Poesia sobre o Inverno
Os ursos atravessam o inverno recolhidos à caverna, sustentados pela gordura acumulada na primavera e no verão. Muitos seres humanos sobrevivem das boas lembranças de suas próprias primaveras e verões da vida. O presente virou passado; e o futuro ah, o futuro, uma palavra quase sem sentido.
Pensamento assim está tudo errado. A existência não se cumpre apenas na saudade do que já foi. Cada dia exige o esforço de construir novas primaveras, mesmo quando o inverno interior pareça interminável. O passado alimenta, mas não pode aprisionar.
Outono é a transição das alegrias simples do verão para os prazeres sólidos do inverno.
No outono os jantares à luz de velas são mais longos, com mais prazer e alegria.
- O Sabor da Vida
Inverno implacável
No inverno que se estende, frio e implacável,
minha alma vagueia, perdida e sem abrigo.
Procuro a poesia, mas a esperança é frágil,
as palavras escapam por entre meus dedos, como o vento pelas frestas da janela... gelando completamente meu lar, meu abrigo.
Desiludida, caminho por ruas de sombra,
onde o eco do silêncio grita ardorosamente.
A beleza se esconde, a luz já não assombra,
e em cada estrofe, sinto o peso da vida... meus pés dormentes.
Mesmo na noite mais sombria e profunda, porém,
a chama do sonho não se pode apagar.
Pois mesmo cansada, a busca é fecunda,
e um dia, quem sabe, renasça a esperança de recomeçar.
Assim, a dor se transforma em verso,
e o inverno cede espaço ao calor que amana do universo.
Agora é finalmente a hora
de dizer arrivederci, inverno
Foi realmente um inverno longo
Eu já estava ficando cansado
Do inverno
Que nunca parecia acabar
Agora finalmente meu pai
Trouxe a primavera hoje
Também meu pai trouxe de volta
Para casa os pássaros que eu estava sentindo falta
Há muito tempo
À noite eu deixo as janelas
Abertas para que esfrie minha casa
Porque eu não tenho ar-condicionado
E eu tenho vivido na minha
Casa
Há muito tempo agora
Também eu amo a área onde eu moro
Os pássaros me acordam
Com seu canto logo de manhã
Eu já estou acostumado com isso
O intenso vive...
O intenso vive,
o plano de amar levantou voo,
aplausos ao inverno passado com suas perguntas respondidas,
glória ao fogo com suas lenhas inacabáveis,
O intenso vive,
uma voz grita, a sinfonia corre com os ventos,
o barco acompanha a correnteza, o caminho foi traçado,
contemplar a lua cheia por horas carrega uma bagagem que desata o nó das urgências,
os dias são indomáveis, as palavras são o grito dando sentido a verdade,
O intenso vive,
no farou, uma coleção de momentos é a luz que ilumina as lágrimas e os sorrisos,
mágicos são os desejos que viajam no tempo sem tropeçar no espelho do engano,
na dança infinita o amanhã é descoberto depois das nuvens,
o fantasma que amedronta a solidão escapou, a tristeza foi jogada no êxodo, agora o capitulo contado neste voo vitorioso é o de génesis.
Minha Primavera
Após um inverno duro, a primavera chegou e com ela tudo voltou a florescer, as paisagens formadas pela natureza encantam, uma grande diversidade de flores forma um belo tapete acima do solo, a temperatura ficou mais agradável e os dias agora são de prosperidade.
Você é a minha primavera, quero espalhar pelos quatro cantos do mundo que você chegou e agora a felicidade vai jorrar como aguá de uma fonte que nunca seca.
21 de junho
Solstício de inverno
e de verão certo?
Fique esperto !
Os hemisférios ficam assim,
o sol passa por cima
do ponto de Câncer.
Dos 23 a 30 graus
do Equador celeste
Afasta_se para o norte nesse lance
E quando nasce
ele surge no nordeste
e bem Vibrante.
Aphélio e Periélio
Distâncias do Sol de um dos dois hemisférios.
No inverno é Aphélio,no verão é Periélio.
Temos frio e calor intenso,um caso sério!
Uns têm vida e outros, quase morrem de calor!
É a Natureza que brinda a Terra com a luz do Sol nos hemisférios.
Ela que gira em torno do Sol, o rei Hélio!
Longe dele, surge o fenômeno Aphélio, tem inverno
Muito frio sim senhor ,na região tropical abaixo do Equador.
Perto da Terra o Sol faz o Periélio é quente, verão é muito calor!l
Vida é ciclo.
Cair, levantar, recomeçar...
cair, levantar, recomeçar... verão, outono, inverno, primavera, verão...
É esta a beleza da vida!
Lareira
Teu amor é lareira acesa
no centro do meu inverno,
chama que conversa com
a noite e não pede permissão,
me aquece por dentro enquanto
o mundo neva por fora,
e até minhas cicatrizes aprendem
a descansar no teu calor.
