Poesia sobre o Inverno
ARTESANATO 1
O artesanato é a primavera,
O artesanato é o inverno e outono,
O artesanato é o verão,
O artesanato é o dia e a noite.
Com o artesanato esqueço as tristezas e mágoas.
A minha vida fica a cada dia,
Mais repleta de alegria,
O artesanato é o dia,
O artesanato é o sonho,
O artesanato é o amor
O artesanato me enche do amor de Deus.
Registrado na Biblioteca Nacional.
O Tempo é Do Amor!
Não
importa
o tempo...
Que seja:
outono,
Primavera,
verão
ou inverno...
O amor
permanece nos
aquecendo sempre!
Sinais
Um sinal do breve gelo do inverno
Um sinal de um infortúnio eterno ?
Um sinal de uma luz laranja
Quando o sol descansa e a espera de no dia seguinte raiar ele se arranja
A lua surge no horizonte
Histórias de um amor espero que um poeta um dia nos conte
A cada sinal de decepção
Voou paralelo a outra dimensão buscando minha liberdade de expressão
Sinais que um poeta quer demostrar
Sinais que a sociedade quer calar
Sinais de um amor desprezado
Apagado quando se tem um coração renovado
E nos meus cartazes
Diríamos a pessoa que amamos ""te amo "" milhares de vezes
Abracadabra sésamo ... não é assim que faz você se apaixonar
Na química dos olhares no teu corpo revive a vontade de aquela mulher amar
Admirando esse espetacular eclipse
Me pergunto por quê caímos tanto em deslize
Uma voz ao fundo me responde
Olho é você ... Me dizendo porque está tão longe
É um sinal de um monge
Que do alto do monte
Me diz que na vida todos temos uma ponte
Questiono ele que ponte é essa ? Ele responde todos temos um amor que trás a alegria em forma de uma esplêndida fonte
Sou poeta
Me faço e nasço
A beira mar
No pôr do sol
Na praia
Sou poeta,
Sou flor
Sou inverno
Verão.
Me crio
Me recrio
Sou lua
Sou flor
Sou mato
Sou vento
Brisa,
Ondas.
Te abraço
Te canto
Te rosco
Te ganho
Te tenho
Te toco
Quero,
Posso.
É sempre inverno no coração de quem escreve. Mas foi no verão que fiz amor com a poesia. Eu quis trancar todas as minhas assombrações no guarda roupas. Couberam as lembranças, as cartas ridículas, a saudade, o ócio. Foi difícil fazê-las entrar. Tranquei até a alma que te dei. Eu desenhei todo o meu amor nos papeis que estão na gaveta e que você não leu. Eu me desfiz de todas as roupas com seu cheiro. Desfiz-me das telas, tintas e pincéis que usei para retratar sua barba. Ah! Minha excitação por barba, você provocou. Agora meus pensamentos são ondas de ócio num mar de mesmice. Eu me perdi dentro de mim mesma só para estar despedaçada nos lugares mais improváveis. Eu estava no seu bolso, no galho de árvore que aponta pra sua janela, no ponteiro do relógio, no corrimão da escada da saída de emergência, na estante atrás dos livros, e até dentro, na página em branco. Veja quanta coisa há nesse guarda roupas, virou uma prisão de sentimentos, cores e intensidade num volume extraordinariamente proporcional ao que eu tenho no meu peito. Escute o barulho que eles fazem, já não consigo mais dormir á noite. E nem me atrevo a citar seu nome. Seria ensurdecedor. Permita que eu compartilhe contigo a luta que travei comigo mesma para voltar a ser alguém normal. Entenda que a saudade me bate, violenta, imperdoável. Eu tento contê-la. Tudo isso é pesado demais pra mim. A minha lanterna ilumina o chão que pisarei, pois o caminho já percorrido me fez calos nos pés. Você me fez calos, a dor me calou, só a poesia me salvou.
[Das coisas que fugiram do meu guarda roupa]
As brisas das frias noites
Apagam minha paixão.
Os ventos do triste inverno
Congelam meu coração.
As portas estão fechadas
A luz não consegue entrar
Me isolo de todo o mundo
E me esqueço de como amar.
Prefiro sofrer assim
Do que nas mãos de um alguém qualquer
Prefiro desistir da vida
A estar com qualquer mulher.
INVERNO MEU
O sol de inverno
Num salto infinito
Sobre a dorsal dor
Mistério que sopra
Para o desconhecido
Com sede de amar
Chove-me na alma
Talha-me o orgulho
Rendo-me à tristeza
Navego com o vento
Neste meu sol de inverno.
O inverno da minha alma chegou.
O frio dos lábios fraudulentos
Já não se faz incomodo.
Fecho os olhos
À suas palavras
E abraço a escuridão
Do fundo da caixa.
A noite me envolveu
De modo a transmitir
A fumaça do abismo
Que cavaram em
Meu coração despedaçado.
Por isso o frio
É meu aliado
Na proteção
Da minha existência.
Para que jamais
Me queime no
Fogo da enganação.
Amor
O meu ser procura-te delirantemente
Nas frias noites de inverno, nos dias
Quentes de verão, nas tardes de primavera
Sem ti não vivo, mas isso tu já sabes.
NOITE DE INVERNO
Noite de inverno, no
Chamamento do frio
O teu corpo pediu
Uma esmola ao meu
Num sopro do tempo
Entre as folhas caídas
Lá fora no chão, tapadas
Com a neve a derreter no chão.
Se um dia
Depois
De um tenebroso
Inverno,
De um luto
Doloroso pela
Partida de um grande
Amor
A alma
Resolver se encontrar
Novamente
Em um novo sentimento,
Viva!
