Por Tras da Janela
HORIZONTES.
Quantas vezes abro a janela,
E pergunto o que olhar?
O que ver?Sei lá porquê?
É que o horizonte parece distante.
Não vivo do ontem,
É que do ontem,
Tenho tão pouco a lembrar.
É que do ontem,
Não quero falar,
É que o ontem,
Só me fez chorar.
Lembro de ti,
De quando sorrias pra mim,
De quando eu morava,
Bem perto,
Dentro de ti.
Abro a Janela,
E não tenho o que ver,
Não que não haja horizonte,
É que quando a abro,
Só busco você,
E você está longe,
Distante.
Impossível será avistá-la,
Da janela que abro,
É que abro a janela,
Do meu coração,
E à minha vista,
Não vejo você,
Porque está ausente,
Distante,
Porque também não me vê.
(Direitos Autorais Reservados)
E ao abrires a tua janela para mundo
A colher amor de qualquer flor perdida
Vai escutar a musica que vem do oceano
Que será sempre, sinfonia inacabada de nós dois
Cora...
... Que mulher é essa, tão bela e sincera...
Debruçada na janela, compõem seus versos...
Divina inspiração, da voz ao coração, aflorando o sentimento...
O que se passa por dentro, num breve momento, vira lamento...
A expressão do rosto, revela o desgosto de viver na solidão...
O olhar distante, segue errante, perdido no tempo...
Navegando no nada, permanece calada a espera do vento...
As ondas nascem no horizonte, e de trás dos montes vem o chamamento...
A voz... Tão meiga e macia, logo anuncia, o fim do tormento...
Dedico esse poema a minha poetisa preferida: Cora Coralina
Pela janela do meu quarto, eu nas tardes chuvosas, ao debruçar-me nela, ao observar todo aquele outro universo de água, de mágica que vem do céu, que entra em contato não só com os meus olhos, mas com minha pele, meu olfato e pra ser mais precisa até com minha alma. Parece até magia.
“A decadência de um poeta”
Hoje ao acordar abri minha já combalida janela e fui observar o belo campo florido que avistava todos os dias ao pé da colina, ao invés disto percebi que agora meus olhos me mostravam apenas flores e nada mais sentia.
Meu velho tic-tac deixou de ser melodioso; sem minutos esperar o café que fui tomar passou a ser insidioso.
Minhas rimas já não são profundas, não consiguo mais sonhar, fértil loucura, e meu sono é incapaz de te encantar.
Ontem á noite percebi minha mente querendo descansar, o pequeno girassol fora arrancado, morta a candura; a lua se escondeu, as estrelas se envergonharam, o seu canto também emudeceu, a brisa não me trouxe nada, de fato, tudo se perdeu.
Quero abrir os olhos e ver que minha arte não foi embora junto da florada, pedir o fim desta heresia...
Como um raio de sol em cada amanhecer, espero tua presença em minha janela, me acordado com teu brilho, com tua luz, que como uma fortaleza, me deixa todos os dias em pé a te esperar.
Amor, veja bem, o Sol entrou pela janela e invadiu os móveis.
Consegues perceber que hoje não há esperanças?
Amor, o dia está no começo e estes olhos já insistem em se fechar.
Não há vazão, nem ao menos razão para esses olhos tais que nada querem enchergar de luz..
Preste atenção, Amor, ficarei de cama hoje como se o Sol não houvesse aparecido em meu quarto, enquanto você se perde de mim nos primeiros segundos de um novo dia.
Hoje resolvi não compor no palor do meu quarto,
Mas abri a janela,
Entrou um raio de sol,
Ele compôs para mim.
Não quero música nem poesia,
Ouvi um simples pardal,
Quão perfeita Melodia.
Me ensinou o ordinário passarim.
Não se surpreenda se um pássaro alimentar o filhote na sua janela.
Não se surpreenda se uma criança na rua sorrir a você.
Não se surpreenda se o vento desenhar uma flor na areia da praia.
Não se surpreenda...
A vida nos reserva algo belo mesmo nos momentos mais sombrios.
Naquela tarde chuvosa, gotas de chuva escorriam pela janela. Muitos diriam que esse cenário remeta a tristeza e solidão, mas para mim era algo muito diferente. As diáfanas gotas de chuva refletiam a fraca luz do sol poente, fazendo uma aquarela de cores no meu quarto. Era resplandescente, etéreo, mas ao mesmo tempo mutável, pois logo o sol se abriu e toda aquela efêmera obra de arte criada pela gotas de orvalho se dissolveu, ficando apenas guardada em minha memória.
Tão Belo
Da minha janela eu olho para o céu, e vejo o quanto és belo.
Como não amar um céu tão lindo, rodeado de estrelas.
Como não amar o criador dele,o qual nos permitiu que pudéssemos ter uma imensa direção há qual podemos admirar todos os dias.
Faça sol ou chuva,ele estarás belo.
Com a claridade do dia ou a escuridão da noite,ele ainda continuará belo.
Como é bom ter um pedaço de nossa casa em nossas vistas, e poder imaginar e dizer um dia eu estarei lá junto com meu Eterno Pai.
As tardes passam através de minha janela, do lado de fora do ônibus, tem efeito especial de fumaça, de vidraças refletindo o sol nas praças. Tem uma beleza mística que disfarça meu tédio em solidão.
Fala
Numa janela cheia de janelas
Há quem toma um café olhando para elas,
Há quem não resista, então entra e sai por cada uma delas,
Há quem entra e fica na que julgou ser a mais bela.
(...)
Janelas, janelas, janelas
Há as que se se abrem,
Há as que se fecham,
Há as que emperram,
Há as que se quebram.
A vida é ela,
Uma janela cheia de janelas.
Qualquer que seja a escolha,
A vida é ela,
Tu é quem faz dela.
Janelas, janelas, janelas
Por ela vejo o sol nascer
Por ela vejo o sol se pôr
Janelas... Janelas... Janelas
Por ela passou meu amor
Por ela vejo a minha dor.
Assisto a esse espetáculo
E entendo que nada acabou
Preciso abrir a janela
E contemplar de novo a cor
Janelas, janelas, janelas
Lá vem de novo o amor.
Olho pela janela e vejo gostas caindo do céu, é imagino como deve ser esse fenômeno natural da terra, chamado chuva, encontrei a respostas nos livros de ciência, mas existe algo que não entendo, a chuva é boa ou ruim??? Imagino e não consigo respostas, então ao invés de continuar com essa indagação, decidi sentir-la e não mais entender ela, e quando fiz isso todas as indagações sumiram, pois eu fui reconfotada pelas gotas caídas do céu."
passado o tempo, a incerteza no caminhar
vejo pela janela grandes palmeiras a balançar
no coração o amargo de não ter conseguido
a dor de não ter vencido
uma luz que brilha no longe
tudo pode mudar
ouço o soar dos sinos e o pássaro a cantar
amanheceu um novo dia
é hora de levantar
não deixe morrer a esperança
é ela que te faz lutar
No meu doce lar olho através da janela a vida lá fora e Deus bordando caminhos de flores para a gente passear.
Os poemas são como pássaros que pousam na janela ao amanhecer trazendo o seu canto matinal que atravessam gerações.
A xícara de porcelana
Na janela entreaberta,
A xícara de porcelana acomoda-se
E, nas gotas de chá
O pôr do sol cintila...
Vanice Zimerman
