Poesia sobre poesia
Sobre a Natureza do Mundo Espiritual
Tentarei demonstrar de forma dialética, que se incorre em erro pensar que o Mundo Material seja mais sólido, que o Mundo Espiritual, por vivermos neste e não naquele. Na verdade, deveríamos pensar exatamente o contrário disso! Devemos pensar que o Mundo Físico -Material é exatamente fruto do Mundo Espiritual. Pois o Mundo Material advém exatamente do Mundo Espiritual. A Natureza do Mundo Espiritual é Eterna. A do Mundo Material, efêmera. O Mundo Espiritual é o Criador por excelência do Mundo Físico. Este é passageiro. Aquele, infinitamente perene. Perpétuo ou inacabável. O Mundo Espiritual é infinitamente mais granítico que o Mundo Material. Este se decompõe. Aquele, clássico, indecomponível.
Às 09:07 in 01.07.2026
tuas vulnerabilidades
expostas.
reflexões excepcionais
sobre viver e perecer,
sobre definir e construir
significados para a existência.
Sobre a Luanna
Recentemente, peguei-me assistindo a um filme que jamais saberia apreciar;
A beleza de sua história, em outros tempos, eu a desprezaria.
Mantinha meus gostos atrelados à situação à qual me impus,
Não que estivesse enganado — apenas fui omisso com a vida.
Então, foi ao olhar para você, libertando a própria alma,
Apesar das cicatrizes marcadas em seu corpo,
Cingiu-se de amor, esperança e alegria,
E buscou a luz nas trevas para refletir àqueles que se encontravam nela.
Outrora, minhas noites, de tão escuras, fizeram-me esquecer da lua,
Que seguia em seu contínuo e incansável ofício, mesmo sob o céu noturno.
Agradeço por isso: por oferecer a luz e a cura de sua grande jornada,
Pois hoje eu recrimino as nuvens por não me permitirem contemplá-la.
Desejo que brilhe, mesmo que ainda que lhe peçam ou a convençam do contrário.
Quero que persista, mesmo quando sentir que não consiga.
Queria ter forças para sair da noite e, enfim, aceitar o dia;
Mas, enquanto eu tiver a lua, eu sei que isso me bastará.
DRAL
A morte nos traz reflexões diárias,
sobre o quanto a vida nos designa a traçar caminhos diferentes.
Nossos sonhos parecem reais,
mas as vozes já não se comunicam mais.
Os abraços, sorrisos e tristezas se vão.
Mas só conseguimos guardar tudo isso na alma e no coração.
O luto não é sobre esquecer. É sobre aprender a encontrar um novo jeito de viver em um mundo que mudou.
Quando convivemos com alguém por tantos anos, sua ausência deixa um vazio imenso. Aprendemos a compartilhar a vida, a rotina, os momentos simples. De repente, essa pessoa não está mais ao nosso lado, e lidar com essa dor não é fácil.
O luto é um processo. É a saudade, a falta, a vontade de reviver lembranças. Nesse momento, veja e reveja as fotos, os vídeos, as mensagens, tudo o que fizer bem ao seu coração. Isso faz parte do luto. Não é se machucar; é uma forma de manter viva a história de quem tanto amamos.
Com o passar do tempo, a dor não desaparece, mas ela se transforma. Aos poucos, aprendemos a conviver com a saudade, levando conosco o amor e as lembranças.
Agora este é o seu momento. Viva cada etapa do luto no seu tempo.
Você é uma pessoa admirável. Que Deus fortaleça o seu coração e lhe conceda paz para atravessar esse momento tão difícil.
Um beijo no seu coração.
Muito se fala sobre a auto multilação, mas pouco se fala sobre a auto humilhação
Quando tudo que vc tem te humilha, e você já criou consciência disso, mas vive num estado de paralisia, onde você não sabe como sair, e escolhe ficar a ter que lidar com seu próprio vazio.
O amor
Bom como alguém que tá sempre postando sobre o amor
Eu posso resumir dizendo que
O amor não precisa ter uma explicação
Simplesmente acontece
Mas, só com quem deseja amar de verdade.
Versador
De Marcio Melo
09/2023
Um versador versava versos
pra cantar sobre o amor.
Às vezes vinham em rima,
outras vinham em prosa,
e ele lançava ao vento
sem saber pra onde vão.
