Poesias sobre Mãos

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"Natal e Ano Novo... Época de confraternização, de estendermos as mãos.Talvez por isso, nessa época, vemos tantas mãos estendidas e 'humildes' de porteiros, de carteiros, de garis, de garçons e de guardadores de carros, entre outros!"
Frase Minha 0235, Criada no Ano 2008


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

1519
"Peguei a Filha da Vizinha (de Lado) com exemplar de 'O Alienista' nas mãos. Para quem não é do ramo (nem do hábito) de leitura, o que pode estar tramando? O que a jovem tem em mente? Vou apurar!"

1564
"Não tenho em mãos um Medidor, mas percebo que são muito mais os que acreditam que Deus existe do que o número de Ateus. Alguém ou Alguns aí (Ateus ou Não) tem ou têm essa Estatística? Hein?"

⁠Uma noite tão doce em clima de festa duas mãos se tocam em um
belo arraia de luz da lua que transformava nossa pele em um tom azul sem imensidão do tamanho do nosso amor que sentimos até nos simples tocar de mãos que me faz arrepiar em delírios de amor.

Já tive que ser mão estendida
Quando eu precisei de alguém
Pra me estender as mãos Já tive que dizer: Vai tudo bem
Enquanto tudo estava errado
Eu tive que olhar pro céu
Confiar e crer
Que o Meu Socorro vem do Alto Flávio Henrique / Bruno Marinho.

O homem honesto perde atalhos,
mas não perde o chão.
Pode ter menos nas mãos,
porém carrega algo raro:
a paz de não precisar se explicar ao espelho.
— Sariel Oliveira

Mãos de cinza, pés de barro, um corpo frágil.
No peito, um coração que esconde uma relíquia guardada, talvez o amor.
Um tesouro que não se perde, um fogo que arde sempre, mesmo na mais fria das noites, mesmo na dor do abandono.

A vida pode quebrar, pode machucar,
porém o amor resiste, não se desfaz.
É a chama que ilumina, é a força que me faz um refúgio seguro, um porto no mar cheio de conflitos.
(Saul Beleza/Leni Freitas)

O vício não prende as mãos, mas corrói as raízes invisíveis que sustentam quem você sonhou ser.


EduardoSantiago

As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.


As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.


E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.

O tempo guarda nas mãos a chave da nossa felicidade.
Rita Padoin


Do livro "Entrelinhas"

"Não tente segurar com as mãos o que o tempo decidiu levar. Cure suas feridas, cuide do seu solo e mantenha a luz acesa. Às vezes, as coisas precisam se partir para que a luz da verdade finalmente consiga entrar."
— Ginho Peralta

Entreguei-me ao Oleiro Celeste,
para que Suas mãos de vento e fogo
remodelassem a argila inquieta do meu destino.
Hoje, tempestades de pó ergueram muralhas no deserto,
cegando o sol que deveria guiar-me.
A dor foi um rio subterrâneo,
cavando cavernas no meu peito:
suas águas frias levaram sementes de desprezo,
e nas margens, apenas silêncios retorcidos brotaram.
Mas agora compreendo:
o que partiu era areia movediça,
e meus planos, castelos que o mar devora ao alvorecer.
Um novo amor virá como estação —
não tempestade, mas chuva que acorda a terra adormecida.
Ele será a ponte de raízes entre meu canto e o jardim divino,
o mapa das estrelas que Deus traçou
antes mesmo do primeiro sopro da criação.

Gratidão, Senhor, por cuidar de cada detalhe.
Entrego meus planos e minha semana em Tuas mãos.


Amém 🙌

⁠Que pelos caminhos que passar, haja paz.
Que colhas sorrisos.
Carinho.
Que as mãos estejam estendidas, prontas para fazer o bem e quem sabe receber o bem também.
Se não receber, seja gratidão sim!
O que importa é o que damos com o coração.
O que importa é o amor.
A palavra.
A escrita.
A voz.
O silêncio.
Amor, sempre o amor...
Que floresce em qualquer estação.
Que floresce dentro da gente, e como um sol nos aquece.
Pelos caminhos vá espalhando coisinhas boas, e quem precisar com certeza há de sua porção pegar.
Pode ser fé.
Esperança.
Paciência.
Perseverança.
Ânimo.
Coragem.
Alegria.
Por onde nossos pés caminhem, leve sempre essas coisinhas...
É como um médico e sua maleta.
No nosso caso, são sentimentos guardados no coração.
E se alguém precisar, a gente abre o coração e envia com emoção tais coisinhas.
Pra nós, às vezes é pouco.
Mas para quem recebe é tesouro.
Tão bom ser do bem.
Ser gratidão.
Ser sorriso mesmo quando nós é que precisamos de um.
Ser á qualquer tempo, lugar ou estação...
Amor que inspira.
Amor que acolhe.
Amor que ouve.
Amor que entrelaça as mãos.

