Poesia sobre poesia
Quando nos deparamos com os questionamentos sobre nossa serventia para as pessoas que amamos, inevitavelmente olhamos para todos os esforços que fazemos ao longo da vida, para as coisas de que abrimos mão, ou não, pelos outros. Buscamos atender às demandas da nossa família, não deixando nada faltar ou, pelo menos, garantindo o essencial para uma vida confortável.
Essa sensação de quem chegou lá, de quem cumpre seu papel, de quem consegue suprir as necessidades, é completamente desconhecida por mim. Eu vivo uma desordem constante. Por mais que me esforce, não consigo fazer tudo o que preciso pela minha mulher, pelo meu filho, pela minha mãe e por mim. Me sinto sobrecarregado, cansado, triste e sozinho. Me vejo em um barco muito grande, movido a remo, e o único que está remando sou eu. Pior do que isso, tenho a sensação de estar remando na direção errada.
Eu nem sequer me sinto bem por me sentir assim. Me acho fraco por deitar e perder uma noite de sono chorando por não conseguir alcançar todos os objetivos ou por ser egoísta a ponto de desejar ter ou fazer algo que não está entre as prioridades da minha família.
No fim das contas, acho que todo homem vive assim, as cobranças, os anseios, as responsabilidades… A diferença é que alguns dias são mais sombrios do que outros e essa noite está demorando a passar.
Disseram que o inferno ficava abaixo de nós. Que ironia filosófica: construímos o inferno sobre a Terra e continuamos caminhando sob o Sol, iluminados o bastante para enxergar a crueldade, mas covardes demais para interrompê-la. Chamamos isso de mundo porque “condenação coletiva” seria uma verdade excessivamente deselegante. Aqui, a luz não salva — apenas revela melhor as ruínas. O fogo não sobe do chão; nasce dos homens, atravessa suas instituições e recebe nomes respeitáveis como tradição, ordem e progresso. Talvez não estejamos no inferno; talvez o inferno seja exatamente a maneira como decidimos habitar o Sol. Então os homens vestidos de preto começaram a caminhar pelas ruas, avenidas e esquinas. Não como demônios, mas como testemunhas vestidas para o funeral da humanidade. O preto deixou de representar ausência de esperança e tornou-se o uniforme daqueles que se recusaram a pintar a realidade de branco. Eis a contradição mais verídica de todas: caminhamos em plena luz, mas foi preciso vestir a escuridão para finalmente enxergar. O inferno nunca precisou esconder-se — fomos nós que aprendemos a chamá-lo de vida.
— Dr. Jeff Marconis | Marconismo
Eu sou chamado de escritor e poeta
Venho até soar romântico
Escrevo tudo sobre o que eu penso
E o que escrevo se torna pra muitos
Uma resposta e uma solução.
Voz de Mulher
Helaine Machado
Não é sobre ser mais,
é sobre nunca mais ser menos.
É sobre levantar a voz
onde por tanto tempo
nos pediram silêncio.
É sobre mãos que trabalham,
corações que resistem
e passos que seguem
mesmo quando o caminho pesa.
Ser mulher
é carregar histórias
que o mundo tentou apagar,
mas que ainda vivem
em cada olhar firme.
Não é guerra contra o outro,
é luta por si,
por dignidade,
por respeito,
por existência.
É lembrar que somos força
mesmo quando dizem que somos frágeis,
que somos luz
mesmo quando tentam nos apagar.
É união,
é abraço,
é uma levantando a outra
quando o mundo tenta derrubar.
Porque ser mulher
é resistir todos os dias…
e ainda assim
continuar florescendo.
Helaine Machado
Campanha: Amor-próprio é prioridade
Helaine Machado
Não é sobre falta,
é sobre escolha.
É o direito de sentir
sem culpa, sem pressa.
Ela se redescobre no silêncio,
se acolhe no próprio toque,
porque prazer também é cuidado,
também é liberdade.
Helaine Machado
Não é sobre, é por que ser mulher
Helaine Machado
A mulher já nasce raiz,
moldada no ventre de sua mãe.
Carrega em si o início de tudo,
força que ninguém vê, mas sente.
É feminina, mas vira leoa,
quando o mundo ousa desafiar.
Sonha alto, com os pés no chão,
sem nunca deixar de acreditar.
É tempestade, é caos, é mar,
é silêncio que grita por dentro.
Mas quando se torna mãe,
renasce maior que o próprio tempo.
Não ouse pisar em seus passos,
nem duvidar do que ela é capaz —
porque dentro de uma mulher
existe um gigante em paz.
Helaine Machado
Deus não escolhe os prontos.
Ele escolhe os quebrados
que ainda não desistiram.
Não é sobre talento,
não é sobre estar preparado —
é sobre ter um coração
que ainda insiste em permanecer.
Helaine Machado
Palavras ao vento
voam como folhas secas
que caem cansadas sobre a terra.
Mas existem palavras vazias…
dessas que o vento leva depressa,
que prometem eternidade
e morrem na primeira ausência.
Porque falar é simples.
Difícil é fazer o coração ficar
quando até a memória
escolhe esquecer.
Helaine machado
Quando não se sabe o próprio valor, tornamo-nos refém da percepção do outro sobre nós mesmos. Talvez pelo medo de encarar a realidade do que se é, medo de não gostar do que se vê, medo de saber que é preciso mudar e melhorar sempre. Pois se o outro me valida sempre, então estagno-me confortavelmente em mim mesmo e visto a minha própria pele e defeitos sem culpa.
No entanto, perde-se a autenticidade de ser germinado em si mesmo.
E esses que tiveram a decisão de te dar dicas sobre suas escolhas.
Eles estão felizes com suas decisões de escolher que daram certo.
