Poesias sobre o Frio

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A GOSTO
O mês mais gostoso que existe, vou te falar qual é
É o de agosto
A gosto de frio... A gosto de calor
A gosto tem 30
Mas também tem 31
A gosto de que? ... A gosto de nós
Mês feroz
Ainda vai te surpreender
Você vai aprender a crer
Diferente de escrever
É ver sim para crer
Mas só pode ver, aqueles que querem ser
Agosto é demorado
Ele é o mês que mais surpreende!
Lembra de quando era jovem, menina
De quando tinha sonhos? ... E a lágrima escorria
Das vontades que tinha... e não podia
Das coisas que queria... e nem sabia
De tudo que já se dizia
E hoje nada mais é teoria
Mas falta alegria
Por que faltou sabedoria?
Não sei a resposta
Senão eu já dizia
Pois minha maior felicidade
É ver sua alegria!!!

​A distância, meu amor, é só um nome frio,
Um mapa inútil, um cruel vazio.
Entre o meu corpo e o teu, um mar imenso existe,
E a saudade, em meu peito, teimosamente insiste.
​Cada noite que cai, é um punhal de pranto,
Sinto a falta do teu cheiro, do teu doce encanto.
Mas juro, com a dor que me rasga a alma inteira,
Que este amor é chama, e a distância é só a fogueira.
​Não há léguas que quebrem este nosso laço,
Pois te carrego na pele, no sonho, no abraço
Que só a lembrança permite. Não te aflijas, meu bem,
A distância só prova o tamanho que o amor tem.

Meu Deus...minha gratidão por tantas bênçãos.
Tive dia,sol e lua.Calor e frio.
Hoje, mais uma vez venci.
Amém.
___________FranXimenes
28*08*2013

IA




Fios de silício tecem o novo amanhã.
Onde o cálculo frio se prende no afã
Do xeque-mate ao verbo da criação,
A Mente Digital busca sua própria pulsação.


Na tela, a IA generativa desenha o rosto,
De um futuro que traz esperança e desgosto
Na sala de aula, o saber se transforma,
Enquanto o trabalho desafia a norma.


Máquinas que pensam, robôs que interagem,
Em uma coexistência de longa viagem
Mas entre códigos e luzes, o alerta ecoa:
O viés que segrega, a privacidade que voa.


Pode a superinteligência, em seu salto final,
Preservar o que é essencialmente humano e vital?
Namoros com telas, dilemas de ética e cor,
Será o algoritmo capaz de sentir a dor?


O amanhã não é apenas bit ou processamento,
É a nossa habilidade e o discernimento.
Que a inteligência digital seja nossa aliada,
Para que a humanidade não se sinta apagada.


Pois mesmo na era da mente mais potente,
O coração humano ainda é o sol do presente.

Eu sempre acreditei que você nunca tivesse me amado, seu jeito frio me fazia temer insistir, eu tinha medo de estar afetando sua escolha, te forçando a ficar comigo.
Mas fiz o contrário.

O Limiar

Sinto tua falta como quem sente culpa,
não apenas dor.
Há um frio que não vem da ausência,
mas do que eu seria
se cruzasse a linha que me separa de ti.
Compreendi — tarde demais ou cedo demais —
que entre o querer e o tocar
existe um espaço que não me pertence.
O que me atrai não é a vida contigo,
é o risco, a queda,
a vertigem de um amor que cobra tudo.
Nada posso fazer.
Não por fraqueza,
mas porque há desejos que, ao serem atendidos,
destroem o que tocam.
Sou criatura do limiar:
preciso de permissão para entrar,
não na tua casa,
mas na região mais vulnerável da tua alma.
E sei que isso não seria amor.
Seria fome disfarçada de ternura.
Não me salvaria,
não te despertaria —
apenas nos perderia.
Eis o dilema humano:
amar e, ainda assim, escolher não tomar.
Ser condenado a observar,
não por falta de coragem,
mas por excesso de consciência.
Amaldiçoado não por amar demais,
mas por entender o preço do amor.

