Poesia sobre o Inverno

Cerca de 1600 poesia sobre o Inverno

⁠O Inverno em gradação
romântica chegou
no Médio Vale do Itajaí,
um contentamento inefável
embalador, incontestável
mesmo escuro e cinzento.

Rodeio nos teus braços
verdejantes e coroada
pelas cores cinzas
do céu da estação
convida a uma íntima
e devota declaração.

Rodeio não te amo
da boca para fora,
E sim do lado de dentro
vestida de inverno
é a própria beleza em esbanjamento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio no Inverno

A neblina acaricia
com máxima poesia
o Médio Vale do Itajaí,
Rodeio no Inverno
ao som das músicas
das minhas origens,
com café fresco e pão quente
oferece tranquilidade
que acaricia o coração da gente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pinhão

⁠Não tem como ser
infeliz no Inverno
com Pinhão alegrando
o prato, com poesia
e o coração apaixonado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Ipê Amarelo da Serra
dançando o baile
desta bonita tarde
de Solstício de Inverno
parece comigo
por dentro sempre
que te vejo no caminho.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As araucárias do meu Sul
dançam com o Sol e a Lua
neste Solstício de Inverno
que coincide com o Lunistício
que está sendo vivido
pelos Hemisférios Norte e Sul,
Os dias serão mais longos
para sonhar com os meus olhos
abertos e traçar mistérios
para que todos os teus desidérios
no absoluto só encontrem os meus.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha Pátria sob
a dança do Sol e da Lua
neste Solstício de Inverno
é a Pátria que se identifica
por duas árvores de flores
amarelas que sempre
que florescem parecem
com pequenos sóis
suspensos e atraem
os mais lindos sentimentos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As flores do Ipê-Amarelo
saúdam o Lunísticio
neste Solstício de Inverno,
E eu aprendendo a lidar
com a poesia e seu mistério.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Antes do Lunisticio
e do Solstício de Inverno
que estamos vivendo,
eu te sinto mesmo em pensamento.

Dancei com os deuses
nos braços da Aurora Austral,
Agora ergo em direção
a Tata Inti o Taita Nina no meu ritual.

Agradeco a Mama Kocha
pela vida que se renova
no ventre de Pachamama,
a minha intuição jamais se engana.

Minhas raízes nesta Abya Yala
vivem nas minhas veias
mesmo que você não as veja
celebrando o Inti Raymi a vida inteira.

Poeticamente as minhas letras
têm as cores da Wiphala,
conheço bem a minha pertença
que segue o rumo da ancestral crença.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Festa de São Pedro e São Paulo em Rodeio

No auge do Inverno aqui
no Médio Vale do Itajaí,
Te encontrei na Procissão,
fomos para a Missa
e depois levamos as nossas
chaves para receber a bênção,
e depois caímos na animação
nesta Festa de São Pedro
que animou a nossa querida Rodeio.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Ipê-mamono traz calor
para o espírito neste Inverno
que não é apenas estação,
Com os seus sóis em flor
em plena tarde poema
me inundam com amor
e ainda me faz crer
que vale tudo para não
desistir da beleza de viver.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tarde poética coberta
pela floração do Ipê-vacariano,
É inverno com um Sol
de amor e paixão nascendo
no meu coração de poeta,
Sim, eu morro de amores
pela nossa generosa terra,
e danço entre as flores
que são carregadas pela ventania.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nesta noite tudo passa
na minha cabeça,
não ser mais Verão para
quem só oferece Inverno
é dever em qualquer estação
para manter o Ipê-rosa
do meu coração preservado
para a próxima estação
que sei que eu hei de encontrá-lo
e você há de ser meu namorado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Deixar que o Ipê-rosa
nos enfeite com as suas
pétalas nesta tarde de inverno,
Ser a dona do seu sorriso
sincero e fazer dos teus
abraços todo o meu Universo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Teus acordes profundos
de festivais de inverno:
és o meu destino certo.

Fico em florescer infinito
de Aroeira Assobiadeira
só de ver o seu sorriso.

Buscas Mel e eu sou flor
que se cheire com jeito
porque sou o seu amor.

(A tal felicidade com motivo).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pequena estrela cardente a cair: rasga o céu sombril do inverno

Seguindo seu rumo ao nada; marca

Oh que rara e efêmera beleza a contemplar.