Com o tempo, sem perceber,
foi ficando romântico.
De tanto falar de amor,
de tanto escrever o nome,
acabou se apaixonando
pelo que ele mesmo criou.
Sobre Amar
Marcio Melo
Se alguém me disser que não vale a pena amar,
eu diria que é o mesmo que
cortar as asas de um pássaro e impedir ele de voar.
Ou como um rio sem água,
que nunca vai encontrar o mar.
Será que vale a pena um pássaro não voar?
Será que existe rio sem água chegando ao mar?
Então eu pergunto:
qual o sentido da vida,
se não vale a pena amar?
O Sócrates atribuiu a grande frase formal para chamar atenção e persuadir sobre o conhecimento limitado: Só sei que nada sei.
O mundo das pessoas dizem uma frase coloquial sem querer sobre a opinião indiferente e duvidosa: Sei de nada sei.
Uma visão poética sobre o amor
Amar não é perder-se no outro. É encontrar alguém que caminhe ao seu lado, na mesma direção, com a mesma disposição de cuidar. O amor verdadeiro não pede que você apague sua luz; ele encontra maneiras de brilhar junto dela. E lembre-se que a maturidade do amor está em abrir o coração sem abandonar a própria essência…
O tic-tac do relógio diminui o ritmo, ecoando como passos lentos sobre a madeira. O olhar se desvia da tela e busca a linha do horizonte pela janela.
A xícara fumaça sobre a mesa, ignorada pelo olhar fixo nas notificações que nunca cessam. Empilhamos minutos como se fossem moedas de um tesouro que nunca poderemos gastar. Planejamos o descanso para o próximo sábado, a felicidade para as próximas férias, a paz para quando a tempestade passar.
Mas a tempestade é o próprio andar dos dias.
Esquecemos o peso da gravidade que nos firma no chão. Esquecemos a textura da mesa sob os dedos, o aroma do grão torrado que se dissipa no ar, o calor que a porcelana transfere para as palmas das mãos. Vivemos na véspera de um futuro que teima em ser miragem.
Faça uma pausa voluntária.
Não ligue o rádio. Não abra outra aba. Apenas sinta o ar cru cruzar a garganta e preencher os pulmões, expandindo as costelas em um movimento que você faz milhares de vezes por dia sem notar. Cada batida no seu peito não é uma contagem regressiva, é a afirmação silenciosa de que você, contra todas as probabilidades do universo, está aqui.
O ontem é um rastro de fumaça, o amanhã, uma promessa sem firma reconhecida. O único território real que lhe pertence mede exatamente o espaço que o seu corpo ocupa neste milésimo de segundo.
Habite-o.
A coragem não é a ausência do medo, mas sim o controle sobre ele.
Você nunca fará nada neste mundo sem coragem. Ela é a maior qualidade da mente ao lado da honra.
A coragem é a primeira das qualidades humanas porque é a qualidade que garante todas as outras.
"Os homens corajosos agem por honra.
A vida é sobre ter “disciplina, constância, resistência, insistência e muita fé.”
Um compromisso consigo mesmo.
#bysissym
Ensaio sobre os Motivos
muitas coisas ruins
foram feitas
em nome de um bem maior.
mas ele nunca chega,
não é ?!
o bem maior,
nunca chega.
05/11/23
Michel F.M.
Senhor, meu Deus, a ti me achego na quietude das madrugadas,
quando os meus olhos repousam sobre a tua Palavra.
Pois só tu refrigeras a alma que em angústia se consome;
só em ti a minha sede encontra fonte.
Por que te perturbas, ó minha alma, e te abates dentro de mim?
Quem dera as dores deste mundo chegassem ao seu fim.
Como hei de andar tão vazio, sabendo que tu és o Senhor,
e que velas, noite e dia, sobre os teus filhos com amor?
Fraco eu sou, e de mim mesmo nada tenho;
busquei nas coisas vãs um descanso que não vinha,
e o que prometia encher-me, vazio me deixou.
Por isso, pelo teu amor, ó Deus, envolve-me em teus braços:
como o sol abraça a terra com o seu calor,
abraça-me com a tua presença, ó meu Senhor.
Enche-me das tuas boas-novas,
pois só tu tens palavras de vida eterna.
