Poesias de Luis de Camoes Liberdade
O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida.
Juventude do Brasil!
Tentei fazer uma poesia delicada
Sem criticar, sem agredir, sem dá pancada
Mas não consigo concordar com esse sistema
E quero abrir minha cabeça pra esse tema
Que fique claro, a juventude não tem culpa
É o eletrônico confundindo sua cuca
Todos os dias falam de jovens no jornal
E o culpado disso tudo é o capital
Que aliena incentivando ao consumismo
Com propagandas direcionadas ao modismo
Ja acabaram com a cultura e a diversão
E o próximo passo é acabar com a educação
A juventude é cada vez mais agredida
São retirados seus direitos, seus sonhos e seus projetos de vida
Tentam exclui - lo do convívio social
O sujeito jovem urbano e tambem o rural
Quando querem gritar, é calada a sua voz
Mas não conseguiram parar essa juventude aguerrida e feroz
Que tem objetivos e planos e muita determinação
Para se conscientizar e lutar contra a força da alienação
Avante juventude, o Brasil precisa de ti, vem lutar
Defenda a democracia e organize a rebeldia para o projeto popular!!!
Queria te falar tudo que sinto
O quanto já sonhei com você
As vezes que dormi sentindo seu cheiro
E as que fiquei acordado vendo a noite passar
O quanto te senti num travesseiro...
Mas me contento muito em saber
Que o sorriso que você deu
Foi eu que coloquei lá"...
A era do gelo.
O Apóstolo Paulo, Shakespeare, Camões e Renato Russo - um se inspirando no outro - parecerem mesmo ter composto uma canção perfeita. Contudo eles, cada um há seu tempo, falaram sobre um sentimento que hoje em dia está em baixa popularidade. Temo não haver neste século um ser capaz de compreender algo sobre o amor.
Vou direto ao ponto. É preocupante como o amor tem se tornado frágil. Os relacionamentos estão envoltos num escudo de seda, onde cada palavra e cada atitude devem ser analisadas friamente antes de serem proferidas, não há mais espaço para erros, nem mesmo os comuns. Será que a espontaneidade - assim como as baleias nos oceanos do hemisfério sul - está extinta?! Não há disposição ao sacrifício. Eu e você fomos tragados por um sistema negro, que nos exige postura fria, essa postura nos garantirá a continuidade da vida, mas em troca nos tira o sabor.
Aprendemos a dizer: Meus sonhos. Meus interesses. Minhas vontades. Meu orgulho.
O que ganho com isso? É praticamente - com o perdão da palavra - um dane-se você!
E sobre essas frases construímos nossas amizades, estamos nos enamorando... sobre essas frases ariscamo-nos de vez em quando a fazer uma oração.
Quanta fragilidade... quanto interesse próprio! Esse amor não me lembra em nada o maior mandamento. Aliás, perece ser uma versão escrachada, ridícula. Mas como quase tudo que é escrachado e ridículo - feito para as massas - essa versão está no topo das paradas.
Hoje eu entendo
As definições de Camões
Servir a quem vence o vencedor
Hoje eu entendo
Que pra tantos entregar os corações
Causa medo, temor
Hoje eu entendo
E ao mesmo tempo não me reconheço
Minhas mãos tremendo ao digitar este texto
Hoje eu entendo
E me espanto comigo
Ao sentir tanta saudade
E dizer seu nome baixinho
E por momentos delirar
Achar que podes me escutar
E depois perceber que puro delírio
Não haveria de ser
Pois a compreensão
Logo estarei a receber
Contigo
Hoje eu entendo
Que amor é fogo que arde sem se ver
Como é estar preso por vontade
Como no grande laço se prender
Seguir o rastro do amor, na insanidade
E no caminho se perder
Hoje eu entendo
O quanto se sente
A força e a grandeza
Ser mesmo dependente
Do amor em sua beleza
Hoje eu entendo
E me surpreendo
Quando um dia inteiro
Fico à sua espera
E no fim
Se não o vejo
Esse dia não se completa
Hoje eu entendo
O amor
E toda sua contradição
Toda ela
Mas como?
