Poesias sobre o Frio

Cerca de 4363 poesias sobre o Frio

Se você me vê quieto ou frio, se percebe o silêncio onde antes havia palavras, não chame isso de fraqueza. Eu não nasci assim, eu aprendi a me respeitar.
Houve um tempo em que me entreguei demais, tentando consertar o que já não tinha forma, segurando o que insistia em partir. Mas até um coração gentil aprende que também precisa de abrigo.
Hoje não é raiva, é silêncio. É a consciência de que não se pode ensinar alguém a valorizar o que nunca soube enxergar.
Fechei a porta, não por orgulho, mas por dignidade. E se pareço diferente, é porque a vida me reconstruiu por dentro.

Flores de primavera


É uma noite fria e densa de inverno. Um gélido frio. Gélido no mais profundo da alma.
Os ponteiros do relógio se arrastam.
Dias nublados. O sol se escondeu e não brilhou.
Essa noite é a personificação do gélido inverno.
A noite parece uma música triste, sem coro. Sem dança.
É como as batidas de um sino ecoando em algum lugar longínquo na escuridão.
Um contraste com dias de outono que antecederam o frio cortante do inverno.
Sob o sol, o mar sorria.
O vento soprava nas pradarias.
Os pássaros cantavam uma doce melodia.
Montanhas no fim de tarde. O sol se escondendo nos cumes além.
A densa noite gélida vai se findando.
Um raio de luz emerge da escuridão.
É a luz do sol. Um lindo dia de sol se pronuncia.
A noite eterna acabou.
O inverno gélido da alma se despede.
Flores desabrocham.
A primavera chega sem convite.
E o mundo se encanta.
O mundo se abre com um sorriso.
A primavera trouxe consigo flores.
Flores de primavera.

Há um inverno em mim,
triste como o silêncio das estrelas.
O calor amarga,
mas o frio é canto que consola.
Que estranha oposição,
como se o tempo fosse espelho quebrado.
Não é ausência de amor:
é apenas o pouco que resta,
esmola de eternidade.

A herança crua de um toque que corta sem lâmina,
instala seu frio nas dobras da alma e chama isso de casa.
Amor sem nome, aprendido no avesso. Ardor confundido com abrigo,
pressão travestida de cuidado,
silêncio pesado chamado de paz.
E então derrama,
em gotas quase invisíveis,
aquela mesma ferrugem que um dia bebeu. Inteiros são partidos em estilhaços mansos,
feridas plantadas como quem oferece flores tortas, e quem recebe nem sempre entende, só sente o desalinho.
Mas pra quem carrega, é lógica, é caminho, é o único idioma que respira.
Até que um instante rasga o véu do costume,
um espelho sem anestesia,
um cansaço que grita baixo.
E vê.
Não era amor, era eco.
Não era cuidado era defesa com gosto antigo.
E no susto da lucidez,
começa o desvio do próprio rastro:
mão contida antes do corte,
palavra filtrada antes da queda,
impulso domado na beira do abismo cotidiano.
Troca-se a migalha densa do caos
por gestos ainda frágeis de inteireza.
E onde antes rastejava a repetição cega,
ergue-se, hesitante,
um novo jeito de existir que não fere pra sentir.

Pingente

Na palma, um metal Frio, o elo de um amor,
Um pingente que espelha a face e a dor.
Sobre o Fundo preto e Forte da Foto reluz o brilho que não volta mais,
E o eco de uma vida se desfaz em ais. A mão, que um dia afagou o rosto infantil,
Agora treme ao tocar o aço, Frio e hostil.
Era o seu amuleto, a sua proteção,
Hoje, a única herança de uma Fatal lição. A Família, um vitral quebrado pelo horror,
Deixa cacos de Fúria, de vazio e de pavor.
Ela se agarra à Fé, essa âncora teimosa,
Para que a Ferida aberta não a faça desditosa. A Fragilidade do mundo, exposta em um clarão,
Transformou um Futuro de luz em escuridão.
Mas a Fidelidade à memória é o que a move,
E a Fraternidade por outros que a mesma dor prove. O Fantasma da justiça, um sussurro no ar,
Enquanto a mãe, no luto, busca forças para lutar.
Pois em seu peito, um amor que a morte não desfaz,
O pingente de Fernando é a sua guerra e a sua paz.

Num dia frio,
o mundo pede silêncio.


E entre páginas abertas,
o tempo desacelera.


Lá fora, o vento atravessa ruas,
carrega pressas, distrações,
mas aqui dentro,
tudo encontra um ritmo mais lento,
quase como um segredo bem guardado.


E é nesse instante simples,
entre o frio e o abrigo,
que a vida se revela;
sem esforço:
como uma melodia suave ao fundo,
dessas que a gente nem percebe,
mas sente,
e sabe que é exatamente ali
que mora o sentido.

A rosa no sol ela é encalhada,
No vento ela é rosada,
No frio ela está sozinha,
Mas quando o vento vem,
A sua amiga fala assim:
Vá e encontre seu amor...

⁠Eu já procurei um amor-perfeito encontrei um vazio frio no peito.
Já quis uma felicidade percebi que e raridade.
Não queria esta, sozinho com uma taça e meia de vinho.
Querê e um pensamento. Que vagar no tempo
envolve tristeza esperança e sentimento,
envolve-te por pouco ou muito tempo ate cai no esquecimento.

