
A metafísica busca respostas,
Que a razão muitas vezes não alcança,
E no meio das prováveis apostas,
O vinho traz uma fugaz bonança.
Mas o verdadeiro poder sublime,
Não está nesses vãos prazeres terrenos,
Ele vem da paz que um coração prime,
E das boas ações que fazemos.
Então, seguir em frente é preciso,
E enfrentar o caos, mesmo indeciso.
Canto de um Mundo Silenciado
Nas ruas, ecoa um canto, suave e profundo,
Por praças e becos, voa ao vento seu som.
Nos bares, na torre do mundo, um hino imundo,
Ninguém para, ninguém ouve, enquanto o caos toma a razão.
Sua voz, um fio de ouro, se perde no ar,
Melodia de sonhos que se desfaz em guerra.
Nos acordes, a dor de um tempo a desmoronar,
A beleza se desintegra, como um lamento que se enterra.
Os muros, cúmplices silenciosos, não lhe prestam ouvidos,
Seus versos são vapores, dissolvidos na bruma da noite.
No mundo se espalha a discórdia, os gritos, os ruídos,
Enquanto sua canção é um sussurro que se esconde da luz.
No palco dos bares, o eco é um triste refrain,
No silêncio das praças, um lamento esquecido.
O canto se mistura à grita, um trágico desdém,
E o mundo em sua dança de caos, ignora o gemido.
No cume da torre, um eco sem destino,
Enquanto o mundo se parte, ela canta e se desfaz.
Mas sua voz, como um farol, brilha em desatino,
Esperando, talvez um dia, um coração que a abrace em paz.
O Peso do Mundo
A medida das coisas, o peso do mundo,
abismo profundo onde o mar se desfaz.
As costas do homem, forjado do barro,
o medo da morte, açoite voraz.
A busca insalubre nas ondas do vento,
sonhos abortados, perigos sangrentos.
A paz, utopia no vasto existir,
a sorte que foge, um monstro a engolir.
Davi e o gigante, um conto farsante
que não se refaz.
No campo terreno, a luta se perde,
o forte e o fraco bebem o mesmo veneno.
Do mais profundo inconsciente pessoal, coletivo e cósmico é a inspiração para uma arte classificada como obra-prima do sobrenatural.
O homem que desvia a sua alma da obediência a Deus
está cavando um poço profundo para cair e morrer nele.
Seu amor é um mar revolto e profundo,
uma onda imensa que me puxa pra si,
um furacão que desarruma o meu mundo
e me faz rainha no caos onde eu vivi.
Ser amada por esse seu jeito avassalador
é perder o fôlego e, ainda assim, respirar.
É um fogo que arde sem dor, uma força gigante que me escolheu para habitar.
Em suas mãos fortes, encontro o cuidado,
na sua braveza, um refúgio de paz.
Sou sua, por inteiro e sem freio, num abraço apertado que me deseja como ninguém jamais.
E quando a sua intensidade me invade,
eu me sinto segura, inteira, sagrada.
Porque no seu amor que tudo sacode e chacoalha, eu sou a sua brisa... e a sua mais profunda morada.
Sua, Carolina.
ORAÇÃO NA MADRUGADA
Senhor, a princípio o sono parece profundo, mas de repente me vejo acordada, olhos abertos na escuridão, mente povoada de pensamentos que se atropelam.
Olhos abertos na escuridão, apenas o distante som do tic-tac do relógio parecer fazer parte do cenário.
Fecho os olhos e sinto a Tua presença como um bálsamo a curar-me as feridas da alma.
Em teus braços encontro consolo. Nem é preciso falar, pois tu sabes do preciso. Tu bem sabes da harmonia familiar que busco, sabes do meu desejo por paz e fraternidade! Sabes o quanto espero mudanças não só em meu coração, mas no coração de tantos queridos. Sabes o quanto eu gostaria de celebrar a união e fraternidade entre tantos outros amados. Perdão, Senhor, porque muitas vezes me impaciento, perco a calma e acabo por prejudicar minha relação contigo e com os outros. Acalma-me o coração, Senhor, acolha-me e transforma meu ser. Amem!