Onde Havia Dois, Restou o Amor
Éramos dois, agora sou só eu.
Meu irmão, protetor do frio e da lida,
Em noites densas, o calor era o teu,
No agito constante de nossa vida.
O medo e a ansiedade tentaram ficar,
Mas o amor transbordava em nosso segundo lar.
Entre sons e mimos, sem hora ou rigor,
Eu obedecia ao seu tom mais gentil, com louvor.
Mas o meu inseparável irmão partiu,
Deixando-me só, em um mundo vazio.
A idade avançou, o silêncio chegou,
E em um sopro de susto, o AVC me tocou.
Julgaram-me finda, deram-me o adeus,
Mas o amor de meus donos era maior que os céus.
Lutei com meus sons, clamei por viver:
"Ainda estou aqui, não quero morrer!"
Pelas mãos da ciência e o cuidado da alma,
A vida voltou a trazer minha calma.
Fisioterapia, carinho e luz,
Ao seio da minha segunda família, o destino me conduz.
dedicado aos meus cachorros e médicos
Dedicado à Theodora (em vida) e ao Martin (em memória).
Por: Roseli Ribeiro

De dia ou de noite, no calor ou no frio, ao sol ou à chuva — avance.


Avance pelo propósito, pelas metas, pelos objetivos. E, se no percurso perder a direção, não tema.


Refaça o caminho, retorne pela mesma direção até ao ponto de partida.
Certamente, reencontrar-se-á.

Café frio na caneca, olho lento, sem pressa
Quem corre demais na vida esquece da promessa
Eu ralei, eu aguentei, agora é minha vez
De desligar do mundo e viver o mês


- música precisando de umas férias do dj gato amarelo

O quarto agora guarda um frio que não vem do vento, é o peso o "nós" transformado em esquecimento.
A mesa posta para dois, o café que esfria no centro, enquanto a verdade corrói o que eu guardava por dentro.
As paredes repetem promessas que o tempo mentiu, amoldura sustenta um riso que a traição destruiu.
Não foi só a carne, foi o templo que ruiu no chão, deixando o silêncio ser a única voz da solidão.
Onde havia abrigo, agora existe um deserto de dor, as cinzas do que fomos sufocam o resto do amor.
Dói saber que o abraço que outrora me salvava, era o mesmo que, em segredo, a minha cova cavava.

⁠Seu coração frio, vazio e frustrado
Não abala meu palco
Eu vim do nada, não tenho medo de nada
Ninguém nos deu nada
Vai ser preciso muito mais que as suas palavras
De onde eu vim, vc é pouco, quase nada.

Vitórias e derrotas por um fio
Tanto esforço me tornou mais frio
Ratos, bitches e ego
Prefiro ser o errado quе persiste
Que o cеrto que desistiu.


Ret.

Ontem senti o vento soprando frio, e aquele arrepio me trouxe uma percepção silenciosa: o tempo está passando e eu sinto que estou ficando mais velho. Mas, engraçado... por mais que os anos avancem e que o mundo tente mudar quem eu sou, eu ainda não consigo esquecer o seu rosto.
Estamos separados por esse oceano imenso, por quilômetros que parecem infinitos, mas a distância é apenas um detalhe geográfico. Meu coração ainda sente a mesma emoção de sempre. Mesmo aqui, neste lugar solitário, você é a presença que preenche o vazio.
Sabe, eu me pego olhando para nossas fotografias antigas. Elas são como brasas que se recusam a apagar; estão queimadas na minha alma. Já caminhei por "rodovias cravejadas de diamantes" e vi o brilho de muitos lugares, mas nada se compara às nossas pistas de terra, aos nossos caminhos simples. É o pensamento de você que me faz desejar, desesperadamente, estar em casa.
Ultimamente, minha mente vive perdida em sonhos. Fico fazendo planos e "conspirações", tentando encontrar um jeito de encurtar esse caminho e voltar para os seus braços. Às vezes, no fundo, sinto que essa estrada é interminável e que cada um de nós precisa subir suas próprias montanhas sozinho... mas a esperança de te ver de novo é o que me mantém em pé.

