Poesias sobre o Frio

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Ó verme de sangue frio…


O raiar do dia se aproxima,
teu fim não tarda em chegar


Mas não me abandones nesta noite fria,
pois sem ti também não consigo respirar


Por favor, não me abandones,
por favor, não te esqueças de mim,
apenas lembra que sempre fui fiel a ti


Zela-me,
protege-me,
do meu próprio sangue
banha-me


E toma de mim
tudo quanto tu
precisas para existir


Se possível, leva-me às estrelas,
faz-me sobrevoar outro mundo,
onde eu possa te glorificar e amar
sem a obrigação de justificar-me


Permite-me vibrar
ao ritmo de tua voz,
sentir teu beijo gélido
perder-se entre minhas curvas,
e contemplar teu olhar sedento
pelo pouco que de mim ainda resta


Meu amigo…
Meu amor…
Ó meu verme de sangue frio…


Não tenhas piedade de mim —
teu amor é razão bastante
para que eu me deixe consumir


Nunca me acordes,
nunca me cures,
porque de mim já nada resta
senão a carniça do que foi meu lar
Ó verme de sangue frio…


O raiar do dia se aproxima,
teu fim não tarda em chegar


Mas não me abandones nesta noite fria,
pois sem ti também não consigo respirar


Por favor, não me abandones,
por favor, não te esqueças de mim,
apenas lembra que sempre fui fiel a ti


Zela-me,
protege-me,
do meu próprio sangue
banha-me


E toma de mim
tudo quanto tu
precisas para existir


Se possível, leva-me às estrelas,
faz-me sobrevoar outro mundo,
onde eu possa te glorificar e amar
sem a obrigação de justificar-me


Permite-me vibrar
ao ritmo de tua voz,
sentir teu beijo gélido
perder-se entre minhas curvas,
e contemplar teu olhar sedento
pelo pouco que de mim ainda resta


Meu amigo…
Meu amor…
Ó meu verme de sangue frio…


Não tenhas piedade de mim —
teu amor é razão bastante
para que eu me deixe consumir


Nunca me acordes,
nunca me cures,
porque de mim já nada resta
senão a carniça do que foi meu lar

Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.

Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.

Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.

​A distância, meu amor, é só um nome frio,
Um mapa inútil, um cruel vazio.
Entre o meu corpo e o teu, um mar imenso existe,
E a saudade, em meu peito, teimosamente insiste.
​Cada noite que cai, é um punhal de pranto,
Sinto a falta do teu cheiro, do teu doce encanto.
Mas juro, com a dor que me rasga a alma inteira,
Que este amor é chama, e a distância é só a fogueira.
​Não há léguas que quebrem este nosso laço,
Pois te carrego na pele, no sonho, no abraço
Que só a lembrança permite. Não te aflijas, meu bem,
A distância só prova o tamanho que o amor tem.

Olhares que se cruzam o espaço frio da sala,
O silêncio grita com o erro que cometi,
O peito aperta, a voz engasga e cala,
Ao ver que teu perdão eu perdi.


Você me fita quando estou distraída,
Mas se viro o rosto, você desvia o olhar
Eu faço o mesmo, com a alma ferida,
Fingindo que n dói te ver afastar.


Dói saber que teu sorriso tem outro rumo,
Que outra pessoa ganhou sua atenção,
Só de lembrar, meu mundo perde o primo,
E as lágrimas inundam meu coração.


Minha mente repete teu nome sem parar,
Você é o único eco que habita em mim,
Mas fico presa em você, presa no medo de perguntar,
Se você também me quer por perto enfim.


Será que seu silêncio esconde esconde saudade? Ou será que meu erro apagou oque vivemos? Fica dúvida que consome a realidade, Enquanto fingimos que não nos conhecemos.