Inserida por joaoeudesdeana

PRIMAVERA COM CARA DE INVERNO

E hoje ela chegou diferente
contrariando a expectativa da gente
chegou a bela primavera
com roupagem diferente

Céu azul , sol brilhante
Parece bem distante
quase um sonho a perseguir
porque do friozinho do inverno
ainda não pudemos fugir

Manhãs primaveris
sol ameno , céu azul
muitos pássaros a voar
por enquanto é utopia

mas vamos lá minha gente
Nada de desanimar
decerto ela há de voltar
embora pareça demorar

Pássaros a voar
buscando novo ninho
e cada um a preparar
também seu novo caminho

Nada de melancolia
Tenham fé na Estrela Guia
Busquem sabedoria
E comecem bem o novo dia

Edite lima

Inserida por editelima

⁠Ode ao Inverno

O Inverno não grita,
sussurra...

Desce, quieto, pela espinha
como quem conhece
os lugares secretos
do silêncio...

É quando o mundo se recolhe
e se hiberna do fulgor estival
e a alma se ouve melhor...

É quando os areais desertos
me convidam á contemplação poética
na solitude de um momento intimista...

É quando o udito se aquece
nos estalos da madeira queimando
nas fogueiras incandescentes
das festividades juninas e julinas...

É quando o olfato se inebria
com o vapor com aromatizante
do café que sobe como reza
abençoando o ar...

É quando as ruas ficam nuas,
mas o olhar se veste
com casacos de lembranças...

Tem algo de pausa
em cada manhã cinza...

Tem algo de recomeço
no fim de cada tarde curta....

Inverno é tempo de desacelerar,
de entender que o frio
também é forma de cuidado...

Porque também há beleza
na cinéria bruma hiemal ...

Porque também há poesia
nos galhos secos
que insistem em sobreviver...

E porque também há calor
mesmo quando ele
não se vê
e não se faz ver
em tudo o que resiste...

✍©️ @MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠Ode ao Inverno (2)

Ó Inverno!
Velho sábio das estações,

chegas com teu manto cinério
de névoa e silêncio,

soprando nos areais
a brisa dos eremitas

e cobrindo os dias
com véus de introspecção...

Ó Inverno!
Teus galhos nus
vestem o céu
com poemas de quietude
e de recolhimento...

enquanto a luz solar
pálida e tímida
insiste e persiste
em revelar a beleza
do que é contido...

Ó, Inverno!
No abraço frio
de suas madrugadas
descansa a alma agasalhada
em trégua e vigília

e sob o cinério
dos céus suspensos
floresce a chama oculta
da memória que sobrevive...

Ó, Inverno!
És o tempo do chá fumegante
de reflexões incombustas

e das cobertas aconchegantes
que esquentam lentamente
versos arrefecidos...

dos livros lidos
na penumbra
sob à luz dos vendavais

dos passos lentos
e hidratados de poemas
sobre as folhas secas
das amendoeiras

e de olhares certeiros
que buscam dentro,
não fora...

Ó Inverno!
Há em ti
uma nobreza silente

uma lição
de desapego e reinício

Mesmo no álgido
planto a esperança

pois a tua álgidez acalenta
e guarda a semente
da primavera...

✍©️ @MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠A Serra da Tiririca
com o véu do inverno
parece uma noiva antiga
vestida de névoa e silêncios
guardando segredos
nas dobras da manhã...

As pedras úmidas
respiram memórias
de passos descalços
de cantos de passarinhos
escondidos sob mantos
de bruma...

As árvores, imóveis
rezam com os galhos
para o céu cinério...
E o vento?!
Ah o vento!
Sussurra lendas e versos
que só o poeta entende....

Ali
o tempo se curva
como o tronco velho
de um ipê adormecido...
e a alma da serra
embebida de inverno
abraça quem se atreve
a escutar sua poesia muda...
✍©️ @MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta

⁠O Inverno vem pincelando
a Região Oceânica
de cinéria paisagem
inspirando silêncios
que se alongam
como brumas na enseada...

As árvores sussurram
memórias poéticas
nas folhas que não caem
mas se encolhem no frio
esperando o lume
do sol tardio...

O mar
austero e cinzento
reflete nuvens em meditação
e as pedras da praia calada
guardam segredos
em oração...

Nesse palco
de frios e ventos
a alma caminha descalça
colhendo versos
no sopro gelado
da manhã cinéria...

Cada passo ecoa
nas calçadas
úmidas e vazias
onde os ventos
riscam arabescos
na superfície da nostalgia...

A Serra da Tiririca
velada no mistério
traz no dorso
a bruma espessa
como se fosse
um manto antigo
tecido com a lã da saudade...

E há beleza
nessa ausência
de cores vivas
de vozes altas
há poesia no incolor
na respiração contida
do inverno que acaricia
com mãos frias
e delicadas...

✍©️ @MiriamDaCosta

Inserida por MiriamDaCosta