Porta Janela
Se eu fosse Jesus ou Deus, despedia os porta-vozes que são assim sem minha permissão. Ninguém falaria por mim.
ABRA A PORTA
Abra a porta o suficiente para deixar entrar o que interessa.
Portas escancaradas são para lugares públicos.
Saiba selecionar os transeuntes da sua vida, crie portaria seletiva, instale alarme anti furto.
A entrada deve ser permitida e conscienciosa, não faça do seu íntimo um lugar de todo mundo, mas sim para todos que você escolher.
De nada adianta reclamar da bagunça que está instalada no seu íntimo se você não consegue selecionar e nem tem a capacidade para limpar o que está sujo.
Seja o senhor da sua existência, o mentor das suas próprias ideias e o vigilante das suas falas.
Entrada somente com autorização prévia, já a saída é de livre escolha e para isso a porta deve ser aberta sem rancores nem arrependimentos.
(Ricardo Davet)
Primeiro abre-se a porta
por dentro sobre a tela imatura onde previamente
se escreveram palavras antigas: o cão, o jardim impresente,
a mãe para sempre morta.
Anoiteceu, apagamos a luz e, depois,
como uma foto que se guarda na carteira,
iluminam-se no quintal as flores da macieira
e, no papel de parede, agitam-se as recordações.
Protege-te delas, das recordações,
dos seus ócios, das suas conspirações;
usa cores morosas, tons mais-que-perfeitos:
o rosa para as lágrimas, o azul para os sonhos desfeitos.
Uma casa é as ruínas de uma casa,
uma coisa ameaçadora à espera de uma palavra;
desenha-a como quem embala um remorso,
com algum grau de abstracção e sem um plano rigoroso.
No Tempo
O tempo já não muito importa
as horas, segundos, quantos?
O que foi já não abre porta
e os sonhos, estes tantos...
O que vale é o que vem
se ainda tem, os recantos
onde a alma se sinta bem
e no ir além, terá encantos
Porém, lembre-te de amar
pois nestes acalantos
tua passagem irá marcar
cada teu minuto
teu dia, um olhar
um sorriso, teu atributo
As rugas, ah! deixe-as ter
é o fruto
de que pôde viver!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, outubro
Cerrado goiano
Na calada da noite bateram a minha porta, quem será ? Quem terá a imensa ousadia de me importunar a essa hora era a solidão pedindo guarida em meus braços,
Noite Clara porém fria, de repente me pego caminhando entre montanhas e vales nem sei como cheguei aqui. Eu estava em meu quarto me preparava para descansar, Sinto meu corpo estranho meus olhos escuressem ; e minha alma ? Eu não sei se sobe ou desce. Me sinto a flutuar , num espaço sem ar bem distante vejo imensas luzes a brilhar será que meu coração parou ? Ou estou a sonhar boa noite.
Entre no quarto e feche a porta
Chegou a hora de falar com Deus
Dobre os joelhos e sinta a presença
Que toma todo esse lugar
Eu não perco a esperança. A porta vai abrir pra mim também. Eu creio confio tenho Fé em Deus que tudo vai dar certo.
O ímpeto da morte
Quando uma porta se fecha, tudo fica para trás.
Neste sentido a morte
é uma porta que se fecha,
porque tudo fica para trás
e nisso há de haver outras portas..
para a vida e para a morte..
Se fecha ou se abre,
depende de quem entre ou sai.
Mas, onde fica o trinco da vida?
Um certo dia senti um tum lá no cérebro,
por um ímpeto quase ao cair, voltei,
semelhante ao botão de porta automática,
que liga e desliga
conforme a pressão de um dedo.
Será que o trinco tá lá dentro do cérebro,
bem do lado esquerdo,
á quatro dedos acima do ouvido?
É por ele que também aciono o pensamento
e por está área vem - me um ponto seco
que o calor da idade desce ao pescoço,
se erradia pelos ombros…
depois se esvai feito vapor!
Numa fração segundo apenas e desliga a vida,
se somos a máquina e a porta é a passagem,
onde fica o botão que liga e desliga a vida,
será mesmo no tum do cérebro,
lá por direção atrás de um olho?
Corpo é uma coisa mecânica
e a porta por onde ela atravessa na morte
é um começo de uma nova porta aberta,
porque na vida é assim:
As portas se abrem e se fecham!
E neste ímpeto a morte abre a porta,
depois fecha...
mas a vida da mesma forma abre e fecha,
então sabe lá qual casa é nossa morada,
mas, tão bom estar em casa...
Eu sempre bato na mesma porta
Depois de rodar a cidade inteira
Eu sempre digo que não volto
Essa é a minha maneira
De acreditar que sou imprevisível
O céu e o inferno moram e dividem o aluguel da mesma casa. Temos a porta e a chave para despejar um ou deixar que os dois fiquem.
A motivação nos lembra uma frase antiga que diz o seguinte: “motivação é uma porta que só abre pelo lado de dentro”. Motivação não é apenas cumprir uma tarefa ou um dever. Motivação é realizarmos aquilo que nos completa, aquilo que permite que nós nos reconheçamos naquilo que fazemos.
A oportunidade é uma chance, e às vezes baterá à sua porta uma única vez, não a perca. Lembre-se que outro alguém pode aproveitar-se dela.
A oração é sempre ouvida. “Entra no teu quarto e, fechada a porta, ora a teu pai”, assim disse Jesus. Vá então até o mais íntimo de sua consciência e peça o que deseja, e é de onde virá a resposta que pode te levar à vitória, ao bem-estar e à saúde.
O livro-arbítrio
Morreu. Batem à porta.
— É o destino. Seja,
Ou o nome que os fados
Tenham. É inadiável,
Intransferível.
Chegou do nada e sem bater na porta
Simples, meiga e sutil, me fez uma proposta
Será você a tão procurada?
Será você a quem devo me entregar?
Palavras e respostas, serão definidas com o tempo
Tempos de recomeços estão por vim
Mais sinto que, independente de qual seja a tempestade
Por algum motivo
Você ainda será por tempos uma grande inspiração!
Bati na porta e não abriram!
Fiquei triste por um momento, peguei mais distância.
Corri o mais longe possível, e fui em direção a porta outra vez.
Derrubei a porta, meio assustado e me apresentei!
Quando o sol desaparece no horizonte
Da porta da frente
eu vejo o sol quando nasce
À tarde meus olhos
buscam o horizonte
que mostram o sol poente
Então vejo o sol
que desaparece lentamente
magia do amanhecer
magia do endardecer
Às vezes tudo é silêncio
Em outros sinfonia de pardais
Parece que tudo é motivo
prá louvar a natureza
borboletas e libélulas
voando num zum,zum sem fim
Momento de rara beleza
Quando o sol
no horizonte desaparece
Edite lima
Novembro/2019