Nas Mãos do Oleiro
Helaine Machado
Nas mãos do Oleiro somos como um vaso na roda, prontos para ser moldados.
Nossa matéria-prima é o barro, e é Jesus quem nos dá forma.
Quando Ele começa a nos moldar, ficamos felizes,
pois deixamos de ser apenas matéria
para nos tornarmos uma obra de valor.
Mas, quando o vaso entra na fornalha,
chega o momento da prova.
É um tempo que dói no corpo e na alma,
um tempo de purificação.
Depois, Deus nos coloca na prateleira.
É o momento de respiro, de misericórdia,
de descanso após o fogo.
Então vem a revisão de Cristo,
para ver se o vaso está perfeito
ou se ainda há algum defeito.
Quando o vaso está pronto,
Ele o leva consigo,
mesmo que o processo tenha causado dores.
Mas, se o vaso apresenta alguma falha,
o Oleiro o quebra
e começa novamente a moldá-lo.
Assim é a nossa vida
nas mãos de Jesus Cristo.
Deixe que Ele te molde,
para que um dia te leve
à vida eterna.
— Helaine Machado

Tão Cedo
Helaine Machado
Tão cedo a vida me tocou
com mãos frias,
sem cuidado, sem aviso…
como quem não se importa
se a alma ainda é pequena demais
pra suportar o peso do mundo.
Tão cedo eu chorei
lágrimas que nem sabiam cair,
presas na garganta,
engasgadas no silêncio
de quem ainda nem aprendeu a pedir ajuda.
Ainda era flor…
e já me arrancaram pétalas,
uma a uma,
sem pressa de curar,
sem medo de ferir.
Tão cedo eu senti
o abandono dentro de abraços vazios,
palavras que doíam mais
do que qualquer silêncio,
olhares que atravessavam
como se eu não estivesse ali.
Cresci antes de existir por inteiro,
aprendi a me calar
quando tudo em mim gritava,
a sorrir
quando por dentro eu desmoronava.
Tão cedo perdi partes de mim
que nunca mais encontrei…
inocência, leveza,
um pedaço de esperança
que ficou pelo caminho.
E há noites…
em que ainda volto lá,
naquele lugar escuro
onde tudo começou a doer.
Onde o tempo não cura,
só ensina a esconder.
Porque foi cedo demais…
cedo demais pra entender,
cedo demais pra sentir,
cedo demais pra sofrer
tudo aquilo que ninguém deveria viver.
E mesmo assim… eu sobrevivi.
Mas nunca mais fui a mesma.
Helaine Machado

De qualquer lado
que abra ou feche
a porta a chave
está nas tuas mãos,
Em qualquer estação,
sem emergência
e de todo o coração.


É sobre ser suave
com quem nasceu
livre tal qual ave,
Que só elege ficar
por saber o quê é
e o quê não é amor
por eleger esperar
sem precisar capturar.


Deste Médio Vale
traz a tranquilidade,
o encanto e o culto
ao paradisíaco em Rodeio,
Para retribuir sempre
o quê for preciso
e inabalável seguir contigo.

Com flores de Agoniada
brotando do coração
para as nossas mãos,
Nas trocas de cumprimentos
ou até em silenciação
pode ser sentida ou lida;
Escrita ou não pode ser
percebida pela carga
lírica por toda a eternidade,
Que a morte é a saudade
que sempre em nós fica;
E nunca haverá tradução
que a defina nesta vida.

Com camélias brancas
nas minhas duas mãos,
Levo a fiel convicção
além Médio Vale do Itajaí,
para te dizer que não
existe para a Nação
uma rota de liberação
que não inclua para nós
Zumbi em cada ação,
Porque ainda não foi
cumprida a abolição.


(Nós somos a chama
perpétua de rebelião).

A chance está lançada
ao alcance das tuas
mãos amorosas e divinas
que por muitas luas
será o teu Titânio onírico
entregue nu e dissolvido
pela audácia da quentura,
sem exitar de ser contido,
e sim irá se fundir íntimo
com o doce Cristal líquido
entre minhas hastilhas
conduzidas pelas tuas
ainda bem mais infinitas.


Murtinhas perfumadas
hão de ser degustadas
com arte aveludada,
compartilhada e dedicada
há de ser por nós celebrada.


Afinados como uma
orquestra de música clássica,
convictos seguiremos adiante
sem desejar da vida mais nada
que não seja viver de romance.