Poesias de 20 Linhas
Perdido no teu cosmos
Eu vi tuas linhas
Chorei em prantos
Nada tão lindo quanto
Ao som de meus cantos
Tu dançando em graça
Brilhava mais que o sol
E então parava e olhava
Dois céus em minha direção
Aquilo me matava
Constelações em castanho
Inspirações de um sorriso
Um belo ser que veio ao mundo
Sorrir por existir
Cada som que emitia eu sentia
No mais profundo de mim
Sabendo que tu mentia
Nao me importava
Se ali estivesse
Onde eu pudesse degustar
Do mais doce de teus sorrisos
Nada que um dia eu possa ter
Pois não se pode prender
A luz tão bela da lua
Refletida no mar
Que todos podem ver
Mas apenas um pode ter
Aquele que escolher
Com toda certeza
Também estará
Perdido no teu cosmos
Pode dar um zoom, pode conferir!
Há marcas de quem já viveu um bom tempo!
Rugas, linhas de expressões, manchas…
Pode dar um zoom, mas só verá superfície.
Há muito mais por dentro,
Longe dos olhos juízes,
Longe das palavras vazias,
Longe dos rótulos, dos deméritos.
Há uma alma pulsante,
Há uma criança exuberante,
Uma mulher errante,
Um casulo, uma borboleta e muitos voos!
OUTRO VIÉS
Escrevo meus pensamentos
Em linhas horizontais
Tentando mostrar meus sonhos,
Expostos em cabedais
Por mais que eu tente alinha-los,
Perdem-se em diagonais
Eu busco outro viés, mas
Perco-me de volta ao texto
Do livro que a vida faz.
O livro que nasce ao livro
Do livro que a vida apraz
É feito sem métrica ou rima
E nenhum poeta faz
Só o menestrel da vida,
A ele é quem perfaz.
Nicola Vital
Há sempre manchas
Manchas nos tetos das nossas casas
Casas imperfeitas
Com suas linhas retas
Dessas, que na pressa do prazo estipulado
São quase perfeitas
Pois o "quase"
Quase sempre existe
E liga os fatos por linhas tortas.
Triste enredo!
Inimigo do atraso
O retrato em 3 por 4
De erros esquecidos nos desvãos da vida
Entra a luz pelas janelas
Basta olhar de perto
Retratados na memória
Guardando em segredo a tudo
O certo e também o errado
Todas, por obra do acaso, tem paredes tortas
Onde penduramos nossas redes
Onde perduramos a tanta preguiça
Vendo a vida passar por ali
Eu, daqui de onde estou
Vejo que há sempre uma volta
Uma volta no voo dos pássaros
Uma volta a mais no linho da rede
Um inseto preso na teia de aranha
Dando voltas e mais voltas
E só isso
Pois tudo que importa é o resultado
Oculto atrás da porta
Findos prazos, cumpridos a todos os compromissos
Porque "sempre" é muito tempo
E o tempo não volta
Justamente aquele que sempre sobrava
Agora falta
Não há mais lugar pra folhas mortas no quintal
Todas elas já foram varridas
Não há mais lugar pra belas folhas novas
As árvores já se encontram abarrotadas
Não há vagas para flores em nenhum jardim
Não há mais lugar pra água em nossos jarros
Não há mais lugar pra erro em nossas vidas.
Edson Ricardo Paiva.
Rabiscando a vida.
Rabiscando
Sobre as linhas retas
Que não posso ver
Vindas lá da luz do céu
Encobrindo o breu, que nos convida
Com palavras que não posso ouvir
Nada é incrível, no entanto
Elas são tão claras
Quanto a cara imprecisa
De sorriso obscuro
Escondida, atrás do muro da vida
Quanto o brilho do ouro, que não tenho
Mas eu sei quanto estão lá
Vou rabiscando em desenhos
Solução pra tantos medos
Quantos enredos mirabolantes
Entretanto, nada inverossímeis
Pois eu sei o quanto estão elas
Sob a luz das velas
Sob o malho de cinzéis
Prontas pra se revelar
Talvez como simples rascunhos
Sob a força dos punhos
e a constãncia da vontade
Essas, em linhas não tão retas
Pois a verdade se curva
Pra se alinhar com o horizonte
Azulado e verdejante
Cujo limite do olhar não alcança
Não alcança de olhar aberto
É preciso um pensar mais longe
Pra poder enxergar
O que esteve tão perto
Mas oculto sob o malho dos cinzéis
Quantos céus e quantos outonos
Verão teus olhares mornos
Teus ouvidos vitrificados
Quantos vasos queimarão teus fornos
Carentes de um olhar mais puro
De enxergar no escuro
Encobertas pelo breu que te convida
A enxergar de forma assim, tão clara
A cara da vida?
Edson Ricardo Paiva
Continue Sonhando! ...