Quando te aproximo,
o tempo vira lenha estalando lento,
os silêncios ganham cor,
os medos derretem sem pressa,
teus olhos são brasas que
sabem meu nome,
e meu coração, casa antiga,
volta a ter fogo no chão.
Se um dia tudo esfriar,
sei onde voltar as mãos:
no abrigo do teu peito,
feito lareira eterna,
onde o amor não ilumina
só o quarto
— ilumina o que em mim
quase virou cinza.
Te amei com a calma de quem entrega a alma sem medo,
mas teu silêncio foi virando
inverno dentro do peito.
Cada promessa tua ficou
perdida no tempo,
e o que era carinho virou
lembrança machucando por dentro.
Ainda lembro do brilho
dos teus olhos nos meus,
do jeito que tua voz fazia
o mundo parar.
Mas hoje existe um gosto
amargo entre os “nós” e os “adeus”,
como se o amor tivesse cansado
de tentar ficar.
Carrego ressentimento
nas partes que ainda te amam,
porque esquecer você nunca
foi tão simples assim.
Te culpo pelas noites em que
minhas lágrimas me chamam,
mas no fundo também me culpo
por querer você perto de mim.
E mesmo ferido, meu coração
ainda pronuncia teu nome baixinho,
como quem procura abrigo na própria tempestade.
Porque o ressentimento é só um amor perdido no caminho,
tentando sobreviver no meio da saudade.
Nas flores de inverno somos servos da dilaceração pois a paixão nos abandonou.
Tão simples quanto as chuvas de inverno.
No outono somos penas flutuam no mar perpétuo de um momento lindo.
Olhar para você é como decifrar um céu limpo de inverno: cada detalhe teu é uma nova constelação que eu quero aprender a amar.
DeBrunoParaCarla
Busque-me, discípulo
acha-me naquela estação
entre inverno e verão
Ama-me como uma noiva
recém casada; aonde foi
o teu amor?
Enxerga-me outra vez, como
pôde se esquecer? Com os
teus olhos, jamais irá me ver.
Enxerga-me, pois, de olhos fechados.
Procura-me ver, com o teu coração
e me verás novamente, sentirás outra
vez.
Em sua nudez eu não aponto para a tua vergonha exposta, mas cubro-a com novas vestes, vestesde linho branco. Duvide de reis, questione governos, não acredite em tudo que se ouve
Mas como podes duvidar do meu perdão? Como podes questionar meu amor? Como pôde, se esquecer da cruz que tornou do órfão, mais uma vez, filho?
Permita-me cativar-te, não te escondas de mim.
Revele-se, confesse... pois sou o amor restaurador, e desde que encontrou meus pés, esse meu amor
Te encontrou.
No inverno,
São os flocos de neve.
Na primavera,
As gotas de chuva.
No verão,
As pétalas de flor.
No outono,
As folhas.
Todas essas coisas caem em algum momento,
Mas nenhuma delas tem uma queda igual
A que tenho por você...
Na primavera me fiz flor
No inverno me fiz cobertor
No verão me fiz alegria
No outono me fiz folha nova
Nas quatro estações te fiz amor!
Tudo por causa de você!
☆Haredita Angel
Folhas caindo...
Inverno chegando...
Outono sorrindo...
Primavera florindo...
Verão...amores que se vão!
Haredita Angel
15.07.25
As estações estão perplexas...
A Primavera, no calendário
acabou de chegar
mas, o Inverno com o seu cenário,
não parece querer passar...
A paisagem cinéria na Região Oceânica
me convida à introspecção
enquanto a névoa vai envolvendo a litorânea
escrevendo seus versos cinzas
entre os rochedos e o mar...
A Primavera anuncia-se no calendário,
mas o Inverno ainda resiste,
com sua sombra fria,
tecendo um silêncio persistente
sobre a pele do tempo...
A Serra da Tiririca veste-se de cinza,
a névoa rasteja e sufoca o horizonte,
como se o mar respirasse em versos apagados
e os rochedos guardassem segredos
de um poema que tarda a florescer...
A Primavera sorri no calendário,
mas ao meu redor,
ainda sopra o vento do Inverno,
delineando restos de silêncio
entre um céu turvo e uma lembrança antiga...
Na Região Oceânica, a paisagem cinéria
me acolhe em sua bruma,
e a névoa, delicada, borda poemas invisíveis
sobre as pedras e o mar,
como se traduzisse a estação inspiradora
da minha alma...
✍©️ @MiriamDaCosta
as vezes , a alma precisa atravessar o próprio inverno para descobrir que carrega em seu âmago , um sol que jamais se apaga; você não é apenas o sobrevivente das tempestades , mas a própria prova de que a luz mais bonita nasce da resistência entre a fenda e o abismo .
Márcio José
Quem é Ela?
Tem o abraço quente como o verão,
Para aquecer os corações em dias de inverno!
Ela veste as cores da primavera,
E seu sorriso, faz cair as folhas da inveja como no outono!