Mas, é você... Justamente você que não teve a chance de escolher, e que nunca vai saber se poderia ter dado certo e ser feliz.
Pois foram eles que escolheram por você.
E, se estiver em dúvida sobre o que este dia lhe reserva, comece muito bem com uma incontestável certeza: "Deus permanece no comando e no controle de tudo"! 🙏✨
Comece acreditando e termine agradecendo! 🌻💛
Bom dia! 🌞😊
O silêncio emite impropérios,
quando a boca cala,a folha fala,
rabiscada sobre cada página
Cheia de tintas e ódios,
existe uma alma calada.
Em sua dor e sina.
Mais um dia de trevas
nesta cidade de selvas
onde moram corações sem poesia
se debatendo entre subterfúgios,
o ácido de suas dores mesquinhas.
Andrea
Quanto menos as pessoas estiverem alertas sobre o que acontece, menos elas vão saber. E quanto menos souberem, mais ignorantes elas continuarão sendo. E, se continuarem ignorantes, nenhuma mudança será vista no meio social.
Quando alguém não entende ou não está consciente do que acontece ao seu redor – seja na sociedade, na política, na cultura ou em seu próprio ambiente – ela se torna incapaz de questionar e mudar algo. Isso mantém tudo parado, sem transformação.
A ignorância, nesse caso, não é só falta de conhecimento, mas também falta de interesse em buscar a verdade. E enquanto isso continuar, nada muda de fato, nem no social, nem no pessoal. Para mudar, é preciso primeiro entender o que está acontecendo, enxergar a realidade e agir.
Se ninguém busca saber, tudo fica como está. Por isso, é necessário se manter consciente e atento para que algo possa realmente mudar.
A mídia, ao colocar os holofotes sobre a política, funciona como a mão visível de uma distração cuidadosamente orquestrada. Enquanto isso, a outra mão, invisível aos olhos da maioria, pertence aos verdadeiros dominantes: banqueiros, filantropos, mega-empresários, grandes investidores e financiadores. São eles que movem as peças nos bastidores, longe das câmeras e do debate público, moldando decisões que lentamente esvaziam nossos direitos e conquistas.
Esse jogo é como um truque de mágica: somos levados a focar na mão que está à vista — debates políticos, brigas partidárias, escândalos e promessas — enquanto a verdadeira ação acontece fora do nosso campo de visão. É nesse movimento escondido, silencioso e estratégico, que os direitos desaparecem, que as leis mudam, que as condições se tornam cada vez mais desfavoráveis ao povo.
Quando finalmente percebemos o que foi feito, o truque já está completo, e os danos já foram causados. Mas poucos se perguntam como aconteceu. Por que não notamos? Porque estávamos distraídos, mirando a mão que gesticulava para chamar nossa atenção, enquanto ignorávamos a mão que realmente conduzia o espetáculo.
A questão é: quando vamos parar de nos deixar distrair por esses movimentos óbvios e começar a observar o que realmente importa — os bastidores, as conexões, os interesses maiores? Afinal, a mágica só funciona enquanto acreditarmos no que nos é mostrado e não olharmos além do que nos é permitido ver.
Respeito apenas as minhas próprias vontades, não as vontades dos outros sobre mim. Isso não é egoísmo; egoísmo é quando os outros tentam me obrigar a fazer o que eu não quero.
Não aceito fazer nada que, no fundo, eu não tenha vontade de fazer.
Não aceito trabalhar no que não gosto; aceito trabalhar no que eu adoro.
Não aceito viver de um jeito que não quero; aceito viver do jeito que escolho para mim.
Não aceito ser alguém apenas para agradar os outros; aceito ser sincero, sendo eu mesmo.
Não aceito esperar pelo tempo dos outros; aceito viver no meu próprio tempo.
Não aceito me prender ao superficial; aceito viver de acordo com minha própria essência.
Não aceito deixar de viver; aceito viver completamente.
Porque, no final, a única vida que realmente importa é a que eu escolho para mim. E viver de acordo com o que sou é o maior ato de respeito que posso ter para com minha própria existência.
Comentário adicional
(descartável)
sobre As Redenções
O mito de Ícaro, como a maioria dos mitos, foi criado pelos humanos para ensinar os humanos a se controlar, ou para serem controlados. Ele ensina que a ousadia excessiva e irrefletida, aliada a arrogância, pode ser extremamente prejudicial e fatal, usando como metáfora a proximidade em relação ao Sol. O excesso de luz irá cegá-lo. Não se aproxime demais do astro-rei ou suas asas irão se queimar.
Mas o mito focado no auto-controle, na contenção dos prazeres, na supressão dos desejos para um bem viver, ignora o fato de que, numa vida mortal, fadada inevitavelmente ao sono eterno e aprisionada a um labirinto de desigualdades e injustiças monumentais (criadas por nós mesmos), a única questão que realmente importa, é o quão próximo podemos chegar do Sol, ainda que nossas asas entrem em combustão. Munindo-se de toda e qualquer ousadia que estiver ao alcance, sejam quais forem as consequências. Celebremos pois, nossos erros.
26/11/23
Michel F.M.
B.M.F. Margoni
“Quem me diminui em público revela mais sobre si do que sobre mim.
Eu não preciso gritar pra ter valor, nem atacar pra existir.
Porque quem tem caráter não disputa palco — mantém postura.”
- Camila Rescaroli
Sobre a vida não podemos saber tudo,
mas viver é aprender a perguntar.
É no passo incerto do caminho
que começamos, enfim, a enxergar.
Talvez as respostas não gritem,
talvez apenas saibam esperar.
Moram caladas nas perguntas
que temos coragem de enfrentar.
A vida não se explica por completo,
ela se sente, se tenta, se refaz.
E quem aprende a viver perguntando
já encontrou mais do que respostas: paz.