Cidade em Suspenso


A cidade acende e me apaga
No reflexo frio dos semáforos
Cada janela parece uma pergunta
Cada esquina, um rascunho do que sou
Eu caminho entre ruínas discretas
De promessas, vitrines e sinais
O concreto me ensina a dúvida
E a dúvida me ensina a ir além
Quem desenha o mapa da pressa?
Quem decide o valor do silêncio?
Se o futuro mora no relógio
Por que eu sempre vivo no intervalo?
Tem uma fome antiga no asfalto
E um eco que não sabe se responde
Eu carrego a noite no bolso
Como quem guarda o que não se esconde
O que é chegar, afinal,
Se toda chegada já vira partida?
O que é ser inteiro na cidade
Que nos pede versões resumidas?
Se eu me perco, é por lucidez
Se eu me calo, é pra ouvir melhor
No meio da fumaça e do ruído
Ainda existe um nome para o sol
E eu sigo, porque seguir também é verbo
Porque parar parece uma forma de cair
Porque talvez a verdade more
No movimento de não se definir


Daniel Vinicius de Moraes

Brincando
O que importa o frio?
O que importa o calor?
O que importa a alegria?
O que importa a dor?
A vida prossegue,
mas não corre o tempo.
A vida é a aurora
que precede o nascimento.

“Aqui o vento é mais frio.
O ar não traz cheiro.
Não recordo a infância há algum tempo.
O que antes era desespero por não estar aqui
agora é calmaria
sem memória.”

"Frio que Sente"


Tem um frio
que não vem do mundo,
vem de dentro.
É quando você ainda sente tudo,
mas já não consegue demonstrar nada.
O coração não para de bater…
só aprende a se proteger.
E, às vezes,
se proteger
é esfriar.

"Há quem prefira o calor da ilusão
ao frio da verdade.
Deixa-se enganar não por falta de visão,
mas por medo de enxergar demais.
Só que a mentira é chama frágil:
ilumina por instantes,
mas cedo ou tarde apaga,
e a escuridão cobra a conta."

Lucci e Fabi saíram um dia,
com café frio e pouca energia.
“Precisamos de sala, palco e plateia!”
“E que não caia a internet véia!”
No Discord acharam só gato e cachorro,
um bot bugado gritando socorro.
Criaram canal, mas na hora do teste,
foi só silêncio… ninguém aparece.
Na Twitch pensaram: “Agora vai!”
Mas o chat xingava: “Cadê o Wi-Fi?”
Um cara entrou só pra pedir pão,
outro jurou que viu alien na transmissão.
No YouTube enfim tentaram pousar,
mas esqueceram de apertar “publicar”.
Gravaram três horas de puro talento,
sem áudio, só vento e um barulhinho de vento.
E assim na aventura, com riso e tropeço,
Lucci e Fabi seguem o progresso.
Porque no fim, não importa o bug do sistema,
a graça tá sempre em rir do problema.😂😂

Café Frio e Silêncio


A ex chegou sem avisar,
a atual ficou no sofá,
uma perguntando quem era a outra,
e a outra sem nem respirar.
O café esfriando na mesa,
o clima pegando fogo no ar,
três mulheres e mil problemas
dentro do mesmo lugar.
Uma saiu batendo a porta,
jurando nunca voltar,
a outra saiu no silêncio
que faz qualquer peito afundar.
E no meio daquela fumaça
de ciúme, tensão e azar,
ela percebeu que amor confuso
só serve pra atormentar.
Porque quem cobra mas também esconde,
quem ama mas vive a duvidar,
transforma beijo em labirinto
e cansa qualquer olhar.
Então pegou o celular cansada,
pensou: “ninguém vai me endoidar”,
deletou as duas da cabeça
e voltou pro Tinder sem pensar.
Porque às vezes é mais tranquilo
tatuar dragão, cobra e punhal,
do que tentar entender
relacionamento emocional.


— Lucci Santz

As noites trazem a luz do luar
E o frio hálito da morte.
Anseio por ela a cada segundo,
Enquanto busco abrigo em teus seios, ó minha amada.
Nem os anjos dos céus,
Nem os demônios dos mares mais sombrios
Seriam capazes de separar nossas almas.

Tua beleza, invejada pelos anjos,
Atrai a própria morte,
Ó minha doce companheira.
E é neste sepulcro silencioso
Que nossos corpos se encontram,
Unidos para além da vida,
Sob o eterno véu da eternidade.

