Poesias sobre a Cultura Indigena
o mistério de tudo... se fosse diferente talvez não fosse tão doce,
mas conversaríamos sobre qualquer banalidade
sob o calor daquelas tardes mornas
e as futilidades eram só pretextos para estarmos juntos;
por que haveria de ser diferente...
eu escreveria alguma coisa...
eu já pensava que era poeta,
mas nunca dirigi a palavra correta para a pessoa certa... meu Deus!
um colibri se perde com o néctar das flores;
por que, ou por quem se perdem os poetas...
minhas fantasias tem carnavais tão lindos;
meu coração está cheio de feriados,
de sábados e inesquecíveis domingos
mas... se fui feliz, eu não sei
felicidade é a próxima estação, ou a estação passada...
não diga mais que a vida é tão fugaz,
fugaz é essa dor de dor nenhuma...
é o teu olhar, o teu sorriso, o teu perfume,
o teu cabelo ao vento;
é este sentimento que me diz que tudo é mistério...
e no amor, mistério é tudo... mas tudo é tão fugaz.
ADEUSES
Ainda não falei sobre os adeuses...
as vezes era noite, as vezes era dia, as vezes eu perdia a noção do tempo,
ou eu ainda não tinha noção de nada...
hoje diria que perdi muitos outonos, que despetalaram as primaveras, ou talvez atordoado... tantos "jabs" me deixassem grogue, e eu olhasse cuidadosamente as dependências farejando qualquer resquício de uma presença, de uma ausência num utensílio numa peça de roupa esquecida. A solidão sempre faz surgir fantasmas pelos corredores, barulhos de passos, sussurros, um grilo impertinente, até que o espelho da penteadeira reflete as lágrimas tardias que não caíram no momento da despedida. Xícaras copos, pratos, colheres e migalhas silenciam o colóquio dos últimos momentos de despedida; fica então, tudo tão quieto, e uma brisa vinda não se sabe de onde sopra fria...
Estive pensando o que é o amor, aliás vivo meditando sobre isso...
vivo matutando... talvez ele se guarde na temperatura suave das manhãs,
talvez viaje à velocidade de cometas ou meteoros como veículos de luz e calor no nosso sistema solar, talvez se esconda na solidão sob pretextos de ansiedades sob os tons cinzas de tardes chuvosas que se derramam melancolicamente nas vidraças. Talvez nas incertezas e inseguranças que constitui a alma humana nasça esse sentimento... talvez nas paixões; não naquele sentimento de possuir, de consumir e sim de perceber, de preservar, de deixar seguir, de alimentar e tornar, melhor; talvez seja esse o elo que nos dá a semelhança divina e nos traz a capacidade de amar...
SOBRE AS ESTRELAS CADENTES
E A CADÊNCIA DAS ESTRELAS NO TEU OLHAR
Eu sei que não existe nada
além do que eu sei que não existe.
O jumento senta no feijão
enquanto morde a cadeira.
Não é o animal,
é óbvio, é natural.
É sobre uma bestial norma-padrão
que balança a bandeira.
Castelo de areia
levantado grão sobre grão.
Liga dada na suada euforia
sem lidar com a imensidão.
A eminência da onda,
sopra tudo.
O som do estrondo,
sobre todos.
As mãos sempre oleosas
nem tremem, nem temem
a explosão que vem
do grande vão.
SOBRE A POESIA DA ORQUÍDEA
Neste grito contra pessoas que arrancam orquídeas, as palavras se ligam em rima e direção.
A parte alta do texto é o solo, o chão onde temos a flor plantada, a barriga que mastiga e o verme.
No começo do meio, a já florida flor ainda está antes da vingança. Pois, quando ela estava florida, foi devorada. A vingança vem depois.
A vingança é pensada como um ato nobre e forte. A orquídea brota no tronco. Brota alto, iluminando um mundo novo e bonito.