Toda vez que olho no espelho, estás linhas no meu rosto ficam mais claras. Desde o princípio o passado que se foi, passou como do nascer ao pôr do Sol, não é assim! Todos têm suas dívidas para pagar. Sim, eu sei que ninguém sabe de onde vem e para onde vai. Sei que é pecado de todos. É necessário perder para saber como vencer. Metade da vida é apenas aprendizado para desfrutar o presente futuro de cada novo amanhecer. Viva e aprenda com os tolos e sábios. Você sabe que é verdade, tudo que você faz volta para você.
Seja honesto consigo mesmo!
Idealize e realize seus sonhos...
... a consistência
que tanto buscamos
virá de toda a inconsistência
que - como linhas tortas, segundo
os antigos -nos desafiam;
tentando obstruir tão marcante
e libertadora solidez
de espírito!
Só de saber que vou te ver
A caneta dispara
Alucinada em busca de papel
Tropeça nas linhas
Brinca com as vírgulas
Fica solta no ar
Pensando na melhor forma
De dizer QUERO TE AMAR.
Minha cidade! tunas do paraná... ao sair das quatros linhas de suas fronteiras, não digo adeus, digo sim " tchau" pois,
logo volto para o berço de minha morada... cidade minha és a cidade do meu querer... nem uma outra eu venero,é aqui a cidade de meu viver.
ESCREVER...
Escrevo porque aqui, nessas linhas, posso ser eu. Escrevo porque o texto me compreende, muitas vezes melhor do que pessoas. Escrevo como se minha dor fosse embora junto com as palavras. Quando meu grito é abafado lá fora, venho e grito aqui dentro. Grito meus sonhos, meus amores, meus medos, meus anseios. Grito sem medo. O texto me explica, me lê. Extrai coisas de mim que eu nem sei, e acabo descobrindo aqui. Talvez uma parcela de gente nunca entenda quão prazeroso é escrever. Escrever vai além de riscar folhas. Escrever é ser você em um pedaço de papel. É poder contar suas histórias tristes e alegres sem ser interrompido. É ter um ombro também pra chorar quando não se acha ninguém por perto. Escrever sobre escrever parece redundante. Mas e daí? Escrever é ser livre. Livre pra ser exagerado. Livre pra ser sentimental. Livre pra amar. Livre até pra voar. Até quando eu ainda tiver coordenação motora nas mãos irei escrever. Até quando minhas mãos estiverem trêmulas irei escrever. Entenda ou me ache louca quem quer. Eu irei escrever também sobre o quão tolas são as pessoas que acham que não sabem escrever. Ora, escrever não é ser você? Então. Simplesmente seja você em linhas. Ah. Vá entender!
Eu separei essa folha, essa caneta e essas linhas para falar de você. Acredito que usarei muito mais que algumas linhas para isso. Escrever virou rotina, se abrir minha gaveta verá que está cheio de papeis guardados e devo admitir que 70% são sobre você. Tem coisas escritas lá que nunca lhe disse, e que talvez você nunca irá um dia ler. Foram desabafos, atrás de desabafos. Ás vezes pego todos as folhas e começo a ler e vejo que nosso amor desdo começo sempre foi muito intenso, e agora é além do que era. O uso das palavras sempre me ajudou, mas de uns tempos pra cá, estou preferindo o silêncio.. Falta de palavras? Talvez, já escrevi tanto que algumas vezes faço repetições de coisas que já foram ditas. Mas isso é meio que normal, adoro repetir as palavras, só pra ter certeza que você não irá esquecer. O silêncio vem dizendo muitas coisas, coisas que antigamente não conseguia entender ou simplesmente não percebia. Aprendi que não importa quantas palavras eu irei dizer, o que eu sinto sempre será muito maior que apenas uma folha de caderno com umas linhas escritas. Mas a verdade tem que ser dita, amo usar as palavras e amo muito mais escrever. E você sabe que o assunto preferido sempre será você.
- Meu assunto preferido é você!
Quando eu transbordar, traga-me papel e caneta para enxugar minha verborragia em linhas e pontuação informal.
Pois é via escrita que estanco o que já não cabe em mim, então deixe meu coração sangrar.
LINHAS DA VIDA. (Autor: Henrique R. de Oliveira).
Andamos em linha reta....
E as vezes dobramos na curva do errado.
Da queda, a busca do certo, que é o correto.
E se levantar pra concertar o errado.
Mas pra cada tropeço tem a dor da topada.
E pra cada topada, a dor acerta.
Porque nas quedas vem o remédio aprendizado.
Pra curar a fase com seu sabor amargo.
Há quem caminhe embriagado....
E o caminho afunda a cada gole.
Há quem esteja com a cabeça querendo o certo.
Mas com os pés no caminho errado.
Nas adversidades em busca do certo.
Vem obstáculos que lhe para .