Graças te dou, ó Pai, porque comigo estás,
ainda que o corpo desfaleça e a alma chore.
Creio nas tuas obras; creio em teu Filho, Jesus;
creio que o teu Espírito, dia após dia,
sobre mim derramará o seu santo óleo.
A ti, ó Deus, Criador dos céus e da terra,
sobem as minhas súplicas:
recebe-as, Senhor, e traze paz ao meu coração.
DESABAFO DE UM CORAÇÃO!
Não raramente observamos e ouvimos reclamações sobre o discorrer da vida.
Talvez os sentidos apostos em cada palavra possam ocupar um real significado, pois, afinal, ninguém se angustia por blasfêmia, repetição de falas ou por descuido do coração.
Somos as variâncias de sentidos revelados nos resultados entre o ofertar e o receber... poucos estão aptos a receber e, muito menos, adequados a doar.
Nesta caminhada, entre o ir e o ficar, surgem dúvidas condicionantes. Não ficamos pelo receio da repetição daquilo que já fora vivido e registrado nos escaninhos de nossas almas como algo negativo e não seguimos pela incerteza do novo, pois a zona de conforto, muitas vezes, é a sustentação da imobilidade para novas estradas e outros rumos.
Sem o que oferecer no mundo ilusório do TER e oferecendo muito quando se trata de amor e do SER... muitos se perdem pelo desespero da invariável máscara do presente que impõe os retrocessos do ontem que pulula no amanhã. Gente sem presente ostentando o velho e o futuro de nada.
Vasculhando bem... e não limpando muito... a lamúria é o estado desalmado de uma alma ferida e quase abatida pelo flanco da solidão.
Viver é o inusitado murmúrio das vozes que são silenciadas quando precisamos acenar um sentido e não nos permitem e que, muitas vezes, gritam quando carecemos manter o silêncio absoluto para não ferirmos como nos ferem.
Brasília, 04 de abril de 2012
Perguntei ao sereno pela manhã....
De onde eu vim?
E tão tranquilo, vindo do céu, sobre o meu jardim, mesmo em silêncio, me respondeu:
-Como as ondas do mar que vão e vem,
eu também já estive aqui várias vezes...
Vim do céu, pequeno fio d'água, me transformei em riacho, virei um rio, fui lagos, mares e oceanos.
Subi aos céus e hoje volto à terra.
Venho trazer mais brilho ao seu jardim e fazer você ver a continuidade da criação.
Então perguntei à brisa fria, que tocando meu rosto, em beijos gélidos, me estremecia...
-Para onde eu devo seguir?
Em abraço, sussurrando em meus ouvidos, respondeu...
-Siga sempre em frente...
O passado já foi, o futuro, logo ali, viva o presente...
Avisou que durante o meu caminho obstáculos irei encontrar...
-Transponha que ao seu destino irá chegar...
E assim, sorrindo, a brisa partiu...
Perguntei ao beija-flor que se eu seguisse o conselho da brisa eu poderia ser feliz...
Ele me respondeu que eu deveria ser como o dia de hoje...
Lembrou-me que o amanhã pode não chegar...
Que na viagem, que faço todos os dias, sem me dar conta, já sou feliz...
Então voltei meus olhos para o céu, de onde descia o sereno e vinha a brisa, que sustentava o vôo do beija-flor...
- Em meus caminhos, no fim, o que encontrarei?...
Perguntei...
E o céu me respondeu, com um pequeno raio de sol...
- O recomeço...
Há dias em que o peso do mundo parece repousar sobre os nossos ombros. Nesses momentos de escuridão e desânimo, quando cada passo parece exigir uma força sobre-humana, é a sua coragem que se destaca. Ela não é um grito, mas um sussurro constante que se recusa a ser silenciado.
Sua resiliência atua como um farol, uma luz que brilha intensamente o suficiente para penetrar a névoa da dificuldade. Ela ilumina não apenas o próximo passo, mas todo o caminho à frente, lembrando-nos que o cansaço é temporário, mas o espírito é indomável.
Em um mundo que muitas vezes tenta nos diminuir, essa luz interior é a prova viva da nossa capacidade de superação. Por mais que tudo pareça pesado, sua coragem ilumina o caminho, mostrando que a força para seguir em frente já reside em você.
