Poesia sobre o Inverno

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"As árvores meditam no
Inverno.
Graças a isto florescem na
Primavera
Dão sombra no
Verão e
se desnudam no vento do
Outono.

Amamos as flores,
mas arrancamos.

Amamos as árvores,
mas cortamos.

E ainda não entendemos o
medo que algumas pessoas
sentem quando escutam:
Eu te amo " ❤

O inverno chegou
Passou como um vislumbre
Quando eu percebi
Você havia ido embora com ele


A primavera chegou
Tudo é colorido e bonito
Talvez seja por isso
Você se foi junto com o inverno


Parecia a mais doce fragrância
Mas não floresceu
Você se foi junto com o inverno
Não era pura sua beleza.


Agora eu enxergo com clareza
A primavera está completa
Você se foi com o inverno
Então aprendi a amar a primavera

A árvore morta

Num inverno, quando eu ainda era criança, meu pai estava precisando de lenha. Procurou uma árvore morta e a cortou.

Mas, quando chegou a primavera, viu que no tronco daquela árvore que tinha cortado, nasciam novos brotos. Meu pai ficou desolado.

Então ele disse:

- Tinha certeza de que aquela árvore estava morta. Perdera todas as folhas no inverno e fazia tanto frio que os galhos quebraram e caíram no chão, como se o velho tronco tivesse ficado sem vida. Mas agora percebo que ainda existia vida naquele tronco.

Depois voltou-se para mim e aconselhou-me:

- Não esqueça esta lição. Nunca corte uma árvore no inverno. Não tome uma decisão negativa no tempo adverso. Nunca tome decisões importantes quando se sentir desanimado, deprimido e com o espírito abatido. Espere. Seja paciente. A tormenta passará. Lembre-se: a primavera voltará!

O silêncio é um lenço úmido no rosto,
um peso que escorre pela garganta,
como o inverno que se recusa a ir embora,
deixando os ossos doloridos.


A espera vira um copo vazio na mesa,
o barulho do nada ecoa nas paredes,
e os dedos, inquietos, desenham círculos
sobre a pele que já não lembra o teu toque.


O telefone dorme como um animal doente,
sem latidos, sem pulsação, sem calor,
e o coração aprende a bater devagar,
como quem conta os segundos de um adeus.


As horas se arrastam como remédio amargo,
cada minuto um grão de areia nos olhos,
e o peito guarda o frio das manhãs sem sol,
onde até a luz parece desbotada.


Quem diria que o vazio tem sabor de ferrugem,
que a ausência é um espinho na língua,
e que o amor, quando não responde,
vira uma cicatriz que nunca sara?


Mas um dia, talvez, o corpo desaprenda
essa dor que se aninha como gripe antiga,
e o silêncio deixe de ser uma casa vazia
onde só os ecos sabem o seu nome.

Flores de primavera


É uma noite fria e densa de inverno. Um gélido frio. Gélido no mais profundo da alma.
Os ponteiros do relógio se arrastam.
Dias nublados. O sol se escondeu e não brilhou.
Essa noite é a personificação do gélido inverno.
A noite parece uma música triste, sem coro. Sem dança.
É como as batidas de um sino ecoando em algum lugar longínquo na escuridão.
Um contraste com dias de outono que antecederam o frio cortante do inverno.
Sob o sol, o mar sorria.
O vento soprava nas pradarias.
Os pássaros cantavam uma doce melodia.
Montanhas no fim de tarde. O sol se escondendo nos cumes além.
A densa noite gélida vai se findando.
Um raio de luz emerge da escuridão.
É a luz do sol. Um lindo dia de sol se pronuncia.
A noite eterna acabou.
O inverno gélido da alma se despede.
Flores desabrocham.
A primavera chega sem convite.
E o mundo se encanta.
O mundo se abre com um sorriso.
A primavera trouxe consigo flores.
Flores de primavera.

O amor é um cobertor que aquece no inverno da alma.
Nos dias sombrios é uma luz. Brilha e ilumina o caminho.

E quando vier o inverno, a escuridão...
Que eu domine o fogo com seu calor, luz e poder de transmutar.

E se vier forte o medo, a incerteza...
Que a experiência do escuro e do frio superados revelem o aprendizado e sua beleza.

E se vier o fim, se vier a morte...
Que me seja suficiente o trajeto, que segui sem bússola que me apontasse um norte.

Que eu tenha sido nada pra envergonhar minha essência.
Enquanto tudo fui para honrar a centelha em mim confiada de existência.

Há um inverno em mim,
triste como o silêncio das estrelas.
O calor amarga,
mas o frio é canto que consola.
Que estranha oposição,
como se o tempo fosse espelho quebrado.
Não é ausência de amor:
é apenas o pouco que resta,
esmola de eternidade.

As estações estão perplexas...


A Primavera, no calendário
acabou de chegar
mas, o Inverno com o seu cenário,
não parece querer passar...


A paisagem cinéria na Região Oceânica
me convida à introspecção
enquanto a névoa vai envolvendo a litorânea
escrevendo seus versos cinzas
entre os rochedos e o mar...


A Primavera anuncia-se no calendário,
mas o Inverno ainda resiste,
com sua sombra fria,
tecendo um silêncio persistente
sobre a pele do tempo...


A Serra da Tiririca veste-se de cinza,
a névoa rasteja e sufoca o horizonte,
como se o mar respirasse em versos apagados
e os rochedos guardassem segredos
de um poema que tarda a florescer...


A Primavera sorri no calendário,
mas ao meu redor,
ainda sopra o vento do Inverno,
delineando restos de silêncio
entre um céu turvo e uma lembrança antiga...