No topo, no céu, a nova flor estará protegida. Uma escada com armadura, fruto da guerra, afastará os vermes. Uma escada de casca-grossa colorida, igual às próprias orquídeas que conduzirá.
O Altar da Anarquia
Meus sentimentos são cartas embaralhadas sobre a mesa,
Um jogo sem regras, onde a mente perde a certeza.
Caos, desordem, anarquia? Deem o nome que quiserem,
Mas eu chamo de "vida" os caminhos que os olhos dela sugerem.
Basta o som do seu nome, um sopro, uma menção,
Para que o mundo em volta desabe em completa confusão.
Sou arrancado do agora, levado por um transe hipnótico,
Um labirinto de espelhos, sublime e caótico.
Como um enfeitiçado que perdeu a própria vontade,
Eu não conheço o "não", nem a minha própria autoridade.
Se ela pede o simples, se ela exige o nada,
Eu me torno o servo da sua mais singela jornada.
Sou um mero mortal, de joelhos, sem escudo ou defesa,
Observando a deusa em sua épica e terrível beleza.
Nas mãos dela, sou argila, sou história, sou fado,
Um herói de lendas antigas, por ela subjugado.
Que venha o caos, que a ordem se perca no vento,
Pois habitar essa desordem é o meu único sustento.
Ser escravo desse encanto é o que me faz sentir vivo:
No reino da minha Deusa, sou um súdito... e sou cativo.
Tirar conclusões apressadas
sobre situações, ou comportamentos de pessoas,
é na verdade uma injustiça e falta de Amor.
Desde aquele dia,
que os teus olhos azuis
pousaram sobre mim,
a minha face ficou assim,
com tons azulados, não sei se é frio
ou um doce delírio,
que invade a minha figura!...
Minha inspiração viajou,
sumiu enquanto eu dormia.
Fiquei em silêncio, calada e vazia,
sobre mim, as nuvens do céu me olhou
e caiu em prantos, choveu em mim lágrimas,
de solidão, em naufrágio espero ser resgatada...
✍️
"Pra vc ser fisgado pela poesia,
é necessário gostar de história,
e se debruçar sobre a reflexão,
e daí o texto é doado pelo coração."
***
(Francisca Lucas)
***
21/08/24
Sensação de que estás tão distante
Numa tamanha diferença de pensamentos
refletindo sobre tal dúvida constante
Que envolve esses confusos sentimentos
Esse receio e medo de se apegar
Sensação exaustiva de sentir
Dificuldade repentina de demonstrar
Talvez por ausência de clareza
Ocasionador de por esse sofrimento?
Mesmo que tivesse a certeza
Não anularia a intensidade desse sentimento
Talvez não seja o bastante
Insistir se não houver sentido
Incógnita que martela constante
Sobre o real motivo de tudo isso
Me sentindo como trem desgovernado com vagões seguindo em rumos diferentes
Querendo a cada pedaço meu encontrar
Pra finalmente consegui seguir em frente
Sem buscar valoração ou reconhecimento
Mas aceitaria pelo menos paz sentir
E diminui essa sensação por um momento
E me sentir verdadeiramente feliz ao sorrir✨
Radin:
Sobre as redes que permeiam
Ventre negro em branca tela
Engrenagens estilhaços
Sementes flutuantes
Vultos da mesma esfera
Pontilhado centelha
Olhando pela janela
Meus olhos que te seguem...
Meus olhos que te seguem
Desviam em mim a calma sobre a ansiedade
em ver-te...
Viajo um longo caminho
Nos dias seguintes de muitos anos de uma vida
Voltada para teus encantos...
Sobre o simples dos meus passos há tão somente saudades...
Buscando todos os dias em que vivi pra ti!
No universo do caos
Vivo, respiro
Brinco de ser criança
E finjo ser algo sobre-humano.
De dia tudo em paz,
De noite, vem a pressão.
É mais fácil se distrair em companhia, na luz
Do que ficar sozinho na escuridão.
