Poeta
EST MODUS IN REBUS
Na antiga Roma, o poeta e filósofo Horácio formulou a seguinte frase em latim: “EST MODUS IN REBUS, SUNT CERTI DENIQUE FINES” que significa “haver uma justa medida em todas as coisas, existindo afinal, certos limites”. Ou então, simplesmente – modus in rebus, que é a moderação nas coisas.
Quinto Horácio Flaco, em latim Quintus Horatius Flaccus, (Venúsia, 8 de dezembro de 65 a.C. — Roma, 27 de novembro de 8 a.C.) foi um poeta lírico e satírico romano, além de filósofo. É conhecido por ser um dos maiores poetas da Roma Antiga.
Vou, mas levo!
Morri...
E você nem me conheceu
Fui poeta e cantador
Violeiro amador
Da Julieta, o Romeu.
Fui o Adão da Eva
Fui profundo e vazio
Causei na pele, arrepio
E tive conduta perversa
Causei tristeza à Bessa
E fiz lágrima virar rio.
Sei que falo algo bobo
Mas que também traz consolo
Para quem perdeu meu bem
Na verdade não sei nem
Se o distanciar é duradouro
Pois pretendo ter no quórum
O chegar de mais alguém
Vizinho, colega, amigão
Eu sei muito bem que então
Estaremos com um só riso
Lado a lado no paraíso
Nos chamando de irmão.
(Edgi Carvalho🍁)
Leia um livro, você será um discípulo, leia dois livros você será poeta, leia três ou mais e você se torna um
aprendiz com uma visão de mestre.
POETA
Ele, tem tanta poética e tanto segredo
O sentimento no seu encanto, riqueza
Nos teus versos aquela suave sutileza
Ritmo, do canto acalanto, um enredo
Tu, trovador, tão cheio de arremedo
Que roga, suspira e também a tristeza
Mas em sua alegria tem a doce leveza
Olhares, ilusões e aquele ímpar medo
Duma inspiração, sempre, sussurrante
Tirando a prosa de um poço profundo
D’alma, de maneira meiga e insinuante
Ah Poeta! Tudo, mais que um segundo
Uma imensidão, um vilão e um amante
Posto aos seus pés o devaneio fecundo!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
05/09/2022, 13’37” – Araguari, MG
Quando me lambuzo
nas suas delicias
sou alimento e comida
sou excesso e ousadia
sou poeta, sou poesia
Quando a poesia
não precisa ser escrita
sou páginas, sou vida
sou sede, sou bebida
sou cansaço e energia
sou fêmea, sou menina
sou sua, sou minha!
11/06/2022
Flor Morenna
Só pedir
Para eu para você tem que pedir brotinho.
Você não vai matar seu poeta devagarinho.
É como violentar o espírito natural da existência do cosmo e do resnascer.
Sem poesia a alma não tem o que beber...
Você existe o poeta existe!
Você morre o poeta também!
Ele precisa da sua luz lilás coração bonito!
Para poder expressar
Coisas belas da própria alma o seu infinito.
O poeta fora das horas e do tempo...
Ele só deseja revelar acaso adormeça,
A sua beleza de mulher que não se encontra nos livros,
Porque é preciso olhar lá dentro do infinito do seu olhar e correr o risco de se apaixonar.
Cada Poesia está para o Poeta
como cada Consciência está para a Alma, por isso,
cada Poeta está na escrita ao seu nível de Consciência!
Olhos aos Céus -
Ergue teus olhos aos Céus, Poeta,
se vives adormecido na imensidão da Vida,
deita teu olhar no firmamento,
e nele, deleita tua Alma enternecida!
Deixa divagar teu pensamento
em calha de Terra Prometida,
e se tua Fé se perde, nesse momento,
sente que essa Terra é a Alma enaltecida.
Então, a luta, a ilusão, a dor de cada passo,
quer subas, quer desças teu Calvário,
é amparada por um braço ...
Será Deus que te envolve num abraço
sepultando a Cruz que tua Vida encerra?!
Talvez! Então, ergue-te Poeta, transcende a ilusão do espaço!
Ao Poeta /Conde de Monsaraz -
Tens em minha Casa
um lugar onde podes pernoitar
sempre que venhas.
Tens em meus braços
um ninho de amizade que te espera.
Tens em minha Alma outra Alma
que sempre esperará a tua Alma...
(Para Macedo Papança)
O poeta passa a vida inteira fazendo rascunhos que nem sempre dão tempo de passar a limpo. Escorre pelas mãos tudo o que não sai da boca; nas entrelinhas, a raiva, o amor, o desânimo, o destempero, o desgosto, o afeto -até que se afeta com tudo e transborda-
O poeta não é forçado a nada: é feito criança que precisa ser livre pra ser o que é, o que vem, o que será...
O poeta é toda dor e alegria de uma só vez. Ferida que sangra sem doer, dormente de tanto sofrer, o poeta.
Rio que vai para o mar, deserto do choro que empoça a vida, derrama, rasteja, se ergue feito uma fonte para começar tudo outra vez...
- Rascunhos que nem sempre dão tempo de passar a limpo.
Queixas -
Sou de longe ... de tão longe me sou!
Incerteza de poeta - desespero!
Homem derradeiro que a Vida ensinou.
Ser eterno, fecundo, inteiro ...
A Vida é temporaria,
dois, três dias de hospedagem
que hora a hora é diária
nesta Eterna vigem ...
Fingir para quê?!
Se a Vida é curta ... de passagem ...
... tão curta que mal se vê!
Pesos que não são meus - não quero!
Verdades concebidas - são miragem!
Que eu sou eu - livre - primeiro!
GESTAÇÃO DO POETA
Quando a inspiração fecunda, formando
O verso duma imaginação em rota exata
Prenha é a alma do poeta, tão autocrata
De um fervilhar da mente, devaneando
No mando da emoção, a voz de comando
O sentimento, o olhar, a singela musicata
Concebe a composição em frenética cata
De um nem eu sei de onde ou de quando
Só sei que vem do coração, e vai rimando
Estando cada uma das linhas, caminhando
Em um ousar de um emaranhado fonema
Assim, chora ou sorri, silencia ou murmura
Aí, então, uma parição de poética estrutura
Que de uma sensação à mão, pari o poema!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 outubro, 2022, 16’07” – Araguari, MG
*dia nacional do poeta
O poeta é a palavra lágrima,
Fala arrepio e escreve emoção,
Cria o verso, calado em ação,
Raio de trova, frase que rima.
O escritor escuta a fonte o clima,
Faz do instante, a eterna comoção,
Tempo em que lapida a perfeição,
A vida gera e o dom, então anima.
