Poesia sobre poesia
Choro
Choro pela vergonha que passo.
Com minhas mãos sobre meu olho,
pisco e sinto meus cílios a tocar-las.
Sentir algo ameniza o desgosto.
Conscientizo a existência da carne e do osso.
E no fim não respiro, eu sufoco.
Mesmo sentindo, eu duvido.
Mesmo chorando, eu questiono.
Percebo que a pele é a prisão.
Que prende o coração de querer,
de poder ser o alguém que deseja ser.
Vivemos sobre o Livre arbítrio, um poder nos dados para ser usado de forma justa sem prejudicar ninguém, mas então assistimos a matança das pessoas e as guerras nos confins da Terra, assistimos irmãos se destruindo por coisas insignificantes, muitas vezes por palavras ou algo subtraído de outra pessoa, então se matam, agridem etc.
O Livre arbítrio não foi nos dados pra isso, nos torna livres e obstinados as conquistas, obsecados por coisas materiais.
Estamos fadados e obstinados ao fracasso, mesmo assim achamos que aqui é o fim, onde na verdade é o começo de uma jornada para outro lugar.
Não deveríamos ter o direito ao livre arbítrio, deveríamos ser doutrinados e limitados para uma vida de paz.
Em vez de uma verdade absoluta e universal, sobre a natureza da existência e a presença inevitável do sofrimento e do fracasso, que pode ressoar de forma diferente com base nas experiências de vida e na perspetiva de cada indivíduo.
A perda, de alguma forma, é uma condição universal e constante na experiência humana.
SOBRE ESTA ANSIEDADE
Houve um tempo que eu era triste só e infeliz,
Houve um tempo
Que eu era solitário demais pra ser infeliz
Houve um tempo
Que eu era triste demais pra ser solitário.
Houve um tempo
Que eu não tinha mais tempo pra ser só
Hoje não tenho mais tempo pra ser eu...
AZUL
Seu cabelo caia sobre os olhos
Como se sua juventude,
Fosse a franja sobre testa,
A cortina caia na minha frente
Como se o show
Fosse de um mamulengo
Ou um ser teatral qualquer,
Como marionetes sádicas e sarcásticas...
Seu olhar se perdia na janela
Como se convidasse as estrelas...
Eu sou mais que um olhar no passado
Quando eu passo a olhar para o mar
Mas o que é o azul além do azul
Alem da vela encardida da jangada...
A imensidão que tenho em mim tem mil navios,
O meu pacífico tem mais que calmarias
Tem continentes a desbravar...
E o nativo que eu tenho em mim
É uma espécie de indio , de escravo e de ave
Que se catequiza, escraviza, e faz voar...
Ela pegou a vassoura
e saiu voando pela janela,
ainda vejo sua silhueta sobre a vassoura
em contraste com a lua cheia...
mais cedo fez chover pétalas de rosas
me falou da essência do amor...
e cheirando a jasmim
levitava entre entre as bromélias do jardim,
ela me disse que era pra sempre
que era infinito, sempre que acontecesse
deitamos a luz da lua
acordamos a luz das estrelas
e tudo que era poesia invadiu minha rua...
Seja você sempre. Deixe suas digitais por onde passar.
No fim, não é sobre perfeição — é sobre as marcas que só você pode deixar.
É sobre isso...🖤👏🏿
Intensidade e reciprocidade, que os intensos se reconheçam, se encontrem com essa mesma vibe de almas.
Somos sobreviventes.
Caminhamos sobre os escombros de um tempo que se esqueceu.
Ao nosso redor, o silêncio do mundo é o eco do que tudo consumiu;
mas aqui, onde nossos passos se encontram,
o frio não nos alcança.
Somos o refúgio um do outro,
a prova viva de que a brutalidade não conseguiu apagar todas as luzes.
Temos autonomia e sabemos,
coisa que a maioria apenas ensaia.
Não conte a ninguém nosso segredo,
nem mesmo a quem parecer poder ajudar;
a inveja tem olhos mordazes,
sempre esperando o pior acontecer.
E nós, nós sabemos ser e tecer
plenamente...
Calçadas ao mundo.
Andamos sobre concreto, mas muitas vezes tropeçamos na própria indiferença. Calçadas que deveriam ser caminhos, setornam muros que se erguem sem aviso.
O cadeirante encontra barreiras, o cego tropeça no invisível, o idoso sente o peso do mundo que outros ergueram sem perceber.
Não é só pedra ou cimento, éfalta de olhar, de cuidado, de consciência.
O ego sobe alto, enquanto a empatia fica no chão.
Cada passo é responsabilidade, cada gesto é construção. Não fique esperando só pela prefeitura da sua cidade. Seja você a pessoa que fará a diferença, será que você vai esperar
Seu filho, sua mãe ou alguém que você ama sofrer para fazer a calçada acessível?
O estoicismo nunca me pareceu sobre ser forte. Sempre me pareceu sobre deixar morrer o que já não cabe. O ego resiste. A vida não. Ela tem gosto de instantes.
04/08/2026
Sobre a diferença entre os livros da ultra-modernidade dos Livros Antigos
É que nos primeiros, talvez, com muito esforço, encontra-se inteligência. Já quanto aos segundos, acha-se abundante sabedoria.
