Poesias sobre o Corpo

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Raiz que não se arranca


A terra não é chão:
é corpo antigo,
é pele marcada pelo sol e pela memória.
Cada passo indígena é um traço no mapa do tempo,
onde a raiz aprende a resistir
mesmo quando tentam
chamá-la de invasão.


A luta não grita
— permanece.
É flecha feita de direito,
é canto que demarca o invisível,
é sobrevivência plantada no hoje
para que o amanhã não seja um deserto sem nome, sem povo, sem origem.


Sete de fevereiro
Não é data: é vigília.
É a história de pé, sem pedir licença,
defendendo o que sempre foi seu.
Enquanto houver terra respirando,
haverá luta
—e ela nunca esteve sozinha.

Aqui o Brasil não é mapa —
é corpo em brasa.
A pele da terra rasga em fogo,
e a fumaça sobe como um grito antigo
que ninguém quis ouvir.


No peito, a bandeira ainda pulsa,
cercada por cinzas e promessas queimadas.
O verde virou carvão,
o azul resiste como céu ferido,
o amarelo tenta lembrar que já foi sol.


Cada labareda é uma história interrompida,
um rio que pede socorro,
uma floresta que reza sem língua.
O país arde, não por acaso,
mas por descuido,
ganância e silêncio.


Mesmo em chamas, há algo que não morre: a esperança teimosa que brota na rachadura.
Do fogo pode nascer semente —
se o povo acordar,
e decidir ser chuva.

Linguagem da tua pele



Teu corpo me chama no silêncio,
e eu me perco na linguagem da tua pele, nesse calor que se aproxima devagar e ensina o desejo a respirar.


Suspiros se confundem no ar,
mãos aprendem caminhos sem nome, e o que nasce entre nós
já não aceita fronteiras.


Quando a pele encontra a pele,
o mundo recolhe a própria voz,
e só permanece esse fogo íntimo,
ardendo sem pedir permissão.

Que eu devo seguir



Eu sinto sua falta como quem
sente o corpo falhar,
não é saudade bonita,
é ausência que pesa.
Quero você de volta,
mas não aquele que prometia,
quero o que ficou preso nas lembranças
e não soube ficar.


Dizem que o tempo cura,
que eu devo seguir,
mas ninguém ensina como
soltar quem virou casa.
Como se abandona o riso
que salvava dias ruins,
os planos sussurrados no escuro,
o amor que parecia verdade?


Às vezes te amo com raiva,
outras com silêncio.
O ódio é só defesa para
não chamar seu nome.
Doeu acreditar, doeu mais
perceber que alguns
“eu te amo” não tinham raiz.


Se te deixei ir,
não foi por falta de amor,
foi por excesso de dor.
Amar também é escolher sobreviver,
mesmo que a escolha que fique
seja a que mais machuca.

Cada batida do peito


Meu corpo se desorganiza
quando você se aproxima,
como se cada batida do peito
perdesse o mapa do próprio rumo.


O silêncio pesa nas mãos,
elas tremem sem frio,
é o sentimento tentando escapar
antes mesmo de virar palavra.


O mundo fica lento demais,
meu fôlego falha,
e o coração aprende a errar
o compassosó para
acompanharo seu.


Não é susto, nem acaso,
é algo antigo me chamando por dentro:
meu coração descobrindo,
enfim, que sempre esteve
a caminho de você.

"Tratemos com amor e muito respeito o corpo que Deus nos concede, pois não será fácil uma nova oportunidade." ৲)

☆ Haredita Angel

A vida é uma viagem, então Viaje!
Viaje de corpo, de mente, de espírito...
Busque lugares, situações, recôncavos...
dentro e fora de você.
Suba, desça, tropece,quebre a cara, remende, cole...
Pague o preço; caro; barato;
de graça...
Mas sempre valendo a pena!
Haredita Angel
17.09.21

"Você, brisa suave que me sopra n'alma inspiração e no corpo inquietação...
Desejo em gotas que me torna um oceano!"
Haredita Angel
03.03.26

O que é a saudade, se não o amor que perdura?


Ela nasce quando o corpo se afasta, mas o coração permanece. É a chama que não se apaga mesmo diante da distância, o eco de um abraço que ainda vibra na memória, o perfume que insiste em morar na pele mesmo depois da ausência.


