Poesia sobre o Inverno
Há dias em que caminho como quem atravessa um inverno sem fim. Dentro de mim, tudo parece frio, pesado, quase irreconhecível. Cada passo é menos coragem do que insistência em não cair. E sigo, não porque a dor diminuiu,
mas porque me recuso a deixar que ela escreva o fim da minha história.
*“No Inverno, Café e Você”*
O inverno chegou devagar,
vestindo a cidade de silêncio
e as janelas de saudade.
Lá fora, o vento desenhava frio nas ruas, mas aqui dentro
existia você.
O café fumegava entre nossas mãos, como um pequeno sol tentando aquecer o mundo.
E eu observava teus olhos
com a mesma calma
de quem encontra abrigo
num fim de tarde chuvoso.
Você sorria baixo,
enquanto o aroma do café
misturava memória e desejo
no mesmo instante.
Há amores que queimam como incêndio.
O nosso não.
O nosso aquece devagar,
como coberta em noite gelada, como música antiga tocando ao fundo, como dois corações aprendendo a morar no mesmo inverno.
E desde então,
toda vez que o frio retorna,
o café perde um pouco do gosto… se você não está aqui.
Quero tela ao meu lado em dias ensolarados e nas noites de inverno.
Quero tela para falar ao pé do meu ouvido e estabelecer meus sentimentos ao entardecer de um horizonte transbordando de beleza e fazendo-me um homem feliz por ter você.
Hoje
Os dias são de inverno
No inverno
os dias sempre são mais curtos
Mas existe a solidão lá fora
Embora
ela esteja aqui dentro há tempos
Pois os tempos não voltam
E as lembranças remontam
O meu dia aos avessos
E a cada dia mais frio
Tão frio quanto a madrugada
Desses dias de frio inverno
Resta escrever poesia
Fria, em seus mornos versos
O latido de cães
E as cantigas de roda de outrora
Agora, tudo isso
é coisa por demais antiga
Saudade verdadeira
Verdade da boa
O forno de pão
O chão de terra batida
Violão e conversa
Lembranças tão dispersas
Quanto estrelas no Céu
Isso é a vida
No início
Um papel em branco
... e bonito
No final
Um livro escrito de qualquer jeito
Com direito à notas de rodapé
Em tempos de outra estação
Infância de poetas
São sempre as mais felizes
ou talvez as mais tristes
de vez que o poeta existe
Pra que elas sejam sempre algo mais
Mesmo que sejam somente
as mais distantes
tão distantes que agora
Não existe diferença
entre as verdades e as mentiras
O vento sopra e a roda gira
Uma longa lista de lembranças
As quadras,
cantigas de roda
e canções pra lá de antigas
Pondero
Que nunca mais eu cantei como antes
Pois a dura vida de ontem
vivida de hora em hora
Eu vejo agora
Parece que durou
somente um mero instante.
Edson Ricardo Paiva.
Os ursos atravessam o inverno recolhidos à caverna, sustentados pela gordura acumulada na primavera e no verão. Muitos seres humanos sobrevivem das boas lembranças de suas próprias primaveras e verões da vida. O presente virou passado; e o futuro ah, o futuro, uma palavra quase sem sentido.
Pensamento assim está tudo errado. A existência não se cumpre apenas na saudade do que já foi. Cada dia exige o esforço de construir novas primaveras, mesmo quando o inverno interior pareça interminável. O passado alimenta, mas não pode aprisionar.
Vamos repensar?
Albert Camus:
“No meio do inverno, descobri que havia dentro de mim um verão invencível.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“O homem que encontra sua força interior deixa de depender das estações externas da vida. Existem pessoas cercadas de abundância vivendo em uma eterna tempestade, enquanto outras atravessam desertos carregando dentro de si uma fonte. O verdadeiro clima da existência não está fora; está na consciência.”
Outono é a transição das alegrias simples do verão para os prazeres sólidos do inverno.
No outono os jantares à luz de velas são mais longos, com mais prazer e alegria.
- O Sabor da Vida
Inverno implacável
No inverno que se estende, frio e implacável,
minha alma vagueia, perdida e sem abrigo.
Procuro a poesia, mas a esperança é frágil,
as palavras escapam por entre meus dedos, como o vento pelas frestas da janela... gelando completamente meu lar, meu abrigo.
Desiludida, caminho por ruas de sombra,
onde o eco do silêncio grita ardorosamente.
A beleza se esconde, a luz já não assombra,
e em cada estrofe, sinto o peso da vida... meus pés dormentes.
Mesmo na noite mais sombria e profunda, porém,
a chama do sonho não se pode apagar.
Pois mesmo cansada, a busca é fecunda,
e um dia, quem sabe, renasça a esperança de recomeçar.
Assim, a dor se transforma em verso,
e o inverno cede espaço ao calor que amana do universo.
Quem é Ela?
Tem o abraço quente como o verão,
Para aquecer os corações em dias de inverno!
Ela veste as cores da primavera,
E seu sorriso, faz cair as folhas da inveja como no outono!
