Poesias sobre o Frio
Bailarina
É frio.
Quanta dor já suportei.
A noite brilha foscamente com o brilho das estrelas e da lua, que volta e meia desaparece por detrás das nuvens.
Quanta dor já suportei: errei, caí, me levantei, caí outra vez... errei.
Meu corpo se aconchega ao teu.
Tuas mãos a me acariciar.
Tu forte a me tornar.
Quanta dor já suportei: caí, levantei, retornei, insisti, ensaiei, acertei.
Uma sinfonia nossa sintonia…
o melhor som no ar a espalhar.
Tua companhia tudo encanta...
Um suave sussurro a me encantar.
Bailarina: sauté, panchée... grand jetés, pas-de-deux... sou eu nos teus braços alegremente a bailar.
Outono
Outono... as folhas das árvores a cair.
Tudo se prepara pra ser fecundado.
No frio do inverno... tudo a se congelar.
Semente no calor do interior da terra
espera o momento de do solo desabrochar.
Folhas secas no ar a esvoaçar...
Eu pelo outono outra vez a me apaixonar.
O outono de novo a me ensinar...
De certas coisas é necessário se desapegar.
Desapegar... pra outras coisas o lugar tomar...
Outono: sim, é necessário se renovar.
_Um ansioso_
Neste mundo de ilusão
Acostumei com a solidão
Está frio o meu coração
Estou sozinho na multidão
Não consigo ver a luz
A solitude me seduz
A alegria se me reduz
E ao vazio me conduz
A vida, sentido não me faz
Sinto que eu não sou capaz
Nada mais aqui me satisfaz
Dentro de mim não há paz
Não sei porque sou assim
Eu me perdi dentro de mim
Será que esse é o meu fim?
Não acredito em certo "sim"
Quero saber quem eu sou!
A ansiedade me sufocou
E o meu futuro me roubou
Desesperança me causou
Quanto tempo ainda resta?
Para mim acabou a festa!
Mais uma noite como está?
Meu pensamento contesta!
No meu passado há um corte
Penso, talvez não tenho sorte?!
Estou abraçado com a morte
Espero que eu seja mais forte
Enfim, tranquei a minha porta
Na verdade, quem se importa?
É esse "quem" que me corta,
Numa estrada estreita e torta
Não chore quando eu me for
Eu falei a ti sobre minha dor
Você não ouviu o meu clamor
Não me jogue flores por favor
Dessa vida estou tão cansado
Tanta coisa eu tenho passado
Como sempre tudo dá errado
Dentro de mim tem um fardo
Que eu carrego em meu peito
Tanto bullying e preconceito
Estas coisas fizeram efeito
"Hoje" não durmo, eu só deito
Queria um dia ser alguém
Porém de mim sou refém
O céu ainda me convém
Talvez eu possa ir além
Eu não sei se vou suportar
Mas ainda quero acreditar
Que tudo isso vou aguentar
E de coisas boas me fartar.
Faça chuva, sol, calor, frio. Seja qualquer tempo.
Estou aqui por ti como nunca estive por mais ninguém. Até tentei estar, mas sabe como é. Alguns caras só precisam de companhia para suas horas vagas.
Agora a culpa é do chá frio,
do lampião apagado,
da boca queimada,
da mesa sem capricho,
da falta de luz, de fulano sumido,
do fantasma do galo finado,
da prosa pra outro dia (Aí não!)
"A noite cai,
o frio me atravessa,
meu coração aperta...
ainda assim, respiro fundo
e acredito que amanhã será
um novo e maravilhoso dia.
Sei que é a Tua presença aqui... eu sei!".
Será que os poetas famosos também sentem um frio na barriga toda vez que colocam um ponto final, após tantas palavras serem despejadas incontrolavelmente em uma folha?
Será que eles já se sentiram incompreendidos, ou até sem noção, por colocarem tanta emoção em algo tão simples como um rastejar do grafite na superfície branca?
Será que eles me entenderiam?
Será que minhas guerras interiores fariam sentido para tais artistas?
Não passamos pelas mesmas coisas?
Queria poder publicar cada um de meus poemas.
Mas sei que detestaria lidar com as consequências.
Ja pensou que terrível ter que me explicar, após derramar todo meu coração em um pedaço de papel?
Como os alvos de minhas poesias reagiriam, sabendo que suas faces estão cravadas em meu caderno, em forma de letras e mais letras, rimas e mais rimas, lotadas de sentimento carregado?
Sinceramente, eu ficaria assustada. Iria querer ir embora, sem me despedir.
Fugir.
Engraçado, porque é isso o que sempre acontece. Consigo entender tal visão do acontecido.
Ameaçados por um pedaço de papel, com alguns rabiscos que fazem sentido.
Ameaçados.
Quer saber? Farei um poema sobre isso.
Vai que o sentimento de vazio queira ir embora, sem se despedir também…
Mais um fugitivo de minha listadeconvidados.
Sou como um dia normal.
Às vezes quente, caloroso
Ou insuportável.
Às vezes frio, aconchegante
Ou congelante.
Às vezes chuvoso, solitário
Ou nostálgico.
Mas nunca igual ao dia anterior.
Insónias de frio -
Outono, manhã cedo,
tarde quente, ensolarada,
eu dormindo sobre o medo
e tudo igual de madrugada.
Tudo igual na vida,
noite fria, nevoeiro,
minha esperança perdida
e da morte nem o cheiro.
Da morte nem a sombra
que passa por quem leva
e åi de quem se esconda
de um destino que não chega.
Sempre chega, sempre vem,
numa tarde ensolarada
pois a vida vai e vem
numa eterna madrugada.