Na Região Oceânica, a paisagem cinéria
me acolhe em sua bruma,
e a névoa, delicada, borda poemas invisíveis
sobre as pedras e o mar,
como se traduzisse a estação inspiradora
da minha alma...
✍©️ @MiriamDaCosta

O intenso vive...


O intenso vive,
o plano de amar levantou voo,
aplausos ao inverno passado com suas perguntas respondidas,
glória ao fogo com suas lenhas inacabáveis,


O intenso vive,
uma voz grita, a sinfonia corre com os ventos,
o barco acompanha a correnteza, o caminho foi traçado,
contemplar a lua cheia por horas carrega uma bagagem que desata o nó das urgências,
os dias são indomáveis, as palavras são o grito dando sentido a verdade,


O intenso vive,
no farou, uma coleção de momentos é a luz que ilumina as lágrimas e os sorrisos,
mágicos são os desejos que viajam no tempo sem tropeçar no espelho do engano,
na dança infinita o amanhã é descoberto depois das nuvens,
o fantasma que amedronta a solidão escapou, a tristeza foi jogada no êxodo, agora o capitulo contado neste voo vitorioso é o de génesis.

Minha Primavera

Após um inverno duro, a primavera chegou e com ela tudo voltou a florescer, as paisagens formadas pela natureza encantam, uma grande diversidade de flores forma um belo tapete acima do solo, a temperatura ficou mais agradável e os dias agora são de prosperidade.
Você é a minha primavera, quero espalhar pelos quatro cantos do mundo que você chegou e agora a felicidade vai jorrar como aguá de uma fonte que nunca seca.

Perfeito para mim
Como uma noite de inverno
Aquecida em meus lençóis
Como chuva no rosto
Numa noite de verão
Como um beijo sedento
Que nunca recebi
Perfeito para mim...
Dançando na noite escura
Com velas incandescentes
Perfeito para mim...
Lua cheia na noite escura
Onda do mar nos pés da menina
Uma flor solitária na campina
Perfeito para mim!
Uma bela canção
Que acelera o coração
Perfeito para mim...
Pedra rara,
Incrustrada na rocha bruta
Alma solitária que não desiste da luta
Perfeito para mim
Sempre, somente,
Perfeito para mim!

Lá fora, o céu de inverno sorri em azul…
Aqui dentro, o cuidado floresce em silêncio e fé.
Deus está em tudo: no vento lá fora e na restauração aqui dentro.
Sem pressa, sem murmurar… só confiando.


Janice F. Rocha

No inverno,
São os flocos de neve.


Na primavera,
As gotas de chuva.


No verão,
As pétalas de flor.


No outono,
As folhas.


Todas essas coisas caem em algum momento,
Mas nenhuma delas tem uma queda igual
A que tenho por você...

*“No Inverno, Café e Você”*

O inverno chegou devagar,
vestindo a cidade de silêncio
e as janelas de saudade.

Lá fora, o vento desenhava frio nas ruas, mas aqui dentro
existia você.

O café fumegava entre nossas mãos, como um pequeno sol tentando aquecer o mundo.

E eu observava teus olhos
com a mesma calma
de quem encontra abrigo
num fim de tarde chuvoso.

Você sorria baixo,
enquanto o aroma do café
misturava memória e desejo
no mesmo instante.

Há amores que queimam como incêndio.
O nosso não.

O nosso aquece devagar,
como coberta em noite gelada, como música antiga tocando ao fundo, como dois corações aprendendo a morar no mesmo inverno.

E desde então,
toda vez que o frio retorna,
o café perde um pouco do gosto… se você não está aqui.

EXPRESSÕES


Chegastes na penumbra do grave inverno, que sem timidez se aproximava.
A princípio não te vi: também não soube que ias comigo.


Foi quando senti o florescer de tuas raízes atravessarem o meu caminho, ocupando espaço, sem licença e sem ruídos.


Era o vento da vida ali, reproduzindo junto ao meu sangue a centelha do amor divino.


E como no inverno, invadiu em meu peito um frio de estremecer o corpo. No medo me deleito e o incerto aceito.


A semente se propaga, germina, me faz rir e me faz viver, mesmo sem entender.

⁠Vida é ciclo.
Cair, levantar, recomeçar...
cair, levantar, recomeçar... verão, outono, inverno, primavera, verão...
É esta a beleza da vida!

O quanto de outono e inverno existe em nós?


Se estás sendo podado, és uma criatura que dá frutos. Árvore morta não necessita de poda: arranca-se a raiz e joga-se fora. Quem está vivo passa por galhos secos, mas também recebe flores novas.


Arranque as ervas daninhas e seja um belo jardim.


Em 30/06/2023.

A solidão é um inverno doloroso quando somos jovens, mas transforma-se em um porto de águas calmas quando alcançamos a maturidade. Esta é uma perspectiva profunda sobre o amadurecimento e a paz interior — um santuário de autoconhecimento que muitos passam a vida sem conseguir habitar. Trata-se de escolher o silêncio de forma voluntária, compreendendo como o tempo molda a nossa relação conosco mesmos e revelando a fronteira invisível, mas sagrada, entre o peso do isolamento e a glória da solitude.
​Muitos jovens, e até mentes ditas maduras, associam o estar só ao exílio, ao vazio ou ao naufrágio social. Com o passar dos anos, porém, nossa relação com a ausência de ruídos se transforma por meio de uma alquimia emocional conduzida pelo tempo. Não se trata de romantizar a apatia ou rejeitar os laços humanos. A essência dessa analogia reside no amadurecimento da alma: a descoberta de que o homem só encontra o seu verdadeiro centro quando cessa a guerra contra o silêncio, aprendendo a descansar em DEUS e a desfrutar, enfim, da própria presença.

J Rabello de Carvalho

Inverno


Intensidade do vento do norte
Ventania envolvente
Refaz o navegar
Onde busca viver essa estação.