Poeta
Imperfeição
Eu quero é ser imperfeito!
Ser errado em minhas convicções,
fazer idiotices,
rir de mim mesmo ao ponto em que a gargalhada me satisfaça e
que a ideia do cômico, me absorva...!
Sou eu assim sem temperos,
feito água de cachoeira que migra
de pedra em pedra e se esvai!
José Ricardo de Matos Pereira: 11.04.2020 - 8:25h
Ser ou ser
Inexiste questão
Dentro de um veículo a mil e setecentos
quilômetros por hora em volta de si.
E girando em voltado do Sol.
Já nem sabendo quantos voltas,
Se fizeram, enquanto , consciência de ser.
Se estiveres lendo esse símbolos.
O fato. É que; tu és.
Se brigas. Tu és briga.
Se fazes a Paz. Sois paz.
Se amas. Tu és amor.
Se enrijece. Tu és pedra.
Expande-se para viajar o universo.
Ou contrai-se para tirar bicho do pé.
É a mesma coisa.
Fugir de si. Em qualquer razão.
É o que esvazia sua energia.
Seu coração está naquilo que,
Realizas agora.
Daqui um segundo.
Já não é mais.
Dar sentido a Vida.
É procurar ser verdadeiro.
Em si.
Ser forte. Ser fraco. Ser alegre. Ser triste.
Livre-se do auto engano.
Perseguindo falsos caminhos.
O veiculo gira muito rápido.
E possui um universo que deseja desbravar.
Abrace tudo. Mas com respeito.
Agradeça. E deixa seguir seu caminho.
Não deixa ninguém pesar em Viagem.
E também. Não sequestre, a viagem
De outrem.
Apenas assim; escaparas do eixo que,
O prendem ao desconforto de ser e ser.
Inexiste questão.
Marcos fereS
Poetisa Contemporânea Atual | Novos Poetas Brasileiros
PINGAM AS ROSAS AZUIS
No criado-mudo repousam rosas azuis respeitando a neblina do silêncio.
Um Relógio pendula o tempo, debatendo-se
Oscilam-se os lados,
hora-esquerda,
hora-direita.
Uma rósa chóve outrá balançá
Desprende-se
e píngá ´´´´´´´´´´:
E cai nos azulejos
Pétalas deslizam como lágrimas regando de azul a superfície.
Então paro, me pergunto
E desabo-tou:
Quantás-batídás-até-que-se-caule?_ _ _ _ _
Disponível em https://www.jessicaiancoski.com/
FILOSOFIA DO AMOR
De João Batista do Lago
O amor esse desdouro
inquietante e avassalador
banha o corpo de torpor
e a alma sangra no matadouro
e o sangue escorre pelo ralo das veias
enrijecendo o corpo inteiro
e grudando-o na cruz do madeiro
O amor, meu amor, não é brincadeira
Ele está sempre à frente e também na traseira,
fica do lado direito, mas também no lado esquerdo
muitas vezes ele chora
outras tantas desespera
muitas vezes vai embora
outras tantas fica e implora
Esse maldito do amor
que ninguém sabe onde nasce nem quando
trucida os amantes incautos
enganando-os com a paixão
e dos imprudentes brinca e troça
faz quermesse na jugular das emoções
onde leiloa beijos e carícias vãs
Ah, esse sujeito vagabundo
que faz juras em desmedida profusão
prosta os amantes querelantes
debilita a palavra sussurro
derruba o abraço mais profundo
humilha o beijo com o escarro
e subjuga o gozo na raiva do presente
Enfim, ó tu louco e eterno amor
que vagueia sensações despudoradas
és o príncipe do desconhecido
a quem se busca em vidas desesperadas
alcançar a sinfonia do perfeito verbo
onde pretendemos abrigar os corações
escarlates de vidas de humanos carentes
QUADRAGÉSIMO TERCEIRO HEXÁSTICO
Assenhora-te do espelho
Refletor de todos os caos
Ainda para ti irrevelados
Debulha-te duplo narcísico
Toda estética será falsa
Se nela faltar toda essência
FALSAS RÉDEAS
Quando a poesia partir,
Que seja silenciosamente.
Estarei sorrindo, iludido
Pelas falsas rédeas
Em minhas mãos.
SONETO TÚBIDO
O que fazer desta melancolia primitiva
que adentrou minh'alma vorazmente
haurindo o prazer num ato contundente
como se fosse uma serpente viva?
Como sustar deste "ser" frente a frente
que me alicia e do meu eu não esquiva
me oprimindo numa redoma passiva
invadindo meu sentimento de repente?
Busco por outras alternativas à deriva
me afastando pra além da má mente
e nada, só amargo me vem na saliva...
E como se fosse parte de mim, ciente
ousa induzir que esta minha negativa
é túrbida, e que na fé sou pendente!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
agosto, 2016
Cerrado goiano
Cobrador não me cobre dinheiro, me cobre poesia.
Há uma poesia no busu.
Uma poesia que hiper potencializa o mp3 e as viagens literárias.
Há uma poesia no busu.
O motorista vira um deus,
O cobrador São Tadeu
E meus colegas de viagem viram anjos.
Estou te dizendo ora!
Há poesia no busu.
Um balanço inebriante que apesar do enjoou que vem e vai,
Faz dessa viagem um retiro de paz.
Há poesia no busu.
Há tanta poesia no busu,
Que aquele barulho é silêncio.
O fone de ouvido é sossego
E o fim da viagem é tristeza.
Há poesia no busu.
Igor Improta Figueredo
A sensação de não pertencer;
A sensação de não querer;
A sensação de não poder;
A sensação de não te ter;
A sensação de não ser;
A sensação de morrer;
Disso tudo quero correr;
Só não de você.
Quem diria, aqui estou, me enchendo de veneno e pintando o meu céu de vermelho. Talvez não seja um conto de fadas, e nem tenha final feliz.
Fiz da solidão meu refugio,
Namorei meus desejos mais profundos
Cavalguei nos vales de minhas aflições,
Percebi que do veneno do mundo
Eu também sou oriundo
E o mal de minhas ações,
É o que me deixa imundo.
E se por ventura alguém corretamente me dosar,
Dizem que veneno vira remédio,
E eu, que hoje mato, talvez possa te curar.