Eu vivo nela!
Sendo o mais feliz
Ou o mais miserável ser
Tudo que aprendi
Não haverá de se obter
Em romances e livros
Mas tudo isso
Confirmado terá sido
Quando o mais confuso sentimento
O coração preencher
No fundo da alma que se clama
Com o mais profundo entendimento
“Está entre o pior dos males e o bem supremo”
Falou-se em voz de esplendor
Esta verdade e encantamento
“A que se chama...”
Sem esclarecimento
“levianamente de amor”!
Eu entristecia por Borges, Camões, Jonh Milton, James Joyce, Aldous Huxley, Roberto Bolãno... Ele tocou-me no ombro, era a ternura a falar por si.
- Temos um exemplo ainda mais árduo de limitação que cantou tantas histórias, Beethoven! Se a perda de visão não impediu os escritores de escreverem, imagine compor música sem ouvir... Tentei imaginar o inimaginável.
A flor da Antártida - (Clay Werley)
Em mais um dia que se passa,
eu não consigo ler Camões...
Mais uma tentativa fracassa
no cotidiano e seus padrões...
Eu, inserido nessa desgraça...
Sigo acorrentado a grilhões
e o biltre sistema comemora
exitoso, exultante por agora...
Segue o fiar da ampulheta
nem nela tenho uma aliada,
mais uma hedionda faceta
ter a consciência aviltada,
esquecer sonhos na gaveta
ter toda esperança roubada,
um resilir que, de tanto, já nem dói;
forja rmór de todo anti-herói...
Que emerge em meio ao nada
no fugaz berço do improvável...
Fazendo do caos sua morada
na qualidade de ser adaptável,
frustrando a norma instaurada
constrangedor e Indesejável...
Um anticarismático apátrida,
a subversiva flor da Antártida!
O camelô cameleão
Comia camarão com camembert
Recitando Camões
Com os camundongos dos camburões
Agarrado à camisola de cambraia
De Camila Kâmpuchea,
A camareira cambojana
Da camanga do camacho!
Martin Luther King enfatiza no seu discurso a seguinte frase “Eu tenho um Sonho”; já Camões em um dos seus versos diz “ Amor é um fogo que arde sem se ver; ”, enquanto Martinho Lutero tentar provar a essência desse amor dizendo “Os que amam profundamente, jamais envelhecem; podem morrer de velhice, mas morrem jovens.” E o meu autor preferido, diz no livro de 1 joão 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. E ainda relata como é esse amor em outro livro, 1 Coríntios 13 “ O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece; ´
Então, eu acredito que é algo que vale a pena.
Depois que li alguns sonetos
de Camões, Shakespeare, Vinícius de Morais,
descobri que minha poesia
não anda distante de considerável qualidade.
SERÁ MESMO, CAMÕES?
Amar nem sempre é fogo
Por vezes, só uma chama
Digo... nem sempre arde
Acaba sendo só morno.
Sinto, nem sempre, tal ferida
Que nem exista no meu mundo
Esvaindo, então, nem dor
Acaba que acaba sendo somente isso.
Talvez seja um ganhar em perder
Confuso demais para contentar
Levando a todos a acreditar
Que essa faísca possa a vir a fogo ser.
Nem preso queira está
Junto a ela poderia até pensar
Se afastando cada vez mais, não dá
Por isso, nem arde, nem há dor.
Os ouvidos podem escutar Mozart.
Os olhos podem ler Camões.
As bocas podem provar os Croissants.
E os pobres cotovelos, sempre com suas dores.
Camões x Musa
Glória incomparável da amada Musa.
São Camões vossa mão não pára mais
de confundir o meu coração com a paz,
peço a vossa licença para parar antes
que aqui jaza voando em suas asas.
pois, depois, continuaremos muito mais
e para concluir, à Musa peço escusas
e a Camões: Sua bênção parnasiana.