Você diz que me ama, mas diante de mim é mais frio que uma geleira. Nunca se abre, nunca sorri, sempre faz com que eu me sinta na obrigação de te impressionar.
Você ama ou apenas gosta?
Entre gostar e amar, a diferença é muito simples, só não se pode confundir.
Você diz que se preocupa comigo, porém sabendo onde me encontrar, nunca o faz. Não me venha com essa de “orgulho” porque quem ama de verdade não permite que esses pré-conceitos o impeçam de demonstrar... Não é assim que você quer ser especial, é? Porque se for, sinto lhe informar, mas as coisas não terminam bem...
Você diz que me ama e nunca se interessou em despertar esse amor em mim. Será que a criança sou eu?
Você diz que me ama, mas nunca me viu chorar. Foge. Finge não me conhecer. A tristeza é uma parte da minha essência. Se você não compreende meu momento de dor e não se oferece para secar meu pranto, como dizer que me ama?
Dizer é fácil. Ser amor não segue a mesma linha de raciocínio.
Diz que me ama e não faz o mínimo esforço para se aproximar de mim, fazer parte das minhas boas lembranças. Que raio de amor é esse, meu querido?
Ser poesia é mais que agrupar versos e pensar que é o grande e incompreendido poeta. É sentir e se expressar o melhor que pode, não importa quão breves sejam as estrofes. O amor segue em semelhante analogia. Se você não o sente de verdade, sempre haverá um motivo para recuar e não viver o que tanto diz. Com você é assim. Diz que ama e nem sequer sabe amar.
Será mesmo que a criança na história sou eu?
Mergulhei no frio do ventre, ó mãe
desenhei figuras, montei castelos, embaralhei as cartas
perdoe toda incerteza que neguei
agora é partida, é perder o sentido
Andando, vagando pela cidade.
sozinho, solto, jogado pelo frio da noite.
desesperado, desprezado, pobre criança, homem, mulher.
mas um dia tudo acaba, a pobreza não é infinita, mas Deus é.
- "Não é que você tornou-se frio! Mas sim aprendeu respirar fundo, contar até dez! Aprendeu a segurar seu coração nas aterrissagens.
O mundo não termina alí virando a esquina... e todo dia uma novidade fresca acontece,
para que se preocupar ?. . ."
O amor complementa nossa vida
Ele deixa quente o que já estava frio ha muito tempo
Aquece e aconchega nosso coração
O amor é feito de mel
E é doce tanto quanto é dizer ''eu te amo''
É o remédio de uma doença que se chama solidão
E que sempre estará no nosso coração
Nem frio nem calor...
Nem paz nem clamor...
Nem fome nem sabor...
Nem gostoso nem dor...
Turbilhão de sensações
É amor!?
As vezes o grande amor da sua vida está tão perto de você,
que tu deixa ele passar frio, fome, necessidades, ansiedades e tristezas por causa daquele que se dizia seu grande amor, e te fez sofrer.
Nesta ocasião: o grande amor da sua vida é você.
O sol se poem lentamente
O frio chega e nós deixa paralisado
Com nascer do sol vem um novo dia
Com a frieza vem uma pessoa para nós esquentar
Um pensamento, uma ilusão, fica fixado em uma Paixão.
O teu suor é frio, a tua alma me esquenta, vivo na solidão longe do seu cobertor.
INCÓGNITA VARIÁVEL
Gosto de ouvir o silêncio e do frio aconchegante da madrugada. De me enfiar debaixo da coberta em tempos de chuva e ver um bom filme, enquanto como uma porção de pipoca. Outrora gosto de ler um livro acompanhado de uma xícara de café, de chocolate quente ou até mesmo de um chá; no aconchego de meu quarto. Sou acompanhado pela música a toda hora e gosto da forma que ela me faz movimentar e sentir. Sou de observar detalhes que ninguém quase nunca nota e de ouvir com atenção o que se diz. Abraço apertado, sorriso largo e coração grande... é assim que você vai me encontrar sempre e talvez nunca perceba quando estiver triste. Não gosto de demonstrar fraqueza na frente das pessoas, deixo estas 'falhas' no olhar saírem quando estiver só e as possa reparar.
Gosto de ajudar, amar e me fazer útil às pessoas. A felicidade alheia me inspira na busca pela minha! Sou sem medidas, sou intenso, sou verdadeiro e acredito que assim deve ser vivida a vida. Gosto de beijos demorados; de sentir o coração bater rente ao meu e me perder em certos olhares sem pressa pra me achar... sem pressa de voltar. Tenho pressa em ser feliz, embora não a tenha na construção da minha felicidade. Contraditório? Talvez... tem dias que nem eu seu sei me decifrar; tem dias que sou assim uma incógnita variável. O problema é que as pessoas julgam conhecer a outra só porque sabem seu nome, telefone celular e a tem como amigo no Facebook. As pessoas não se permitem conhecer de fato e saem por aí me descrevendo em linhas, quando não souberam me entender nem nas entrelinhas.
Conhecer alguém leva tempo, muito tempo mesmo, por isso não julgue saber de tudo ao meu respeito pq eu preciso ser lido e relido por diversas vezes. Sou simples, embora em grande parte seja complexo mesmo. Me conhecer requer paciência, vontade e riscos, mas sobretudo requer um pouco de insanidade.
Inverno frio chega de mansinho
manhãs ensolaradas de ventos suaves.
Noites melancólicas, voam em pensamentos
procuram um momento, uma lembrança.
Essência de amor, ausência de dor
alma que se desnuda diante da paixão.
Quatro paredes quentes, doces de ternura
adorno dos teus beijos, mimos e sorrisos.
Adormeço no dias longos, horas lentas
como um rio que transborda de agonia.!!!