Seus olhos, universo diverso, que inspiram meus versos.
Silêncio profundo, que habito e reflito.
Que me conheço e reconheço.
Que me afogo e sobrevivo, que em silêncio me inspiro.
Sobre a saudade da minha mãe...
E quando tua foto vejo
Revejo meu mundo
Tristonho, profundo
Tua volta desejo.
ENTRE O ENCANTO E O DESGOSTO
Por: Marco Arawak
No mar profundo, onde o mundo parece dançar sobre as águas, há mistérios que nenhuma palavra consegue alcançar. As ondas se desfazem e retornam, como pensamentos que insistem em voltar. Há dias em que tudo parece distante, fosco, sem cor; dias em que o desgosto chega sem pedir passagem e transforma até aquilo que era familiar em paisagem estranha.
As sombras machucam não porque tenham mãos, mas porque às vezes carregamos dentro de nós aquilo que ainda não conseguimos compreender. Há olhares que pesam, silêncios que dizem mais que palavras e lembranças que permanecem mesmo quando já não queremos recebê-las.
Então uma brisa atravessa a copa das árvores.
É quase nada.
Mas basta.
O vento movimenta as folhas, leva alguns segredos e devolve outros. Talvez a vida seja assim: uma sucessão de coisas que chegam, permanecem por algum tempo e depois seguem adiante, deixando em nós marcas que nem sempre sabemos nomear.
A alma também possui suas marés.
Há momentos em que transborda e outros em que recua para lugares silenciosos. Chora sem testemunhas, questiona antigas crenças, enfrenta censuras, medos e incêndios que ninguém vê. E, no fundo dessas inquietações, o coração continua procurando um caminho.
Porque há paixões que começam como promessa e terminam como ferida.
Há sonhos que se desfazem justamente quando acreditávamos tocá-los.
Há amores que deixam de ser abrigo e passam a doer.
Mas nem toda perda é o fim de alguma coisa.
Às vezes, é o espaço necessário para que outra forma de vida encontre lugar.
O amanhecer não pergunta o que aconteceu durante a noite. Simplesmente chega. A luz toca lentamente aquilo que estava escondido e devolve contorno às coisas. O que parecia perdido ganha outra perspectiva. O que parecia definitivo revela-se apenas uma passagem.
É nesse instante que a poesia começa a fazer aquilo que a memória nem sempre consegue.
Ela transforma.
Não apaga a dor, mas muda sua linguagem.
Não nega o desgosto, mas impede que ele seja a última palavra.
O amor pode ter sido ferido e ainda assim continuar sendo amor. A confiança pode ter sido abalada e ainda assim reconstruída. O coração pode carregar cicatrizes sem precisar transformá-las em morada.
A vida segue como um caminho que não revela toda a paisagem de uma vez. Caminhamos entre certezas e dúvidas, entre encontros e despedidas, entre aquilo que desejávamos e aquilo que aprendemos a aceitar.
Às vezes caminhamos sozinhos.
Mas estar sozinho não significa estar vazio.
Há dentro de nós um lugar onde alguma coisa permanece acesa, mesmo quando tudo parece silencioso. Não é certeza. Não é promessa. É apenas a possibilidade de continuar.
Um fio.
Um movimento.
Um passo depois do outro.
No céu vasto, o azul parece infinito. O sol atravessa as sombras e lembra que nenhuma noite possui o poder de apagar definitivamente a possibilidade de um novo dia.
Até a tristeza, quando atravessada com consciência, pode perder sua força.
Ela pode continuar existindo, mas já não governa.
O desgosto deixa de ser destino e transforma-se em passagem. O que antes parecia apenas ferida pode tornar-se consciência. O que doeu pode ensinar sem precisar permanecer doendo para sempre.