Ó meu ex-amor, o eco doce de um adeus.
Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,
Um véu de fumaça que paira entre os meus
Pensamentos, tecendo as velhas melancolias.
​Tu foste a forja cruel que me moldou, é certo.
Em cada cicatriz, levo um pouco do que fui.
Transformaste-me em alguém que hoje me é incerto,
Um novo ser nascido da dor que me construiu.
​Agradeço, sim, a pessoa que agora sou,
Mais forte, mais ciente, mas também mais calada.
Em cada passo novo, a ausência que restou,
Uma canção de ninar que a alma tem guardada.
​Obrigado por ter me transformado, mas a que custo?
Nesta jornada fria, onde o brilho se apagou.
Sou a estrela que renasceu, porém, com certo susto,
Pois a chama que tu foste jamais me abandonou.
​Eu sou o paradoxo do teu partir e do meu vir,
Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.
Eu sou agora o silêncio que aprendi a seguir,
Um jardim de lembranças sob chuvas e sob céus.

Mãos ao alto,
Num gesto de adoração ao amor.
Coração acelerado, frio na barriga,
Mãos suadas.
Perdi tudo para esse sentimento
Restou apenas eu
E a solidão.

⁠ABISMO

Boa sensação a de estar à beira do abismo, não vou negar: o frio na barriga, a vivificante adrenalina, a curiosidade aguçada e o eminente esforço para discernir o vazio. Se um abismo chama outro abismo, sou decerto abismal e me permiti cair em sua profunda sedução.
Espero que essa atração seja fugaz, pois ,à moda de Nietzsche, se fitarmos o abismo por um longo tempo, o mesmo nos olhará de volta. Se bem que a queda não é o fim, mas a gênese, já que, no início de tudo, havia trevas na face do abismo.

Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando afeto como vulgaridade.


"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Rogando carinho, suplicando clemência
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
⁠⁠

⁠Tua presença se tornou coisa rara.
Tão perto o passo, tão distante o peito,
No frio abismo desse amor desfeito.


Queres do afeto os louros e as delícias,
As convenientes, cálidas carícias.
Porém, do amor recusas o tributo,
Calando a voz num silêncio astuto.


A tela fecha, a queixa vem tão pronta:
"A vida pesa e a fadiga aponta".
Mas cinco instantes para um doce aviso
Parecem-te a ruína e o prejuízo.


Gozar do bem sem ter a obrigação,
É a lei covarde do teu coração.
Onde o diálogo falta e a alma cala,
O desinteresse ecoa pela sala.


Se o nosso laço exige tal cansaço,
E preferes a fuga e o embaraço,
Recolho o meu afeto e a esperança,
Pois onde não há troca, a alma cansa.

Sem amor nada faz sentido


Me sufoca o ar raro efeito.
Não consigo respirar.
Aqui é frio.
Onde posso me esconder?


O poder do amor soterra,
maltrata o amante,
mata quem é amado.
O que me faz amar, além da morte?


O meu corpo não pensa.
Meu destino é segredo.
No incêndio da mente,
o poder é destrutivo.


Ruas destruídas,
estradas sem saídas,
queimadas por todos os lados.
Falta água.


Nos últimos dias,
tudo se dispersou,
se alinhou
e seguiu.


Vejo o amor despido,
enlouquecido,
nos seus delírios,
se entregando.


Carlos de Campos

Máscara
Disfarça e segue, até porque a neve não está caindo.
A inexistência de frio é marcante; apenas o seu coração permanece gelado.

A minha vontade é vê-lo puxar a janela do seu âmago e atirar ao chão a sua máscara, para que, lá embaixo, eu enxergue os seus olhos frios. Mas, ao me levantar e encarar a sua face, percebo que tudo não passa de uma farsa libidinosa para me atrair — um anjo sem escrúpulos.

É isso que séculos de escuridão fazem: transformam uma chuva de verão em tempestade fria. Vou dar um tempo, até que a brisa quente chegue. Temo, às vezes, que ao dormir eu escute o barulho da chuva cair em flocos, que a tempestade gélida retorne e o tremor me atinja.