Poesia sobre o Inverno
CHUVA NA CIDADE
Quando chove na cidade,
tudo fica alagado,
tem rua com tanta água,
que eu fico naufragado.
Troco carro por um barco,
pra ver se eu não encharco
e não fico ensopado.
No verão: seu calor, sua praia, seu fulgor;
No outono: seu odor, sua brisa, seu frescor;
No inverno: seu tremor, seu arrepio, seu rubor;
E por todo o ano o seu escritor, seu amante, o seu último amor...
Chegam os dias frios em que é perceptível a falta de interesse, de empatia, de afeto e de amor. Chegam os dias frios em que é perceptível, que a alma gela e qualquer coisa é mais importante que aquilo que antes era a razão do calor dos nossos dias.
Por isso prefira sempre os dias quentes aos de inverno.
Mudanças climáticas
Pedaços de estações,
Algumas delas matam ciclos da vida,
Nem tudo se adapta com as mudanças climáticas,
Alguns olhos choram com a água congelada,
Folhas verdes se degradam,
Outras ficam queimadas e conservadas,
Sobre o leito do solo branco,roxo e vermelho com a cobertura do gelo,
O branco chantilly e o véu que se formou com a neve,
Junto a flores das plantas,
Nem parecem que estão floridos,
Naqueles sofridos madrigais,
Época de inverno,
Sensação abaixo de zero,
Sofrem os pássaros e sofrem os animais,
Araras e maritacas,
Felinos,répteis , papagaios e pardais,
O tico-tico clama ao beija flor,
Por um punhado de mel que armazenou na primavera,
O pranto em seu rosto,
Desce gelado com pavor,
Entre todas estações muitos sobrevivem,
Mais eles clamam pelo outono,
Onde terão frutas doces e saborosas sementes,
Quem olhar além disso,
É uma obra perfeita e ao mesmo tempo é uma devassa na alma que arde adentro,
Alguns ciclos da natureza,
Parece que sumiram,
E não volta mais....
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Meu amor e as estações
A primavera vai terminando, mas meu amor por você continuará a florescer.
No verão, eu nem me resseco, pois encontrei um jardim que é você.
E tua luz, teu carinho e teus beijos me farão crescer todos os dias.
Se no outono, juntos, agente chegar, é no teu colo que irei repousar e no inverno não sentirei frio, pois ainda estarei com você, assim como o peixe permanece no mesmo rio.
Solidão das madrugadas
O silêncio da madrugada desperta
Imaginações, aflora pensamentos bons
A calmaria profunda me seduz a sabedoria
A paz me faz adormecer suavemente
Assim, plenamente iluminado
Mergulhado nas profundezas da solidão
Na frieza dos dias de inverno
Quando o verão foi embora, senti que os dias ficaram mais frios que o normal. Antes eu reclamava do calor, do suor excessivo que descia pelo meu rosto, mas agora, não sinto meus dedos; como se estivessem congelados…
Quando o verão foi embora e os dias frios chegaram, eu só me pegava pensando em uma coisa “queria que o verão voltasse”.
Dias frios são bons, saber que não vou suar, ou deitar na cama agoniada de calor, mas tudo que mais quero agora é sentir o sol tocando levemente meu corpo.
Nesse inverno me sinto sozinha. Mas é bom para pensar que talvez o calor não me fizera tão bem. Porém almejo que ele volte, para iluminar e descongelar o que em mim, já não se mexe mais…
AUSÊNCIA
Às vezes sinto que me falto,
Na Curitiba que os fracos não perdoa,
Onde o corpo vaga pelas ruas,
Mas a alma, essa, destoa.
O vento gelado corta a pele,
E a neblina envolve a cidade,
Mas é dentro de mim que sinto
A mais profunda saudade.
As praças e os parques perfeitos,
Mas não aquecem meu coração,
Que busca em cada esquina
Um sinal de reconciliação.
Sou um andarilho solitário,
Pelas ruas de pedra e frio,
Procurando no horizonte cinzento
O pedaço de mim que partiu.
E assim sigo, meio ausente,
Nessa Curitiba de inverno sem fim,
Esperando que um dia, quem sabe,
Eu me encontre dentro de mim.
Se você soubesse o quanto eu te desejo
Não somente no coração mas também nas noites frias de inverno.
Ter você ao meu lado com uma bela lareira e uma garrafa de vinho
Sentindo seu calor em cada gesto de carinho e os seus beijos quentes
É assim que desejo você ao meu lado nas noites frias de inverno...
AS ESTAÇÕES DA VIDA
Já perceberam que nossas vidas
São como as árvores a enfrentar estações?
Não podemos fugir delas,
Mesmo que tragam tristeza e solidão.
O vento sopra, derruba as folhas,
Galhos fracos quebram sem som.
Parece ser o fim...
Mas é apenas o início.
O inverno da alma nos envolve,
Mas a primavera há de chegar.
As dores do vento nos moldam,
Para florescer, precisamos esperar.
Deus sacode nossas vidas,
Derruba o que não serve mais.
Parece perda e dor,
Mas renascemos mais fortes, sem medo.
Nossos sonhos congelados,
Sob a neve, se perdem.
Mas no silêncio, renascemos,
Em novas vidas, encontramos luz.