Agora é finalmente a hora
de dizer arrivederci, inverno
Foi realmente um inverno longo
Eu já estava ficando cansado
Do inverno
Que nunca parecia acabar
Agora finalmente meu pai
Trouxe a primavera hoje
Também meu pai trouxe de volta
Para casa os pássaros que eu estava sentindo falta
Há muito tempo
À noite eu deixo as janelas
Abertas para que esfrie minha casa
Porque eu não tenho ar-condicionado
E eu tenho vivido na minha
Casa
Há muito tempo agora
Também eu amo a área onde eu moro
Os pássaros me acordam
Com seu canto logo de manhã
Eu já estou acostumado com isso
O intenso vive...
O intenso vive,
o plano de amar levantou voo,
aplausos ao inverno passado com suas perguntas respondidas,
glória ao fogo com suas lenhas inacabáveis,
O intenso vive,
uma voz grita, a sinfonia corre com os ventos,
o barco acompanha a correnteza, o caminho foi traçado,
contemplar a lua cheia por horas carrega uma bagagem que desata o nó das urgências,
os dias são indomáveis, as palavras são o grito dando sentido a verdade,
O intenso vive,
no farou, uma coleção de momentos é a luz que ilumina as lágrimas e os sorrisos,
mágicos são os desejos que viajam no tempo sem tropeçar no espelho do engano,
na dança infinita o amanhã é descoberto depois das nuvens,
o fantasma que amedronta a solidão escapou, a tristeza foi jogada no êxodo, agora o capitulo contado neste voo vitorioso é o de génesis.
Minha Primavera
Após um inverno duro, a primavera chegou e com ela tudo voltou a florescer, as paisagens formadas pela natureza encantam, uma grande diversidade de flores forma um belo tapete acima do solo, a temperatura ficou mais agradável e os dias agora são de prosperidade.
Você é a minha primavera, quero espalhar pelos quatro cantos do mundo que você chegou e agora a felicidade vai jorrar como aguá de uma fonte que nunca seca.
21 de junho
Solstício de inverno
e de verão certo?
Fique esperto !
Os hemisférios ficam assim,
o sol passa por cima
do ponto de Câncer.
Dos 23 a 30 graus
do Equador celeste
Afasta_se para o norte nesse lance
E quando nasce
ele surge no nordeste
e bem Vibrante.
Aphélio e Periélio
Distâncias do Sol de um dos dois hemisférios.
No inverno é Aphélio,no verão é Periélio.
Temos frio e calor intenso,um caso sério!
Uns têm vida e outros, quase morrem de calor!
É a Natureza que brinda a Terra com a luz do Sol nos hemisférios.
Ela que gira em torno do Sol, o rei Hélio!
Longe dele, surge o fenômeno Aphélio, tem inverno
Muito frio sim senhor ,na região tropical abaixo do Equador.
Perto da Terra o Sol faz o Periélio é quente, verão é muito calor!l
Vida é ciclo.
Cair, levantar, recomeçar...
cair, levantar, recomeçar... verão, outono, inverno, primavera, verão...
É esta a beleza da vida!
Lareira
Teu amor é lareira acesa
no centro do meu inverno,
chama que conversa com
a noite e não pede permissão,
me aquece por dentro enquanto
o mundo neva por fora,
e até minhas cicatrizes aprendem
a descansar no teu calor.
Quando te aproximo,
o tempo vira lenha estalando lento,
os silêncios ganham cor,
os medos derretem sem pressa,
teus olhos são brasas que
sabem meu nome,
e meu coração, casa antiga,
volta a ter fogo no chão.
Se um dia tudo esfriar,
sei onde voltar as mãos:
no abrigo do teu peito,
feito lareira eterna,
onde o amor não ilumina
só o quarto
— ilumina o que em mim
quase virou cinza.
Te amei com a calma de quem entrega a alma sem medo,
mas teu silêncio foi virando
inverno dentro do peito.
Cada promessa tua ficou
perdida no tempo,
e o que era carinho virou
lembrança machucando por dentro.
Ainda lembro do brilho
dos teus olhos nos meus,
do jeito que tua voz fazia
o mundo parar.
Mas hoje existe um gosto
amargo entre os “nós” e os “adeus”,
como se o amor tivesse cansado
de tentar ficar.
Carrego ressentimento
nas partes que ainda te amam,
porque esquecer você nunca
foi tão simples assim.
Te culpo pelas noites em que
minhas lágrimas me chamam,
mas no fundo também me culpo
por querer você perto de mim.
E mesmo ferido, meu coração
ainda pronuncia teu nome baixinho,
como quem procura abrigo na própria tempestade.
Porque o ressentimento é só um amor perdido no caminho,
tentando sobreviver no meio da saudade.
Folhas caindo...
Inverno chegando...
Outono sorrindo...
Primavera florindo...
Verão...amores que se vão!
Haredita Angel
15.07.25
Na primavera me fiz flor
No inverno me fiz cobertor
No verão me fiz alegria
No outono me fiz folha nova
Nas quatro estações te fiz amor!
Tudo por causa de você!
☆Haredita Angel
Nas flores de inverno somos servos da dilaceração pois a paixão nos abandonou.
Tão simples quanto as chuvas de inverno.
No outono somos penas flutuam no mar perpétuo de um momento lindo.