Às 19:40 in 04.08.2026
No centro da sua cura
está você.
Sempre esteve.
Sempre estará.
Não é sobre quem te feriu,
é sobre quem ficou pra te levantar.
E quem ficou foi você.
É a sua mão que te acolhe,
a sua voz que te acalma,
o seu amor que te salva.
É no seu colo que a alma descansa,
é no seu abraço que o coração encontra paz.
É você que se levanta.
É você que supera.
Sempre você.
AVISO
Não existe informação sobre qualquer instituição financeira no céu. Portanto, qualquer movimentação bancária deve ser feita em vida, antes de partir — caso você vá para lá, é claro.
Sobre o Vazio (Diálogo)
"Eu não sei se aquilo que acho que preciso é realmente o que preciso… mas sei que devo procurar.”
— “E como pretendes procurar por algo que nem sequer sabes definir?”
“Não sei. Talvez certas buscas existam antes mesmo da compreensão delas.”
— “Ou talvez estejas apenas tentando dar sentido a um vazio comum.”
“Talvez. Mas ignorá-lo parece pior do que me perder tentando compreendê-lo.”
— “E se não houver nada para encontrar?”
“Então ao menos terei descoberto isso por mim mesmo.”
— “E se essa busca apenas te frustrar?”
“A frustração talvez seja inevitável para quem pensa demais sobre a própria existência.”
— “Então procuras respostas?”
“Não exatamente. Respostas costumam encerrar as coisas… e há algo em mim que não deseja um fim, apenas compreensão.”
— “Compreensão do quê?”
“Do vazio.
Dessa sensação constante de que existe algo faltando, mesmo quando aparentemente nada falta.”
— “E acreditas mesmo que encontrarás isso?”
“Não sei.
Talvez eu não encontre nada.
Talvez encontre exatamente aquilo que precisava.
Talvez o vazio se preencha.
Talvez ele se torne ainda maior.”
— “Ou talvez percebas que tudo isso nunca passou de ilusão.”
“Sim… ou talvez eu perceba algo ainda mais inquietante.”
— “O quê?”
“Que aquilo que passei a vida inteira procurando sempre esteve comigo… e eu simplesmente era incapaz de reconhecê-lo.”
Sobre o vazio (monólogo)
Eu não sei se aquilo que acho que preciso é realmente o que preciso… mas existe algo em mim que insiste que eu devo procurar.
Engraçado… como alguém procura por algo que nem sabe o que é?
Talvez eu esteja apenas correndo atrás de um vazio sem nome. Talvez eu esteja destinado à frustração. Ainda assim… ficar parado parece pior.
Então eu procuro.
Não porque eu saiba onde encontrar respostas, mas porque alguma coisa dentro de mim se recusa a aceitar que isso seja tudo.
Talvez eu não encontre nada.
Talvez eu encontre exatamente aquilo que precisava.
Talvez o vazio finalmente se preencha.
Talvez ele se torne ainda maior.
Ou talvez, no fim de tudo, eu perceba que nunca precisei procurar coisa alguma… porque aquilo que eu buscava já estava comigo desde o início.
E talvez seja isso que mais me assusta.
Não o vazio…
mas passar a vida inteira procurando algo sem perceber que já o carregava dentro de mim.
Sobre o poder da murmuração
Há muito se ensina, e de forma equivocada, que Deus não se agrada da murmuração. Mas tal ensinamento é fruto de falta de observação detalhada. Então irei demostrar que existem dois tipos de murmuração, e que uma é que não O agrada. Já a outra, O agrada e muito! O primeiro tipo de murmuração, aquela que não O agrada, é a murmuração ingrata. É uma espécie de resmungo ou pirraça, levada por um impulso de não se permitir reconhecer, os favores recebidos como que, até se nunca os tivesse! Essa murmuração, encontra-se no meio do Povo Hebreu, quando fora retirado da Terra do Egito. Por vezes, O Eterno o quis matar. Mas pela intercessão de Moisés, Deus se apiedou. A segunda murmuração, é aquela baseada na Justiça racional. Onde se apresenta a Deus, queixas porque se percebe algo incompatível entre o comportamento de um indivíduo e o que ele está passando. Esta murmuração, é como uma queixa que se faz a Deus, apelando para Sua Eterna Justiça em relação a alguma injustiça sofrida. Várias foram as murmurações racionais, apresentadas por vários de Seus servos, que foram apreciadas pelo Senhor. Como muito bem se expressou o Profeta Isaías, representando Deus, ao dizer: Apresentai a vossa demanda, diz o SENHOR; trazei as vossas razões, diz o Rei de Jacó.
— Isaías 41:21
E outra vez, o Apóstolo Paulo, nestes termos: para que sejas declarado justo em tuas palavras e prevaleças quando fores julgado. Romanos 3.4
Por: Fábio Silva
Às 11:44 in 05.08.2026
Três pessoas irão te falar verdades sobre você incondicionalmente:
O maluco, a criança e um amigo na hora da raiva.
LUZ
A mesma luz que glorifica o teu lado lança sombra sobre o outro, mas a sombra não é a realidade inteira.
António da Cunha Duarte Justo
Sobre Deus:
Tem me ensinado a acreditar no que espero, e com paciência aguardar tranquilamente o que não vejo.
Wanessa Guimarães Z96