⁠A conquista e primeiro desafio
O desejo de ter o corpo quente mesmo no tempo mais frio ciúme na incerteza
se será um romance ou encontro casual coisa do mundo atual no final cada um segue
Um caminho há uma vontade de amar e ter amores e um jardim com pouca água e muitas flores.

⁠"Ainda que caia a chuva;
Ainda que o frio tome conta do meu ser;
Ainda que o dia seja trocado pela noite ou à noite pelo dia... Nada se compara ao calor que eu sinto toda vez em que eu olho para você."

Passei verões inteiros almejando pelo frio;
Invernos torcendo pelas gotas de suor;
Outonos ansiando pelas folhas de árvore;
Primaveras em que não pude me decidir.
A certeza de que, não importa a estação, o meu estado é o mesmo.

As chuvas fortes do verão imbuídas em minhas lágrimas; Invernos tremendo de algo a mais do que frio; Outonos com a queda de outras folhas além das árvores e Primaveras menos amenas e mais intensas; Todas as mudanças são visíveis ao olho nu, todas mudam e renascem em algum outro canto, talvez mais dispostas a mudar de novo, talvez desejando se manter nem que seja só um pouco.

Eu, por exemplo, divido meu corpo na metade; Uma, sorri quando a estação muda, não importa qual seja; A outra, suspira fundo quando o tempo diverge e mantem-se.
A água vem de múltiplas maneiras: suor, chuva, umidade do ar e até minhas lágrimas salgadas, mas todas continuam a molhar do mesmo jeito.

Comecei a anotar quando algo não me fizesse bem; já tem horas que não paro de falar de mim mesma. Provavelmente a vez que mais falei de mim verdadeiramente, mesmo com negativas. Acredito que há algo perigosamente perto de beleza quando há ódio genuíno.
Vejamos, quando terá outro ser melhor de me analisar e repugnar além de mim? Cabe a mim desvendar cada centímetro de decepção que minha mente criara; A ti, mas nada salva.

A vitória solitária


A medalha foi o meu abraço de metal.
Frio, brilhante e dado por uma mão que não conhecia meu nome.

Brincando
O que importa o frio?
O que importa o calor?
O que importa a alegria?
O que importa a dor?
A vida prossegue,
mas não corre o tempo.
A vida é a aurora
que precede o nascimento.

Quando o adormecido despertar


A vida será muito maior. As torrentes rugirão, o frio e a umidade vão nos despertar, as matas fechadas não serão mais inexpugnáveis, os seres vão aparecer na sua glória. Não haverá a quem culpar, muito menos a nós mesmos. A dor não será algo externo. Quem se foi, voltará. O mundo fará sentido.

A água sente a pele da terra,
guarda o calor, o frio, o silêncio.

A água reflete tudo o que existe,
céus, árvores, rostos, sonhos.

Ela não julga, apenas devolve,
um espelho líquido da vida.

Ao toque do amor, o vento é suave o frio vira calor...
Nesse sopro de amor, a gente vai se tocando e vai cada vez mais amando...
Há uma coisa que arrepia a pele e traz ao coração...
Sentimento inexplicável.

Quando o frio passa,e o casaco vira um acessório desnecessário.
O mesmo acontece com algumas amizades,
Quando ouvem um não.

Reflexo Distorcido


Sinto o frio do quarto
Corroer a sola do meu pé descalço
E como as dores de um parto
Na beira do infarto
Eu sinto o seu olhar no encalço.


Tudo o que faço é te ver
Me olhando pelo vidro
E eu tento rever
Se algum dia já pude viver
Sem esse olhar tão ferido.


Já está perdido o meu olhar
Pela distância que nos separa
Sinto o meu cabelo molhar,
E pela a minha testa ele suar
Sem o conforto que nos repara.


E isso é para ver nos movendo
Dentro de dimensões paralelas
A mesma dor nos envolvendo
E no torpor nos dissolvendo
Como uma célula sem organelas.


E a bela movimentação
Que faço com meus dedos
Você transmite com a sua ação
Cria um reflexo na retração
Dos nossos próprios medos.


Você mais cedo será 'eu' na frente,
E eu do futuro foi você no passado.
Enquanto as ações do presente
Se tornam presas no inconsciente
Para mudar o futuro solidificado.


Quando pesado ergo o meu braço
Traço uma trajetória duvidosa.
Você seguindo o mesmo passo
Se movendo no mesmo compasso
Com a sua força vigorosa.


A dolorosa vertigem nos embebeda
E nos mostra um mundo novo
E a nossa queda
Traz a escuridão das trevas
Para a nossa vida de novo.


Agora o mundo será mais uma vez sombras na parede
Vamos embora, viajar outra vez nas ondas da complexa rede.


Tsharllez Foucallt

Logo o frio vai passar.
E quando o sol nascer outra vez, você vai entender: não era o fim… era Deus começando algo novo em você.

⁠As pessoas quando morrem são enterradas em um túmulo mórbido, frio e mudo, mas por todo tempo estiveram enganadas! Já estavam sepultadas nos corações dos ímpios vivos.

191122II