O inverno da alma nos envolve,
Mas a primavera já chegou.
As dores do vento nos moldaram,
E florescemos, enfim, com a promessa.
Não, não minta pra si mesma, agora
Sei que não me esqueceu e isso te apavoras
Sou um homem solitário no deserto
Olhando pro horizonte, rezando pra chuva chegar
Estações de Amor
Nossas estações entrelaçadas, em um ciclo eterno de encanto,
Na primavera, floresce o amor, no verão, és meu jardim, meu encanto.
Tua luz e carinho, como raios de sol, fazem meu ser crescer,
No outono, em teu colo repousarei, e no inverno, contigo, hei de aquecer.
Emoções em Estações
Assim como a primavera,
É florido e quente,
sempre se espera,
é um conforto contente.
Também é como o inverno,
tudo fica deserto,
o tempo passa devagar,
dói até cansar.
Massacrador como o verão,
uma sede sedenta sem comparação.
Que pode alegrar,
mas muito vai machucar.
Temporadas
Não me importo mais com a suas partidas ,
Porque me incomodar, se o sol para mim não falta?
Já sei pular nas poças,
Rolar na lama,
Já Sei distinguir os cheiros
Agora sei que existem outros perfumes,
Outras esquinas,
Outros temperos,
Agora entendo a diferença dos sonhos e pesadelos,
E o que são os pares e os impares,
As entradas e saídas,
Os atalhos e as conquistas
Ah sim, agora também sei que essa tempestade é só um chuvisco,
E que os pássaros se vão quando chega o inverno, mas agora sei que o verão já está aí e o canto e o pio sempre vão existir!
Kel Vieira.
Amizade Remanescente
O início de uma amizade é como estrelas,
Sempre brilhantes, até que uma explosão aconteça.
O fim, infelizmente é inevitável,
Com você, ele sempre foi as caravelas
Destruídas pelo mar
De nossos pensamentos,
Que não podíamos evitar de pensar.
E no fim do dia fracassado,
Quando o Sol não é mais quente
Você se pergunta “O que aconteceria,
Se os egoísmos do passado
Não tivessem afetado o nosso presente?”
Que se tornou algo amassado,
Pelos erros da nossa amizade poluente.
A epifania que foi a nossa amizade,
Era algo incrível, como o Sol ardente.
É triste pensar que aquele sentimento
É apenas algo remanescente.
Em pedaços, o que restou foi nojento
E eu sinto culpa, por ter insistido tanto,
Em algo, que não tinha conhecimento.
Eu pretendia ser para sempre o Sol,
Mas agora permaneço
Em um inverno escuro onde enlouqueço.
Sem nem um mísero cachecol
Para aquecer a minha alma,
Que permanecerá solitária,
Até o fim das galáxias e dias, além de noites arredias.
Agora, na beira do precipício, eu te imploro por um motivo
Para continuar lutando por essa amizade
Que mais parece um exílio.
Se esse for o tipo de amizade que você deseja,
Eu vou apenas correr, e me libertar
Antes que eu vire algo
Que ninguém almeja conquistar.
Uma alma triste
Um coração despedaçado
Um rosto sorridente
Assim ela caminha por aí
Apreciando a lua
Criando contos de outrora
Em uma noite invernosa de fevereiro
Inseparáveis
Caminhando na estrada cheia de neve em volta pelas 4:20 da manhã vi beleza, senti medo,
orelhas em pé, olhares atentos, meu cachorro avistou uma vida animada e esperançosa vindo ao longe na nossa direção,
ofereci uma bebida quente e um belo olhar penetrante falando sobre a minha alegria em conhecer aquela bela mulher que se apresentou de surpresa como uma linda aparição,
de passo em passo fomos ganhando a confiança apoiados pelos latidos do meu doce filho peludo,
depois de alguns sorrisos e saberes um do outro o céu voltou a ficar claro, apesar da neve eu me sentia numa manhã de verão,
da li em diante já se vão muitos invernos e muitos verões com nossas mãos inseparáveis.
Brota, a bela flor
o vento espalha seu aroma
lhe envolve com seu manto
prestigiando sua presença
Decorrem as estações
avigoram-se as raízes
registra momentos, doces encantos
enquanto a ternura reluz, brilha o sol
Retorna o vento
de suave, torna intenso
seca as folhas, bambeia o haste
e as pétalas cobrem o chão
É o rigor do inverno, dominando
afasta a cor, atrai gotas de dissabor
nas profundezas da terra, esconde a bela flor
Um raio de luz penetra a escuridão
Vem surgindo a primavera
com novos momentos, novos sabores,
regozijando corações
TELEGRAMA DE SÃO PEDRO
.
Esta chuva que não vem
Já me deixa impaciente
Eu vou falar pra São Pedro
Que aqui está muito quente
Abra a torneira do céu
Deixe jorrar água ao léu
Não tem cristão que aguente!
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Telegrama de São Pedro:
condição primeira e única pt
cuidar da natureza pt
abrirei torneira pt
após cumprida condição pt
GRATIDÃO!
.
Mais uma chuva "dasBoa"
Caindo no meu torrão.
Temos quiabo, maxixe,
Tomate, milho e feijão!
São Pedro abriu a comporta
Água que nos conforta
Só nos resta gratidão!