É assim que sigo.
Não porque tenha deixado de sentir medo, mas porque aprendi que coragem não é caminhar sem medo. É continuar mesmo quando o caminho ainda não está completamente iluminado.
Verso após verso, reúno aquilo que a vida espalhou.
Memórias.
Desejos.
Perdas.
Afetos.
Silêncios.
E, com tudo isso, construo não um universo perfeito, mas um universo possível: aquele em que a tristeza pode existir sem destruir a alegria, em que o pranto pode dividir espaço com o sorriso e em que a dor não precisa apagar o encanto.
Talvez seja esse o segredo da poesia.
Ela não promete que a vida será leve.
Promete apenas que podemos olhar novamente para aquilo que nos feriu e encontrar outro significado.
O que ontem parecia fim pode amanhã revelar uma passagem.
O que parecia vazio pode guardar sementes.
O que parecia desgosto pode, com o tempo, ensinar novamente o gosto da vida.
E a alma, depois de atravessar suas próprias tempestades, talvez não volte a ser a mesma.
Talvez volte mais consciente.
Mais silenciosa.
Mais inteira.
Porque a primavera não nasce negando o inverno.
Ela nasce depois dele.
E quando finalmente chega, não precisa explicar por que demorou.
Apenas floresce.
''O amor é um oceano vasto e profundo, que abriga uma infinidade de nuances e mistérios. Como marés que vêm e vão, ele pode nos inundar com sua intensidade avassaladora ou acariciar suavemente as margens da nossa alma. No entanto, assim como o mar, o amor também pode ser tempestuoso, cheio de desafios e turbulências que testam nossa resiliência e nossa capacidade de navegar pelas águas da vida.''
Raphael Denizart
"Com confiança sólida, autoconhecimento profundo e determinação inabalável, somos como flechas lançadas em direção aos nossos objetivos, destinados a atingir o alvo, não importa os ventos contrários que possam soprar, pois o sucesso torna-se inevitável."
Raphael Denizart
O amor verdadeiro é um laço profundo, essencial nos dias de hoje, onde muitos relacionamentos são descartáveis. A fidelidade vai além da traição; é um compromisso emocional. O respeito é reconhecer a individualidade do outro, enquanto a compreensão abre caminhos para a empatia.
Construir uma relação sólida exige esforço e dedicação. É preciso abandonar a superficialidade e investir no crescimento mútuo, enfrentando desafios juntos. O amor é coragem, uma escolha consciente de cuidar e cultivar. Que busquemos esse amor profundo, que respeita, compreende e constrói. Esse é o amor que realmente vale a pena.
Raphael Denizart
Até mesmo no mais profundo abismo, Tu me guiaste e me ensinaste. A TUA BELEZA continua a encantar-me. Não há nenhuma maneira de eu não te amar.
Amo-Te, Senhor, e me faltam palavras para expressar este amor tão profundo. O que dizer, então? Tu podes ver no mais íntimo do meu coração e encontrar lá a minha paixão e devoção. Quem é aquele que penso a cada momento? Quem rege meus pensamentos e é o motivo do meu caminhar? Quem me faz sonhar e me inspira a ser a melhor versão de mim, semelhante a Ti?
"Senhor, Tu sondas o meu coração e conheces o meu pensamento." (Salmo 139:23)
Quem é o amor da minha vida? Minha melhor canção? Amo-Te, sem mais palavras. Podes ver meu coração.
A cada amanhecer, a cicatriz nos ensina,
No profundo da alma conflitante, aprende, ensina.
E assim avança o ser, na dor, na luz, estima.
No incansável viver que molda e resigna.
vou fotografar a liberdade
na espera de um dia ser de verdade
e assim respirar profundo
oxigênio da alma.
- Ana Paula
Eu me sentia fortemente inspirada
tinha algo de extremamente
profundo para escrever
mas ...
a minha caneta
era tênue demais.