Poema a Camões (O Amor Verdadeiro)
Por entre as longínquas
Serras verdejantes,
Olhos viajavam, distantes
Da pura e miserável
Desilusão de amor.
Com as duas pupilas,
Via uma natureza
Inalcançável, beleza
Trazida pelos deuses,
Deixada assim ao mundo.
Mas nada se igualava
À mulher do seu coração,
Repentina e bela perfeição
Que se mostrava imensa
À luz de uma só visão,
Visão do nosso querido
E estimado poeta morto.
LCF
Sobre um mote de Camões
Se me desta terra for
eu vos levarei amor.
Nem amor deixo na terra
que deixando levarei.
Deixo a dor de te deixar
na terra onde amor não vive
na que levar levarei
amor onde só dor tive.
Nem amor pode ser livre
se não há na terra amor.
Deixo a dor de não levar
a dor de onde amor não vive.
E levo a terra que deixo
onde deixo a dor que tive.
Na que levar levarei
este amor que é livre livre.
De Camões à Machado de Assís
E tantos outros que estão por vir.
O português que cruzou oceanos
Prestes a engajar em outros planos,
Cresce cada vez mais
Com as inovações de cada rapaz.
Para um dia sem falta,
Dominar o mundo a sua volta.
AMOR;
Como já dizia o soneto de Camões, “Amor é ferida que dói e não se sente”. Seria essa então a maior virtude humana? Amar; poucos sabem o verdadeiro sentido dessa palavra, há alguns que digam que amar é cuidar, é..não é só isso. Amar é respeitar, amar é ter responsabilidade com o sentimento do próximo, amar é enfrentar bons e maus momentos. Pois é, o amor não é pra qualquer um, é reservado para aqueles que têm coragem. O amor não é essa coisa toda que muitos falam, é essa coisa toda que poucos fazem.
Existem diversos tipos de Amor, amor de mãe, pai, tio, avós, amigos, primos, irmãos, namorados e o amor próprio... ahh mas esse último é o que mais causa problemas hoje em dia não é mesmo? Amar a si mesmo é um desafio diário para muitos, inclusive pra mim. Grande parte da nossa vida estamos sempre cuidando e demonstrando carinho para com o próximo. Mas e quando isso não é recíproco?? É...dói, machuca e fere a alma. Nem sempre os outros vão ser da forma que pensamos e temos que aceitar isso, por que o mundo é feito de pessoas diferentes e nem todas defendem os mesmos princípios que os nossos.
Como então aliviar a dor do que não foi correspondido??A resposta é simples; se iludindo menos e vivendo mais!!
Mas continuo acreditando que embora o amor possa ferir, ele também seja capaz de curar.
A intenção era arder como a chama que Camões eternizou em seu poema, mas acabei em um soneto escrito num papel toalha, manchado pelos pingos de chuva que saíram do peito de alguém que disse “Me traz a garrafa da mais forte que tiver”.
Castro no Bar dos danos sintomáticos.
Para Camões, o amor é um fogo que arde sem ver, para mim, é aquela fração de segundo que eu fecho os olhos e vejo o seu sorriso.
É quando me lembro de você tirando a sua blusa branca de botões e jogando-a no chão, é quando eu me esqueço do mundo ao redor estando com você, e o seu nome sai abafado de minha boca.
É quando eu guardo meu amor para você, escondendo-o de todos.
Foi te reconhecer no meio da multidão, foi confiar mesmo não te conhecendo.
É o coração acelerado quando ouço seu nome, é a lembrança do seu toque, do seu gosto.
É te encontrar nos meus sonhos.
Só lá...
CHICO BU ARTE ganhou o Prêmio Camões. Não só porque ele escreve Ca mãos. Ele escreve também com Alma e
Coração.
Parabéns Chico! São pessoas como você que engrandecem e enobrecem esse País, e nos faz bater com orgulho no peito e dizer : Sou Brasileiro!