Há quem desista e se revolta.
Há quem enfrente e o derrota.
Mas tem linha reta com os mesmos resultados.
E que façamos uma curva para novas respostas.
Bebendo as doses do amargo aprendizado.
Até chegar o doce, contido no mesmo frasco.
Sem propósito aparente, acontecimento relevante.
Linhas tortas, escrita certa.
É assim... A suavidade da vida.
Por um instante, por um mísero instante,
Divaguei no labirinto do tempo
E vi linhas projetarem-se em meu rosto,
Minha barba tornando-se alva como a neve,
Por fim, minha inocência foi roubada.
Só por um mísero e maldito instante!
Nossa história estava todo dia sendo escrita por várias palavras, em várias linhas, sem nenhum sentido, fomos escravos do amanhã, por várias décadas, mas como não somos nós que temos a caneta nas mãos, podemos apenas tentar ajudar a história a continuar fluindo, o mais serenamente possível, contudo, este não era o plano daquelas mãos, as que seguram a caneta, pois em um momento de nossa vida, ela te tornou passado, desta forma seus pés não mais marcarão este solo com sua presença, e em pouco tempo o vento soprou e apagou suas pegadas levando o que havia sobrado de sua existência, a terra consumiu sua carne, sua memória foi levada embora junto com você, sem deixar pistas de onde foi. Apesar de tudo que aconteceu, ainda tenho fé e esperança de que estas mãos soltem a caneta, e passem a tocar as teclas de um piano, neste momento não mais haverá história, e por fim meus pés não terão mais a obrigação de tocar este solo frio, e nossos pés poderão voltar a estar juntos novamente, não mais para tocar o solo, mas para eternamente estar juntos dançando na harmonia das notas, tocadas uma a uma, sem ferir mais ninguém; todos se iremos nos reencontrar, e por mais uma vez a oportunidade de estar juntos, só que desta vez para dançar a melodia. A partir deste momento, não mais haverá morte, não mais haverá pranto, não mais haverá clamor, nem mesmo dor, pois estas coisas serão parte do passado, as novas coisas virão, e estaremos eternamente na harmonia da eternidade.
Homenagem a Dalton Oliveira Wanderley Santos
A TODAS AS MÃES
Para homenagear as mães,
Eu escrevo essas poucas linhas
Desejando felicidades
A todas as mamãezinhas
As mães ricas, as mais ou menos,
E também as pobrezinhas,
Por que dentro do seu lar
A mãe é uma rainha.
Ai, se eu pudesse!
Está perto da minha mãezinha.
Neste doze de maio, desejo felicidades
A todas as mães brasileiras
As mães brancas, as negras
E também as estrangeiras.
Para as mães casadas
E também pras mães solteiras...
Peço proteção à mãe do céu
Que do Brasil é padroeira
A todas as mães...
...Que sejam felizes a vida inteira!
Toda inspiração para tecer algumas linhas de autoajuda não é para ninguém senão a quem escreve.
Geralmente nos identificamos com mensagens e frases expostas na rede, e é com isso que crescemos um pouco mais com as experiências de outros.
Quando conseguimos abrir nosso coração para as pontas dos dedos, pode acreditar que o pensamento descrito estará recheado de energia positiva e com isso ter o poder de transformar e tranquilizar teu dia.
O Tempo....
O Tempo Passa, e as Linhas que puxavam meus sonhos de infância se perderam, em relação aos brinquedos a pilhas ou a bateria, realizações pela metade, tempo de alegrias e de prazeres, encanto pelo novo, que nos chama a atenção, mundo vazio, coisas alheias calam o nosso choro desde ali, então aprendi que: a grama do vizinho é sempre mais verde, ensinamento desnecessário a vida. A alma do homem tem uma sede voraz, somente quando buscamos a JESUS esta sede é saciada....
Em muitos castelos existem rainhas.
Vou escrevendo agora nestas linhas.
Sobre uma emocionante história.
Que é claro não sai da memória.
Um príncipe e uma grande paixão.
Uma linda camponesa de grande coração.
Ele com toda sua riqueza.
Ela com muita belesa.
Por ela o príncipe loucamente se apaixonou.
Ele continuava sendo o único homem que ela desejou.
Para a camponesa o príncipe foi se declarar.
E para o príncipe ela começou a falar.
Não tenho o dinheiro do imposto por enquanto.
Ele disse só vim olhar mais de perto seu encanto.
Ela ouvindo aquilo deu risada.
E ele ficou sem entender nada.
Então a tocou, e sentindo sua pele suave como a pétala de uma flor.
Ele finalmente se declarou, camponesa você nasceu para ser meu amor.
Os dias passavam.
E eles se amavam.
Claro como loucos apaixonados se casarão.
E agora esta em papel tirado do meu coração.
Autor: César Augusto Moreira.