Na dor, escondo feridas e lamentos
Em meio a moralismos e julgamentos,
Defendendo o ego traiçoeiro
Que protege a criança interior sem zelo.
Na busca de abraços, perdão, amor
A responsabilidade fica toda para o exterior.
Esqueço que para que venham visitas
O lar precisa estar limpo, organizado e de portas bem abertas e vistas.
No universo do caos
Me deparo com minhas sombras
Que é só uma capa grossa
Envolta da criança esquecida
Mudando o padrão da mente
E permitindo acessar a cura
Percebo que a expressão, a arte e a brincadeira
À tona trás a voz da criança até o consciente.
E esse é só o início da jornada.
No universo do caos
Não tenho mais o que temer
Já que há apenas monstros imaginários
Criados pela criança para se defender.
Se dou ouvidos a ela,
Amar, respeitar e agregar à mim esse ser
Trago a luz onde antes era dolorido e demonizado
E permito que o meu mestre interno possa brincar e crescer.
No universo do caos,
Recebo a dádiva de poder me curar
Sou coração, sou espelho, sou humano.
Sou ser divino buscando novamente voar.
Nem tudo é sobre nós.
Aliás, as coisas que pensamos ser de grande importância não é menos do que um grão de areia no deserto alheio.
A gente que é acumulador de problemas, de traumas, de ambições, decepções e síndromes de grandeza.
Não somos mais que uma foto, uma memória de um momento feliz ou descabido.
Nunca saímos por detrás das lentes do julgamento, e por isso, não somos realmente vistos.
E ainda sim, continuamos buscando por aprovação, compreensão e compartilhamento.
Mas também não enxergamos o outro, porque criamos no decorrer do tempo nossas próprias lentes também, que nos protegem e nos contam belas mentiras através de filtros coloridos e sorrisos.
Mas e a verdade, onde mora?
Mora no que sinto, no que pressinto? Mora no dia-a-dia, no simples e comum a todo ser humano? Ou a verdade é aquilo que pega as minhas certezas e destrói com um simples toque?
Não importa, amanhã já estarei com outros devaneios, anseios e urgências que me farão acreditar mais uma vez que o mundo a mim pertence, e o que acredito é o que de mais real possuo.
A vida é um pouco disso eu acho, de se encontrar e se perder a todo momento, pois é nesses períodos "entre" alguma e outra que nos conectamos com o que é real. Que é, simplesmente. Mesmo que dure pouquíssimo tempo, é o tipo de lugar que sempre gostaria de me reencontrar.
Ter apenas uma imagem positiva sobre si
mesmo,não garantirá o sucesso.O mais
importante é trabalhar o interior,para que
melhor flua o exterior!
Você sabe quando aquela "coisa" virou vício?
É quando você não tem mais controle sobre a "coisa", a "coisa" é que te controla!!!
A vida é feita de momentos registre os seus.
Alguma vez você já parou para refletir sobre o poder que as imagens exercem em nossa vida? Uma bela fotografia tem o poder de persuadir as pessoas, fazê-las enxergar de uma forma diferente, criar, gerar ação sobre algum assunto. Uma foto pode sim ajudar a mudar o mundo! A foto ainda pode atrair ou repelir, iniciar um relacionamento, reviver um momento, imortalizar um fato e até mudar seu futuro, dando uma boa posição dentro de uma empresa. O poder das fotos está em quem as cria e também em quem participa delas. Fotografe, mas não fotografe somente para colocar no seu Facebook ou mostrar para os outros, nem para receber elogios. Faça de sua câmera fotográfica o registro de sua vida. Fotografe seus momentos. Fotografe seu cabelo bagunçado, pule da cama ao acordar e faça um auto-retrato, click sua careta mais feia ao lado de seu melhor amigo ou uma sessão de gargalhada com sua família. Grave uma recordação, e não deixe de fotografar amanhã o que você pode fotografar hoje.