“A compressa ensina que o corpo também compreende a linguagem do calor, do frio, do toque e da presença.”
Do livro Medicina Tradicional Chinesa — História, Filosofia e Prática da Medicina do Imperador Amarelo, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Onde Havia Dois, Restou o Amor
Éramos dois, agora sou só eu.
Meu irmão, protetor do frio e da lida,
Em noites densas, o calor era o teu,
No agito constante de nossa vida.
O medo e a ansiedade tentaram ficar,
Mas o amor transbordava em nosso segundo lar.
Entre sons e mimos, sem hora ou rigor,
Eu obedecia ao seu tom mais gentil, com louvor.
Mas o meu inseparável irmão partiu,
Deixando-me só, em um mundo vazio.
A idade avançou, o silêncio chegou,
E em um sopro de susto, o AVC me tocou.
Julgaram-me finda, deram-me o adeus,
Mas o amor de meus donos era maior que os céus.
Lutei com meus sons, clamei por viver:
"Ainda estou aqui, não quero morrer!"
Pelas mãos da ciência e o cuidado da alma,
A vida voltou a trazer minha calma.
Fisioterapia, carinho e luz,
Ao seio da minha segunda família, o destino me conduz.
dedicado aos meus cachorros e médicos
Dedicado à Theodora (em vida) e ao Martin (em memória).
Por: Roseli Ribeiro

SÓ QUEM ENTROU LÁ

Um som indigente
Fez-me o espio.
Resquício afluente.
Na cena, o frio:
Trovoada.
A janela estilhaçada.
O vento na cortina
Debatendo-se no teto.
Respingada.
Cortina enroscada.
No ventilador
De madeira
Inquieto.
Como fechar
A janela
Estraçalhada?
Como findar
Balbúrdia?
Como cessar
O giro
A cerrada?
Com cacos
Nessa estapafúrdia?
O linho prestes
A ser desfeito
Temo que
Nem pausa
Possa dar jeito.
Vou de fininho.
Dedo-Interruptor.
A madeira no chão
Foi-se ventila(dor).
E ao encarar todo
Aquele estrago
O sol invade.
Um caco no pé
E também um afago
Que muito me arde.
Ao menos a obra
De arte solta
Não foi levada
Junto.
Ao menos a chuva
Inda que revolta
Não poderia
Alcançar o
Conjunto.
Ao menos, oras,
A carta do vô
Repousada na escrivaninha
Nada nunca nem triscou
Porque é trancada na outra
Salinha.
A água abafada pode até ferir
O vidro, sacada, o sofá do repouso
Só que a raiz, espalhada em jardim
Não voa com vento nem mesmo teimoso.
E pela janela nem mesmo sol sabe
Coisa que só onde des(pensa) vive
Semente rara, caso tudo desabe
Ela faria o que se revive.
Um som indigente
Fez-me o espio
Levanto crente
Desse desvio.
E quando levo corpo à checagem
Janela intacta, cortina a dormir.
No ventilador, apenas bobagem
Quebrado, caído, me ponho a sorrir.
Um pingo de raio se coloca pela fresta
E vejo a verdade do sonho horroroso.
Barulho parece pior, se infesta.
Esquecer do resto da casa é que é
Perigoso.

(Vanessa Brunt)

Hoje está frio nunca vi um frio tão intenso
Doi a carne e os ossos e congela a alma
Quem me dera sentir de novo o calor do verão ou o perfume da primavera
Nestes dias so me resta sentir este gelo com calma
Sem chorar sem dormir
Porque so assim vou ter certeza de que nunca mais vou permitir o vento esparramar o gelo no meu coração ❤️
E quando esse tempo passar o dia todo com certeza valerá a pena

No meio do caos, quem tem controle não levanta a voz...
Levanta respeito.
Seja frio, calculista e sempre com passos à frente. Não medir as situações com força, mas sim sobre à mente.

Sou gaudério sou arredio,
Não tenho certo uma morada,
Enfrento calor também o frio,
E não me arrependo por nada,
Quero-te para acalentar o que meu coração sentiu,
Nem que eu atravesse o Brasil,
Pra te fazer minha amada...

Vivo na sombra por que o sol existe....
Vivo na escuridão por que a noite existe...
Vivo com frio por que o inverno existe...
Vivo o calor que me sufoca por que o verão existe...
Vivo o perfume das flores por que a primavera existe...
Vivo de saudade e lembrança por que tu existe.

Quando o adormecido despertar


A vida será muito maior. As torrentes rugirão, o frio e a umidade vão nos despertar, as matas fechadas não serão mais inexpugnáveis, os seres vão aparecer na sua glória. Não haverá a quem culpar, muito menos a nós mesmos. A dor não será algo externo. Quem se foi, voltará. O mundo fará sentido.