Poeta
REGÊNCIA (soneto)
Como quisesse poeta ser, delirando
As poesias de amor, nas rimas afora
O beijo, o abraço que o desejo cora
A solidão assediou e trovou nefando
Vazios estros, de voo sem comando
Sombrios, que no papel assim espora
Os versos, sangrando e uivando, chora
Implora, num rimar sem ser brando...
Estranho lampejo, assim compungido
Que dói o peito, sem nenhum carinho
Quando a prosa era para ser de paixão
Então, neste turbilhão me vejo perdido
Onde o prazer se faz tão pequenininho
Vão... e a desilusão é quem regi a mão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Quer saber se sou poeta primero procure saber comu comesei pos uma frase nao depende so do resumu mas do coração de quem fez.
Poeta louco, poesia delirante
Cada dia vejo uma feição.
A cara da poesia várias.
A pureza e sutileza emoção.
Também a eterna variação.
Frenético compasso.
Entre desatar o embaraço.
O grito, cai no laço.
Armadilha gostosa.
Poesia traiçoeira.
É o encanto dela gente.
Imperfeita maneira.
Preciso ser capacitado para amar.
Pois a bagagem de desatino reprime.
Sou pertencente a esse regime.
De louco a delirante.
Poeta e poesia.
Fantasia.
Alegoria.
Não posso contar esse segredo.
Pois até eu tenho medo.
Uma loucura todo dia.
Eu queria, será que ela contaria.
A louca revela, sou eu poesia.
Giovane Silva Santos
As líricas objetivas não me entendem
Sera que poderia o poeta da razão
cantar sobre perdão
e falar sobre como o doi o amor?
JULGA (soneto)
Ah.... o poeta procura
A alma em cada verso
Rimar o olhar disperso
Num canto de ternura
Porém, tem senso averso
Também, na sua estrutura
E de tal jura, na sua leitura
Que faz do leitor submerso
E, de momento a momento
Que varia o sintoma diverso
Levando-o na ilusão ter fuga
E, é em vão só o sentimento:
Se é alegre ou se é perverso.
Pois, ao poeta não cabe julga!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/03/2020, 17’14” – Cerrado goiano
O POETA (soneto)
O poeta busca
Em cada verso
O senso diverso
E o estro rebusca
Porém, perverso
Na sua enfusca
D’Alma, sarrafusca
O destino imerso
De instante a instante
Muda do riso à mágoa
Se alegra e, entristece
Do segredo sussurrante:
Da terra, fogo, ar e água
Causa a toda a sua messe...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/03/2020, 19’40” – Cerrado goiano
Não quero ser lembrado como um poeta, mas ser lembrado como um herói que salvou muitas vidas para não caírem na mesmice de viver sem estar percebendo que o sangue que corre nas veias sempre pode correr mais intensamente.
AMOR DE POETA
De um lado, o sentimento, do outro lado
O fado, pelado, cru, desnudo de fantasia
O sonho no beiral do lampejo debruçado
Na alva, na lua, e no entardecer do dia
Se fala de afetos, lasso fica o seu agrado
É que a paixão o cega, e o pranto o guia
Nas sofrências que tatuam o seu passado
Cada verso dilacerado, senhora a poesia
Intenso. Emoção vaza em cada trova sua
Sem defesa, intacta, e de total entrega
Do silêncio, a ternura no estro profundo
Em frente as sensações, a tua alma nua
Onde a mais ingênua imaginação navega
O árduo amor, dos Poetas deste mundo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/04/2020, 07’12” - Cerrado goiano
Poeta suburbano!
referência do cotidiano!
Abrindo nossos olhos, fechados pela rotina e a convivência!
com colírio do amor, com sua arte e sua sapiência!
antiquario
(poeta frustrado)
sobre a antiga escrivaninha,
sustentada por altas pernas de garça,
ficam os grandes poetas...
embaixo,
na prateleira inferior,
para versos inferiores
e o desejo de ganhar altura,
tropeça minha poesia.
A natureza do poeta
Sentimental.
Profundo e criminoso.
Atinge o coração.
Inspira a mente.
Sacia a alma.
Perde e pede calma.
Poeta é dor.
Amor.
Exala paixão.
Um cronista sensato.
Um encantador barato.
Da cara emoção.
O Equilíbrio é um traço.
De cada embaraço.
Nas letras da canção.
Titubeia.
Prisioneiro e cadeia.
De seu próprio ato.
Diante de uma sociedade que reprime.
Pois o sistema dita regras.
Mas a fertilidade da mente.
Vai tecendo o presente.
Seu próprio Jornal.
Canal.
Um carnaval idiota é verdade.
Mas é nesse pulo que se encontra liberdade.
Giovane Silva Santos
O mundo do poeta
Imagino eu essas mentes variadas.
Timidez.
Embriagues.
Gosto pelas palavras.
Muito mais que escrever.
Pensar para desenvolver.
Sentimentos em vulcão.
Anseio de vida.
Desejo que finda.
Nessa multidão.
Poeta e poetisa.
Amante do amor.
Expele a dor.
De tanto entender.
Venha a tecer.
A sua ignorância.
De fato seu mundo ganha vida.
Expectativa.
Fruto e frustração.
Pois o tempo é ladrão.
Sonhos que se vão.
O tempo também se arrepende.
E devolve para cada mente.
A herança que fica.
Poeta e poetisa.
Somos mente inquieta.
A esperança que flerta.
O mundo do poeta.
Giovane Silva Santos