Sobretudo,
Sem culpas,
Pois o que é da eternidade
Jamais se apaga
E não condena
O seu modo de viver!
O verdadeiro amor
Liberta para ver feliz,
Abrace então a felicidade
E se não for possível
Ter diante do seu coração
O motivo do seu despertar,
Continue seguindo
E deixando as pegadas
Pelo caminho,
Pois um dia, não muito tarde,
A vida recomeça.
Tardes de Inverno
Não sei bem descrever a felicidade
Mas naquele final de tarde de inverno
Vendo seu sorriso iluminado pelos últimos raios de sol
Não pensava no passado, nem almejava o futuro
Gostaria de ficar eternamente naquele momento
Se realmente existe felicidade
Deve ser algo assim
Algo entre sua beleza e estado de espírito
Foi a paisagem mais linda de se ver
Naquela tarde fria de inverno, seu sorriso me aqueceu.
Houve um inverno em minha vida,
em que o frio era desesperador...e as noites
solitárias.
Houve um verão na minha vida, quando tudo era
cor, calor,e os amores eram quentes.
Houve um outono em minha vida, onde tudo era
folhas secas, emoções mortas.
ESTOU NA PRIMAVERA DA MINHA VIDA! onde enxergo
as flores mais lindas, onde o perfume da tranquilidade
se espalha pelo meu jardim, onde todas as flores dançam
e passaros cantam, só para me ver feliz.
Aut: Sandra Lima
o que vale a vida
se eu não tenho
voce ao meu lado
eu quero que voce
me abraça nesse inverno
e o resto vai por inferno
Aceitar a nova estação, que está chegando, o inverno da vida não é, realmente, fácil para nós que somos um povo Ocidental...
Daí, corremos para consumir produtos, que prometem retardar todos esses efeitos e são produtos caros, mas, na realidade, a maioria não funciona...
Deixamos nossa verdadeira essência de lado, para buscar o ilusório, aquilo que fantasia a realidade...
Enxergamos o que é falso, já que o espelho não fala, não sabe dizer que estamos fora da realidade...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "A BELEZA DA FELICIDADE
Bom mesmo seria se aprendêssemos
com as flores, a nos despedaçarmos a cada outono e inverno, e renascêssemos a cada primavera e verão de nossas vidas.
DESPOJADA
Despojada de mim, atravesso o tal inverno
Na existência de uma flor, desconheço o nome
No regresso ao esquecimento, espelho vazio
Cega de uma tal solidão, na pureza abandonada
O tempo flui no que procuro sem procurar
Demanda do que sou, foi ou talvez, seja ainda
Eu já sei que o teu desejo espreita o meu corpo
Ele refugia-se nas trevas, num triste, belo sonho
Sono de uma batalha, travada na madrugada
Corpo ferido, que escorre de mim nas trevas
Refugio-me no corpo vazio, de que disponho
Sendo réu e o meu próprio juiz do desencanto.
Desafios
Nas intermináveis noites geladas do inverno no Sul do país, ao redor da imensa mesa da cozinha, minha família ficava por horas ouvindo os conselhos de nosso sábio pai. Um dia ele nos disse que se não fossemos competitivos e não aceitássemos os desafios que a vida nos oferecesse, nunca iríamos ter o sabor agradável de uma grande vitória. Muito pequena ainda fui estudar em um colégio de freiras, que era internato e semi-internato. E não sei se pelas palavras de meu pai, ou por que nasci competitiva, sempre que aparecia algo que parecia ser um grande desafio, ficava rezando para ser chamada a enfrentar as pendengas. Fosse o que fosse. Gostava de vencer os obstáculos e levar o troféu da vitória. E no transcorrer de minha longa vida, prossegui sempre assim. Aceitando com garra tudo o que mais difícil aparecia. E até hoje não me contento com uma palavra cruzada fácil, precisa ser um desafio para eu me sentir bem, porque só os grandes desafios e as grandes derrotas nos fazem crescer para uma vida melhor. Assim, penso que, lutar significa estarmos vivos e aptos para desfrutar dessa caminhada que se chama vida. Quanto maiores os desafios, melhores serão as sensações de prazer pela vitória.
Quando eu nasci
Pensei que era inverno
Porque senti tanto frio
Que me deu um calafrio
Que fiquei arrepiado
Meio desconfiado
Ouvi uma coisa estalando
Duas pessoas falando
Quando senti um ardor
Foi uma palmada danada
Que comecei a chorar
Eita que vida sofrida
Já comecei apanhar
Depois chegou uma mulher
Toda vestida de branco
Traga ele pra Ca
Me enrolou numa toalha
Gritou que nem uma gralha
Traga uma tesoura pra Ca
Fiquei todo arrepiado
Será que ela vai me cortar
Me abraçou com as mãos
Cortou um tal de cordão
E disse; Agora você vai mamar
Thadeu alencar
"ARITMÉTICA NOITE"
É sempre assim, nas noites de chuva
Noites de frio no inverno que dói
Desta solidão imensa
Em que o choro se torna eterno
Lembranças doces, que escorrem
Em forma de lágrimas da minha alma
A tua partida vai doer como dói agora
Como a fina chuva de inverno
Noites frias que congela as minhas lágrimas
Esta vida tem uma estranha aritmética
Desta dor que nos abate e tortura
Que julgamos que muitas vezes não ter cura
Que destino nos impôs e impõe
Esta alegria que nos dá desejos de abraçar o mundo
De chorar, de rir e que nos põe tristes sem querer
Depois, esta estranha sensação da vida
Que parece ciência, parece arte
Afinal quem pode compreender esta dor
Que eu não a entendo, dor que mata na escuridão da solidão.