Saudade é o amor vestido de silêncio, é o olhar que procura no vazio um reflexo que já não está ali. É o diálogo que continua dentro de nós, ainda que os lábios do outro não respondam. É a eternidade escondida em pequenos instantes que nunca se repetem, mas que insistem em viver dentro da alma.


Se o tempo tenta levar, a saudade guarda. Se a ausência tenta apagar, a saudade escreve em letras de fogo. Porque, no fundo, ela é apenas a prova de que o amor é maior do que a presença... é a sobrevivência daquilo que o coração não permite que morra.


E talvez seja isso: a saudade não é dor apenas. É também o privilégio de ter amado tanto, a ponto de sentir falta. É a lembrança que acaricia por dentro e nos faz entender que amar é, inevitavelmente, também saber esperar.

*Quero abraçar teu corpo, me aquecer, sentir o suar se misturar ao meu, entrar de surpresa pela porta dos fundos e te fazer delirar de prazer.*
(Saul Beleza)

Mãos de cinza, pés de barro, um corpo frágil.
No peito, um coração que esconde uma relíquia guardada, talvez o amor.
Um tesouro que não se perde, um fogo que arde sempre, mesmo na mais fria das noites, mesmo na dor do abandono.

A vida pode quebrar, pode machucar,
porém o amor resiste, não se desfaz.
É a chama que ilumina, é a força que me faz um refúgio seguro, um porto no mar cheio de conflitos.
(Saul Beleza/Leni Freitas)

A sensação de que o ambiente gira ou que o corpo gira em relação ao ambiente.
La
Bi
Ri
N
Ti
Te.
Um giro real dentro do irreal ou seria surreal?

Vivemos entorno de vibrações, nosso corpo físico, espiritual e energético, percebe de forma clara inquestionável qual é a sintonia fina melhor e mais prospera para nossa existência.
Alguns chamam de intuição e outros de premonição mas é mais do que isto, é na verdade a medida sonora do nosso diapasão interior que vibra na mesma freqüência, e repete a nota ou não se altera, emudecida imóvel. Isto vale para a vida em todos ambientes e em todos contatos com pessoas.

Câncer de mama
Helaine Machado

No silêncio de um susto,
o corpo fala o que a alma teme ouvir.
Um toque diferente, um sinal—
e a vida pede coragem para seguir.
Não é só dor…
é também luta, descoberta e união.
São mãos que acolhem,
abraços que fortalecem o coração.
Cada mulher carrega em si
uma força que o medo não vê,
porque mesmo em meio à incerteza
existe esperança pra florescer.
Cuidar de si é um ato de amor,
é se olhar com atenção e verdade—
porque a prevenção salva vidas
e transforma a realidade.
Helaine Machado

Me faz de lagartixa na tua parede,
colada em você, sem querer sair,
sentindo o calor do teu corpo
e o arrepio bom de te sentir.
Helaine Machado

“Homicídio de alma” não deixa marcas no corpo,
mas sangra por dentro em silêncio.
É quando palavras viram lâminas,
e o afeto se transforma em ausência.
É morrer aos poucos em vida,
perdendo a cor, a voz, o brilho,
até esquecer quem se era…
até duvidar de si.
Mas toda alma ferida ainda respira esperança,
e aquilo que tentaram destruir,
Deus sabe reconstruir inteiro
Helaine Machado

“Desculpe… não foi apenas desejo.
Foi algo que me atravessou sem aviso.
Não foi o corpo que falou mais alto,
foi o coração que, em silêncio, se apaixonou
Helaine machado

Porque viver
é esse caminho imperfeito:
alimentar o corpo,
acalmar o espírito,
e ainda assim…
ter coragem de sentir.
Helaine Machado

Eu esqueci que amar é viver,
me perdi no peso do sentir.
A dor do meu corpo transborda,
inunda o que há em mim.
É um silêncio que grita por dentro,
um cansaço que não quer cessar,
e no meio de tudo isso
eu esqueço de me amar.
Helaine machado

A vida me machucou no corpo e na alma…

Deixou marcas que não se veem, mas que ardem em silêncio, como feridas que o tempo ainda não soube curar.